No Papão, vaga de Kiros ainda em aberto

O Paissandu viaja nesta quarta-feira para Juazeiro do Norte e Lecheva ainda não definiu quem vai substituir o atacante Kiros. Vários jogadores têm chance de entrar no ataque: Rafael Oliveira, Moisés, Héliton, Lineker e Harison. No último treino coletivo na Curuzu, realizado na tarde desta terça-feira, Lineker e Harison estiveram frente a frente. Lineker atuou pelos titulares. (Foto: MÁRIO QUADROS/Bola) 

BBC e a lista dos maiores pilotos

Por Flavio Gomes

A BBC encerrou sua série de reportagens sobre os maiores pilotos de todos os tempos, que resultou numa lista de 20 repleta de estrelas e ídolos atemporais. Senna ficou em primeiro lugar, com Fangio em segundo, Clark em terceiro e Schumacher em quarto. Veja a lista completa:

1 – Ayrton Senna

2 – Juan Manuel Fangio

3 – Jim Clark
4 – Michael Schumacher
5 – Alain Prost
6 – Stirling Moss
7 – Jackie Stewart
8 – Sebastian Vettel
9 – Niki Lauda
10 – Fernando Alonso
11 – Alberto Ascari
12 – Gilles Villeneuve
13 – Nigel Mansell
14 – Mika Hakkinen
15 – Lewis Hamilton
16 – Nelson Piquet
17 – Emerson Fittipaldi
18 – Jack Brabham
19 – Graham Hill
20 – Jochen Rindt

A BBC rasga elogios a Senna e fala do “brilho romantizado” do brasileiro, potencializado pela maneira como morreu. Interessante notar que quatro pilotos ainda em atividade aparecem entre os 20, o que mostra como estes últimas anos da F-1 têm sido interessantes e ricos. Concordo com a presença de todos eles, até de Hamilton, o que tem menos títulos entre eles — os outros são Vettel, Alonso e Schumacher. Outro dado curioso: alguns da relação nem foram campeões, como Moss e Villeneuve.

Acho que se todos resolvermos fazer uma lista dos 20 melhores, provavelmente a maioria dos nomes escolhidos pela BBC se repetirá. Talvez faltem alguns, como Ronnie Peterson, Mario Andretti, Jenson Button, Kimi Raikkonen (estes dois, campeões mundiais ainda em atividade), Denis Hulme, James Hunt, Jacky Ickx, Clay Regazzoni, Carlos Reutemann, Jody Scheckter… Mas é quase questão de gosto. Muitos deles nem vi correr e deles sei por leituras, testemunhas e vídeos.

Minha ordem, no entanto, certamente seria diferente. Alonso e Piquet estariam muito mais para cima, Schumacher seria o primeiro e a briga pelo segundo lugar seria duríssima entre Senna,  Prost e Fangio, pelos meus critérios. De qualquer forma, o resultado mostra como Senna foi marcante em seus dez anos e pouco de F-1, tendo deixado a sensação de que poderia, mesmo, ter feito muito mais se não fosse o acidente de 1° de maio de 1994.

Na minha lista entrariam todos os 20 escolhidos pela BBC, mas Schumacher seria o 1º, seguido por Piquet, Senna, Stewart e Fittipaldi. E, na parte inferior da lista, ficariam Prost, Hakkinen e Mansell. 

Cabeça é condenado a 8 anos de prisão

O presidente do Remo, Sérgio Cabeça, foi condenado a 8 anos de reclusão (em regime semiaberto) em sentença da 13ª Vara Federal pela prática de peculato durante atuação na direção do Centro Federal de Ensino Tecnológico do Pará (Cefet) – atual Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia – de 1993 a 2001. O crime de peculato consiste em apropriar-se de dinheiro, valor ou qualquer outro bem móvel, público ou particular, em razão do cargo, ou desviá-lo, em proveito próprio ou alheio.

Da denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal consta que os docentes recebiam vencimentos sem comparecer ao trabalho. Se somadas, as penas de Sérgio Cabeça e mais 10 servidores ultrapassam 30 anos de prisão. Cabe recurso ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região, em Brasília. As informações são da Justiça Federal – Seção Judiciária do Pará. Cabeça já havia sido condenado, em outro processo, de maio de 2011, a 16 anos de prisão, também por peculado. (Com informações do DIÁRIO)

São Paulo trata Ganso como um rei

Por Cosme Rímoli

Nem a diretoria do São Paulo esperava. Mais de 62 mil pessoas para ver a estreia de Paulo Henrique Ganso. O maior público do Campeonato Brasileiro. Raí ficou tão empolgado que postou no twitter uma foto. Como um torcedor comum mostrando a camisa 8 de Ganso. O jogador ficou emocionado com tanto apoio. A última lembrança que tem da torcida santista é deprimente. Lembra de alguns torcedores jogando moedas na sua direção na Vila Belmiro. E ainda não esqueceu o coro de ‘mercenário’.

