Sport vai despachar “malas” de R$ 500 mil

Por Marcelo Cavalcante

Como o Sport não depende dos próprios resultados para escapar do rebaixamento do Brasileirão da Série A, a direção leonina já se articula para enviar uma mala de incentivo para Ponte Preta e Atlético-GO para que eles derrotem Portuguesa e Bahia, respectivamente. A informação é que o valor da mala gira em torno dos R$ 500 mil para cada clube. Só para lembrar a conta do Leão contra o rebaixamento: o time precisa vencer o Náutico nos Aflitos, no próximo domingo, e torcer para que a Lusa, que enfrenta a Macaca em casa, ou o Bahia, que encara o Dragão de Goiás fora, percam seus jogos. Se um desses resultados ocorrer, o Sport empata em pontos com um dos adversários, mas escapa da degola pelo número de vitórias.

O passado é uma parada…

Foto do grupo The Sputniks, criado por Tião Maia (futuro Tim Maia, à esquerda) e que tinha o jovem Roberto Carlos entre seus integrantes, em 1957. Tião Maia ficara fascinado com o lançamento do satélite Sputnik e resolveu lançar no Rio um grupo com o mesmo nome. Através de um amigo comum, Tião conheceu Roberto, que na época era bem magrinho e também curtia rock, principalmente Elvis Presley. O grupo não teve vida longa, Tião viraria depois Tim Maia (por sugestão de Carlos Imperial) e Roberto se tornaria logo depois o cantor mais popular do país.

Felipão quer autonomia para assumir Seleção

O nome definido por José Maria Marin e pelo agora encrencado Marco Polo Del Nero para o lugar de Mano Menezes é o de FelipãoIsso não é exatamente um mistério – e o demissionário Andrés Sanchez deixou claro o favoritismo do ex-técnico do Palmeiras. Mas qual a razão de nada ter sido anunciado até agora? Simples: as negociações ainda não chegaram ao fim, sobretudo no quesito “autonomia”. Felipão exige que seja total – como teve até nos tempos de Ricardo Teixeira que, certa vez, quis lhe impor o nome de Romário para a Copa de 2002 e não conseguiu. (De Lauro Jardim) 

Vettel: uma nova lenda está nascendo

Na mais sensacional corrida dos últimos tempos, disputada sob chuva, o alemão Sebastian Vettel (da Red Bull) conquistou o tricampeonato de F-1 e entrou para a história duplamente: é o mais jovem de todos os tricampeões mundiais, com apenas 25 anos, e também é o primeiro piloto da categoria a ganhar três títulos mundiais nos três primeiros anos de carreira. Vettel é também o terceiro tricampeão a vencer em anos consecutivos – antes dele somente as lendas Juan Manuel Fangio e Michael Schumacher haviam obtido essa marca.

No autódromo de Interlagos, Vettel mostrou parte de seus talentos ao cair logo na primeira volta para a última posição no grid e, a partir daí, iniciar uma corrida de recuperação com direito a muitos lances de emoção e incerteza. Fernando Alonso, da Ferrari, que também brigava pelo título, chegou em segundo lugar, mas Vettel alcançou a sexta posição e garantiu o título. Jason Button, da McLaren, venceu a prova. Felipe Massa, da Ferrari, completou o pódio.

Bravura até no pior momento

Por Gerson Nogueira

O Sport, despencando pela ribanceira rumo à Série B, deu ontem uma lição de bravura que poucas vezes se viu no Brasileiro. Ansioso pela necessidade de vencer o jogo contra o melhor time do campeonato, afobou-se em momentos cruciais, desperdiçou chances seguidas de gol, mas foi sempre guerreiro, incansável.

Nem quando Fred marcou o gol do Flu, na metade do primeiro tempo, o Sport se perturbou. Seguiu perseguindo sua meta, mandou bolas perigosas (uma delas bateu em Tiago Neves, em cima da linha). Chegou ao empate no último minuto, em escapada de Felipe Azevedo.

