Victor Cunha e Vandick debatem na Rádio Clube

A Rádio Clube promove hoje, a partir das 20h, um debate entre os candidatos à presidência do Paissandu, Victor Cunha e Vandick Lima. Por duas horas, ambos terão oportunidade de expor suas propostas, ouvir questionamentos dos ouvintes e fazer perguntas diretas um ao outro. Apresentação de Valdo Sousa e participação deste escriba baionense.

Briga entre quadrilhas

Por Edyr Augusto

Mesmo com as novas e cada vez mais terríveis descobertas sobre os crimes cometidos por petistas no Poder, há espaço suficiente, no noticiário, para a demissão de Mano Menezes no comando da seleção brasileira. Ocorreu em um raro momento em que o time por ele treinado, vinha obtendo razoável performance. O novo presidente da CBF disse que o treinador não havia sido sua escolha, que aguardou o término da temporada futebolística e que pensa na Copa das Confederações, ano que vem. Também não gosto de Mano Menezes. Minhas razões são menos técnicas e mais acusadoras de mais uma ação de quadrilha, visando dinheiro e poder.

Ricardo Teixeira foi procurado pelos “loucos do Corinthians”, Ronalducho, Sanchez e outros, para um projeto ambicioso de transformar o “timão” em clube reconhecido internacionalmente, rico e forte. Se Ronalducho fez sua parte, Teixeira fez a sua. Contratou Mano Menezes, que era da turma “mosqueteira” para treinador. Assim, vendeu para a Europa um grande número de atletas do Corinthians, após convocá-los e faze-los jogar na seleção. Já nem lembramos seus nomes, tão medíocres que são. Mais ainda, delegou a Sanchez, ex-presidente do Corinthians, o comando da seleção. Tite, atual técnico do Corinthians, chegou a ser chamado “Homem do Ano”, pela revista Alfa. O clube vem enumerando títulos e agora decide o campeonato mundial de clubes em Tóquio. Jogos transmitidos pela tv, álbum de figurinhas, camisas, um trabalho muito bem feito. Na seleção que jogou contra a Argentina naquela pelada em La Bombonera, metade dos convocados era do Fluminense, muito justamente, mas a outra metade era do “coringão”. Pera lá.
Mas Ricardo, que recebia sua parte, precisou cair fora. A ameaça clara de prisão fê-lo partir para Miami e deixar tudo nas mãos de seu vice, político das antigas, Marin, ligado históricamente ao São Paulo. A partir daí, em todos os jogos, Lucas, atleta do São Paulo, vendido para o Paris Saint Germain, ao qual se apresentará em janeiro, em transação recorde em euros, nunca foi escalado no time titular, a não ser faltando dez, quinze minutos para o final das partidas. Algumas vezes, foi escalado de ponta esquerda, onde não tem nenhum cacoete. Parecia provocação. E era. Em seu lugar, Hulk, que saiu de Portugal para a Ucrânia, sei lá, em transação também milionária.
Agora veio o troco. Acabou o ano da seleção, acabou Mano, seus ternos bem cortados, sua postura obtida em aulas de como lidar com jornalistas e uma idéia de seleção, que mesmo com erros de escalação, convocações interesseiras e outros, vinha se firmando. Saiu Mano, claro, pediu demissão, também, André Sanchez, o diretor, ex-presidente do Corinthians. Agora, quem manda é a turma do São Paulo. Mas que treinador virá? Todos queremos Guardiola, sabendo que os atuais técnicos brasileiros estão defasados inteiramente. Mas não. Ao que parece, teremos o mais defasado dos defasados, Felipão, no cargo. O mesmo que depois da Copa no Japão, conquistou o vice campeonato da Copa Européia, dirigindo Portugal, dona da sede, foi despedido após poucos jogos do Chelsea e agora, após conquistar a Copa do Brasil, não impediu a queda do Palmeiras à Série B. O resultado dessas “vitórias” é a seleção brasileira?
As quadrilhas brigam, o povo, apaixonado por sua seleção sofre, temos uma Copa pela frente e o que será de nós?

Neymar agora tem sua própria marca

Garoto-propaganda de uma dezena de marcas, Neymar Jr., o mais bem pago jogador brasileiro, ganhou marca própria. Assim como o astro do basquete Michael Jordan, ou o jogador argentino Lionel Messi, Neymar agora tem uma marca para estampar em bonés e camisetas e também em produtos de outras marcas. Com um N que lembra o 11 de sua camisa, a NJR é uma criação da agência Loducca. Inspirada na cultura de rua e no hip hop, a marca vai unificar a comunicação visual dos mais variados produtos vendidos em sua loja oficial: de adesivos para celular a porta copos com a foto do atleta envolto em corações. A criação da marca pela Loducca não interfere no contrato do jogador com a 9ine, agência do ex-jogador Ronaldo Nazário, ou com a IMX Talent, parceria do Grupo EBX, de Eike Batista, com a IMG Worlwide, que seguirão cuidando gestão da carreira do atleta e de contratos com patrocinadores. (Da Folha de S. Paulo) 

Possibilidades de convergência

Por Gerson Nogueira

Apesar de algumas rusgas e alfinetadas próprias de campanha eleitoral, o Paissandu evolui para uma eleição tranquila, principalmente pelo tom sereno demonstrado pelos candidatos. Se isso se confirmar na prática, é a melhor das notícias para o clube. Não há chance de sucesso pleno para uma só corrente. Por isso, espera-se que, encerrada a apuração, os dois litigantes encontrem pontos de convergência em favor da instituição.

