Coluna: Um tremendo desafio

A Copa do Brasil é uma pedra nas chuteiras do Paissandu. A campanha do bicampeão paraense é inexpressiva, quase ridícula e indigna da história do clube em outras competições. Jamais foi além da segunda fase. Com 13 participações acumuladas no torneio, o desafio é novamente de alta complexidade. O adversário é o Bahia, que monta time para disputar a Primeira Divisão e é forte tanto dentro quanto fora das quatro linhas. 
Sob o comando de Wagner Benazzi, célebre pela quantidade de acessos obtidos em S. Paulo, o Bahia já expressou a disposição de vencer por mais de dois gols de diferença, a fim de eliminar o jogo de volta. Tem bons jogadores, com destaque para Ramon, Robert, Souza e Boquita.
Ao Paissandu, importa vencer. Qualquer que seja o placar e, de preferência, sem sofrer gol. Com isso, abriria importante vantagem no confronto. Sérgio Cosme surpreendeu ontem com a inclusão do argentino Martín Cortez, que treinava desde a semana passada e até agora não era sequer citado como opção.
Quem viu Cortez treinar, elogiou sua movimentação. Não entrará jogando, mas é provável que seja aproveitado, dependendo do andar da carruagem. Mais ou menos a mesma situação de Sandro e Vânderson, que só serão lançados no segundo tempo por não terem fôlego para os 90 minutos.
As grandes qualidades do Paissandu atual estão todas concentradas no ataque. Foram 32 gols marcados em 11 partidas do Parazão, com a impressionante média de quase 3 por partida. Rafael Oliveira, artilheiro do campeonato com 17 gols, vive grande momento e dificilmente passa um jogo em branco. Ao seu lado, o baiano Mendes cumpre uma escalada de gols decisivos e bonitos, como os três assinalados nas finais do turno.  
Desgostos recentes, como as eliminações para o Icasa (2009) e Salgueiro (2010) na Série C, deixam o torcedor naturalmente cabreiro. Mas, por sorte, o título da primeira etapa do certame estadual devolveu a confiança perdida e fez com que até a antipatia pelo técnico Sérgio Cosme fosse superada. O que importa agora é a união de forças em torno do objetivo imediato: seguir em frente na Copa do Brasil, o que também garante uma boa receita.  
O xis do problema, para o Paissandu, é o comportamento errático da defesa, que mantém a preocupante média de dois gols sofridos por jogo. Se essa estatística se mantiver hoje, pode-se considerar que a classificação à terceira fase estará seriamente comprometida. Cosme sabe que a vulnerabilidade do setor defensivo tem a ver com o trabalho dos cães de guarda Alexandre Carioca e Billy, que certamente ficarão de plantão o jogo todo à frente dos zagueiros de área. Sem dúvida, uma espinhosa missão.
 
 
Destaque do Cametá no primeiro turno, o meia Robinho firmou um pré-contrato com o Paissandu para a Série C. Leandro Cearense, alvo maior da cobiça dos bicolores, até ontem não tinha aceitado as bases salariais propostas. Segundo fontes do próprio clube, a negociação está empacada. 

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta quarta-feira, 30) 

28 comentários em “Coluna: Um tremendo desafio

  1. Certamente por imposição da diretoria, o Paysandu entrará em campo com quatro jogadores machucados: Ari, Sidny, Alex Oliveira e Rafael Oliveira (o fato é confirmado pelo DM). Corre o risco de terminar a partida com um jogador a menos, pois um time só pode fazer três alterações.

    Não duvido que o Paysandu dê um calor no Bahia no primeiro tempo. Mas, no segundo, as coisas devem se complicar devido à má preparação física da equipe bicolor, que só consegue correr 45 minutos. Esse preparo físico deficiente do Paysandu será agravado com a participação dos já citados atletas meia-boca. Também há sérias preocupações com a defesa. Normalmente as falhas defensivas aparecem contra equipes mais fortes. As falhas do Paysandu aparecem contra equipes fracas.

    Será que vai ter super-faturamento na renda de novo?

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    1. Realmente a condição física do plantel do Paysandu é lastimável desde o ano passado, pois perdemos a vaga para série B, pela incompetência do Charles e pela condição física dos atletas, já que o Salgueiro não era essa bola toda, que não desse pra empatar o jogo.

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  2. Vale destacar duas coisas: A excelente coluna do amigo Gerson, de novo, e a grande contratação realizada pelo Paysandu: Robinho.

