Cametá massacra Remo no Parque do Bacurau

O Cametá só precisou de 45 minutos para golear o Remo por 4 a 1 e reverter a vantagem nas semifinais do primeiro turno. Foi a primeira derrota do Remo no Campeonato Estadual e aconteceu no pior momento, colocando em risco a classificação às finais desta etapa do torneio. Leandro Cearense (2), Mocajuba e Paulo Sérgio (contra) marcaram os gols da vitória cametaense. Marlon descontou para o Remo.

O Cametá abriu o placar aos 13 minutos, através de Leandro Cearense, aproveitando passe de Robinho. Dois minutos depois, Marlon empatou e deu a falsa impressão de que o Remo reagiria na partida. No entanto, aos 18 minutos, Mocajuba marcou novamente, aproveitando contra-ataque puxado pelo lateral Américo. Aos 22 minutos, veio o terceiro gol, sufocando a tentativa de reabilitação do Remo no jogo: cruzamento para a área remista foi desviado pelo zagueiro Paulo Sérgio.

O Remo tentava se organizar, mas se perdia nos erros de passes e na firme disposição do time cametaense, que partia em velocidade nos contra-ataques. E foi novamente num contragolpe que surgiu o quarto gol. Em rápido avanço sobre a área, o zagueiro Morisco rebateu mal, o goleiro Léo Rodrigues tentou salvar, mas a bola sobrou para Leandro Cearense assinalar seu segundo gol na partida – e o 13º na competição.

No intervalo, Paulo Comelli substituiu Fininho por Léo Franco e Luís André por Ramon, buscando dar novo ânimo à equipe. Logo aos 2 minutos, Leandrinho foi expulso por agressão a Ramon. Mas, menos de cinco minutos depois, o mesmo Ramon foi expulso após entrada violenta em Robinho. O Cametá continuou tocando a bola e explorando os avanços dos laterais Elsinho e Marlon. Leandro Cearense por pouco não ampliou aos 19 e Robinho chegou atrasado, desperdiçando cruzamento de Mocajuba, aos 26. Faltando 15 minutos, Comelli lançou Wellington Silva no lugar de Adriano Pardal, sem qualquer resultado prático.

O jogo terminou com tranquila troca de passes pelo Cametá e ações desordenadas do Remo, que não conseguia empreender um sufoco para reverter a diferença no placar. Vitória justa do time mais organizado e que soube aproveitar corretamente as oportunidades criadas. (Fotos: MÁRIO QUADROS/Bola)

Ficha técnica: Cametá x Remo

CAMETÁ x REMO

Local – Estádio Parque do Bacurau, 16h

Cametá – André Luís; Américo, Tonhão, Rubran e Mocajuba; Wilson, Paulo de Tárcio, Leandrinho e Robinho; Jailson e Leandro Cearense. Técnico: Fran Costa.

Remo – Léo Rodrigues; Elsinho, Paulo Sérgio, Morisco e Marlon; Mael, San, Luís André e Fininho; Ró e Adriano Pardal. Técnico: Paulo Comelli.

Árbitro – Clauber José Miranda.

WikiLeaks: os “amigos” dos EUA no Brasil

Por Altamiro Borges

Os novos documentos do serviço diplomático dos EUA vazados pelo WikiLeaks ainda vão dar muito o que falar. Traduzidos, eles serão um prato cheio para a crítica demolidora da blogosfera progressista – já que a mídia colonizada evita repercuti-los – e servirão também de fonte para futuros estudos acadêmicos sobre as complexas relações Brasil-EUA.

Entre outras questões, os documentos vazados servem para quatro reflexões iniciais:

1- Como já afirmou Julian Assange, o criador do WikiLeaks que é vítima de brutal perseguição do império, eles comprovam que o serviço diplomático dos EUA virou, na prática, um centro de espionagem. Embaixadores, cônsules e outros serviçais até parecem agentes da CIA. Eles bisbilhotam a vida das pessoas (inclusive do secretário-geral da ONU, investigado por ordens diretas de Hillary Clinton), coletam dados para favorecer a “guerra comercial” das multinacionais ianques e tentam interferir nos rumos de países “soberanos”. Em outro contexto histórico, os diplomatas dos EUA simplesmente seriam expulsos dos países espionados.

