Italianos elegem Maradona o melhor de todos

O jornal italiano “La Gazzetta dello Sport” aproveitou a onda do fim do mundo para fazer uma lista dos maiores atletas da história. Para os jornalistas do diário, Diego Maradona supera Pelé como o número 1 do futebol em todos os tempos. Para “comemorar” a data, a “Gazzetta” produziu uma bela capa: grandes nomes do esporte aparecem nas imagens históricas de Michelangelo na Capela Sistina. Maradona, por exemplo, representa Deus tocando o dedo de Lionel Messi. A capa do jornal traz ainda Valentino Rossi, Michael Jordan, David Beckham, Federica Pellegrini, Eddy Merckx, Giacomo Agostini, Michael Phelps, Roger Federer, Usain Bolt, Michael Schumacher, Muhammad Ali, Vicente del Bosque e Ayrton Senna (considerado o melhor piloto, “pelo coração”).

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Alguns dos “premiados” pela “Gazzetta”:

Maior atleta da história:
Callipatira, mulher protagonista das Olimpíadas de 404 a.c.
Em seguida: Owens, Pelé e Lewis

Melhor filme esportivo:
Rocky

O maior jogador de futebol:
Diego Maradona
Em seguida: Pelé, Messi e Cruyff

A melhor contratação:
Zinedine Zidane
Em seguida: Eto’o, Kaká e Thiago Silva

O melhor time de futebol:
Barcelona (2008 a 2012)
Em seguida: Brasil (1958), Milan (1987 a 1991) e Itália (1982)

O mais bonito do futebol:
David Beckham
Seguido por: José Mourinho, Pep Guardiola e Cristiano Ronaldo

O gol mais bonito:
Diego Maradona (contra a Inglaterra na Copa de 1986)

Só podiam estar de sacanagem…

Paissandu anuncia contratação de zagueiro

O zagueiro Diego Bispo, 23 anos, é o novo reforço do Paissandu para a temporada 2013. Baiano, Diego pertence ao Náutico, mas disputou a Série C pelo Santa Cruz. Foi pouco aproveitado na competição pelo técnico Zé Teodoro. É o quarto reforço anunciado pelo clube. Os primeiros foram o zagueiro Raul, o goleiro Zé Carlos e o meia Eduardo Ramos.

CBF divulga novo ranking de clubes

O novo ranking, divulgado hoje pela CBF e que leva em conta os últimos cinco anos, aprofunda o abismo entre o primeiro escalação do futebol brasileiro e os clubes paraenses. O Paissandu é o melhor colocado, mas aparece na 37ª posição. Águia, Remo e São Raimundo aparecem mais distantes ainda. 

1 – Fluminense – 16208
2 – Corinthians – 15624
3 – Vasco – 15030
4 – São Paulo – 14786
5 – Grêmio – 14460
6 – Internacional – 14360
7 – Flamengo – 14352
8 – Palmeiras – 14256
9 – Santos – 13736
10 – Cruzeiro – 13096
11 – Coritiba – 12804
12 – Atlético-MG – 11520
13 – Atlético-PR – 11078
14 – Botafogo – 10622
15 – Vitória – 9900
16 – Goiás – 9896
17 – Bahia – 9282
18 – Atlético-GO – 8754
19 – Sport – 8284
20 – Avaí – 8272 

37 – Paissandu – 3740

54 – Águia – 2284

62 – Remo – 1646

79 – S. Raimundo – 878

S. Paulo recontrata zagueiro preso na Alemanha

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Depois de anunciar Lúcio como seu primeiro reforço para 2013, o São Paulo oficializou hoje junto à CBF o registro de um contrato de três anos com o zagueiro Breno, que foi formado nas divisões de base do clube e se encontra preso na Alemanha, acusado de incêndio criminoso. O jogador estava com sintomas de depressão, bebendo até uma garrafa de uísque por dia, quando teria (acidentalmente ou não) ateado fogo em sua casa de Munique, quando sua família não estava presente. A Justiça alemã, apesar dos apelos da defesa, condenou Breno à pena de 3 anos e nove meses, em setembro de 2011. O gesto do São Paulo, raro entre clubes e empresas brasileiras, mostra preocupação e senso humanitário com o seu ex-atleta. Abaixo, a nota oficial do clube:

O São Paulo Futebol Clube vem por meio desta elucidar ao público o contrato profissional estabelecido com o atleta Breno Vinícius Rodrigues Borges, registrado na Confederação Brasileira de Futebol e divulgado no Boletim Informativo Diário da entidade na última quinta-feira (20).

