Bela do Papão leva bronze na eleição

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Em votação apertada, a loira Raquel Oliveira, “bela” do Paissandu, ficou com a medalha de bronze no concurso Belas da Torcida, do site UOL. Ela teve 50,3% das escolhas, contra 49,7% da morena Patrícia Fonseca, do Vasco. Nascida em Belém, a pedagoga Raquel tem 29 anos, 1,68m e 58kg bem distribuídos. “Fanática pelo Papão, tem o Estádio da Curuzu como sua segunda casa e guarda até hoje na memória o título da Copa dos Campeões de 2002, conquistado sobre o Cruzeiro”, diz o site.

Como defensor das boas causas, o blog aplaude o sucesso de nossa briosa e salerosa representante no duelo das belezuras do futebol nacional.

O manual do golpe de Estado

Por Mauro Santayana
Cúrzio Malaparte escreveu, em 1931, seu livro político mais importante, Técnica del colpo di Stato: envenenamento da opinião pública, organização de quadros, atos de provocação, terrorismo e intimidação, e, por fim, a conquista do poder. Malaparte escreveu sua obra quando os Estados Unidos ainda não haviam aprimorado os seus serviços especiais, como o FBI – fundado sete anos antes – nem criado a CIA, em 1947. De lá para cá, as coisas mudaram, e muito. Já há, no Brasil, elementos para a redação de um atualizado Manual do Golpe.
Quando o golpe parte de quem ocupa o governo, o rito é diferente de quando o golpe se desfecha contra o governo. Nos dois casos, a ação liberticida é sempre justificada como legítima defesa: contra um governo arbitrário (ou corrupto, como é mais freqüente), ou do governo contra os inimigos da pátria. Em nosso caso, e de nossos vizinhos, todos os golpes contra o governo associaram as denúncias de ligações externas (com os países comunistas) às de corrupção interna.
Desde a destituição de Getúlio, em 29 de outubro de 1945, todos os golpes, no Brasil, foram orientados pelos norte-americanos, e contaram com a participação ativa de grandes jornais e emissoras de rádio. A partir da renúncia de Jânio, em 1961, a televisão passou também a ser usada. Para desfechá-los, sempre se valeram das Forças Armadas.
Foi assim quando Vargas já havia convocado as eleições de 2 de dezembro de 1945 para uma assembléia nacional constituinte e a sua própria sucessão. Vargas, como se sabe, apoiou a candidatura do marechal Dutra, do PSD, contra Eduardo Gomes, da UDN. Mesmo deposto, Vargas foi o maior vitorioso daquele pleito.
Em 1954, eleito pelo povo Vargas venceu-os, ao matar-se. Não obstante isso, uma vez eleito Juscelino, eles voltaram à carga, a fim de lhe impedir a posse. A posição de uma parte ponderável das Forças Armadas, sob o comando do general Lott, liquidou-os com o contragolpe fulminante. Em 1964, contra Jango, foram vitoriosos.
A penetração das ONGs no Norte do Brasil, e a campanha de coleta de assinaturas entre a população dos 7 Grandes – orientada, também, pelo Departamento de Estado, que financiava muitas delas – para que a Amazônia fosse internacionalizada, reacenderam os brios nacionalistas das Forças Armadas. Assim, os norte-americanos decidiram não mais fomentar os golpes de estado cooptando os militares, porque eles passaram a ser inconfiáveis para eles, e não só no Brasil.
Washington optou hoje pelos golpes brancos, com apoio no Parlamento e no Poder Judiciário, como ocorreu em Honduras e no Paraguai. Articula-se a mesma técnica no Brasil. Nesse processo, a crise institucional que fomentam, entre o Supremo e o Congresso, poderá servir a seu objetivo – se os democratas dos Três Poderes se omitirem e os patriotas capitularem.

Umbro lança novo uniforme do Remo

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O Remo voltou às origens, pelo menos no uniforme. A Umbro lançou nesta quinta-feira à noite, na sede social do clube, na avenida Nazaré, a nova linha de uniformes para a temporada 2013. Modelos profissionais e os jogadores Jonnathan, Fabiano e Tony desfilaram com as novas camisas desenhadas pelo fabricante. Convidados que participaram da festa aplaudiram a qualidade do fardamento, que custará nos pontos de venda R$ 139,90. Além dos uniformes (kits 1 e 2), a Umbro lançou uma linha casual, com camisetas, pólos, regatas e blusas femininas, cujos preços ficarão entre R$ 39,90 e R$ 119,90.

A frase do dia

Marcos Valério tenta manchar a vida de Lula, o presidente de maior aceitação desse país. Valério não tem moral. Quem é Marcos Valério para acusar Lula? Acho até que Lula deve se defender com mais veemência; gostei da resposta do governo… Valério fez o que fez e a mídia ainda dá moral pra um bandido desse?

De Datena, apresentador da Band. 

