O Paissandu analisa nomes para contratações. O presidente Vandick Lima e seus mais próximos colaboradores têm se debruçado sobre propostas que chegam, avaliando com cuidado o custo-benefício de alguns jogadores. Há uma preocupação em evitar erros que comprometam o começo do trabalho e criem instabilidade no elenco. Ao mesmo tempo, a nova diretoria se preocupa com as cobranças da torcida, que há muitos anos se acostumou com o anúncio regular de contratações, mesmo que logo depois acabe se decepcionando com o desempenho dos jogadores. Vandick e os demais diretores se defrontam, ainda, com a falta de credibilidade do clube. Alguns dos principais destaques do time na campanha da Série C nem quiseram conversar sobre permanência na Curuzu, aborrecidos com os três meses de atraso salarial. Fábio Sanches, zagueiro que deu consistência defensiva ao Paissandu, preferiu aceitar uma proposta menor do interior paulista a continuar em Belém. E foi absolutamente claro com a nova diretoria: não confia nos dirigentes paraenses depois do que passou durante a recente campanha.
Mês: dezembro 2012
Paraíba é preso por agredir ex-mulher
O meia Marcelinho Paraíba, que já passou por clubes como S. Paulo, Grêmio, Flamengo e pela Seleção Brasileira, se envolveu em nova confusão. De férias, após conquistar a Taça Minas Gerais pelo Boa Esporte, foi preso por agressão a uma ex-companheira. Depois da denúncia da vítima, ele foi detido e encaminhado para a Central de Polícia de Campina Grande. Segundo informações da Polícia, o jogador estava em sua granja quando a ex-companheira foi até lá cobrar uma dívida de pensão alimentícia. Os dois discutiram e Marcelinho partiu para a agressão. Até o fim da noite desta quinta-feira, Marcelinho permanecia detido. Durante a Série C deste ano, o jogador chegou a ser apresentado como reforço pela diretoria do Paissandu. Depois de constatado que ele já havia sido inscrito em duas competições nacionais, a contratação foi desfeita.
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1) Flamel acerta tudo com a diretoria do Remo, recebe uma parte do valor prometido pela assinatura do acordo e, horas depois, aparece ao lado do proprietário do Santa Cruz de Cuiarana renovando contrato. Não se sabe se vai devolver o dinheiro aos remistas.
2) Ainda sob o clima do acesso à Série B, o Paissandu realiza dois amistosos caça-níqueis no Amapá e dá vexame: foi derrotado duas vezes, por 1 a 0. Apesar dos improvisos na escalação, time contou com titulares como Pikachu e Ricardo Capanema.
3) Velhas arengas entre brasileiros e argentinos vieram à tona vergonhosamente na final da Copa Sul-Americana. O S. Paulo levantou a taça, mas jogo só teve um tempo porque o Tigre abandonou o campo, alegando ter sido agredido pela segurança do Morumbi.
Angústias de quem conheceu o velho Maraca
Por André Barcinski
Veja aqui a reportagem da TV Globo sobre o primeiro camarote montado do “novo” Maracanã. E responda: você gostaria, realmente, de ver um jogo ali? Eu não gostaria. E acho que ninguém que goste, de verdade, de futebol, gostaria de ver um jogo dentro de um lugar que parece saguão de hotel.
A cada notícia sobre o “novo” Maracanã, fico mais deprimido. Cresce o medo – agora, quase uma certeza – de que o estádio vai virar um verdadeiro shopping center de mauricinhos. Apesar de o repórter da Globo dizer, com ares ufanistas, que o “Maraca é nosso”, eu duvido.
Ou você acha que qualquer um vai chegar no dia do jogo e poder entrar nesse camarote? Só rindo. A essa hora, o local já deve estar sendo disputado por políticos, anunciantes, assessorias de imprensa, celebridades e um batalhão de ex-participantes do “BBB”. Não se trata de negar o conforto. Claro que todo mundo espera um estádio bonito e ótimo para ver futebol. Mas isso, o Maraca já era. Não precisava de reforma.