Parece discurso empolado de político profissional, mas, no caso específico do Paissandu, o entendimento é fundamental para que o clube continue a crescer e supere seus muitos desafios internos. Depois de anos de gestões equivocadas, há muito a ser feito e um grupo político não alcançará o êxito pretendido se exercer o poder isoladamente.

O equilíbrio político é chave para o sucesso nas outras áreas. Todos os clubes de porte igual ao do Paissandu só deram a volta por cima depois de pacificados no âmbito político. Pacificação não significa adesão incondicional. Representa apenas boa vontade e flexibilidade para apoiar ideias de uma corrente adversária, desde que beneficiem o clube.

Acima de tudo, deve estar o esforço para reerguer o Paissandu. Todas as disputas paroquiais perdem sentido diante desse desafio maior. Na entrevista concedida ao programa Bola na Torre no último domingo, os candidatos Victor Cunha e Vandick Lima manifestaram o propósito de unir esforços para, independentemente de quem vença a eleição, ajudarem a recolocar o Paissandu entre os grandes clubes brasileiros.

Como o compromisso foi assumido publicamente, não há razão para duvidar da boa vontade dos candidatos. Esse pacto, se é que se pode chamar assim, sinaliza uma evolução em comparação com pleitos recentes, marcados por feroz troca de críticas e insultos.

Os programas dos dois candidatos têm pontos de convergência, embora situação e oposição defendam conceitos diferentes de gestão. Enquanto Cunha é favorável ao sistema tradicional, com ênfase na escolha de pessoas compromissadas com o clube, a oposição propõe a profissionalização das instâncias administrativas. Vandick manifestou disposição de iniciar a construção do centro de treinamento e de contratar executivos para o departamento de futebol, com autonomia até para estabelecer salários. É o item mais conflitante entre as duas chapas.

Nos demais aspectos, os candidatos revelam mais coincidências do que diferenças. É o caso, por exemplo, do comando técnico. Lecheva, o grande responsável pela arrancada que levou o Paissandu ao acesso, é nome de consenso para a temporada que se avizinha. Prova de que os discursos estão bem próximos da afinação.

————————————————————–

Desventuras osvaldianas

Depois da irregular performance do Botafogo no Brasileiro deste ano, quando ensaiou chegar e terminou sempre patinando quando não devia, vem o presidente do clube anunciar a pior das notícias para 2013: Osvaldinho da Cuíca permanece no comando, com direito a mais estripulias, como a de recomendar a contratação de Rafael Marques, um centroavante que fazia muitos gols no futebol japonês.

Para ter Marques (ao custo de R$ 280 mil mensais), o Botafogo abriu mão de Loco Abreu, Herrera e Maicosuel. Tudo ao mesmo tempo. Sem um artilheiro, não é de estranhar que o time tenha ficado mais uma vez no blocão intermediário do campeonato.

Não há mais dúvida quanto ao cenário que o torcedor do Botafogo deve esperar para 2013. Mais irritação, frustrações e parcimônia dos dirigentes em relação a Osvaldo, o técnico mais farsante da história alvinegra recente.

————————————————————–

A salvação do patrimônio

O projeto que garante a preservação definitiva do patrimônio dos clubes paraenses pode ir à votação na Câmara Municipal de Belém ainda nesta semana. Segundo o presidente, vereador Raimundo Castro, uma reunião do colégio de líderes vai definir hoje as prioridades da pauta de votação. O projeto que torna inalienável o patrimônio das agremiações esportivas paraenses deve ser incluído na lista, em função de sua importância para a sobrevivência dos clubes.

É a primeira vez que um projeto dessa natureza é apresentado para avaliação da Câmara. Sua aprovação é considerada certa e, para entrar em vigor, dependerá da sanção do prefeito.

————————————————————–

Olimpíadas Escolares

Atletas do time de voleibol masculino do Colégio Ideal embarcaram ontem para Cuiabá (MT). Representarão o Pará nas Olimpíadas Escolares 2012, que serão disputadas de 28 de novembro a 4 de dezembro. A equipe de basquete viaja no dia 30 para disputar a mesma competição. Desde a criação das Olimpíadas Escolares, em 2001, o Ideal só não participou uma vez da disputa. O colégio tem sido o principal representante paraense, por ter conquistado os Jogos Estudantis Paraenses (JEPs) e o Super JEPs.

————————————————————–

Errata

Em função de falha técnica, a coluna repetiu ontem a frase de leitor do blog (Cláudio Santos) que havia sido publicada há alguns meses. Conto com a compreensão dos leitores.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta terça-feira, 27)