“Justo eu, um dos piores salários do Santos chamado de mercenário”, desabafou. Mas ele quer vida nova no Morumbi. Está cercado de todo carinho. Tem o apoio fundamental de Rogério Ceni e Luís Fabiano. Para se dar bem no clube de Juvenal é primordial ter o apoio da dupla. O meia não tem só o apoio tem o entusiasmo dos dois. Além de Lucas, que lamenta por desfrutar de pouco tempo ao seu lado. Já que no final do ano embarcará para o Paris Saint Germain.

Ganso quer retribuir dando seu máximo. Está treinando empolgado como um menino. Faz questão de ajudar o time na luta pela conquista da Sul-Americana. O departamento físico e Ney Franco queriam poupá-lo do jogo de quinta contra a Universidad de Chile. Acreditam que seria melhor para o meia ficar e treinar. E começar o jogo do próximo domingo contra a Ponte. A vontade de Paulo Henrique, no entanto, prevaleceu. E ele vai para Santiago.

O fato de querer colaborar e não ter um pingo de estrelismo estão facilitando seu entrosamento no grupo. “Já me sinto em casa”, afirma, alegre. Enquanto tudo está correndo muito bem no departamento de futebol, o marketing se assanha. Ter como argumento o maior público do Brasileiro é excelente. Tanto que o novo diretor de markenting, Rui Branquinho, já busca patrocínios para o meia.

Inspirado no que o Santos faz com Neymar, o vice da Young & Rubicam quer o mesmo para Ganso. Já está buscando patrocinadores exclusivos ao meia. A proporção dos primeiros contratos publicitários de Neymar serve de parâmetro. Neles o jogador recebia 70% e o Santos 30%. Nos atuais, Neymar ganha 90% e o clube 10%. O jogador de 20 anos tem dez patrocinadores. Volkswagen, Santander, Nike, Panasonic, Unilever, Claro, Red Bull, Lupo, Tênis Pé Baruel e AmBev. Para ter o melhor jogador do País, o Santos banca R$ 500 mil. O restante, mais R$ 2,5 milhões chegam dos patrocinadores. Neymar é o atleta que mais recebe na América Latina.

Ganso fechou seu contrato com o São Paulo recebendo mais que o dobro do Santos. Lá ganhava R$ 135 mil mensais. No olho do furação, na briga entre Santos e DIS, recusou três novos contratos com aumento de salário. No Morumbi, fechou por R$ 300 mil mensais. Tanto ele, como seus representantes, acreditam que o clube conseguirá pelo menos mais R$ 1,2 milhão com patrocínios. Branquinho e o vice de marketing, Júlio Casares, já estão no mercado buscando quem queira investir no meia. Sabem que ainda tudo está muito novo.

Ganso passou perdeu muito prestígio esse ano contundido. O departamento de fisiologia o segurou quase à força. Luís Rosan não quis nem saber que ele estava jogando no Santos. O examinou e constatou um forte desequilíbrio muscular nas pernas. Situação comum para quem passa por uma operação no joelho. Paulo Henrique enfrentou quatro. Mas tem a seu favor a idade. Com apenas 23 anos, seu organismo tem tudo para se recuperar. Por isso, Rosan o segurou por dois meses em tratamento intensivo. Só o liberou para jogar 37 minutos contra o Náutico no domingo. E já voltou com o reforço muscular.

Paulo Henrique Ganso está sendo tratado como um tesouro pelo São Paulo. Juvenal Juvêncio tem a certeza que fez a melhor contratação da sua gestão. E que ele trará mais torcedores ao estádio, investidores pessoais, no time, no estádio. Quer fazer com ele tudo o que sonhava e não deu certo com Rivaldo. Em 2013 há grande chance que passe a envergar a camisa 10, que hoje é de Jadson. Número que pertenceu a Jair Rosa Pinto, Zizinho, Pedro Rocha, Raí, Pita.

Marketing, futebol, fisiologia, fisioterapia, preparação física… Fora a atenção especial de Juvenal Juvêncio. Paulo Henrique Ganso está cercado no São Paulo. Tem toda a atenção que reclamava faltar no Santos. E com perspectiva de ganhar dez vezes mais do que recebia na Vila Belmiro. Por tudo isso fala quase todos os dias no CCT: “Vim para o clube certo”…

A globalização não poupa ninguém

Por Gerson Nogueira

A história já é bem conhecida, mas não custa avivar memórias. Quando ressurge o debate sobre a forma de disputa do Campeonato Brasileiro, cabe observar que os grandes torneios da Europa cresceram em importância à medida que passaram a ser organizados com profissionalismo, planejamento e austeridade financeira.