Reiteradas vezes o São Paulo Futebol Clube demonstrou publicamente sua solidariedade com relação à situação vivida pelo atleta na Alemanha, onde Breno reside há quatro anos, desde que deixou o futebol brasileiro em uma transferência que envolveu grandes cifras.

Respeitando incondicionalmente todos os aspectos que tangem a atual posição do atleta com a justiça alemã, o clube procurou a forma mais eficaz de oferecer respaldo não somente ao jogador, mas também aos seus familiares.

Por isso, recomendado e referendado por seu departamento jurídico, o São Paulo Futebol Clube firmou com o atleta um vínculo válido por três temporadas visando dar segurança, estabilidade e acima de tudo perspectiva para o jogador.

Historicamente o São Paulo Futebol Clube sempre procurou assistir seus atletas que por algum motivo precisaram de um suporte adicional ao que o clube oferece habitualmente.

O clube seguirá acompanhando a situação de Breno e reitera sua confiança na justiça alemã para que a situação do atleta tenha a resolução mais adequada possível, esclarecendo que, tão logo o atleta tenha condição de regressar ao país, passará a exercer regularmente suas atividades no clube e terá isso refletido na remuneração inicialmente ajustada. 

Vote no mico da semana

Escolha uma das opções e justifique seu voto:

1) Promoção do “Jogo das Estrelas” no Mangueirão. Paulo Henrique Ganso, Geovani e uma infinidade de sub-celebridades atraíram menos de 600 testemunhas ao estádio na noite de quinta-feira. A ideia é humanitária e louvável, mas Ganso podia ter sido poupado do mico.

2) A novela Leandro Cearense/Santa Cruz/Remo. Jogador e seu empresário fecham acordo com o Remo depois de uma semana de sumiço, mas dono do Santa Cruz de Cuiarana ameaça melar o negócio, garantindo que Leandro tem contrato firmado até fevereiro com o clube.

3) Vasco perde o goleiro Fernando Prass e o ídolo Juninho Pernambucano por atraso de salários e descumprimento de acordos. Zagueiro Dedé pode ser o próximo a sair. Clube da Colina vive uma das piores crises de sua história, com ameaça de falência.  

História de uma vida revolucionária

Por Gerson Nogueira

20121127173834526166eMeus livros de cabeceira neste momento são Under Their Thumb, a história de um garoto (Bill German) que se misturou com os Stones; A Ira de Nasi, relatos do roqueiro-líder da banda Ira!, e a biografia de Stieg Larsson, jornalista e escritor sueco. Apesar do teimoso hábito de devorar mais de um livro ao mesmo tempo, dediquei maior atenção à saga de Larsson, cuja vida foi dedicada à militância por causas libertárias. Era um combatente em tempo integral de grupos de ultra-direita da Suécia e a neonazistas da Europa. Conheceu vários países africanos quando ainda jovem e elegeu o jornalismo como trincheira.Antes de publicar a série policial (Millennium), que se tornaria um sucesso mundial e venderia mais de 60 milhões de cópias, Larsson (1954-2004) tornou-se um ativista político respeitado em seu país. O jornalista e editor Jan-Erik Pettersson, seu amigo e colega de trabalho, escreveu a biografia, narrando a história de engajamento do escritor e como essa via ideológica afetou sua vida e carreira.

Criado pelos avós maternos, Larsson abraçou a política ainda bem jovem, envolvendo-se em manifestações contra a guerra do Vietnã. Como jornalista, dedicou-se a enfrentar a extrema direita e a defender os direitos das mulheres e de minorias. Ao lado da mulher, Eva Gabrielsson, viveu quase todo o tempo sob ameaças de morte de facções neofascistas suecas. O enfoque social foi, aliás, o pano de fundo de sua trilogia Millennium, com personagens que lutam contra injustiças. Diante do ceticismo de amigos e parentes, Larsson costumava falar dos romances policiais que iriam deixá-lo rico e garantir velhice tranquila. Acertou parcialmente as previsões. Morreria jovem, aos 50 anos, antes de ver sua obra ficcional publicada.