2- Apesar de decadente e em crise, o imperialismo estadunidense continua bastante ativo e agressivo – o que deveria servir de alerta para alguns que acreditavam que ele já nem mais existia. A diplomacia dos EUA, como não poderia deixar de ser, visa unicamente manter os interesses econômicos e políticos do império. Ela monitora tudo o que ocorre no mundo, em especial nos países mais estratégicos na geopolítica mundial. Neste sentido, o Brasil é alvo de permanente espionagem. Como sempre enfatiza Samuel Pinheiro Guimarães, ex-secretário-geral do Itamaraty, o nosso país desperta forte cobiça por sua dimensão continental, densidade populacional, capacidade produtiva e reservas naturais. Não se deve subestimar seu potencial – e os EUA sabem disto.

3- Os memorandos vazados pelo WikiLeaks também confirmam que os EUA mantêm intimas ligações com a direita entreguista do Brasil – o que já é fartamente conhecido na história. Apesar de o governo Lula ter mantido “relações cordiais” com o império, este nunca tolerou a sua política externa mais altiva – como na prioridade ao Mercosul ou na rejeição ao golpe militar-ianque em Honduras. Não é para menos que a diplomacia estadunidense sempre privilegia o contato com a oposição demotucana, conforme relata Natalia Vianna, representante do WikiLeaks no Brasil (leia aqui). Nas eleições de 2010, ela voltou a manifestar simpatia por José Serra, o candidato demotucano que prometeu que “como presidente iria pressionar por uma política externa mais alinhada com os EUA”, segundo um dos telegramas enviados pelo consulado de São Paulo à Casa Branca.

4- Mas os EUA não têm “amigos” apenas nos partidos de direita com complexo de vira-lata. O risível nos últimos documentos do WikiLeaks é que eles confirmam a relação promíscua de setores da mídia “privada” com o império. Num dos memorados há o relato da reunião, em 12 de janeiro último, do cônsul dos EUA com um “importante colunista da revista Veja, Diogo Mainardi”. Ele explica como, a partir de uma “conversa com José Serra”, escreveu sua coluna propondo o nome de Marina Silva como vice na chapa da oposição – para “contrabalançar a atração pessoal que Lula exerce sobre os pobres”. Outro descreve a conversa do cônsul, em 21 de janeiro, com Merval Pereira, colunista do jornal O Globo, que aposta que o ex-governador mineiro aceitará ser vice do ex-governador paulista e que “uma chapa Serra-Neves” seria imbatível. Após a leitura dos documentos fica a dúvida se estes e outros “calunistas” da mídia são cabos-eleitorais da direita, que escrevem sob o seu soldo, ou meros “amigos” dos EUA.

Atacante paraense se destaca no Gauchão

Paulo Rangel é o jogador com a maior média de gols do Campeonato Gaúcho, defendendo a equipe do Lajeadense. Se depender de sua dinâmica assessoria, os 6 gols marcados no torneio devem gerar bons frutos ao jogador do Lajeadense-RS. Segundo informação repassada às redações pela gerência de marketing do Baraúnas, Rangel já teria sido sondado por empresários ligados a outros clubes nacionais. O atacante é o terceiro colocado na corrida pela artilharia e o atleta com melhor média de gols, considerados os primeiros da disputa, já que a sua equipe não conseguiu participar das finais do 1º turno.