Pedras no caminho da nova gestão do Papão

O Paissandu analisa nomes para contratações. O presidente Vandick Lima e seus mais próximos colaboradores têm se debruçado sobre propostas que chegam, avaliando com cuidado o custo-benefício de alguns jogadores. Há uma preocupação em evitar erros que comprometam o começo do trabalho e criem instabilidade no elenco. Ao mesmo tempo, a nova diretoria se preocupa com as cobranças da torcida, que há muitos anos se acostumou com o anúncio regular de contratações, mesmo que logo depois acabe se decepcionando com o desempenho dos jogadores. Vandick e os demais diretores se defrontam, ainda, com a falta de credibilidade do clube. Alguns dos principais destaques do time na campanha da Série C nem quiseram conversar sobre permanência na Curuzu, aborrecidos com os três meses de atraso salarial. Fábio Sanches, zagueiro que deu consistência defensiva ao Paissandu, preferiu aceitar uma proposta menor do interior paulista a continuar em Belém. E foi absolutamente claro com a nova diretoria: não confia nos dirigentes paraenses depois do que passou durante a recente campanha.

Paraíba é preso por agredir ex-mulher

O meia Marcelinho Paraíba, que já passou por clubes como S. Paulo, Grêmio, Flamengo e pela Seleção Brasileira, se envolveu em nova confusão. De férias, após conquistar a Taça Minas Gerais pelo Boa Esporte, foi preso por agressão a uma ex-companheira. Depois da denúncia da vítima, ele foi detido e encaminhado para a Central de Polícia de Campina Grande. Segundo informações da Polícia, o jogador estava em sua granja quando a ex-companheira foi até lá cobrar uma dívida de pensão alimentícia. Os dois discutiram e Marcelinho partiu para a agressão. Até o fim da noite desta quinta-feira, Marcelinho permanecia detido. Durante a Série C deste ano, o jogador chegou a ser apresentado como reforço pela diretoria do Paissandu. Depois de constatado que ele já havia sido inscrito em duas competições nacionais, a contratação foi desfeita.

Vote no mico da semana

Escolha o seu King Kong favorito e justifique a preferência…

1) Flamel acerta tudo com a diretoria do Remo, recebe uma parte do valor prometido pela assinatura do acordo e, horas depois, aparece ao lado do proprietário do Santa Cruz de Cuiarana renovando contrato. Não se sabe se vai devolver o dinheiro aos remistas.

2) Ainda sob o clima do acesso à Série B, o Paissandu realiza dois amistosos caça-níqueis no Amapá e dá vexame: foi derrotado duas vezes, por 1 a 0. Apesar dos improvisos na escalação, time contou com titulares como Pikachu e Ricardo Capanema.

3) Velhas arengas entre brasileiros e argentinos vieram à tona vergonhosamente na final da Copa Sul-Americana. O S. Paulo levantou a taça, mas jogo só teve um tempo porque o Tigre abandonou o campo, alegando ter sido agredido pela segurança do Morumbi.

Angústias de quem conheceu o velho Maraca

Por André Barcinski

camaroteVeja aqui a reportagem da TV Globo sobre o primeiro camarote montado do “novo” Maracanã. E responda: você gostaria, realmente, de ver um jogo ali? Eu não gostaria. E acho que ninguém que goste, de verdade, de futebol, gostaria de ver um jogo dentro de um lugar que parece saguão de hotel.

A cada notícia sobre o “novo” Maracanã, fico mais deprimido. Cresce o medo – agora, quase uma certeza – de que o estádio vai virar um verdadeiro shopping center de mauricinhos. Apesar de o repórter da Globo dizer, com ares ufanistas, que o “Maraca é nosso”, eu duvido.

Ou você acha que qualquer um vai chegar no dia do jogo e poder entrar nesse camarote? Só rindo. A essa hora, o local já deve estar sendo disputado por políticos, anunciantes, assessorias de imprensa, celebridades e um batalhão de ex-participantes do “BBB”. Não se trata de negar o conforto. Claro que todo mundo espera um estádio bonito e ótimo para ver futebol.  Mas isso, o Maraca já era. Não precisava de reforma.

O problema é que não parece mais existir, no Brasil, um meio-termo entre o confortável e o suntuoso.  E nossos espaços públicos – sim, o bilhão de reais usados para a obra, que se somam a quase 500 milhões gastos em outras obras no estádio desde 2000 – foram todos pagos por nós – vão se tornando gigantescas áreas VIPs.

Ir ao estádio, no Brasil, está um saco. Não bastasse jogos de uma torcida só e partidas tarde da noite ou sob sol assassino, para agradar à TV, agora chega a moda das áreas exclusivas, entradas particulares e clubes de vantagens.

Alguns chamam a isso de progresso. Eu vejo mais como uma obsessão consumista originada em nosso profundo complexo de inferioridade. Nada dá mais prazer ao brasileiro que ficar do lado “certo” de uma corda de veludo.

Desde quando ser bem tratado é sinônimo de ser VIP? Só aqui, onde não-VIPs se acostumaram a ser maltratados.

Espero queimar a língua. Torço para que o “novo” Maracanã melhore ainda mais a visibilidade e a acústica do antigo. Torço para que mantenham pelo menos uma área semelhante às cadeiras azuis, onde crianças entravam de graça e torcedores rivais se misturavam.

Mas, no fundo, duvido que isso aconteça. Estamos na torcida.