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  3. O maior do Norte é moldado para grandes desafios, o que o fez levar as mais longíncuas paragens jamais alcançadaa por outraa agremiações do norte do Brasil. O bicolor amazônico entrar para competir, não ser figurante, seu histórico afirma isso. Hoje é mais uma barreira que deve transpor e sabemos que dele sempre podemos esperar. Aqui temos que cutucar os baianos e no jogo de volta eles que se virem. Papão ganha e palpito 3X0. Podem achar muito, mas eu estou falando do Campeão dos Campeões.

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  4. Berlli,

    Se o Paysandu fizer 3 X 0, ele estará na outra fase, mas apesar de que no futebol tudo pode acontecer, ainda assim, o Paysandu teria que combinar com o Bahia, porque convenhamos, o Paysandu não tem estrutura para fazer 3 sem levar nenhum dos baianos. Haja vista que, apesar de sua conformação ser para grandes desafios, há 6 anos tece uma história inversa, de lágrimas, tristeza e vergonha, dentro do seu próprio hábitat.

    O Paysandu deve levar essa e o meu palpite é de 3 X 1. O que, sem sombra de duvida, fará o desarranjo no intestino baiano e, ainda culparão o ACARAJÉ.

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    1. Obrigado pela espontânea e sincera apreciação, mas não acho que 3X0 não seja garantia de passagem para outra fase já que teremos o jogo de volta e a defesa do Payssandú é esta que conhecemos, mas que hoje estará energizada pela fiel. Lá é outro jogo que deve ser pensado quando a hora chegar, por enquanto o foco é aqui.

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  5. Não sou nenhum técnico, mas eu fico de olho em alguns e acompanho a série B. Me surpreende muito o Wagner Benazzi ser o técnico do Baêa. Como está escrito no texto, ele é o rei do acesso em SP com equipes do interior e da região metropolitana de SP. Por exemplo, a Portuguesa em 07 e mais recentemente o Guarani em 09.
    tenho o mesmo palpite do Gerson: empate. 1 x 1.

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  6. A esperança dos inativos é amanhã, melhor dizendo, a partir desta noite, ter motivos para se fazerem ouvidos, mesmo que o enredo não tenha nada a ver com a escola que frequentam.

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  7. Ouço, entristecuido, a afirmação que o campeonato paraense não serve de parametro para buscar-se oportunidades no cenário brasileiro. Hoje se oferece oportunidade de provarmos que a coisa não é bem assim . Há um pouco de exagero na afrmação pessimista. Há muito não vejo o Bahia jogar e não acredito que seja essa maravilha toda. O Paissandu claudicante no inicio do campeonato conseguiu resultados que podem ter proporcionad-lhe a confiança que faltava para soltar-se em campo.
    Minha preocupação é com a condição física de alguns jogadores alvi-celestes. Ninguem pode ser escalado e tentar jogar só com o nome. Mistificadores existem no futebol. Mera pretensão de quem propoem-se estabelecer regras e normas que o futebol rejeita. O futebol tem as suas proprias leis e todos que ousam contraria-las roçam o chão com as fuças. Apoio não está faltando (torcida, imprensa, etc.) para que os bicolores simtam-se fortes, acompanhados e à vontade para jogar o seu melhor futebol. Aguardemos.

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    1. Discordo, amigo Tavernard. Os exemplos recentes confirmam o fato de que o Parazão não é parâmetro para outras competições nacionais. Não serve como base para Copa do Brasil ou para os Brasileiros. Vimos isso em derrotas para Icasa-CE, Vila Aurora, Salgueiro, Palmeiras e Santos. Sou paraense da gema, nascido lá no meio do mato, e defendo isso aqui de arma em punho, mas um campeonato de times sucateados (salvo honrosas exceções) não pode preparar ninguém para competições mais difíceis. Rafael Oliveira é uma dessas honrosas exceções e por isso dificilmente continuará aqui até dezembro.

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      1. Concordo com você, pois por esse motivo e, que tanto o Paysandu, Remo e, ate mesmo o Aguia, se acharam o que a folinha não marca. O resultado disso, foi desclassificação para equipes, desprestigiadas, desconhecidas e, teóricamente mais frágeis que as nossas! E digo mais, acarretou a irá dos torcedores e, consequentemento com ausêcia da torcida no estádios, mais especificamente a torcida bicolor.

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      2. Pensar assim , claro Gerson, o Rafael Oliveira é fruto do meio, mas não seja por isso, considero a Parazão muito pouco para preparo a competições de nível mais ousados como a Copa Brasil.

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      3. Gostaria de um placar dilatado a favor do Paysandu, mas tambem vou ao estádio temeroso, uma vitória simples com diferença de um gol já seria uma grande vitória para o atual estado em que estamos.