Potiguar se despede da torcida em entrevista

O meia-atacante Tiago Potiguar já se desligou do elenco do Paissandu e vai se pronunciar ainda na tarde desta quinta-feira sobre sua contratação por um clube da Coréia do Sul. Vai aproveitar para agradecer ao clube e se desespedir da torcida. Pela manhã, no estádio da Curuzu, dizia-se que ele havia viajado para Currais Novos (RN), a fim de visitar a família e depois viajar para a Coréia do Sul. Depois de confirmado o negócio por empréstimo, orçado em cerca de R$ 200 mil, o jogador ainda atuou contra o Independente Tucuruí na tarde de quarta-feira. O presidente do Paissandu, Luiz Omar Pinheiro, confirmou à Rádio Clube que o negócio estava sendo sacramentado, mas só ficou sabendo dos detalhes na terça-feira. Não explicou o motivo de tanto mistério em torno da transação. Informou que a proposta do Sport (R$ 600 mil em três vezes) obrigou a um aumento de salário do jogador. Dirigentes do clube manifestam-se contrários à cessão de Potiguar e o Conselho Deliberativo deve reunir na próxima terça-feira, 15, para discutir o empréstimo do principal jogador do clube.

Coluna: Muito gol, pouco futebol

Costuma-se dizer que jogo de muitos gols é sempre interessante. Nem sempre. Ontem à tarde, no estádio Navegantão, aconteceram seis gols, mas a partida tecnicamente foi uma pelada. O empate satisfez o Paissandu, que agora só precisa de um 0 a 0 na Curuzu para decidir o turno. Ruim mesmo foi a atuação do time, que só ia ao ataque à base de chutões.
Sim, o campo estava muito ruim e atrapalhava a troca de passes rasteiros, mas ainda assim o Independente conseguia tabelar e se organizar desde a intermediária. Os raros momentos de bom futebol foram proporcionados pelo time de Tucuruí.
Abaixo de sua produção habitual, Tiago Potiguar não conseguiu criar jogadas no meio-de-campo. O esquema consistia de bolas esticadas para Rafael Oliveira e Mendes brigarem com os zagueiros. O curioso é que essas bolas vinham exclusivamente dos laterais. Sidny, muito bem nos avanços, foi o principal assistente dos atacantes.
Por sorte, o Paissandu achou o gol logo de cara, em ação conjunta de Mendes e Rafael, finalizada por este último. Depois disso, o time se acomodaria lá atrás e só de vez em quando arriscava uma pontada. Aí, sem barreiras pela frente, o Independente se apossou do território.
Marçal e Gian concentravam as manobras e encontravam espaços para lançar Joãozinho, Fábio e Tiago Floriano. O empate tardou um pouco, mas veio. E em lance bonito, de Gian para Marçal. Depois, numa infiltração, Joãozinho esbarrou em Vânderson e caiu na área. Joelson Nazareno marcou o penal, que Fábio converteu.
Bem vigiados, Mendes e Rafael sofriam para tocar na bola, sintoma óbvio do caos tático da equipe. Para receber algum passe, ambos tinham que voltar até o meio-campo. Potiguar, responsável pela ligação, se perdia em reclamações e jogadas sem continuidade.
Mas, na base da transpiração, o Paissandu chegou ao empate no recomeço do jogo. Potiguar fez sua única participação da tarde e cruzou para Rafael marcar. Minutos depois, a virada. Um belíssimo tiro longo de Sidny que surpreendeu Evandro. Depois disso, o caos.
Antes dos 20 minutos, a casa caiu outra vez. Como a defesa não resiste a um cruzamento caprichado, Kafu escorou para as redes e decretou novo empate. No final, o Independente corria e não chegava, enquanto o Paissandu se desesperava, mandando bola pro mato. Coisa feia. 
 
 
O goleiro Ricardo Berna, do Fluminense, bateu ontem o recorde mundial de adiantamento em cobrança de pênalti. Foi contra o Ameriquinha, no Engenhão. Diguinho bateu mal e fraco, mas Berna avançou pelo menos três metros. Impressionante. Lembrou até Rogério Ceni. Por pouco não dividiu a bola com o cobrador. O cidadão que validou o abuso chama-se João Batista de Arruda. Anotem este nome.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta quinta-feira, 10)