Por Gerson Nogueira
O Remo comemora aniversário em ritmo de modernização. Não importa se no futebol o time segue apeado de competições oficiais. A reunião de associados e conselheiros, anteontem à noite, presenteou o clube com a confirmação de eleições diretas em novembro de 2014. É um pleito antigo, que chegou às ruas levado por torcedores mais engajados e que finalmente ganhou aprovação oficial no texto do novo estatuto.
Voto direto não é panaceia e não opera milagres, mas é a forma mais democrática de participação popular. Como clube de massa, o Remo precisava da representatividade de seus associados para que a gestão se torne mais ágil e transparente.
No rastro do maior rival, que já elegeu uma diretoria pelo sufrágio direto, o Remo parte para um passo decisivo em sua história. O futuro da agremiação dependerá, a partir de agora, das intenções e projetos de seus associados, representantes da imensa e apaixonada torcida azulina.
Surpreende que um clube centenário tenha custado tanto tempo para aderir à prática institucional mais recomendada. Que os erros acumulados ao longo de gestões centralizadoras e pouco transparentes sejam combatidos verdadeiramente pelos novos dirigentes.
Parte do processo já havia sido vencida com as mudanças feitas na cúpula administrativa do clube depois do afastamento de Sérgio Cabeça. O vice Zeca Pirão mostrou-se afinado com os anseios da torcida e convocou para participar da diretoria quatro integrantes das forças de oposição. O gesto de desarmamento foi muito bem recebido pela comunidade azulina e já é visto como uma prévia do sistema de pleito direto.
Com a aprovação e vigência do estatuto reformulado, o Remo passa a ter maior participação dos associados, o que significa conviver com mais cobranças e fiscalização. Conselheiros também passarão a contribuir mais (R$ 90,00 mensais) e a ter que dar mais explicações. Diminuiu também o rol de exigências e limites para que sócios se candidatem a cargos. Sem dúvida, é um bom começo.
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Seleção reencontra o mau futebol
A desculpa das férias europeias pode servir para explicar o rendimento da Suíça. Do lado brasileiro, não. Argumentar que a apatia do time brasileiro deve-se à exaustão física é liberdade poética. Ouvi alguns comentários compreensivos a respeito da terrível atuação do Brasil no amistoso de ontem, mas é incabível fechar os olhos para tantos passes errados, falta de articulação criativa e timidez do ataque.
Bastou enfrentar um time mais aplicado e decidido a marcar sempre para que o Brasil apagasse a imagem positiva exibida na Copa das Confederações. Na verdade, nem de longe lembrou aquele time vibrante que bateu Uruguai, Itália e Espanha no torneio de junho. Lenta e estranhamente nervosa, a Seleção só foi agressiva (ríspida até) em divididas no meio-campo e no recurso de parar jogadas com faltas.
Na maior parte do tempo, parecia um grupo enfastiado, com jogadores visivelmente desinteressados da partida. No primeiro tempo, Neymar ainda se movimentou bem, criando algumas boas situações, que Hulk (duas vezes) e Oscar desperdiçaram. Paulinho ainda mandou uma bola na trave.
Mas, na etapa final, a letargia prevaleceu. E a derrota se desenhou cedo. Daniel Alves, que há muito tempo não demonstra entusiasmo pela Seleção, conseguiu se superar na mediocridade geral. Aos 2 minutos do segundo tempo, desviou de cabeça um cruzamento do ataque suíço, sem defesa para o goleiro Jefferson.
O escrete, que já tropeçava nas próprias pernas, passou a correr sem rumo na busca caótica pelo empate. Minutos depois, Dante devolveu mal a bola e quase permitiu o segundo gol dos donos da casa. Mais organizado e tranquilo, o time suíço não errava passes e atacava com disposição.
Acima de tudo, os suíços primaram pela objetividade. Ao contrário dos brasileiros, os suíços arriscavam sempre chutes de média e longa distância – foram 14 finalizações contra 6 do Brasil. Felipão precisa realinhar suas peças para que o espírito vencedor volte ao escrete.
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Escaramuças fora de hora
Depois de idas e vindas, confirmações e desmentidos, o meia Eduardo Ramos viajou a São Paulo para se integrar à delegação do Paissandu e reforçar o time contra o Palmeiras, no próximo sábado. Punido por questão disciplinar, o jogador chegou a ser dado como afastado do clube. O técnico Arturzinho, que vem cobrando comprometimento dos jogadores, foi convencido a aceitar o retorno de Ramos.
Ninguém pode afirmar se a delicada convivência vai se normalizar, mas é certo que o Paissandu não vive um momento na Série B que permita abrir mão do futebol de Ramos no meio-campo. Mesmo sem jogar o que já mostrou ser capaz, ainda é um jogador fundamental.
