Tribuna do torcedor

Por Sérgio Costa (scostajunior@gmail.com)

Se possível, gostaria que você postasse em seu blog este convite, para que tenhamos o maior número de torcedores participantes possível. Trata-se de um projeto ambicioso de reestruturação da faxada da Curuzú, revitalizando-a e simultaneaente deixando nossa cidade mais linda, tudo isso alinhado com os festejos de centenário do clube de Suiço.  
Hoje, por motivos diversos, torna-se inadmissível não fazer nada em prol da nossa cidade, uma capital conhecida mundialmente como a cidade das mangueiras com patrimônios históricos renomados e reconhecidos como: teatro da paz, forte do castelo, basílica de Nazaré, igreja da sé e outros, no esporte o Paissandu Esporte Clube, detentor de vários títulos regionais, estadual e nacional, participou da taça Libertadores com uma excelente participação, figurando entre os 184 times relacionados no ranking dos melhores da America Latina na década de 2000 a 2010, o Paysandu é o único representante do Norte do Brasil. O material foi divulgado pela IFFHS (Federação Internacional de Historia e Estatística do Futebol), órgão reconhecido pela FIFA (Federação Internacional de Futebol). O Papão ficou com 322 pontos, sendo o 24º melhor colocado entre os 31 brasileiros, que teve como principal representante o São Paulo, segundo colocado geral, com 1.939 pontos somados. O melhor time da América Latina foi o Boca Júniors, com 2.095 pontos.
Entre seus critérios, o ranking da IFFHS computa 14 pontos para cada vitória em jogo de Libertadores e quatro pontos para os triunfos no Campeonato Brasileiro da Série A.
Através deste projeto convoco a todos os paraenses para juntos darmos um toque de beleza na nossa cidade, como bicolores, queremos iniciar este através do nosso patrimônio histórico a nossa conhecida Curuzu, localizada no maior corredor da capital paraense. Estamos realizando algumas reuniões na sede social do PSC as quartas feiras. Se for da sua vontade comparecer para socializarmos esta proposta será uma satisfação recebê-lo.

LOP reduz para 7 a lista de dispensados

Só pra contrariar a lógica, o presidente Luiz Omar Pinheiro deu uma canetada e reduziu a lista de dispensados no Paissandu. De 11 caiu para sete nomes: Cleyson Rato, Álvaro, Tinoco, Laranjeira, Wesley, Hadson e Vaninho. Foram poupados da degola os laterais Rafael Lima e Elton Lira, além do zagueiro Nei Baiano e o volante Allison. LOP disparou críticas contra a oposição, que estaria fomentando o clima de revolta entre os torcedores. Disse que Sérgio Cosme (foto) segue firme no comando. E, para não perder o hábito, aproveitou para antecipar que fará quatro novas contratações.

Carnaval e dissimulação para todos

O futebol vive de fantasia e dissimulação. Fã de Garrincha e Maradona, gosto mais do primeiro recurso. Não desmereço o segundo truque porque faz parte do jogo e nem sempre ilude para sempre (há exceções, obviamente). Baita exemplo dessa mania de vender gato por lebre é o tal sucesso de Ronaldinho Gaúcho no futebol do Rio. Até o Cristo Redentor sabe que o rapaz está enganando, mas todo mundo finge o contrário. Outra sacada dissimuladora: o tal “Maicon Jeckson” palmeirense, que virou xodó daqueles programinhas esportivos com obrigação de fazer graça. Fez quatro gols no pobre Comercial piauiense, que jogou boa parte do tempo com menos dois e ainda um trio de arbitragem contra. Os passos saltitantes do rapaz para as câmeras da Globo contagiaram, ora veja, até o carrancudo Felipão. Normal. Todos acabam, uma hora ou outra, reféns do recurso fácil, em busca do riso, do aplauso, ou da grana. E assim segue o bonde do futebol, afinal tudo é carnaval.

Essa eu quero ver…

O deputado federal Anthony Garotinho (PR-RJ) diz que, após o Carnaval, vai propor uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito), em Brasília, para investigar a CBF. Sua intenção é “moralizar o futebol”. A confederação já foi alvo de investigação no Congresso. No início da década passada, a presidente da entidade, Ricardo Teixeira, teve que enfrentar duas CPIs, sofreu problemas cardíacos por causa da pressão e quase deixou o cargo no auge das apurações.

