PFC empata com Gênus e é eliminado da Série D

Genus-RO e Paragominas empataram em 0 a 0 na noite deste domingo (18) no estádio Aluízio Ferreira, em Porto Velho (RO), pela 9ª rodada do grupo A1 da Série D. O resultado eliminou antecipadamente o time paraense da competição. Com oito pontos (perdeu 6 pontos no STJD por uso irregular de jogador), o PFC ainda enfrenta o Plácido de Castro-AC domingo (25), às 17h, no estádio Arena Verde, em Paragominas.

Águia perde e cai duas posições

O Águia perdeu para o CRB por 3 a 1, na tarde deste domingo, em Maceió, e caiu da 5ª para a 7ª colocação em seu grupo na Série C, se mantendo com 17 pontos, em 11 jogos disputados. Os alagoanos passaram de 16 para 19 pontos e ocupam agora a 3ª posição. Logo aos 23 minutos, o CRB abriu o placar, com Reinaldo. Aos 36, Denílson ampliou. No segundo tempo, aos 40 minutos, Reinaldo marcou o terceiro gol do CRB. Rayro descontou para o Azulão marabaense aos 43. O Águia volta a jogar pela Série C contra Fortaleza no próximo domingo (25), às 16h, no estádio Zinho Oliveira, em Marabá.

Brasileiro da Série B: Classificação geral

    PG J V E D GP GC SG
Palmeiras 40 16 13 1 2 34 12 22 83.3
Chapecoense 33 14 10 3 1 32 14 18 78.6
Sport 30 16 10 0 6 31 26 5 62.5
Paraná 27 16 7 6 3 24 13 11 56.3
América-MG 26 15 7 5 3 28 21 7 57.8
Boa Esporte 26 16 7 5 4 16 17 -1 54.2
Joinville 24 16 7 3 6 28 19 9 50.0
Figueirense 23 16 7 2 7 31 28 3 47.9
Avaí 23 16 6 5 5 22 21 1 47.9
10º Icasa 22 16 7 1 8 23 30 -7 45.8
11º Bragantino 22 16 6 4 6 17 17 0 45.8
12º Oeste-SP 19 16 5 4 7 14 22 -8 39.6
13º Guaratinguetá 18 16 5 3 8 20 25 -5 37.5
14º Ceará 18 16 4 6 6 19 21 -2 37.5
15º Atlético 16 16 5 1 10 12 23 -11 33.3
16º ASA-AL 16 16 5 1 10 16 28 -12 33.3
17º São Caetano 16 16 4 4 8 18 20 -2 33.3
18º Paissandu 15 16 4 3 9 18 26 -8 31.3
19º América-RN 15 15 3 6 6 15 23 -8 33.3
20º ABC 11 16 2 5 9 13 25 -12 22.9

Dom Glauquito na Paulicéia

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Registro da presença de Glauco Alexandre Lima (centro), o mais indomável dos bicolores, conquistando as cercanias do Pacaembu no sábado à tarde, ao lado de dois amigos bicolores. Dom Glauquito, amigo e colaborador do blog desde priscas eras, estava ao lado de seu amado Papão no embate contra o Palmeiras. Não deu pra vencer, mas o que vale é a atitude vencedora. Sempre.

Previsão de rivalidade entre ídolos no Barça

Por Martín Fernandez

Começa para valer neste domingo a vida de Neymar no Barcelona, com a estreia no Campeonato Espanhol, contra o Levante, no Camp Nou. A menos de dez meses da Copa do Mundo no Brasil, a presença de Neymar e Messi no mesmo time é assunto dominante na Europa.

august2013coverNa capa da revista inglesa World Soccer deste mês aparecem lado a lado um Neymar sorridente e um Messi com cara séria. A chamada: “A rivalidade que pode definir a temporada”.

Reportagem deste sábado do “El Pais” sugere um ambiente algo hostil entre Messi e Neymar. “Ele é muito bom, mas que deixe de falar de mim, não faça bobagens e diga que veio ganhar títulos”, é uma frase atribuída ao argentino num jantar entre amigos.

Johan Cruyff, o homem-Barcelona (foi jogador, técnico, cartola) disse ao “Marca” que o clube, agora que comprou um, deveria vender outro. O holandês prevê disputa até para ver quem vai bater faltas.

Neymar sempre foi o príncipe regente em Santos, mas já teve que dividir o protagonismo na seleção brasileira. Do Qatar à Bolívia, da Costa Rica à Inglaterra, sempre que Ronaldinho esteve na seleção, Neymar ficava em segundo plano.

Era o Gaúcho quem tinha o nome gritado pelas crianças, era o alvo das câmeras e dos pedidos de entrevistas. Neymar nunca deu a menor demonstração de ciúme. Assim como os demais parecem não se incomodar quando o centro das atenções é Neymar.

Guardadas as diferenças de convívio na seleção e num clube, há um exemplo revelador: Wembley, 6 de fevereiro de 2013, estreia de Luiz Felipe Scolari.

O Brasil empatava com a Inglaterra quando teve um pênalti a seu favor. Neymar deveria bater, mas Ronaldinho tomou-lhe a frente, a bola e chutou nas mãos de Hart (o vídeo aqui é claro). A seleção perdeu por 2 a 1.

Ainda no estádio, perguntei ao treinador quem deveria ter batido o pênalti. Scolari não poderia ter sido mais direto. “Neymar. Mas você não tira a bola de um jogador como o Ronaldinho e diz que vai cobrar.”

Minutos depois, Neymar foi informado sobre a frase do chefe e instado a falar sobre o assunto. Tratou de absolver o colega mais velho. ”Felipão me pediu para bater, mas Ronaldinho é um craque, um ídolo, já fez vários gols de pênalti, infelizmente ele errou.”