(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta quinta-feira, 15)
Gerson e amigos, teve colunista, ontem, que nem tocou no assunto, por ter que “engolir” as eleições diretas, no Remo…
O Torcedor do Remo tem sempre que agradecer a ASSOREMO, do Thiago Passos, a “O REMO É MEU”, do André Anaisse, por essas Eleições Diretas no clube, NA MARRA, NA PRESSÃO…
O Remo pertence aos seus torcedores…
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Hahaha, é verdade, amigo Cláudio. Sei de pessoas que criticam infantilmente a democratização dos clubes, outras detonam por ignorância. Não há saída, felizmente o processo é irreversível. O próprio torcedor já se conscientizou disso.
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No Paysandu, fiquei feliz com o desfecho dessa história do Eduardo Ramos… Penso que uma boa conversa da diretoria, resolverá, de vez, o problema… Agora, o técnico Arthurzinho, cobra, com razão um maior envolvimento profissional do atleta com o time, coisa que até nós torcedores, já tínhamos percebido que ele não estava jogando com vontade…
Vamos esquecer isso, e que o Paysandu traga um bom resultado, amanhã, contra o Palmeiras…
Minha mãe estava muito preocupada com essa saída do Eduardo Ramos.. Não é fácil para o torcedor do Paysandu ver uma situação dessas, onde seu clube não consegue vencer em campo, e ainda ter que ficar vendo,lendo e ouvindo, essas “brigas” entre seu maior ídolo, hoje, e seu técnico…Que tudo isso sirva,até, de motivação para a equipe, e que ela consiga um bom resultado, amanhã. Viva o Papão..
Penso que, se o Palmeiras for pensar que o Paysandu está “morto”, em crise e tudo mais, e relaxar no jogo, poderá ter uma surpresa desagradável, amanhã, dentro de São Paulo….
Continuo acreditando….
É a minha opinião.
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Eu heim..
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Estou impressionado com o desânimo dos torcedores azulinos com a aprovação do novo estatuto remista. Será apenas aqui no blog ou os remistas realmente não se importam com a política do clube?
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Muito bem postos amigo Gerson, essas mudanças e pensamentos, mesmo que tardia nas ações que envolvem assuntos ligados ao Remo, me enchem de esperança de que a partir de agora tudo será diferente. A modernização e profissionalismo enfim aportou na administração do clube. Espero que haja continuidade nesse projeto para o bem de toda massa azulina.
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#ChupaJonesTavares
#ChupaGualberto
Brincadeiras a parte…
Me sinto orgulhoso de ter feito parte dessa mudança no meu clube de coração, mesmo que tenha sido minima, me sinto orgulhoso de ter participado da segunda “reorganização” do clube. Dia 13 foi mais um dia histórico para o clube, o dia que as ‘múmias'(aqueles conselheiros e diretores com pensamento da década de 60 e 70) tiveram que engolir o que a torcida e os sócios queriam. Eles sabem que a era deles chegou ao fim, agora é com a juventude!(só espero que não copiem os ex-diretores)
Parabéns aos grupos que foram criados, podem ter certeza que com esse novo estatuto, sanguessugas como o ex-presidente, nunca mais voltarão a assumir o clube. Só espero que daqui pra frente seja só glórias! Valeu Bete Cheirosinha rsrs
Obrigado Nossa Senhora de Nazaré!!!
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O remorto segue o mesmo destino da Tuna desaparecer do cenario, o unico que sempre ta brigando seja na serie C ou B e ate mesmo a A e o bicola. O orgulho do Para. Vcs tem de engolir isso seus remerdas pois a unica coisa que vcs sabem dizer e 33, 33, e 33 jogos do tabu kkkkk
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O Remo é parece DJ de aparelhagem, todo mês inventa que tá fazendo aniversário
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Que contratação é essa do Pirão, que chegará de helicóptero no baenão em novembro ?
Já começou as loucuras.
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Verdade, amigo Gerson…rs
Em tempo: Jogo do Paysandu, é no sábado, e não amanhã… Te dizer….Nesse feriado, pensei que ja era sexta…Vi todo mundo bebendo…rs
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O papinha parece farinha do ver-o-peso. Todo mundo passa a mão e depois come Ahahahaah
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Amigo Claudio o Fabiano goleiro que recentemente estava no Remo voltou para o RN e vai disputar a segunda divisão pelo Atletico Potengi e a rodada de abertura é já no próximo sabado contra o Currais Novos no CJB
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Deve ser Papai Noel, Rodrigo.
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Fabiano, continua treinando no Remo, amigo Gilvan… Grande abraço..
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