O problema é o autor da proposta de investigação. Trata-se do roto falando do esfarrapado.

Caixa festeja recorde bilionário em jogos de azar

E a gloriosa Caixa Econômica Federal anuncia orgulhosamente que, através de seus jogos de azar, registrou arrecadação recorde de R$ 8,8 bilhões em apostas, ao longo de 2010. O valor é o recorde absoluto na história das loterias no Brasil, sendo 19,8% maior que o apurado no ano anterior, que foi de R$ 7,3 bilhões, e 51,7% maior que o valor de 2008, que foi de R$ 5,8 bilhões.

É, só mesmo a Caixa faz isso por você… te dizer.

A frase do dia

“Isso é coisa da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) e da Globo também. Estão tentando implodir o Clube dos 13, e acho que já conseguiram, para que não haja licitação. E aí sai comprando todo mundo para resgatar o monopólio. Caíram no conto da Globo e da CBF. O objetivo é claro: não ter a licitação”.

De Sócrates, médico e ex-jogador de futebol, sobre a polêmica em torno dos direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro.

Símbolo da “máfia do apito” virou balconista de bar

Do Portal Terra

Edilson Pereira de Carvalho, quando ainda trabalhava como árbitro, aceitou ofertas de R$ 10 mil a R$ 15 mil por jogo para arranjar resultados no Campeonato Brasileiro de 2005. Quando o esquema foi descoberto, 11 partidas do torneio acabaram remarcadas e ele se tornou celebridade, até cobrando para dar entrevistas. Mas hoje, condenado a pagar com a CBF uma multa de R$ 160 milhões, faz graça com o pedido por esse valor astronômico. Banido do futebol há quase seis anos, Edilson, 48 anos, hoje trabalha no balcão de um bar em um clube de Jacareí (SP), recebendo cerca de R$ 600,00 por pouco mais de oito horas diárias. E desdenha da decisão da 17ª Vara Cível de São Paulo a ponto de prever que Ricardo Teixeira, presidente da CBF desde 1989, e Marco Polo Del Nero, mandatário da Federação Paulista de Futebol há quase nove anos, não estarão vivos quando a Justiça der a sentença definitiva sobre a “Máfia do Apito”. Extremamente à vontade para falar do assunto, sem nem lamentar muito por não ganhar mais, legalmente, cerca de R$ 3 mil por jogo apitado, Edilson já não liga tanto para dinheiro, pois diz ter recusado um convite para apitar no Showbol. Deixando todos os problemas jurídicos que enfrenta para quem, segundo ele, realmente tem condições financeiras para pagar a milionária multa que a Justiça deve exigir. “Mas não vai acontecer nada”, garante.

Qual foi a sua reação ao receber a notícia de que foi condenado a pagar R$ 160 milhões junto com a CBF?
Edilson Pereira de Carvalho: Fiquei e continuo supertranquilo. Não tenho esse dinheiro para pagar. Vai sobrar para a CBF e a Federação Paulista. Eles que se virem. Vou continuar vivendo a minha vidinha e eles continuarão vivendo a vidona deles.

Mas, de qualquer forma, você foi condenado. Não está ansioso pelo fim do processo pelo menos?
Edilson: Pelo que vi, este processo vai demorar de oito a 12 anos. Até lá, muito coisa vai rolar e o Del Nero e o Teixeira já terão morrido.

Esta demora te tranquiliza?
Edilson: Esse valor é uma utopia, é fictício. Não vai acontecer nada. Nem que fosse para pagar amanhã. Gostaria muito de ter esse dinheiro, porque significaria que eu seria muito milionário. Gosto do que faço e da minha cidade, mas, se eu tivesse esse dinheiro, com certeza não estaria trabalhando e estaria em outro país. Infelizmente, não tenho esse dinheiro. Mas a CBF e a Federação têm. A dor de cabeça é deles.

Mas você não tem gastado com advogados?
Edilson: Já perdi dinheiro com advogado com a “Máfia do Apito”, mas meu advogado não fez b… nenhuma, não mexeu uma palha. Vou ficar gastando agora? De jeito nenhum.