O problema é que não parece mais existir, no Brasil, um meio-termo entre o confortável e o suntuoso. E nossos espaços públicos – sim, o bilhão de reais usados para a obra, que se somam a quase 500 milhões gastos em outras obras no estádio desde 2000 – foram todos pagos por nós – vão se tornando gigantescas áreas VIPs.
Ir ao estádio, no Brasil, está um saco. Não bastasse jogos de uma torcida só e partidas tarde da noite ou sob sol assassino, para agradar à TV, agora chega a moda das áreas exclusivas, entradas particulares e clubes de vantagens.
Alguns chamam a isso de progresso. Eu vejo mais como uma obsessão consumista originada em nosso profundo complexo de inferioridade. Nada dá mais prazer ao brasileiro que ficar do lado “certo” de uma corda de veludo.
Desde quando ser bem tratado é sinônimo de ser VIP? Só aqui, onde não-VIPs se acostumaram a ser maltratados.
Espero queimar a língua. Torço para que o “novo” Maracanã melhore ainda mais a visibilidade e a acústica do antigo. Torço para que mantenham pelo menos uma área semelhante às cadeiras azuis, onde crianças entravam de graça e torcedores rivais se misturavam.
Mas, no fundo, duvido que isso aconteça. Estamos na torcida.
Capa do DIÁRIO, edição de sexta-feira, 14

Blues na madrugada – Eric Clapton, Little Queen Of Spades
A vida pode ser bela, para alguns
Ex- arauto da nova direita no Brasil, o ex-senador Demóstenes Torres, cassado em julho deste ano por envolvimento com o bicheiro Carlinhos Cachoeira, está em férias forçadas do MP-GO (Ministério Público de Goiás) há dois meses. Foi afastado do cargo de procurador da Justiça em outubro, mas continua recebendo o salário de R$ 25.753 e não deve voltar ao trabalho antes de fevereiro de 2013. Esse valor é suficiente para comprar um carro popular por mês. Ainda que volte a trabalhar em fevereiro, Demóstenes ficará quatro meses sem trabalhar, mas com o salário pingando na conta todo fim de mês. No final, serão embolsados R$ 103 mil.
Tigre divulga fotos de agressões no Morumbi
Depois da polêmica na partida de volta da final da Copa Sul-Americana, o Tigre divulgou fotos em sua página oficial no Facebook de agressões sofridas pelos jogadores. O clube argentino alegou ter apanhado dose seguranças do time paulista e que até armas foram sacadas em seu vestiário. Os jogadores do Tigre garantem que a confusão no vestiário do Morumbi, que fez o clube desistir de jogar o segundo tempo da final da Copa Sul-Americana, quando a partida estava 2 a 0 para os mandantes, foi premeditada pelos brasileiros. No desembarque da delegação em Buenos Aires, nesta quinta-feira, os atletas argentinos mostram-se revoltados com a atitude dos seguranças do São Paulo.

Os jogadores do Tigre também tentaram explicar por que optaram por não voltar para a etapa final. “Se te apontam armas e se te agridem com paus, é impossível sair jogando o segundo tempo”, declarou Garcia.
A esperança dos argentinos é que as imagens da confusão venham à tona e comprovem o que estão dizendo. “Eles vão pensar que estamos mentindo. Tem vídeos. Não estamos mentindo nada”, falou Garcia. (Da ESPN)
CBF mantém Série D com 40 clubes
A CBF resolveu dar um passo para trás e manteve o sistema de disputa da Série D para 2013. Ao invés de 32 clubes, como havia anunciado, serão novamente 40 clubes participantes. A primeira fase será regionalizada, com os clubes divididos em oito grupos de cinco. A decisão da entidade não altera a situação para os clubes paraenses, pois o Estado continua a ter uma vaga (a ser definida no Parazão).