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  8. Amigo Tavernard, na minha opinião, quando a mídia fala que o Paraense não serve de parâmetro para o brasileiro, isso só vem a comprovar o que sempre falei, ou seja, que eles montam um time para o Paraense e outro para o brasileiro, aliás num erro grotesco para times que querem alcançar algum objetivo. Outro erro, que pouca gente percebe e, só acontece por aqui, é limitar o número de inscrições de jogadores no Paraense, fazendo com que vc só possa completar o elenco para o brasileiro, durante a competição. Penso que o Campeonato serve sim de parâmetro para o brasileiro, mas desde que vc monte um elenco com um bom técnico, já visando essa competição e que, por consequência lhe dará o título do Parazão. Esse exemplo pode ser dado pelo Bahia, hoje, que mostrará um elenco caríssimo e um bom técnico logo, esse sim, poderemos dizer que está sendo montado para o brasileiro e que contratou o Lulinha do Corinthians com esse objetivo. É por esse motivo que fica difícil comparar o Paysandu, hoje, contra o Bahia. Dizer que o Bahia vai vencer hoje por esses motivos, seria leviano de minha parte, mas temos que entender que o que está em jogo, não é uma vitória hoje e sim a passagem para a outra fase e, pensando por aí, penso que o Paysandu tem poucas chances.
    – O Remo já deu uma goleada no Guarany e, este foi o Campeão brasileiro;
    – o Paysandu já deu uma Goleada no São Paulo e, este foi o campeão brasileiro.
    – Temos que parar festejarmos apenas vitórias e seguir sempre o objetivo de conquistar etapas e títulos.É a minha opinião.

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  9. DA MESMA forma que o Remo já foi severamente goleado pelo Guarani, e o Paissandu já foi impiedosamente goleado pelo São Paulo. Futebol não é uma ciência exata.

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  10. De fato tenho que concordar, Tavernard, com o Amigo Gerson,

    Hoje, o campeonato paraense é uma competição de 4 linha, atrás de rio, são paulo, minas (1 linha), Bahia, Rio G. do Sul, e Recife (2 linha), cearense (3 linha), Paraense (4 linha)… O Amazonas (esse não tem linha). Creio que ja fomos 3 linha e beiramos a 2 linha algumas vezes.

    Prestem atenção, estou falando do campeonato, não dos principais times (não da para comparar Inter e Grêmio com Bahia e Sport – no momento).

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  11. Não percebo qualificação tão superior do Bahia, o que vejo é pouca qualificação do GRANDE BICOLOR AMAZÔNICO, prá disputar essa competição, situação construída pela instabilidade administrativa e gestão centralizadora praticada pelo aLOPrado e sua truppe, no entanto, acredito em SUPERAÇÃO, também acredito que, “OS OUTROS SÓ SÃO GRANDES, ENQUANTO, PERMANECERMOS DE JOELHOS” por isso, preconizo, VITÓRIA do GRANDE BICOLOR AMAZÔNICO 3×0;
    ATENÇÃO ATLETAS DO GRANDE BICOLOR AMAZÔNICO!! MOSTREM AOS BAHIANOS QUE, AQUI, TODOS TEMOS AQUILO RÔXO!!!!

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  12. Gostaria de saber se no lugar do papão fosse o remo, para ver se os comentários da imprensa local seriam tão pessimistas.Sabemos da limitação técnica do nosso papão, mas o bahia não é imbatível como vem publicando a imprensa paraense.Tem defeitos que se bem aproveitados pelo papão, podemos sair vitoriosos desse confronto.

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  13. Faz DEZ dias apenas o Benazzi teve que refazer ,substituir titularese mexer com os brios do Bahia que jogando com um homem a mais durante” 300 MINUTOS” como diz meu patrão quase perde o jogo.O adversário era o Atletico de Alagoinhas. Acabo de pesquisar isso no jornal de lá TRIBUNA DA BAHIA .Ora concordo com o rapaz aí de cima sr.PAULO se fosse o REMO a imprensa estaria criando qualidades para este e enxergando defeitos no Bahia.Claro o time baiano é superior no momento,mas como diz um ditado “super novo” recém criado:”o futebol é uma caixinha de surpresas”.Papão 2×1 aqui e empata la´ 2×2.

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  14. COLEGAS convido os amigos para acessarem o meu blog e lerem a oração que fiz pelo futebol paraense.escadaprofuturo.blogspot.com.Oro pelo futebol paraense e pelos clubes,pela sobrevivencia dos mesmos.Boa noite a todos.

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