Poderia ter lamentado o fato de não ter batido, poderia ter dito qualquer coisa que fosse interpretada como “polêmica” por nós, jornalistas. Não o fez.

Em março, falei com a Oscar sobre a iminente transferência de Neymar para o futebol europeu. O companheiro de seleção o aconselhou: “Ele tem de ir para o time que vai recebê-lo melhor. Na Europa, há essas coisas de ciúme, de grupos. Tem de ir para um time que o receba bem.”

O astro evidentemente sabia disso ao escolher jogar no Barcelona. De tudo que se falou sobre o assunto, a melhor frase sempre será a do técnico Gerardo Martino: “Se Messi e Neymar não jogarem bem juntos, a culpa é do treinador.”

Aposto que vai dar certo. E você?

Bota ponta, Luxa!

Por Tostão

Na época em que se amarrava cachorro com linguiça, expressão usada por Felipão, todas as equipes tinham laterais que, raramente, passavam da linha do meio-campo e pontas que, raramente, voltavam até seu campo. Não se misturavam. Parecia uma passagem de bastão, em uma corrida de revezamento.

Diz a lenda que, no jogo contra a Áustria, na Copa-58, o treinador Vicente Feola gritava para Nilton Santos não avançar. O lateral esquerdo, que tinha no corpo um computador, de última geração, que calculava todos os movimentos e a velocidade dos companheiros, dos adversários e da bola, e que ainda possuía um GPS para mostrar o melhor caminho, continuou e fez o gol.

Diz ainda a lenda que Feola dormia durante as partidas. Se isso é verdade, não poderia gritar para que Nilton Santos voltasse.

Em todas as épocas, o futebol, quase sempre, foi jogado com atacantes ou meias pelos lados. Antes, eram os autênticos pontas, dribladores. O drible é uma transgressão do racional e do pensamento linear.

A partir da Copa-66, sumiram os típicos pontas na Europa, que foram substituídos por um meia de cada lado, que voltavam para marcar, ao lado dos volantes, formando uma linha de quatro no meio-campo e que, quando o time recuperava a bola, avançavam como pontas.

A única diferença desse sistema tático, com dois volantes, um meia de cada lado e dois atacantes, talvez ainda o mais usado no mundo, com a maneira atual de jogar, com três meias e um centroavante, é a troca de um dos dois atacantes por um meia de ligação, pelo centro.

Hoje, muitos times têm um volante que avança como meia, quando a equipe recupera a bola. Sempre foi assim, quando o volante tem talento. Os numerólogos já estão criando um novo sistema, o 4-1-4-1, com um volante, quatro meias e um centroavante. Mudam os números, e continua tudo igual.

Uma evolução importante da maneira atual de jogar, com um meia de cada lado (pontas), é a formação de duplas pelos lados, entre o meia e o lateral, na defesa e no ataque. Não existe mais a passagem do bastão, do lateral para o ponta. Isso confunde a marcação.

Após o sumiço dos autênticos pontas, muitos técnicos brasileiros, como Luxemburgo e outros, diferentemente do que ocorre no mundo todo, inclusive em muitas equipes que disputam o Brasileirão, preferem jogar como há 20 anos, com três no meio-campo, geralmente volantes mais marcadores, um meia de ligação e dois atacantes. São os laterais que avançam, pelas pontas, geralmente sem saber. Os volantes deixam de ser jogadores de meio-campo, para fazer a cobertura, ser os secretários dos laterais. Um atraso.

Quando Luxemburgo era treinador do Real Madrid, os espanhóis protestavam e pediam jogadores pelos lados. Parafraseando Jô Soares, “bota ponta, Luxa”!

Barbosa deve desculpas a Lewandowski

Por Elio Gaspari

Na próxima quarta-feira o ministro Joaquim Barbosa deveria pedir desculpas ao seu colega Ricardo Lewandowski, diante das câmeras, na Corte. Todo mundo ganhará com isso, sobretudo ele e sua posição, que é a de mandar alguns mensaleiros a regimes carcerários fechados. Barbosa desqualificou como “chicana” uma posição de Lewandowski e, instado a se desculpar, encerrou a sessão, como o jogador que leva a bola para casa. Ao perder uma votação, já disse que “cada país tem o modelo e tipo de Justiça que merece”, como se fora um biólogo ucraniano. Já acusara Lewandowski de alimentar “um jogo de intrigas”. Já chamou de “palhaço” um jornalista que lhe fizera uma pergunta, mandando-o “chafurdar no lixo” e, há poucas semanas, retomou a melodia, chamando-o de “personagem menor”. Meteu-se num debate com o ministro Dias Toffoli condenando o que supunha ser o voto do colega com um argumento dos oniscientes: “Eu sei aonde quer chegar.” Não sabia. Toffoli lembrou-lhe que não tinha “capacidade premonitória” e provou: votava com ele.

Barbosa poderá vir a ser candidato a presidente da República. Mesmo que decida não entrar nessa briga, como presidente do Supremo, deve respeitar o dissenso, evitando desqualificar as posições alheias, com adjetivos despiciendos. Fazendo como faz, embaraça até mesmo quem o admira.

Há ministros que se detestam, mas todos procuram manter o nível do debate. As interpelações de Barbosa baixam-no, envenenando o ambiente. Seriam coisas da vida, mas pode-se remediá-las. Na Corte Suprema americana, antes que comecem os debates (fechados), o presidente John Roberts vai para a porta da sala e começa uma sessão de gentilezas, na qual todos os juízes se cumprimentam. Na saída, ele se apressa, volta ao lugar e recomeça o ritual. Boa ideia. Evitaria a cena de salão de sinuca ocorrida depois da sessão de quinta-feira.