Flávio Araújo desmente acerto com o Remo

“É tudo especulação da imprensa. Não tive contato com nenhuma pessoa do Remo, mas não descarto treinar o time, pois é uma grande equipe e seria uma honra, claro. Todo grande clube é de meu interesse treinar. Tenho sim três propostas, mas estou curtindo minha família em Fortaleza e só decidirei meu futuro no dia 15 de novembro”.

Do técnico Flávio Araújo, campeão da Série D pelo Sampaio Corrêa (MA), desmentindo a boataria sobre sua contratação pelo Remo. 

Papão treina em clima de descontração total

Em clima de muita descontração, com boa presença de torcedores no estádio da Curuzu, o Paissandu realizou ontem seu último treino em Belém antes da viagem para o Rio de Janeiro. O time titular (sem Rodrigo Fernandes, que foi poupado) treinou normalmente, sob o olhar do técnico Lecheva. A tarde foi animada pela comemoração do aniversário do volante Leandrinho, que recebeu os abraços e teve que aturar as brincadeiras dos companheiros. (Fotos: MÁRIO QUADROS/Bola) 

Ex

Por Ruy Castro

Prometi-me não escrever mais sobre Adriano, o ex-Imperador, ex-atleta, ex-jogador. Aos 30 anos, sua carreira no futebol está encerrada. Todas as tentativas para recuperar seus tendões, fazê-lo perder 20 kg e botá-lo em forma, por mais bem planejadas, fracassarão. A tendência é a de que as notícias a seu respeito logo deixem as páginas de esporte e se mudem para outros cadernos dos jornais.

Mas, se o jogador não é mais personagem, resta o homem -e é este que, mais do que nunca, está em perigo. O Flamengo, clube que o revelou e do qual ele se afastou de vez nesta segunda-feira, mantinha-o “treinando” por medo de que, sem o futebol, Adriano emburacasse de vez. A intenção era louvável, mas inútil. Ele já emburacou. Não tem mais controle sobre seu comportamento. Quem o comanda é o álcool.

Adriano sobe aos palcos ou à mesa dos botequins e se diz “orgulhoso de ser da favela”, que “tem dinheiro, mas não precisa dele” e é vítima “da inveja”. É a prepotência em pessoa. Não admite seu único problema: o de que sua vontade tornou-se uma combinação de água, malte de cevada e lúpulo.

Ainda não chegou ao estágio em que o sentimento de culpa faz com que o alcoólatra cogite sinceramente interromper o consumo (mas não consegue, porque o organismo já fala mais alto do que o cérebro). E, pelo tom eufórico de suas aparições, sempre registradas pelas câmeras, ainda não foi tomado pela depressão e pela inércia. Mas tudo isto -culpa, depressão, inércia- sobrevirá, e não terá a ver com o fato de ele estar “treinando” ou não. Será apenas uma fase inevitável do processo.

A única chance para o homem Adriano seria uma internação de pelo menos seis meses em clínica especializada e de regime fechado. Mas os alcoólatras têm uma lógica própria. Não se envergonham da doença -só do tratamento.

Lula recebe o Prêmio Nelson Mandela

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu nesta terça-feira, 6, o prêmio Nelson Mandela de Direitos Humanos, concedido pela Canadian Auto Workers (CAW), a Associação Canadense de Trabalhadores da Indústria Automotiva. A entrega ocorreu na sede da Confederação Nacional dos Metalúrgicos, em São Bernardo do Campo, no ABC paulista. A entidade canadense mantém relações de correspondência com a brasileira Central Única dos Trabalhadores (CUT). Lula participou da abertura da Conferência Nacional de Negociação Coletiva Metalúrgica e discursou no evento.

Cabra bom. 

O passado é uma parada…

Pintura de Joseph Léon Righini, grande desenhista e professor italiano radicado no Brasil desde 1856. Fixou-se no Maranhão e no Pará. Em 1867, foi publicada por Conrad Wiegandt a série de litografias “Panorama do Pará em Doze Vistas”. Righini produziu um raro álbum de 12 gravuras de Belém. A obra acima, retratando o Theatro da Paz em 1867, pertence à Biblioteca Guita de José Mindlin, e foi gentilmente cedida ao Centro de Memória. A digitalização das imagens foi feita por Lucia Mindlin Loeb, com apoio da Pró-Reitoria da Administração da UFPA.