Mês: novembro 2012
Clássico carioca termina empatado
Corinthians e Santos ficam no empate
O passado é uma parada…
Lance da semifinal da Taça Brasil de 1962 entre Botafogo e Internacional. O jogo foi no Maracanã e acabou em 2 a 2. Amarildo fez 1 a 0 aos 6 segundos, num chute do círculo central. O mesmo Amarildo ampliou aos 38 minutos, completando de cabeça cruzamento de Quarentinha. Parecia fácil. Mas o time gaúcho empatou no segundo tempo, com Alfeu e Sapiranga. Houve novo empate de 2 a 2 na volta, em Porto Alegre, onde também ocorreu a terceira partida, aí com vitória do Botafogo por 2 a 0. Mas o desfecho da Taça Brasil de 1962, com a decisão entre Botafogo e Santos, só aconteceria em 1963.
Som de domingo – Paulinho da Viola, Coração Leviano
Começamos a ganhar a Copa
Por Gerson Nogueira
Desconfio que Mano Menezes caiu porque a cúpula da CBF estava com medo de criar um novo Dunga, que no começo era provisório e foi ficando, ficando até perder a Copa de 2010. A situação era mais ou menos parecida. Mano assumiu sem que ninguém – nem ele – acreditasse que ficaria até 2014.
A demissão foi providencial, pois o tempo está escoando e a partir do próximo ano não haverá mais espaço para mudanças de comando. Havia quase um consenso de que a chance de título mundial passa pela escolha de um novo técnico, com competência e “cara” de Seleção.
Mano ganhou o cargo por uma combinação simples de fatores: ausência de grandes nomes (Muricy recusou e Felipão não quis) e força política de Andres Sanchez na CBF. “Corintiano”, Mano foi uma indicação pessoal de Sanchez, avalizada por Ricardo Teixeira.
Sem torneios oficiais a disputar em 2011, quase não foi notado. Apesar de amistosos contra seleções sem tradição, a Seleção Brasileira jamais empolgou. Mano mudava constantemente e o time não ganhava um rosto. Veio a Copa América e a eliminação vexatória – com direito à pior série de penais da história do escrete – começou a desgastar o treinador.
Para os Jogos de Londres e a busca da única conquista que a Seleção não tem, surgiram dúvidas quanto à sua permanência, mas José Maria Marin (que substituiu a Ricardo Teixeira) decidiu bancá-lo.
O novo fiasco, com derrota para a seleção mexicana na partida final, selou o destino de Mano no cargo. Só teve sobrevida até sexta-feira porque, aparentemente, Marin não quis medir força com Sanchez.
Agora, fortalecido no cargo, Marin tratou de se livrar de Mano, sem precisar dar muitas justificativas sobre a demissão. Afinal, o técnico não ganhou rigorosamente nada e não conquistou nenhum título de relevo. Não conseguiu se consolidar no papel, tanto que as reações à sua saída foram extremamente positivas.
Mano só venceu mesmo os dois Super Clássicos com a Argentina, competição caça-níquel disputada pelos times B dos dois países. E, ainda assim, foi batido pelo fraquíssimo time argentino no tempo normal do embate de quarta-feira.
Com a saída de Mano, começa a temporada de especulações. Entendo que três nomes disputam o cargo: Felipão, Muricy Ramalho e Tite. Chances maiores para o primeiro, que já tem um título mundial no currículo e sempre foi o preferido da CBF.
Muricy, que esnobou o escrete, é o segundo na fila. Tite é a terceira opção. Setores da imprensa carioca citam Abel e até Parreira, mas está mais ou menos óbvio que o técnico não sairá do Rio.
Sob o reinado de Marin, até Pep Guardiola, que curte período sabático nos Estados Unidos e admitiu o sonho de treinar o Brasil, tem mais possibilidades de ser contratado do que qualquer técnico vinculado ao futebol carioca.
Creio, porém, que qualquer que seja a escolha não há como comparar com Mano, um técnico cuja principal experiência foi comandar Grêmio e Corinthians na Série B do Campeonato Brasileiro. Bagagem insuficiente para o tamanho da responsabilidade que uma Copa do Mundo exige.
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Fritura em fogo brando
O diretor de Seleções da CBF, Andres Sanchez, que já estava mal na foto com a demissão sumária de seu protegido Mano Menezes, conseguiu queimar ainda mais o próprio filme em entrevista tão deslocada quanto rude. Obrigado a reconhecer publicamente a ausência de poder – foi voto vencido quanto ao técnico – tratou de disparar farpas em direção aos repórteres, como se possível descontar a irritação em terceiros.
Segundo fontes da entidade, depois de Mano, o próximo a ganhar bilhete azul será o próprio Sanchez. Talvez pressentido esse desfecho, o cartola corintiano usou a tática da linha burra, distribuindo coices verbais para tentar resguardar Mano de críticas. Não funcionou.
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A negociação misteriosa
Os compradores dos direitos federativos de Pikachu já admitem deixá-lo no Paissandu até o Campeonato Paraense. A ideia é manter o jogador em atividade enquanto não surge um clube interessado em seu futebol. Por ora, somente o Palmeiras se manifestou publicamente, mas recolheu o galho por implicância com o apelido do irrequieto lateral-direito paraense.
Caso fique para o Parazão, Pikachu se transformará em atração do Paissandu e um de seus principais trunfos para reconquistar o certame estadual. Até lá, também, talvez já se tenha informação mais certeira quanto ao valor real do negócio.
Alguns falam em R$ 700 mil, outros em R$ 800 mil e há gente que garante que Pikachu foi negociado por mais de R$ 1 milhão.
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Direto do Facebook:
“Deixando a politicagem de lado e um abraço caloroso a todos os queridos técnicos acima, me enternece saber da saída de alguém que nem devia ter entrado (convoca mal, escala pior e mexe erradamente). Só espero não voltarmos para a vaidade do Luxemburgo, a truculência do Felipão e enfrentarmos o português do Tite (titês)”.
De Alcyr Guimarães, músico dos bons e ex-jogador de futebol.
(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO deste domingo, 25)
Goiás é o campeão da Série B
Com o fim da rodada na Série B, na tarde deste sábado, o Goiás sagrou-se campeão de 2012 após derrotar (de virada) o Joinville, por 2 a 1, no estádio Serra Dourada. O gol da vitória foi do veterano Iarley. Os quatro classificados à Série A 2013 são: Goiás, Criciúma, Vitória e Atlético-PR. Parabéns aos envolvidos.
Capa do DIÁRIO, edição de domingo, 25
Capa do Bola, edição de domingo, 25
Sanchez Pança
Por Juca Kfouri
Andrés Sanchez foi mais patético do que nunca na entrevista coletiva que deu ontem embaixo do distintivo da Federação Paulista de Futebol.
Nem percebeu o tamanho da humilhação a que foi submetido pelos algozes Marin/Nero.
Um ex-presidente do Corinthians, que se dizia empresário bem sucedido, exposto ao escárnio público pela dupla são-paulina/palmeirense, sem nenhum respeito à liturgia do cargo que ocupou.
No Corinthians, embora ninguém diga publicamente, festeja-se que ele não tenha honrado as calças e saído com Mano Menezes, porque ninguém o quer no dia a dia do clube.
Mas todos acham ridículo que ele tenha dito que “não é que eu seja contra a saída do técnico, apenas fui voto vencido.”
Ou, pior: “Eu fico porque faço parte de outro órgão”.
Ora, Mano Menezes era técnico da Seleção Brasileira.
E Andrés Sanchez é diretor do departamento de…seleções!
A que “outro órgão” Sanchez Pança pertence?






