Harison antecipa saída e admite defender rival

PSC Harison e Pikachu-Mario Quadros (1)O meia Harison, de 32 anos, admitiu nesta quarta-feira que está deixando o Paissandu. Com contrato assinado com o clube, Harison se antecipa à provável liberação que o clube iria anunciar nos próximos dias. Depois de defender o Papão na Copa do Brasil e na Série C, sem nunca ter se firmado como titular, Harison conversou com Vandick Lima e decidiu procurar outro clube em 2013. A volta ao futebol paulista é sua prioridade, mas o jogador não descarta uma solução regional, defendendo uma das equipes classificadas para o Parazão, o que inclui até o maior rival. “Em 2004, por exemplo, eu estava no Guarani, e no ano seguinte fui para a Ponte Preta. E me dei bem. Futebol é assim, o mundo dá voltas, mas tenho certeza de que Deus vai fazer o melhor”, disse ao caderno Bola. (Foto: MÁRIO QUADROS/Arquivo Bola)

Pikachu avisa que vai permanecer no Papão

O lateral-direito Iago Pikachu confirmou, nesta quarta-feira, que vai permanecer no Paissandu e que está no elenco para a disputa do Campeonato Paraense. Através do Twitter, o jogador disse que está muito próximo de um acordo para continuar no Papão em 2013. Pikachu havia sido negociado, pelo presidente Luiz Omar Pinheiro, com um grupo de investidores pela quantia de R$ 700 mil. O novo presidente, Vandick Lima, sempre se posicionou contra o negócio, avaliando que Pikachu vale muito mais do que o preço firmado pelo antecessor. Resta agora definir como o Paissandu irá ressarcir os investidores, que teriam adiantado R$ 200 mil pelos direitos federativos do atleta.

Leandro Cearense acerta com o Remo

A diretoria do Remo confirmou, no final da tarde desta quarta-feira, ter chegado a um acordo com o atacante Leandro Cearense. Novo reforço para o Campeonato Paraense, o jogador teria negociado 70% de seus direitos federativos com o Remo. A apresentação do jogador, que foi o artilheiro do Parazão 2011 pelo Cametá e estava no Santa Cruz de Cuiarana, deve ser nesta quinta-feira. (Com informações da Rádio Clube) 

A frase do dia

12339425“O futebol gaúcho tem uma característica, é agressivo e tem que manter a tradição. Comprometimento é necessário com todo mundo que trabalha no Inter. Para trabalhar comigo e vestir a camisa do Inter tem que ter competitividade e comprometimento. A pior derrota é chegar em casa e achar que poderia ter dado algo mais. Os jogadores têm que se entregar nos 90 minutos. É preciso sair exausto de campo. O Inter tem uma tradição muito forte. Tem que jogar um futebol competitivo.”

De Dunga, ex-jogador e novo técnico do Internacional.

O fantástico nível do jornalismo atual

Por Luis Nassif

Lula e Dilma Rousseff são convidados pelo Partido Socialista francês para ajudar na definição de novos programas contra a crise europeia. O modelo brasileiro sendo analisado pela nata do PS europeu. E o que o padrão de jornalismo atual define como tema relevante? Indagar de Lula sobre… Marcos Valério.

Dá um desânimo danado pensar que esse nível atual possa ser irreversível. Por décadas essas matérias e seus autores serão objeto de análises de faculdades de jornalismo, especialistas, que tentarão desvendar o mistério: como se conseguiu degradar tanto o jornalismo?

Da Folha

Lula faz palestra e evita mencionar declarações de Valério

DO VALOR

Durante palestra em um fórum na França, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva relatou a maneira como lidou com as crises econômicas em seu governo (2003-2010). Ele não se manifestou sobre as declarações do empresário Marcos Valério Souza de que teria utilizado recursos do mensalão para pagar despesas pessoais do ex-presidente e que Lula teria dado ok a empréstimos do PT utilizados para pagar aliados.

Ao final do discurso, mandou um recado para a imprensa. “Quando político é denunciado, a cara dele sai nos jornais. Sabe por que banqueiro não aparece? Porque é ele que paga a publicidade dos jornais”, afirmou.

Na véspera, Lula havia dito que as declarações de Valério eram mentirosas. “Lembro que eu disse que a crise (de 2008) era ‘marolinha’ e fui criticado por analistas do apocalipse”, disse Lula no Fórum Pelo Progresso Social promovido por seu instituto pela Fundação Jean Jaurès, ligada ao Partido Socialista francês.

Mantendo o bom humor, relatou que político sem mandato na França e no Brasil vale muito pouco. Na mesma linha, afirmou que se fosse seguir conselhos de economistas, não seria presidente. Lula disse ainda que instituições como o Fundo Monetário Internacional (FMI) foram criadas para tratar crises em países pobres, não em países ricos, em uma referência às crise atual na Europa.

Ao final, um cordão de seguranças impediu que jornalistas se aproximassem do ex-presidente. A plateia do evento era composta por professores, universitários, empresários e economistas.