Foi a partir da fórmula de pontos corridos, que premia mérito e regularidade, que os clubes puderam captar investimentos de patrocinadores e passaram a faturar alto com os direitos de transmissão para as redes de TV, deixando de depender unicamente da bilheteria dos jogos.

Não me alinho à corrente que considera divinas e maravilhosas todas as ideias que deram certo no Primeiro Mundo. É preciso admitir, porém, que, no futebol, as iniciativas adotadas a partir dos anos 80 tornaram os clubes mais fortes, os jogos mais rentáveis e os campeonatos tecnicamente mais interessantes.

A dimensão da revolução do futebol europeu pode ser medida pelo domínio midiático exercido hoje pelos clubes do Velho Continente, com reflexos em todo o planeta. Isso só passou a existir de fato depois da mudança de conceitos empreendida inicialmente por ingleses e alemães.

Hoje, o poder financeiro faz de clubes como Manchester United, Barcelona, Real Madri e Milan populares em todos os continentes. Um triunfo tanto da estratégia marqueteira quanto do conceito de aldeia global.

No Brasil, o sucesso – e, acima de tudo, os lucros – europeu sempre foi invejado pelos dirigentes. Levou tempo para que o regulamento da primeira divisão fosse adaptado à principal prática dos torneios estrangeiros: a adoção do sistema de pontos corridos, a partir de 2005.

Como a mudança de hábitos do torcedor é um pouco mais lenta, ainda existe resistência aos pontos corridos. Ninguém sai facilmente de um sistema que valorizava os play-offs e as finais de campeonato.

Pessoalmente, sigo sentindo imensa falta de decisões de verdade. Mesmo aplaudindo a meritocracia embutida nos pontos corridos, não consigo abrir mão da carga emotiva que as finais trazem às disputas. A ausência de confronto final, opondo competidores em igualdade de condições, é algo ainda difícil de assimilar. Deve ser coisa desse tal coração tropical.

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Declínio dos azarões

Um reflexo do sistema de pontos corridos no Brasil é a impossibilidade de zebras. Explico: times emergentes ou fora do eixo dos 12 grandes (de Rio, São Paulo, Minas e Rio Grande do Sul) não têm mais a menor chance de vencer o Brasileiro da Série A. O retrospecto mostra isso claramente.

O último azarão a triunfar foi o Atlético-PR, em 2001. Liderado pelo artilheiro Washington, o Furacão conquistou o título e teve como vice outro parceiro emergente, o São Caetano.

Antes, os azarões faziam bem mais sucesso. Em 1988, o Bahia de Dodô foi o campeão. Em 1987, o Sport (naquele campeonato esquisito que teve ainda o Flamengo reconhecido como outro campeão pela CBF em 2011). Dois anos antes, o Coritiba também levantou a taça. Em 1978, o Guarani de Careca conquistou o título.

Nos dias de hoje, de profissionalismo galopante e investimentos vultosos nos clubes mais tradicionais, os nanicos têm cada vez menos chances. É um processo natural, mas não sei se gosto desse futebol cada vez mais ditado pela força exclusiva da grana.

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Araújo perdendo a paciência

O Remo, envolto em tantas incertezas, pode sofrer mais um baque nas próximas horas. Sem conseguir falar com o presidente Sérgio Cabeça, o técnico Flávio Araújo pode entregar o cargo, antes mesmo de começar a trabalhar de verdade no clube.

Depois de visitar o Baenão e confirmar o acerto com o Remo, Araújo viajou para Fortaleza e encaminhou a contratação de seis reforços para o Campeonato Paraense. Jogadores que atuaram no Sampaio Corrêa, Fortaleza e Santa Cruz.

Como não tem acesso telefônico a Cabeça – e Albani Pontes deixou a diretoria de futebol –, as negociações não avançam e os atletas têm propostas de outros clubes. Insatisfeito, Araújo estabeleceu prazo até hoje para falar com o presidente. Caso contrário, sai sem nunca ter sido.

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Iarley a caminho da Curuzu?

Leitores de Goiânia informam à coluna que a imprensa goiana aponta como praticamente certa a saída do meia-atacante Iarley do Goiás depois da campanha na Série B. Reserva no time que garantiu acesso à Série A, o veterano jogador tem sido atrapalhado por seguidas lesões, que o impediram de manter regularidade e brigar por um lugar na equipe titular.

A surpresa fica por conta do possível destino de Iarley, segundo os goianos: ele estaria acertando retorno para o Paissandu, onde teve excelente passagem em 2003, disputando a Taça Libertadores. Caso supere a sequência de contusões, Iarley é bom reforço, apesar do peso da idade.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta terça-feira, 20)