Depois de aceitar proposta do Remo, voltar atrás e anunciar permanência no Paragominas, o técnico Charles mudou de ideia de novo. Na manhã desta sexta-feira, o treinador se desligou do PFC e voltou a Belém. Em entrevista, disse que não se sentia mais à vontade no Jacaré, admitindo que está renegociando com os dirigentes do Remo. Ao mesmo tempo, a diretoria do PFC anunciou o substituto de Charles: é Cacaio, que treinou a Tuna no segundo turno do Parazão e se apresenta neste sábado.
Após uma reunião com o presidente do PFC, Jorge Formiga, na noite de quinta-feira (23), Charles citou como principal ponto o desgaste com a torcida e com pessoas ligadas à diretoria do clube. O fato chegou às redes sociais, onde a família do treinador chegou a ser hostilizada por torcedores. Charles deve comandar o Remo pela terceira vez na carreira. Em 2005, ele foi vice-campeão paraense e, em 2007, treinou o clube no Brasileiro da Série B. Diante de tantas idas e vindas, porém, é prudente não confiar nas decisões do treinador. (Com informações da Rádio Clube)
Mês: maio 2013
O velho Nilton e a bola
Homenagear Nilton Santos, a “Enciclopédia” do futebol brasileiro, nunca será demais. Agora, surge mais um livro, desde já na lista de obrigatórios da literatura esportiva. Nilton Santos já tinha um livro publicado sobre sua vida, mas muito distante do que mereceria. Mas este “O velho e a bola ” (Editora Maquinaria), é um golaço marcado pelo craque do jornalismo e da literatura esportiva Rafael Casé. Livros de crônicas reunidas na literatura esportiva recente são raridades. Por isso, resgatar a trajetória de Nilton Santos, por intermédio das crônicas de Jacinto de Thormes, pseudônimo do jornalista Maneco Muller, publicadas no jornal Última Hora, torna-se um marco.
São 40 crônicas escolhidas e organizadas pelo jornalista Rafael Casé, que também assina as notas que compõem o livro. Foram retiradas da série de crônicas que leva o mesmo nome do livro, publicada no jornal Última Hora no ano de 1963 e traçam um rico panorama do futebol brasileiro dos anos 1950 e 1960, com alegrias e dramas, talentos e malandragens, fama e decadência de craques inesquecíveis. Os textos têm na trajetória do jogador do Botafogo, conhecido como Enciclopédia – apelido, inclusive, dado por Maneco Muller – seu fio condutor.
No site Literatura na Arquibancada (links abaixo), sinopse e mais detalhes da obra:
Taça BR de Futsal: Leão faz 2º jogo das semifinais
Mudança na ordem dos jogos semifinais da Taça Brasil de Futsal Sub-15, em Recife. Por determinação da coordenação do torneio, o jogo Remo x Fluminense-RJ passou para as 18h30 de hoje e o clássico Sport x Náutico foi antecipado para as 17h, a pedido do Sport.
Teimosa vocação tabajara
Por Gerson Nogueira
O Remo começa a se especializar não apenas em perder turnos de campeonato, mas também na fina arte de produzir lambanças. Poucas contribuições de impacto foram dadas até hoje pela atual diretoria, mas, sem dúvida, o anedotário do futebol paraense ficou mais rico graças a ela. É uma presepada atrás da outra.
A última trapalhada envolveu a contratação do técnico Charles Guerreiro. Dada como certa na terça, caiu por terra na quarta pela manhã depois que o treinador se acertou com os dirigentes do Paragominas. Ontem, finalmente, ficou tudo esclarecido. Charles fica mesmo no PFC e a cartolagem do Remo contabiliza mais um mico.
As circunstâncias da trepidante negociação envolvendo Charles e dirigentes do Remo é algo digno de livreto de piada. O técnico contou que foi procurado, recebeu uma proposta e ficou tentado a aceitar, até para atender um apelo da família para voltar a morar em Belém. Pediu, porém, um tempo para comunicar sua decisão aos diretores do PFC.
