A missão abençoada

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O tempo bom flui mais rápido. Momentos felizes passam que a gente nem percebe direito. Posso dizer que os últimos 12 anos transcorreram assim, voando. João nasceu em 2001, poucos dias antes do fatídico 11 de setembro. Por causa dele, parece que aquelas imagens de Nova York aconteceram há pouco. Sim, porque na minha cabeça de pai o João veio ao mundo ontem. Alguém já disse que os filhos crescem como plantas e, quando nos damos conta, eles já são árvores imensas.

Olho para as marcas da idade de João riscadas na parede da cozinha e vejo o quanto o moleque disparou. Está quase ultrapassando o pai em altura – o que, obviamente, não é nenhuma vantagem. Está mais forte e ainda mais articulado. Agora, vejam vocês, já conversa com os amigos e lê mangá em inglês no computador. Papeia com o irmão Pedro já com argumentos e humor de gente graúda. As risadas mudaram de tom e ficaram mais econômicas. Mas permanece inalterada a alegria que ele irradia à minha vida. Os que me conhecem sabem o quanto sou apaixonado pelos meus filhos. A isto eu chamo de bênção.

Sou pai em tempo integral, participo de tudo, converso, pergunto, brinco, estrago também. E sinto orgulho disso. Acordo a qualquer hora para atender um chamado deles e fico triste quando preferem não me incomodar. Nasci com essa missão, não saberia ser diferente, talvez porque aprendi a ser assim com meus dois pais, José e Juca. É claro que, com mestres desse naipe, teria que aprender alguma coisa. Agradeço aos velhos pela suprema felicidade de saber ser pai. E a vocês, amigos, imploro que relevem a corujice.

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8 comentários em “A missão abençoada

  1. Você é um exemplo de pai amigo Gerson. Também tenho uma paixão incondicional pelas minhas 3 filhas, participei ativamente no desenvolvimento delas e hoje percebo a importância desta dedicação. Hoje são formadas, tem suas vidas graças a Deus bem encaminhadas. Se todos os pais fossem como você, por esse país, com certeza não teríamos tantos jovens envolvidos em delitos, sem educação etc….a educação não é privilegio de ricos, mesmo em situação de pobreza se consegue educar, são tantos os exemplos que se vê. É isso caro amigo Gerson, fiquei emocionado com o seu relato. Parabéns!

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  2. Tem mais um detalhe amigos do blog, outro dia já na madrugada eu lendo os comentarios, percebi o amigo Gerson postando novos assuntos no blog. Postei um comentário sobre o amigo entrar pela madrugada, ou seja, trabalhando naquele horário, o amigo Gerson respondeu que apesar de todas as atribuições que o trabalho requer, ainda assim arranjava tempo para cuidar da família. E tem pais que não estão nem aí, dizendo não ter tempo pra dar atenção a família. O amigo Gerson prova que existe tempo sim.

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  3. Não há porque relevar sua corujice, seu texto é lindo e emocionante.
    Para mim que sou pai e amo meus filhos, é muito bom ler seus textos..

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  4. Parabéns por saber expor, de forma delicada, suas emoções em relação à sua família em um mundo onde ”homem não chora” e os exemplos foram deixados de lado. Grande abraço.

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  5. rsrs…Grande amigo Gerson… Esse é Coruja, de carteirinha… Meu irmão, as vezes, me fala: “Mano, tu tens que viver um pouco pra ti”… Mas quando… Minha filha é tudo pra mim, também, amigo Gerson, sei como o amigo se sente… Deixo de comprar algumas coisas pra mim, pra comprar pra ela…. E por aí, vai…. Me sinto feliz fazendo isso… Por isso, sei que o amigo fala com o coração…

    O importante é ser feliz, com o que fazemos… Segura a emoção aí, amigo Gerson..

    Dando uma vasculhada no blog, quase passei batido nesse post..

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