Como tem sido a sua vida mais de cinco anos depois daquele escândalo?
Edilson: Minha vida mudou muito, mas de qualquer forma ela mudaria. Eu tinha só mais dois anos como árbitro Fifa. A vida do (árbitro que se aposentou no fim do ano passado, Carlos Eugênio) Simon também vai mudar. Ele não vai ficar na miséria, mas onde ele vai encontrar um emprego que paga R$ 7 mil por semana? E a fama também muda, é igual a jogador. Você aparece todas as semanas, é reconhecido, e depois que para isso passa.

Perdeu muitos amigos?
Edilson: Pelo contrário. Fiz mais amizades ainda do que na época em que eu era árbitro. Quando eu apitava, não tinha tempo para amigos, era mais a minha família mesmo. E as pessoas me tratam bem. Ficam me olhando, mas nunca me xingam.
Você mantém contato com árbitros que trabalhavam com você?
Edilson: De forma alguma, eles me isolaram. E isso nunca me apertou o coração, nunca fiquei sem dormir por isso. O árbitro já é isolado. Eu conversava mesmo era com os bandeirinhas. Árbitro torce para o outro se dar mal e poder apitar o jogo seguinte.

Como é trabalhar em bar longe dos campos?
Edilson: Trabalho em bar há três anos. Tentei montar um duas vezes, mas não deu certo, a concorrência é muito grande. Mas gosto do que faço. Gosto de cozinhar, de ver os amigos que frequentam aqui. E é um bar terceirizado de um clube, não é um botequinho que vende pinga. É coisa mais de elite.

Você nunca mais apitou nem jogos amadores?
Edilson: Nunca mais. Recebi uns convites, até para receber um bom dinheiro, como do (ex-árbitro Oscar Roberto) Godói, no Showbol – aliás, quero mandar um abraço para ele, que graças a Deus já está bem. Mas nunca mais quis. Já deu. Só assisto a bastante futebol.

Clubes engatinham quanto a direitos de transmissão

Da ESPN

A briga pelos direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro no triênio 2012-2014 tem agitado o futebol nacional nos últimos dias. A principal disputa é em relação à TV aberta, na qual Globo, Record e RedeTV! são as interessadas em adquirir o produto. Mas como esta questão é tratada nas quatro principais ligas europeias? Na Inglaterra, a última negociação para TV aberta rendeu, no total, quase 2 bilhões de euros (aproximadamente 5,3 bilhões de reais), cerca de 840 milhões a mais que no contrato anterior. 50% deste total é dividido de forma igualitária entre os clubes, enquanto que a outra metade obedece os critérios de audiência para ganhar seu destino. O valor integral é absurdamente maior que no Brasil, onde da última vez foram pagos 280 milhões pelos direitos de TV aberta. Agora, o lance mínimo da licitação, que pode nem ocorrer, já que a Globo disse que não participará e a Record ameaçou fazer o mesmo, será de R$ 500 milhões por todos os 380 jogos do Nacional.

Para se ter uma ideia do quão baixa é a quantia se comparada com o futebol na terra da rainha, a BBC desembolsou R$ 530 milhões apenas pelos resumos das partidas da Premier League. A SKY topou gastar R$ 1,6 bilhão por 115 jogos, enquanto uma terceira emissora adquiriu 23 cotejos por R$ 430 milhões. Tudo isso para as temporadas 2010/2011, 2011-2012 e 2012-2013. “Tais valores não incluem os direitos de televisão para transmissões internacionais da liga, negiociados individualmente com cada país”, explica o blogueiro e comentarista dos canais ESPN Mauro Cezar Pereira.

Já na Espanha, Barcelona e Real Madrid ignoram seus colegas e negociam diretamente com as TVs, fato, segundo o também blogueiro do ESPN.com.br e comentarista dos canais ESPN Paulo Calçade, responsável pelo enorme abismo entre as duas potências e os demais dentro de campo no país. “Diferentemente da Inglaterra, eles não entendem que a liga é um condomínio onde todos podem ganhar, onde todos precisam ganhar para terem força, para formarem uma liga forte. Da liga forte, clubes fortes”, analisou.