A sentença eterna
“Asa Branca é uma música simples, coisa de menino, tem cinco notas apenas. Qualquer criança pode tocar”.
Luiz Gonzaga, cantor/compositor e sanfoneiro, sobre a célebre música que compôs com Humberto Teixeira.
A voz autorizada
Por Janio de Freitas
Do muito já escrito e dito sobre as acusações feitas por Marcos Valério, não desmereço nem a habitual e sempre desmedida exploração política na imprensa e na TV, mas a importância está no que disse Antonio Fernando de Souza, ex-procurador-geral da República. Foi divulgado no site G1 e reproduzido a meio de um texto discreto no “Globo”, encabeçado pela recusa do atual procurador-geral Roberto Gurgel a comentar as acusações.
Eis um trecho representativo: “A informação que eu tive é que esse depoimento é baseado no ‘eu acho’, ‘eu vi’, ‘me disseram’. Não sei o que o Ministério Público Federal tem a fazer, mas pelo que vi não tem nem o que fazer, porque não tem documentos, não tem data. Só tem a fala, sem indicação de como confirmar isso, pelo que sondei”.
Quem diz isso é o autor, quando procurador-geral, da denúncia formulada ao Supremo para realizar-se o chamado julgamento do mensalão, e na qual o ministro Joaquim Barbosa baseou o teor do seu relatório.
É, ainda, alguém que “sondou”, obviamente na própria Procuradoria-Geral detentora das acusações de Valério, e “teve informação” a respeito. Seu conhecimento do material não vem, portanto, como o divulgado e utilizado pelos meios de comunicação e políticos, de frases e trechos extraídos por quem os quis em circulação. Os ministros Joaquim Barbosa e Marco Aurélio Mello, como previsível, recomendam a investigação das acusações. De fato, não haveria motivo para deixar de fazê-la.
Se bem que, pelo evidenciado ao ex-procurador-geral, investigar ainda seja apenas espremer as palavras de Valério em busca ao menos de indícios, que o Supremo sabe como transformar em consequências penais. É a verificação que Roberto Gurgel, se não fez, não deixará de fazer. Mas o que já está divulgado fortalece a informação de Antonio Fernando de Souza: com a diversidade de fatos secretos e de personagens a que se refere, Marcos Valério saberia demais para que tudo seja verdade.
Conversas entre Lula e Palocci, pormenores da morte de Celso Daniel, transações financeiras na China, encontros com Lula e Dirceu, encontros de um com o outro, autoria de medida provisória, projetos da Portugal Telecom –é muito, e não é tudo. E só bombas – sem as necessárias espoletas. Tratando-se de um aventureiro, está muito bem. Faz o jogo dele quem quiser. Os outros esperam pelo acréscimo de algo mais verossímil. Ou pela percepção dos motivos de Marcos Valério para mais uma rodada do seu jogo.
SEM EXPLICAÇÃO
O Supremo, em sua sessão de segunda-feira, discutiu matéria constitucional. O já empossado ministro Teori Zavascki, que só não votaria a matéria penal do mensalão, nem estava presente.
Cabra bom.
Loucuras de um cartola desesperado
O desespero nunca é boa companhia, principalmente no futebol. Aflito para montar um time para a Série B 2013, o presidente do Palmeiras, Arnaldo Tirone, meteu os pés pelas mãos e resolveu fazer ofertas milionárias por alguns jogadores. Fernando Prass, que ganhava R$ 140 mil mensais no Vasco, foi contratado por R$ 300 mil mensais, com contrato de 3 anos. Hernán Barcos, artilheiro do próprio clube, faturava R$ 200 mil mensais, ameaçou sair ao fim do contrato e ganhou proposta de R$ 500 mil por mês. Diante de oferta tão generosa, já declarou amor eterno ao Verdão e vai encarar a Segundona.