Catarinense será o árbitro de Icasa x Paissandu

O jogo Icasa x Passandu, na próxima quinta-feira, em Juazeiro do Norte (CE), terá como árbitro o catarinense Ronan Marques da Rosa. Os assistentes serão Carlos Henrique Selbach, do Rio Grande do Sul, e Ramires Santos Cândido, do Espírito Santo. Ronan é da nova safra de árbitros nacionais e tem apitado partidas importantes da Série A.

Aconteceu de novo

Por Juca Kfouri

Segunda vez em dez anos! É muito.

Não há o que console o palmeirense, mas não há mais o que fazer.

Aliás, há sim.

Mudar de cima abaixo, de baixo para cima.

Já que nem na hora da agonia as facções se uniram em torno da salvação nesta verdadeira faixa de Gaza que habita o Parque Antarctica, chegou a hora de botar para fora os responsáveis pela nova humilhação.

No voto, não na pancadaria, nem botando fogo em coisa alguma, quebrando ou pichando nada.

Porque 2013 pode ser, apesar de tudo, um ano inesquecível na vida do Palmeiras, seu centésimo ano e em casa nova.

Ser bi da Série B não acrescenta nada, além de mais alguma gozação, embora seja obrigatório buscar o título.

Mas ser bicampeão da Libertadores pode salvar tudo, pode tornar a segunda divisão brasileira apenas um acidente, um roteiro turístico diferente do habitual, domingos liberados para a família.

Para tanto, no entanto, será preciso que a eleição em janeiro tenha o efeito de uma revolução.

Não pode ser fruto de acordos espúrios, acomodação entre gente que não se dá, que tão logo assuma o poder passe a brigar entre si em lutas fraticidas.

Ou o Palmeiras acorda para uma nova fase em sua existência centenária, ou corre o risco de mais do mesmo, para voltar a sucumbir adiante.

E se uma vez já é muito e duas é demais, três será insuportável, até fatal.

TRIO VERGONHA

Sábado, nesta Folha, o repórter Sérgio Rangel, um dos craques do quinteto vencedor do maior prêmio do jornalismo brasileiro em 2012 (os outros quatro craques ganhadores do Prêmio Esso são Filipe Coutinho, Julio Wiziack, Leandro Colon e Rodrigo Mattos), revelou que a trinca de pernas de pau Ricardo Terra Teixeira, José Maria Marin e Marco Polo Del Nero deu um golpe para antecipar a eleição na CBF e protegê-la de eventuais fracassos na bola e na organização da Copa do Mundo no Brasil.

Teixeira e Marin obraram para Nero sucedê-los e garantir o controle da caixa preta que permanece fechada na entidade, também chamada de Casa Bandida do Futebol.

Que os três ajam assim com a cumplicidade das federações estaduais não surpreende.

Afinal, na mesma reunião que decidiu pelo golpe, a mesada dos cartolas das federações foi aumentada de R$ 30 mil para R$ 50 mil.

Serviu, ao menos, para o deputado Romário não se iludir mais com Marin/Nero.

Mas, e os grandes clubes do país? Aprovam tamanha artimanha? Estão mudos? Que tipo de gato comeu suas línguas?

E Marin ainda chefiará a delegação corintiana no Mundial da Fifa no Japão?

Superstição por garantia de medalha de ouro no bolso? Ou o quê?

Enfim, quem honrará as calças entre os 12 maiores clubes brasileiros?

Vânderson também pode desfalcar Paissandu

Além dos desfalques certos de Pikachu, Fábio Sanches (foto) e Kiros, suspensos pelo terceiro cartão amarelo, o Paissandu pode ter outra baixa importante: a ausência de Vânderson, que desfalcou o time contra o Icasa e que faz tratamento para se recuperar de uma lesão na coxa direita. Para os jogadores ausentes, Lecheva já definiu dois substitutos. Leandrinho será o lateral-direito, Tiago Costa continua na zaga (ao lado de Marcus Vinícius, que volta ao time). Para o lugar de Kiros, ainda prevalece a indefinição. Moisés e Rafael Oliveira são os nomes mais cotados. Caso Vânderson não possa mesmo jogar, disputam a posição os volantes Júnior Maranhão e Neto. (Foto: MÁRIO QUADROS/Bola) 

Uma queda sempre amarga

Por Gerson Nogueira

Sempre que um grande clube é rebaixado surge aquela retórica sobre a importância de aprender com os erros. Para o Palmeiras, que confirmou ontem a segunda queda para a Segunda Divisão em dez anos, a lição não teve grande utilidade.