No meio do caminho, o mais afoito dos cartolas remistas apressou-se em anunciar a transação como definida e sacramentada. Esqueceu apenas que um profissional só pode ser considerado contratado depois que põe o jamegão na folha de papel. O treinador admitiu, ontem, que a algazarra dos azulinos pesou na sua desistência, pois temia ficar marcado junto à torcida de Paragominas.
O comportamento destrambelhado tem sido a marca dos gestores do futebol do Remo. E a balbúrdia parece definitivamente instalada. Nem bem baixou a poeira do caso Charles, em meio a especulações sobre Maurílio, eis que surge a notícia de que Cacaio será o técnico. De novo, a informação saiu antes que o técnico assinasse contrato com o clube. Não será surpresa se hoje surgir novo desmentido.
Depois da eliminação do Campeonato Paraense, o Remo voltou à mesma situação do final do ano passado. Parece uma nau à deriva, sem rumo ou comandante. Sem competições previstas no restante da temporada, a pressa em contratar um treinador transmite insegurança e desespero.
O insucesso na busca por um técnico vem se juntar à infeliz ideia de recorrer ao STJD pleiteando a vaga paraense na Série D. O clube tem todo direito de resguardar seus direitos, mas não pode se expor a situações vexatórias. Depois que o mais falastrão de seus gestores garantiu em entrevista que o Remo iria disputar “de qualquer maneira” a competição, a sensação é de que tudo será feito para confirmar a tal previsão.
Como era fácil de prever, depois de notificada pelo tribunal sobre a reclamação, a FPF respondeu que o representante do Pará é o Paragominas. Nem podia dizer outra coisa, pois o campeonato foi disputado sob um regulamento aprovado pelo conselho técnico dos clubes. Se há algo dúbio ou mal explicado, a responsabilidade é também dos remistas, que ajudaram a formatar o regulamento.
Do lado prático das coisas, causa espanto que o Remo tenha se dado conta da imperfeição do regulamento somente agora, depois do término do campeonato. Se não concordava, deveria ter esperneado antes do torneio. Como aceitou disputar, só resta submeter-se às regras do jogo. Reclamar agora, tardiamente, mesmo que os argumentos sejam consistentes, soa como coisa de mau perdedor.
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Uma estreia longe de casa
Longe da torcida e ainda sob os efeitos da derrota no tapetão, que fulminou as esperanças de permanência na Copa do Brasil, o Paissandu inicia hoje a esperada campanha de retorno à Série B, depois de seis anos de ausência. Não é a estreia dos sonhos. Apesar de utilizar o time-base do Parazão, o técnico Lecheva tem vários problemas.
Além da forçada mudança na lateral-esquerda, com a possível entrada do novato Janilson em substituição a Rodrigo Alvim (contundido), há dúvidas quanto ao meio-de-campo. Vânderson, Capanema e Djalma não treinaram por diferentes razões. Eduardo Ramos, cérebro do time, é o único do setor que está em plenas condições.
Por sorte, o ataque não sofreu alterações. Setor fundamental pela necessidade de uma vitória logo de cara, tem Rafael e João Neto bem entrosados e voltando a jogar como no primeiro turno do certame estadual. O adversário é pouco conhecido dos paraenses, mas constrói uma imagem vencedora com o vice-campeonato da Copa do Nordeste e as boas participações na Segunda Divisão, onde está há três anos.
O ponto forte do ASA é a capacidade de marcação, que se concentra no trio de volantes (Rudiero, Milton e Pedro Silva). Na frente, Léo Gamalho, que andou na mira de vários clubes da Série B e até da primeira divisão, é o homem a ser vigiado pelos bicolores.
Toda estreia é difícil, mas os desafios do Paissandu aumentam na medida em que o ASA é um adversário mais habituado à Série B. Além disso, é um time bem arrumado e perigoso como visitante, explorando bem os contra-ataques.