No segundo tempo, resistiu até à saída de Hugo, seu principal organizador. Sem criação no meio, passou a depender dos alas e extremas. Cruzava bolas sobre a área do Fluminense, ganhava todos os rebotes e colecionava gols perdidos. No total, seis oportunidades claríssimas. Diego Cavalieri e os zagueiros do Flu salvaram quatro bolas que tinham endereço certo.

No fim, quando os demais resultados já indicavam que o Sport estava praticamente rebaixado, os jogadores desafiavam a exaustão física e partiu com tudo em busca da vitória. Quase conseguiram. O torcedor nas arquibancadas reconheceu o esforço e aplaudiu seus bravos.

Torcidas gostam exatamente dessa mistura de destemor e compromisso. Sabem que o futebol hiper profissional dos nossos dias sufoca demonstrações de entrega por parte dos atletas. Quando isso fica evidente em campo, elas se rendem, agradecidas.

E o Sport, mesmo com chances precárias de salvação na classificação, mostrou-se digno de reverência diante de sua imensa massa torcedora. Foi nobre até o fim.

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Guardiola incomoda nacionais

Técnicos brasileiros estão visivelmente incomodados com as especulações sobre Pep Guardiola para treinar a Seleção. Muricy lembrou que o espanhol teria que se adaptar à realidade brasileira. Tite foi mais direto: Guardiola só tem a exibir a experiência no Barcelona – e que experiência! No fundo, a elite de técnicos nacionais deixa muito a desejar em inventividade, modernização e clareza de ideias. Ganha muito bem – os top faturam acima de R$ 700 mil, salário à europeia – para os resultados que dá.

São superestimados, mas devem há muito tempo maior contribuição para a evolução do futebol no Brasil, principalmente pela excessiva importância que detêm nos clubes.

Pode não ser desta vez, mas está se aproximando o dia em que a Seleção será entregue a um estrangeiro, como ocorreu com o basquete, por força da necessidade. A demora vai depender do comportamento dos técnicos brazucas, uma casta avessa a atualizações e intercâmbios.

Em geral, consideram-se acima do bem e do mal, acham-se superiores a qualquer colega estrangeiro. Não é bem por aí.

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Preparativos já atrasados

A decisiva questão do técnico para a próxima temporada continua em aberto no Paissandu. Lecheva permanece no comando ou não? Os candidatos à presidência já admitem, nos bastidores, a intenção de buscar outro nome (cada um de sua preferência, obviamente).

Questões como esta, que integram a agenda de preparativos do Paissandu para a Série B, não devem ficar para o Campeonato Paraense. É preciso estruturar logo um elenco, a partir da renovação ampla do atual. Isto tudo já a partir de janeiro para que o Parazão sirva de campo de experimentação.

Não é possível que se insista no velho erro de desmanchar time no final do estadual para tentar montar outro em duas semanas. Para uma competição duríssima, como se desenha a do próximo ano, o Paissandu terá que antecipar a contratação de jogadores, tarefa que todos sabem ser das mais complicas – principalmente quando não há dinheiro para negociações mais ambiciosas.

Na entrevista que os candidatos Victor Cunha e Vandick Lima concederam ao Bola na Torre de ontem ficou claro, pelo menos, que há uma preocupação em profissionalizar a gestão alviceleste. Passo crucial para que o clube venha a ter procedimentos práticos e objetivos no futebol e se reorganize nos demais setores.

Acima de tudo, os dois candidatos afirmaram que – ganhe quem ganhar – o perdedor está comprometido com o futuro do clube e não irá se bandear para a oposição cega e burra. O Paissandu é maior que qualquer pretensão pessoal e deve ser a fonte principal de preocupação de ambos.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta segunda-feira, 26)

Observação: na edição impressa do Bola, coluna saiu com um erro técnico, repetindo uma frase que havia sido publicada semanas atrás. Lamento pela incorreção e peço desculpa aos leitores.