Por incompetência administrativa, guerra de vaidades entre dirigentes e erros em cascata nas contratações, o glorioso alviverde paulista não teve a capacidade de se segurar na Série A, apesar do orçamento polpudo e das fortes tradições.

Chama atenção que, ao contrário de agremiações mais modestas, o Palmeiras tenha contratado nos últimos dois anos alguns dos mais prestigiados (e caros) técnicos nacionais. Passaram por lá Vanderlei Luxemburgo, Muricy Ramalho e Luís Felipe Scolari.

Dos três, somente Felipão conseguiu um título relevante. Conquistou a Copa do Brasil no primeiro semestre deste ano em campanha pouco brilhante, mas extremamente pragmática.

Detentor da maior quantidade de títulos nacionais, o Palmeiras tem torcida imensa em todo o país e uma história recheada de grandes façanhas. Na primeira queda, há 10 anos, o caminho que levou ao despenhadeiro foi traçado por um barulhento conflito interno.

O filme se repetiu por inteiro nesta temporada. Grupos rivais se digladiam pelo controle do clube, com ataques de parte a parte e isolamento do presidente. Nas últimas semanas, Arnaldo Tirone dedica-se a tentar explicar o desastre de gestão e, como sempre, atribui a desdita à falta de sorte. Como se tudo pudesse ser debitado ao imponderável.

No caso das agremiações tradicionais, o rebaixamento jamais pode ser atribuído ao azar. No máximo, pode-se dizer que o clube deu o tremendo azar de ser administrado por gente tão incompetente.

Poucos clubes tiveram, de fato, o desprendimento para sair do fundo do poço e se encaminhar aos píncaros da glória. O Corinthians talvez seja o melhor exemplo. Depois do rebaixamento, pacificou as correntes internas e voltou com fôlego redobrado.

De alvo da gozação geral, tornou-se símbolo de boa administração e usufrui hoje os resultados dessa grande transformação. Ironicamente, é o melhor exemplo a ser seguido pelo arquirrival Palmeiras.

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Zé Augusto super-herói

Joe Bennett, paraense que é um dos maiores desenhistas de HQ do mundo, foi convocado a tornar realidade o primeiro super-herói em homenagem a um jogador de futebol. Bennett, que emprestou seu traço privilegiado a personagens consagradosSerá o Super ZEH, imortalizando o atacante Zé Augusto, um dos ídolos da Fiel Bicolor.

A inspirada ideia partiu do departamento de marketing da Chapa Centenário, encabeçada por Victor Cunha (com Ambire Gluck Paul na vice-presidência), que concorre à presidência do Paissandu. Tem tudo para ser o grande destaque da campanha eleitoral no clube.

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Em defesa da sede

A torcida do Paissandu se mobiliza para arrecadar dinheiro que garanta a suspensão do leilão da sede social. Na quinta-feira, haverá programação festiva na sede, com exibição do jogo Icasa x Paissandu em telão. Haverá sorteio de brindes e apresentação de grupos de pagode, a partir das 17h. A ideia é atrair o maior número possível de torcedores que contribuam para a importante causa.

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Presente em preto e branco

Registro (e agradeço) um presente natalino antecipado, ofertado pelo amigo Juca, um dos baluartes do blog: o livro “Ser Santista (Um orgulho que nem todos podem ter!)”, do jornalista Odir Cunha (Editora Leitura). Um completo registro da fabulosa história do Santos, desde antes de Pelé até nossos dias.

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Toda glória ao futsal

O futsal do Brasil quebrou ontem a impressionante sequência de três títulos mundiais da poderosa Espanha. Batalha renhida na Tailância, mas, pelos pés de Neto – e do sempre decisivo Falcão –, o time brazuca multiplicou-se em quadra e superou o fortíssimo entrosamento dos espanhóis. O título veio da melhor maneira: com um golaço de Neto a 19 segundos do final da prorrogação.

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Torneio Mônica Rezende

A Federação Paraense de Desportos Aquáticos promove, de 23 a 25 de novembro, o Troféu Mônica Rezende, no Parque Aquático da Uepa (na avenida João Paulo II). Inscrições e informações pelo e-mail fpda2006@yahoo.com.br. Nadadores devem se inscrever até amanhã. Segundo a presidência da FPDA, o torneio destina-se a não federados e todas as escolinhas de natação de Belém e interior podem participar.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta segunda-feira, 19)