O segredo, para o Paissandu, pode estar na participação da torcida de Paragominas, que já deu um tremendo empurrão (reforçada por torcedores que viajaram de Belém) na Série C contra o Macaé. Na parte técnica, depois do apagão contra o Naviraiense, o rendimento parece ter voltado ao normal na boa atuação diante do PFC, domingo.
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O velho Naça renasce das cinzas
Quem diria… Impulsionado por fortes investimentos, o Nacional de Manaus dá pinta de que está mesmo de volta à cena. Depois de golear o Coritiba em Manaus, foi ao Paraná e arrancou a classificação à terceira fase da Copa do Brasil. No placar agregado, triunfou com sobras – 4 a 2. Na primeira fase, o Naça de Aderbal Lana eliminou o Águia de Marabá. Rafael Mourisco, ex-Remo, é o xerifão da zaga.
Rock na madrugada – Ultraje a Rigor, Eu Gosto É de Mulher
Capa do Bola, edição de sexta-feira, 24
A frase do dia
“Essa novela já acabou. Não vou aceitar que o Santos faça leilão com meu filho prestes a se apresentar para a Copa das Confederações”, disse.
De Neymar da Silva Santos, pai e agente de Neymar, irritado por não participar das decisões sobre o atacante.
Leão vai à semifinal da Taça BR de Futsal Sub-15
Com um gol aos 32 segundos de jogo, o Remo conseguiu derrotar a equipe do Country Club, do Paraná, garantindo vaga nas semifinais da Divisão Especial da Taça Brasil de Futsal Sub-15, que se realiza em Recife (PE). O único gol da partida foi marcado por Gabriel, que chutou forte e surpreendeu o goleiro do time paranaense. Com o resultado, o Leão chegou aos 9 pontos em quatro jogos, ficando com a segunda colocação do grupo E2. A liderança é do Sport, dono da casa, que venceu todas as partidas que disputou. Agora, os remistas vão enfrentar a equipe do Fluminense. Remo e Flu se enfrentam nesta sexta-feira, a partir das 17h. A outra semifinal terá o clássico pernambucano entre Sport e Náutico. A final está marcada para este sábado. (Com informações da MMSports)
Capa do DIÁRIO, edição de sexta-feira, 24
FPF vai confirmar Paragominas na Série D
A Federação Paraense de Futebol (FPF) será chamada pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) a se manifestar sobre a alegação do Remo de que há dupla interpretação sobre o critério técnico do regulamento do Campeonato Paraense para escolha do representante estadual na Série D do Campeonato Brasileiro. Mesmo sem ter recebido o comunicado da CBF, o vice-presidente da FPF, José Ângelo Miranda, falou na noite desta quinta-feira que a entidade vai se posicionar a favor do Paragominas como o representante do Pará na Quarta Divisão.
“Não recebemos nenhum documento do STJD hoje (quinta-feira). Saí da FPF agora (19h20) e posso confirmar isso. Eles possivelmente devem nos perguntar alguma coisa, mas infelizmente nós teremos que falar que o Paragominas é o legítimo representante do Pará na Série D, pois conquistaram esse direito dentro de campo”, defendeu. Perguntado sobre alegação remista com relação à duplicidade do regulamento, o dirigente afirmou que o regulamento é claro. O Remo tem direito de ir até o STJD fazer sua reclamação, mas o nosso regulamento é muito bem definido. O parágrafo 19º diz claramente que o critério técnico de pontuação acaba quando temos a disputa da Taça Açaí, que define o primeiro e segundo colocado do Parazão”, explicou.
O STJD, segundo sua assessoria, enviou ofícios para a FPF, CBF (Confederação Brasileira de Futebol) e Paragominas, para que as entidades e o clube se manifestem sobre a alegação remista. Ainda de acordo com a Ascom do STJD, as instituições consultadas pelo tribunal têm até três dias úteis para responder ao ofício. Só depois de receber as respostas, o STJD deverá julgar a ação interposta pelo Remo. (Com informações de Felipe Melo, do DOL)