Aos desiludidos do amor, com carinho

Por Xico Sá

E o mundo não se acabou. A não ser debaixo de alguns tetos. Então seguimos com a nossa retrospectiva caliente de 2012. Hoje me dirijo exclusivamente aos que andam meio ressabiados, cínicos ou descrentes. Triste de quem fica desiludido(a) e evita outro amor de novo, cai no conto, blasfema, diz “tô fora”, já era, tira onda, ri de quem ama, pragueja e nunca mais se encontra dentro das próprias vestes.

Como se o amor fosse uma bodega de lucros, um comércio, como se dele fosse possível sair vivo, como nunca tivesse ouvido aquela parada de Camões, a do fogo que arde e não se sente, a da ferida, aquela sabedoria do soneto musicado pelo menino Renato Russo.

Triste de quem nem sabe se vingar do baque, sequer cantarola, no banheiro ou no botequim, “só vingança, vingança, vingança!”, o clássico de Lupícinio Rodrigues, o inventor da dor-de-cotovelo, a esquina dos ossos úmero com os ossos ulna (antigo cúbito) e rádio, claro, lição da anatomia e da espera no balcão da existência.

Tudo bem não querer repetir, com a mesma maldita e peçonheta criatura,os mesmos erros, discussões, barracos e infernos avulsos e particularíssimos. (Falar nisso, nunca mais ouvi o velho e bom “eles renovaram o namoro”. Coisa linda, linda, linda, o mais comum era dizer apenas “eles renovaram”. Prestou atenção na força das palavras?)

Não estamos tratando desse tema. O caso aqui é de quem se desilude ao infinitum. Triste de quem encerra o afeto de vez, como se aquela mulher e/ou aquele homem “x” fossem fumar o king size, duvidoso e sem filtro, lá fora, e representassem o último dos humanos.

Chega do clichê e do chavão de que todos os homens ou mulheres são iguais. São, mas não são, senhoras e senhores. Cada vez que uma folha se mexe no universo a vida é diferente. Todos os machos e todas as fêmeas são novidades. Podem até ser piores, uns mais do que os outros, porém dependem de vários fatores.

Não adianta chamar o garçom do amor e passar a régua para sempre por causa de apenas um(a) sujeito(a) – como se representassem a parte pelo todo da panelinha do mundo. O que não vale mesmo é eliminar o amor como proposta mínima na plataforma política de estar vivo.

Já pensou quantos amores possíveis, como diria Calvino, você estaria dispensando por essa causa errada? E quem disse que amor é para dar certo? Amor é uma viagem. De ácido. Amar é… dar ou levar pé-na-bunda. Depois, como se diz, a fila anda, mesmo que mais demorada que a do velho INPS ou do que a dos ingressos para a final do campeonato.

E tem mais: a única vacina para um amor perdido é um novo amor achado. Vai nessa, aconselho! Só cura mesmo com outro.

Sim, o amor acaba, se não você não entendeu ainda… Corra a ler o gênio mineiro Paulo Mendes Campos: em todos os lugares o amor acaba; a qualquer hora o amor acaba; por qualquer motivo o amor acaba; para recomeçar em todos os lugares e a qualquer minuto o amor acaba.

Vamos esquecer a ilusão católica do até que a morte separe os pombinhos e viver lindamente o amor e o seu calendário próprio. Muitas vezes, não temos o amor da vida, mas temos um belo amor da quinzena, que, de tão intenso e quente, logo derrete. Foi bonito.

Vale tudo, só não vale o fastio e a descrença.

Com responsabilidade e método

Por Gerson Nogueira

bol_sex_211212_11.psApesar das pressões que torcedores (e até imprensa) fazem por reforços com vistas à nova temporada, a diretoria eleita do Paissandu – que ainda nem assumiu oficialmente – tem se conduzido de maneira exemplar. Depois de contratar o gerente executivo Oscar Yamato, dedica às contratações um cuidado que há muito tempo não se via no futebol paraense.

