Assembleia vence Paissandu e é tetra de basquete

A Assembléia Paraense derrotou o Paissandu, por 72 a 41, na noite desta segunda-feira (17) e comemorou o tetracampeonato paraense de basquete adulto masculino. O quarto jogo da melhor de sete partidas ocorreu no ginásio da Escola Superior de Educação Física (Esef), em Belém. A AP é a campeã da competição por vencer os quatro primeiros confrontos do play-off, liquidando a série. A conquista foi acachapante: a AP venceu o primeiro jogo por 100 a 71, o segundo por 79 a 65 e o terceiro por 103 a 55, na última quinta-feira, no ginásio Moura Carvalho, do Paissandu.

Corinthians e o triunfo da grandeza

Por Gerson Nogueira

bol_seg_171212_11.psO gol não foi de Jorge Henrique, nem Romarinho (que nem entrou), como a coluna projetou. Mas foi de Guerrero, o peruano de forte presença na área e desconhecido entre nós até o começo do ano. O lance desenhado em jogada coletiva, como é característica forte do Corinthians, teve técnica, arrojo e oportunismo – além de um quê de sorte, afinal nenhum campeão que se preze pode ser azarado. Tudo, enfim, como mandam os manuais do futebol para partidas decisivas.

O Corinthians foi, acima de tudo, ele mesmo no jogo de ontem contra o Chelsea. Essa autenticidade tornou possível o que era improvável: a vitória de um clube sul-americano sobre o rico futebol europeu. Jogou com a aplicação e a fome de bola vistas no Campeonato Brasileiro do ano passado e na Taça Libertadores.

Sem nenhum craque para cultuar, o time de Tite tem na força coletiva sua principal arma e este é, evidentemente, um mérito do treinador. Importante observar que o Corinthians faz isso com disciplina e método, não apenas revezando faltas ou dando chutão. Vale-se da movimentação e categoria de alguns jogadores de alto rendimento, como Danilo e Paulinho, pontos de equilíbrio da equipe. Ambos, não por acaso, participaram do lance que levou ao gol.

Acima de tudo, porém, Tite contou com Cássio. Outra aposta pessoal sua, cuja titularidade chegou a ser questionada no começo. Se todo time precisa começa por um grande goleiro, a receita foi seguida à risca por Tite. Em três momentos do primeiro tempo da decisão a agilidade de Cássio foi posta à prova e evitou que a história tomasse outro rumo.

Engraçado que, em Yokohama, não houve aquele tradicional embate entre escolas diferentes. Ao contrário, viu-se o curioso enfrentamento de duas formas muito parecidas de jogar. Como legítimo representante inglês, o Chelsea cultiva o choque, os lançamentos longos e é devoto da forte marcação. O Corinthians é o mais fiel representante desse estilo hoje fora da Inglaterra. Para vencer, lançou mão dos mesmos recursos.

Quando ocorre uma conquista desse porte quase todo mundo sai em busca de palavras que exprimam o verdadeiro significado. Jornalistas e radialistas, coitados, quebram a cabeça tentando achar a palavra certa. Óbvio que comigo não foi diferente, mas vi um comentário anônimo na internet que resume bem a diferença entre o rico Chelsea e o impávido Corinthians.

Por esse ponto de vista, com o qual concordo plenamente, o time brasileiro comportou-se com a grandeza de um clube que arrasta multidões e valoriza a superação como parte de sua história. O Chelsea tem tradição, mas é hoje acima de tudo uma máquina de dinheiro. Portanto, de um lado há um clube realmente grande; do outro, uma agremiação rica. A grandeza levou a melhor. Salve o Corinthians!

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Vitória também nas coincidências

Que ninguém se iluda, não há conquista sem boa dose de coincidências felizes. O Corinthians, como legítimo bicampeão do planeta, contou com pelo menos três desses acasos da fortuna. O primeiro deles foi o gol perdido por Diego Souza, do Vasco, em jogo decisivo da Libertadores.

Os outros dois ocorreram na Europa: o Chelsea conseguiu passar por dois adversários tecnicamente superiores e credenciou-se para o Mundial de Clubes e livrou-se de seu principal atacante, o marfinense Drogba. Não há dúvida que enfrentar Barcelona ou Bayern seria parada mais indigesta do que pegar o Chelsea.

Do mesmo modo que jogar contra o incansável Drogba é bem diferente do que encarar o atrapalhado Fernando Torres (que perdeu duas oportunidades preciosas na grande final).

Isso, logicamente, sem esquecer de mencionar o fato óbvio de que um técnico desatento é sempre uma bênção – para os adversários. Rafa Benitez, que já havia perdido para o São Paulo de Rogério Ceni, não aprendeu a lição. O pecado maior foi deixar Oscar no banco, vendo Moses correr sem direção. Mereceu a surra tática de Tite no segundo tempo.

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Nova vitória da diretoria do Papão

Depois de cumprir a promessa de trazer um gerente profissional para o futebol do clube, a nova diretoria do Paissandu cravou outra grande façanha: obteve liminar sustando o leilão da sede social do clube, que estava previsto para hoje. Com isso, ganha fôlego para buscar saídas que impeçam a perda de patrimônio.

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Cearense deve reforçar no Remo

Depois de idas e vindas, deve finalmente chegar ao fim hoje a confusa novela entre Leandro Cearense e Remo. O atacante, que defendia o Santa Cruz de Cuiarana, teria acertado os ponteiros com os azulinos. A previsão é de que seja apresentado como novo reforço para o Campeonato Estadual. Diante do histórico recente, é prudente manter um pé atrás e aguardar a confirmação do negócio.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta segunda-feira, 17)