A Marcos o que é de Marcos

Por Gerson Nogueira

Marcos encerrou oficialmente a carreira ontem, pendurando luvas e chuteiras em amistoso que reuniu craques e companheiros de profissão menos graduados. Nem vou me ater muito ao jogo festivo, que, como é praxe, foi apenas uma movimentada pelada entre amigos.

bol_01A questão aqui é reconhecer a verdadeira idolatria em torno do grande goleiro palmeirense. Quarenta mil pessoas pagaram ingresso para vê-lo em ação pela última vez num campo de futebol. Não é façanha desprezível. No Brasil, onde jogos de despedida normalmente ficam às moscas, encher um estádio como o Pacaembu é proeza para poucos.

Do alto de sua popularidade e carreira vitoriosa, apesar das inúmeras lesões, Marcos sempre foi muito querido entre os colegas. A maciça presença de nomes famosos e consagrados na festa – casos de Ronaldo, Rivaldo, Roberto Carlos, Edmundo, Edilson, Evair, Zé Roberto, Alex etc. – confirma essa marca pessoal do goleiro, a do homem de muitos amigos.

Mas não é a única explicação para uma participação tão forte e carinhosa da torcida palmeirense, principalmente depois de um episódio tão traumático quanto o novo rebaixamento à Segunda Divisão. A justificativa óbvia para o sucesso da festa de Marcos foi sua profunda identificação com os anseios e sentimentos dos torcedores.

O “são” Marcos admirado por todos teve ontem uma noite de consagração absoluta. Aquele reconhecimento que todo profissional almeja ter: o carinho explícito da torcida que o acompanhou ao longo de toda a carreira. No futebol europeu, são corriqueiros esses gestos de gratidão. No Brasil, não.

Todos os que compareceram ao Pacaembu estavam lá apenas para dizer um “obrigado” ao velho goleiro, responsável por vitórias heroicas e quase impossíveis. As demais torcidas não estavam lá representadas, mas, caso pudessem, certamente iriam com a maior boa vontade.

Não conheço um só torcedor que não aplauda Marcos pelo futebol de altíssimo nível, principalmente na Copa do Mundo de 2002, e pela personalidade franca e sincera. Ao contrário de um contemporâneo famoso, Rogério Ceni, que é ídolo inquestionável dos são-paulinos, mas exclusivamente deles, Marcos é um ídolo do futebol brasileiro. Fico sempre comovido com cenas de gratidão e ontem foi uma noite que pôs em evidência essa virtude maravilhosa – talvez a mais importante e bonita delas. Isso, no fundo, é o que realmente importa.

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A caminhada corintiana

O Corinthians começa hoje bem cedo (pelo nosso horário) a campanha pelo bicampeonato mundial de clubes, embora pouca gente dê o devido valor ao primeiro título, que foi conquistado no Brasil. Contra o Al Ahly, as chances são todas favoráveis ao campeão da Libertadores, mas nunca é bom duvidar das falsetas que o futebol adora pregar – Internacional que o diga.

Ao contrário do que faz crer a infatigável cobertura da Globo e da imprensa paulista, não creio que toda a torcida brasileira vá apoiar o time de Tite. O crescimento espantoso do Corinthians nos últimos dez anos, dentro e fora das quatro linhas, aumenta torcida, mas faz crescer também a oposição.

De todo modo, o jogo de hoje ainda é (ou deve ser) um aperitivo. Penso que, mesmo diante do otimismo que domina os corintianos, que a provável final contra o Chelsea não será a garapa que muitos imaginam. Mesmo em crise, o time inglês tem no elenco jogadores que integram algumas das principais seleções do planeta. Não haverá moleza.

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Copa 2014 e o peso da propina

Polêmico, boquirroto e contraditório, Romário tem se notabilizado na Câmara dos Deputados como um carrapato no pé da cartolagem, principalmente dos manda-chuvas da CBF. Ontem, em audiência pública na Comissão de Turismo e Desporto, soltou o verbo e levantou uma questão muito comentada na época em que foram definidas as cidades-sedes da Copa do Mundo de 2014: o pagamento de propinas por parte de governos estaduais para garantir a escolha de algumas capitais.

Romário foi direto: acusou o ex-presidente da CBF, Ricardo Teixeira, de ter embolsado propina dos Estados interessados em sediar jogos da Copa. Segundo ele, os que pagaram propinas ao ex-presidente da CBF ficaram com a sede. “É assim que acontece no Brasil. Foi assim a Copa do Mundo, em se tratando do Ricardo Teixeira sempre foi com propina, quem paga mais, leva”, disse o ex-atacante.

José Maria Marin, que foi convidado para a audiência e não deu as caras, escapou de ouvir na lata as denúncias de Romário. Marin, como se sabe, pertencia ao grupo que bancou a permanência de Teixeira por quase 30 anos no comando da CBF. Mesmo ausente, não deixou de ser alvejado pela língua ferina do Baixinho: “A CBF é uma instituição de corruptos e cheia de ladrões. É bem a cara do presidente não estar presente e não mandar representante” .

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Os desafios de Flávio Araújo

O atacante Rodriguinho é mais um jogador a tentar espaço no novo Remo. Como ele, devem chegar outros nas próximas horas. Ao ver a revoada de boleiros no Baenão não deixo de pensar nas dificuldades de Flávio Araújo para montar um time em tão pouco tempo.

Por enquanto, não existem cobranças sobre ele, mas o quadro vai mudar inteiramente assim que a bola começa a rolar. Sua principal missão é muito complexa: fazer surgir uma verdadeira equipe de um grupo tão heterogêneo, a um mês da estreia no Campeonato Paraense.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta quarta-feira, 12)