De cara, bastou a presença de um profissional respeitado, com ampla vivência em clubes, para que diminuísse o assédio de empresários e agentes, que antes dominavam a cena. A partir de agora, todas as ofertas de jogadores chegam ao clube e são cuidadosamente filtradas. Além da avaliação técnica, o histórico do atleta também é pesquisado, a fim de evitar prejuízos futuros.

O técnico continua a ter papel fundamental no processo, mas não tem mais a palavra final, passando também pelo crivo da gerência e da diretoria. A providência reduz bastante o risco de episódios como o que envolveu o zagueiro Sidraílson, contratado por indicação de Roberval Davino no começo da Série C e que nem chegou a estrear por estar em recuperação de uma cirurgia.

Clubes devem funcionar como empresas, com níveis hierárquicos e autonomia relativa para as funções. Com base nisso, técnicos podem apontar jogadores, mas não têm liberdade para transformar o time em cabide de empregos, às vezes em conluio com empresários.

Exemplos recentes no futebol do Pará retratam bem o tamanho do descalabro interno dos clubes, com técnicos que – por omissão dos dirigentes – acabavam por acumular o papel de gerentes, atropelando hierarquias e desafiando até a direção. No Remo, Edson Gaúcho, por exemplo, fincou pé e bancou a contratação do atacante Mendes, com consequências desastrosas para o clube.

Pela disposição demonstrada pelos novos gestores do Paissandu, o próprio conceito de comissão técnica deve sofrer mudanças. A intenção é fazer com que profissionais do clube integrem a equipe – como faz o São Paulo, que mantém Milton Cruz como supervisor e peça-chave na avaliação de atletas e acompanhamento do trabalho do treinador.

Caso consiga concretizar essas mudanças, Vandick e sua diretoria já estarão marcando um golaço. Mas é preciso compreender que o caminho até a vigência plena dessa nova ordem não será dos mais tranquilos. Antes, o torcedor terá que entender os objetivos dessa iniciativa e contenha o imediatismo próprio de quem se pensa com o coração.

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Ramos, o organizador que faltava

Fiel ao critério de contratar pontualmente, mirando as carências de seu elenco, o Paissandu anunciou no começo da noite de ontem seu terceiro (o zagueiro Raul e o goleiro Zé Carlos foram os primeiros) reforço para 2013: o meia-armador Eduardo Ramos, camisa 10 clássico, formado nas divisões de base do Grêmio e com boas passagens pelo Corinthians, Náutico, Sport e Vitória.

Com 26 anos, Ramos é o organizador que o Paissandu buscava há tempos. Sabe lançar e é bom cobrador de faltas. O desfecho da negociação, que se estendia há mais de uma semana, é uma grande notícia de fim de ano para a torcida. Nas próximas horas, a diretoria deve anunciar dois zagueiros – jovens, mas competentes – e um nome forte, guardado a sete chaves e com potencial para virar ídolo.

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Corrida contra o relógio

Com a corda no pescoço pela necessidade de montar um time competitivo para o Campeonato Paraense, o Remo ainda parece longe de fechar o ciclo de aquisições. Além dos laterais Nego e Berg, em negociação, o clube espera os jogadores Tragodara, Eduardo e Josy, todos do Atlético-AC. O meia-armador Josy foi um dos destaques do time e conta com o importante aval de um ídolo remista, o Rei Artur.

Quanto a Wellington Saci, ex-jogador do próprio Remo, que chegou a conversar com os dirigentes do clube, o impasse é de ordem financeira. O boato da contratação invadiu as redes sociais, mas a chance de acordo é praticamente zero. Com salários de R$ 30 mil no Atlético-PR, Saci está acima dos limites orçamentários do clube e deve fechar acordo com o Bahia para disputar a Série A.

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Direto do blog:

“O costume e a cultura de os clubes paraenses, principalmente a dupla Re -PA, contratarem a rodo parecia tão normal que muitos aqui acham que o Vandick e a nova diretoria estão errados em ir devagar, mas sempre. Estão certos, é assim que se faz. Repito: Vandick e essa diretoria irão pôr o Papão no rumo certo! E a contratação (de Eduardo Ramos) foi certeira como flecha que acerta o alvo”.

De pastor Carlos Rodrigues, crente em novos rumos para o Papão.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta sexta-feira, 21)