Ficha técnica de Icasa x Paissandu

BRASILEIRO DA SÉRIE C – Semifinais

Icasa-CE X Paissandu

Local: Estádio Romeirão, em Juazeiro do Norte (CE). Horário: 20h.
Árbitro: Ronan Marques da Rosa (SC). Assistentes: Carlos Henrique Salbach (RS) e Ramires Santos Candido (ES).
Icasa – João Paulo; Naylhor, André Turatto e Gilberto; Thiago Bahia, Da Silva, Elanardo, Éder, Niel e Carlinhos; Canga. Técnico: Francisco Diá.
Paissandu – João Ricardo; Leandrinho, Tiago Costa, Marcus Vinícius e Rodrigo; Vânderson, Neto, Alex Gaibu e Lineker; Rafael Oliveira e Tiago Potiguar. Técnico: Lecheva.

A frase do dia

“Suspeito sim que quatro jogadores do Paysandu se venderam. Provas eu não tenho e, tampouco, citarei nomes, mas suspeito que isso tenha acontecido naquela partida contra o Inter em Belém, no dia 17 de novembro de 2002”.

De Artur Tourinho, ex-presidente do Paissandu, confirmando suspeitas de amolecimento no time que perdeu para o Inter na Série A 2002. 

Pikachu: desculpa ou preconceito?

Por Gerson Nogueira

Soou esdrúxula a desculpa dada pelo Palmeiras para o recuo nas negociações para adquirir o lateral-direito Pikachu, do Paissandu. O motivo seria o apelido do jogador. O presidente do clube paulista, Arnaldo Tirone, e o diretor de Futebol, César Sampaio, teriam desistido devido a pressões da torcida e gozações dos adversários.

O problema parece menos de preconceito quanto à alcunha do jovem lateral paraense e muito mais de ausência de recursos. O Palmeiras, como se sabe, acaba de ser confirmado na Segunda Divisão e não vive um momento particularmente próspero em termos financeiros.

Para os poucos inspirados dirigentes palmeirenses talvez seja mais conveniente espalhar a história do apelido do que admitir a necessidade de apertar o cinto. E se Pikachu é tão incômodo assim, o que dizer de Hulk, cujo apelido jamais causou embaraços maiores?

De mais a mais, rejeitar um jogador promissor como Pikachu pela razão risível do codinome inusitado não combina com um clube sempre permissivo nesse departamento. Beto Fuscão, César Maluco, Luiz Chevrolet Pereira e Cafu são figuras notórias da história do Palestra.

É verdade que os tempos globalizados exigem cuidados especiais com a denominação dos jogadores. Há um esmero exagerado – e, por vezes, hipócrita – com a imagem dos atletas. Tudo gira em torno das regras do marketing, como se talento fosse medido pelo nome.

Por conta dessa chatíssima onda marqueteira, nota-se cada vez mais nas escalações de times nacionais o predomínio de nomes compostos ou carregando o reforço dos sobrenomes. Quando se anunciam os times parece até relação de nomes aprovados em vestibular: Tiago Silva, Luís Fabiano, Diego Cavalieri, Tiago Neves, David Luiz, Lucas Silva, Fábio Santos, Diego Silva.

Nessa marcha, logo deixaremos de ver a presença saudável – e tipicamente brasileira – de alcunhas no futebol. Fico a imaginar o quanto a história do nobre esporte bretão seria murcha se essa moda existisse nos idos de 50, 60 e 70. Como imaginar o Santos sem Pelé, Botafogo sem Garrincha,  Flu sem Cafuringa, Flamengo sem Zico, Cruzeiro sem Tostão, Vasco sem Dinamite?

Algumas das páginas mais gloriosas e inesquecíveis do futebol foram escritas por craques que ostentavam apelidos insólitos. A questão é que nome nunca ganhou jogo. A extinção progressiva dos apelidos pode funcionar, no máximo, para ações de marketing, mas não acrescenta rigorosamente nada ao esporte. Pelo contrário, contribui para diminuir a graça da coisa.

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Pelada vitoriosa na Bombonera

O estádio tem história das mais relevantes, merecia um jogo de mais qualidade. Quis o destino, porém, que a primeira exibição da Seleção Brasileira em La Bombonera fosse uma pelada monumental. A vitória argentina no tempo normal, com gol no último minuto, não teve maior brilho. O triunfo brasileiro nos penais foi apenas protocolar.

A partida foi um festival de faltas, trombadas e passes errados. Talvez tenha sido um dos piores clássicos entre Brasil e Argentina. Montillo, responsável pela rápida jogada do segundo gol argentino, foi disparadamente o melhor em campo. Do lado brazuca, Tiago Neves foi o mesmo de sempre, o que é patético para um selecionado nacional.

Com muitos claros nas arquibancadas, o Super Clássico não teve sequer manifestações mais apaixonadas da torcida. A bem da verdade, a disputa só teve um palco digno no duelo do ano passado no Mangueirão.

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Os reforços do Remo

Para o Remo, pelo visto, apelido não é problema. O atacante Flávio Caça-Rato, que defendeu o Santa Cruz na Série C, foi anunciado ontem como grande reforço para o Campeonato Paraense. Vem com o aval do técnico Flávio Araújo, que também respaldou mais nove contratações.

Com a exceção de Branco, ex-Águia, os nomes são quase todos desconhecidos entre nós, como Nata (meia), Célio Codó (atacante), Tragodara (volante), Válber (ala), Fabiano e Dida (goleiros), Carlinhos e Zé Antonio (zagueiros) e Tiaguinho (ala direito).

A vantagem da lista é que todos os contratados se inserem naquele patamar de salários modestos que a diretoria do Remo havia estabelecido. São jogadores com experiência no futebol nordestino e que devem se adaptar bem ao clima paraense.

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Esclarecimentos sobre o caso Ávalos

A respeito de matéria publicada na edição de ontem do Bola, sobre o caso Ávalos, o diretor jurídico do Remo, Ronaldo Passarinho, faz um esclarecimento dividido em três partes:

“1º Não houve, em momento algum, condenação contra o Remo.

2º Não haverá nova audiência no dia 13/12. O que está marcado para o dia 13 é o anúncio da sentença da juíza da 15ª Vara, às 13h.

3º Somente após ter conhecimento da sentença, o Departamento Jurídico estudará, se for o caso, a defesa do Remo”.

Ronaldo adianta, ainda, que enviará hoje à coluna o relatório do Jurídico remista que foi encaminhado à presidência do clube. Divulgaremos, no Bola, os resultados do trabalho desenvolvido por Ronaldo e sua pequena e valorosa equipe em defesa do Remo na seara jurídica ao longo dos últimos dois anos.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta quinta-feira, 22)

O futebol, às vezes, pode ser muito generoso

Jogar no Barcelona tem muitas vantagens. Uma delas diz respeito aos mimos que os jogadores costumam receber. Nesta semana, cada atleta ganhou um automóvel Audi zerinho para entrar a toda velocidade na temporada 2012/13. A maioria dos boleiros optou pelo reluzente modelo Audi Q7 (avaliado em R$ 350 mil). A montadora alemã patrocina o clube catalão há sete anos.