Aspecto da Praça Maranhão, com a Igreja de Sant’Anna, imponente, dominando a cena. À direita, ainda distribuindo seus perfumes e essências, a fábrica Palmeira. Foto da virada dos anos 60 para os 70. (Direto dos arquivos do amigo cruzmaltino Elias Ribeiro Pinto)
Mês: janeiro 2013
Belém, 397 anos!
Palpitômetro para 1ª rodada do Parazão
Registre neste post seu palpite para os jogos da primeira rodada do Campeonato Estadual: Águia x Tuna, Cametá x PFC Paragominas, Paissandu x São Francisco e Remo x Santa Cruz.
Capa do Bola, edição de sábado, 12
Maestro bicolor pode estrear contra S. Francisco
Eduardo Ramos, futuro camisa 10 do novo Paissandu, treinou bem nos últimos dias em Barcarena e pode marcar presença no jogo deste domingo contra o São Francisco, na Curuzu. A única dúvida da comissão técnica é quanto ao condicionamento físico do jogador. Por isso, dificilmente entrará jogando, mas é provável que o meia estreie no segundo tempo.
Jogadores relacionados pelo técnico Lecheva para o jogo:
Goleiros: Zé Carlos e Paulo Wanzeler; zagueiros: Diego Bispo, Thiago Costa, Pablo e Diego Ourém; laterais: Yago Pikachu e Braian; volantes: Vanderson, Esdras e Billy; meia: Eduardo Ramos, Alex Gaibú, Lineker e Djalma; atacantes: Rafael Oliveira, João Neto, Héliton; (Foto: MÁRIO QUADROS/Bola)
Capa do DIÁRIO, edição de sábado, 12
O passado é uma parada…
Atletas do sub-20 devem compor elenco remista
O técnico Flávio Araújo avalia a possibilidade de incorporar ao elenco de profissionais os jogadores que mais se destacaram na Copa SP de Juniores. O lateral-esquerdo Alex Juan, o atacante Jaime, o volante Biro e os meias Guilherme e Rodrigo são os mais cotados. O Leãozinho foi eliminado da competição após derrota, de virada para o São Mateus, na tarde de quinta-feira, em Jaguariúna. No primeiro tempo, o time esteve muito bem, fazendo 2 a 0, através de Jaime e Rodrigo. No começo da etapa final, porém, o São Mateus reagiu e virou a partida para 3 a 2.
Capa do Bola, edição de sexta-feira, 11
A Globo contra os venezuelanos
Por Paulo Nogueira (do blog Diário do Centro do Mundo)
Noto, nas redes sociais, revolta contra a maneira como a Globo vem cobrindo o caso Chávez. Estaria havendo um golpe na Venezuela, segundo a Globo.
Não existe razão para surpresa. Inimaginável seria a Globo apoiar qualquer tipo de causa popular.
Chávez e Globo têm um história de beligerância explícita. Ambos defendem interesses antagônicos com paixão, com ênfase, com clareza.
Se estivéssemos na França de 1789, a Globo defenderia a Bastilha e Chávez seria um jacobino. Em vez de recitar Bolívar, ele repetiria Rousseau.
Há uma cena clássica que registra a hostilidade entre Chávez e a Globo. Foi, felizmente, registrada pelas câmaras. É um documento histórico.
Chávez está dando uma coletiva, e um repórter ganha a palavra para uma pergunta. É um brasileiro, e trabalha na Globo. Fala num espanhol decente, e depois de se apresentar interroga Chávez sobre supostas agressões à liberdade de expressão. Toca, especificamente, numa multa aplicada a um jornalista pela justiça venezuelana.
Chávez ouve pacientemente. No meio da longa questão, ele pergunta se o jornalista já concluiu a pergunta. E depois diz: “Sei que você veio aqui com uma missão e, se não a cumprir, vai ser demitido. Não adianta eu sugerir a você que visite determinados lugares ou fale com certas pessoas, porque você vai ter que fazer o que esperam que você faça.”
Quem conhece os bastidores do jornalismo sabe que quando um repórter da Globo vai para a Venezuela a pauta já está pronta. É só preencher os brancos. Não existe uma genuína investigação. A condenação da reportagem já está estabelecida antes que a pauta seja passada ao repórter.
Lamento se isso desilude os ingênuos que acreditam em objetividade jornalística brasileira, mas a vida é o que é. Na BBC, o repórter poderia de fato narrar o que viu. Na Globo, vai confirmar o que o seu chefe lhe disse. É uma viagem, a rigor, inútil: serve apenas para chancelar, aspas, a paulada que será dada.
“Como cidadão latino-americano, você é bem-vindo”, diz Chávez ao repórter da Globo. “Como representante da Globo, não.”
Chávez lembrou coisas óbvias: o quanto a Globo esteve envolvida em coisas nocivas ao povo brasileiro, como a derrubada de João Goulart e a instalação de uma ditadura militar em 1964.
Essa ditadura, patrocinada pela Globo, tornou o Brasil um dos campeões mundiais em iniquidade social. Conquistas trabalhistas foram pilhadas, como a estabilidade no emprego, e os trabalhadores ficaram impedidos de reagir porque foi proibida pelos ditadores sua única arma – a greve.
Não vou falar na destruição do ensino público de qualidade pela ditadura, uma obra que ceifou uma das mais eficientes escadas de mobilidade social. Também não vou falar nas torturas e assassinatos dos que se insurgiram contra o golpe.
Chávez, na coletiva, acusou a Globo de servir aos interesses americanos.
Aí tenho para mim que ele errou parcialmente.
A Globo, ao longo de sua história, colocou sempre à frente não os interesses americanos – mas os seus próprios, confundidos, na retórica, com o interesse público, aspas. Tem sido bem sucedida nisso.
O Brasil tem milhões de favelados, milhões de pessoas atiradas na pobreza porque lhes foi negado ensino digno, milhões de crianças nascidas e crescidas sem coisas como água encanada.
Mas a família Marinho, antes com Roberto Marinho e agora com seus três filhos, está no topo da lista de bilionários do Brasil.
Roberto Marinho se dizia “condenado ao sucesso”. O que ele não disse é que para que isso ocorresse uma quantidade vergonhosa de brasileiros seria condenada à miséria.
Capa do DIÁRIO, edição de sexta-feira, 11
Vote no mico da semana
Escolha seu macaco preferido e se agarre a ele, com argumentos…
1) Meia Tiago Galhardo, do Remo, reclama da chuva e do mau estado do gramado durante pré-temporada em Castanhal. Coitado, não viu nada ainda. Deixa ele pegar aquele barranco do Zinho Oliveira e o pântano do Parque do Bacurau.
2) Marcelo Nicácio conversou com os dirigentes do Paissandu, encaminhou proposta, pediu tempo para pensar e nessa enrolação toda passou três semanas. Para, no fim de tudo, fazer beicinho e ficar no Vitória.
3) Presidente da FPF justifica o não-patrocínio do Parazão pela Chevrolet, alegando que a grana era mixaria e que já havia contrato com o Governo. Potoca. Vários outros campeonatos patrocinados por governos fecharam com a montadora.







