Mendes e Carioca foram os melhores

Mendes e Alexandre Carioca foram os melhores jogadores em campo. O primeiro pela objetividade e precisão nos arremates. Bem posicionado, Mendes aproveitou bem os contragolpes. Foi prejudicado pelo excessivo recuo do Paissandu durante toda a partida. O volante Alexandre Carioca dedicou-se a policiar Leandro Cearense e fez isso muito bem. Outro destaque do jogo, foi o meia Robinho, do Cametá. Teve boa movimentação e, apesar das dificuldades do jogo, ainda encontrou espaço para a grande jogada que levou ao gol do Cametá.

Os piores da partida foram, pela ordem, Leandro Cearense, Alex Oliveira e Wilson. Leandro custou a perceber que tinha marcação individual (Alexandre ou Billy) e foi pouco objetivo nas investidas, optando sempre pelas fintas e facilitando o bloqueio da zaga. Alex esteve discretíssimo e sua permanência em campo tornou o Paissandu ainda mais vulnerável à pressão cametaense. Wilson, que tem sido um dos destaques do Cametá, parecia nervoso em demasia e errando muitos passes. Lesionado, acabou substituído por Romeu nos instantes finais.

Paissandu leva sufoco, mas vence a primeira

Com um placar construído no primeiro tempo, o Paissandu derrotou o Cametá por 2 a 1 na primeira partida das finais do turno do Parazão. Mendes marcou os dois gols alvicelestes, sendo que o primeiro foi logo aos 3 minutos, aproveitando boa jogada de Sidny sobre a zaga cametaense. Surpreendido pelo gol, o time da casa buscou o ataque, mas não conseguia criar grandes oportunidades, principalmente porque Leandro Cearense não dava sequência às jogadas. Robinho, outra peça fundamental no esquema de Fran Costa, caía pelo lado direito para troca de passes com Américo, mas também não obtinha vantagem sobre os defensores do Paissandu.

Aos 27 minutos, quando o Cametá mais atacava, a bola foi lançada a Rafael Oliveira junto à linha lateral e este acionou Mendes, que dominou a jogada e disparou um chute bem colocado, encobrindo o goleiro André Luís. Um golaço, ampliando a vantagem do Paissandu no Parque do Bacurau. O Cametá não demonstrou abatimento e continuou atacando, às vezes com até seis jogadores, pois Robinho, Leandrinho, Mocajuba e Paulo de Tárcio se aproximavam de Leandro e Jailson. Na melhor oportunidade, Paulo de Tárcio cabeceou no canto, mas Alexandre Fávaro impediu o gol. Finalmente, aos 47 minutos, o esforço foi recompensado. Robinho fez sua melhor jogada na partida, enganou a marcação e cruzou rasteiro para Jailson finalizar para as redes.

Preocupado em empatar a partida, Fran Costa pôs Balão no lugar de Américo e lançou seu time ainda mais à frente. A partir daí, o Cametá tomou conta do jogo, sufocando o Paissandu. Em tarde pouco inspirada, Leandro Cearense tinha imensas dificuldades para ultrapassar os marcadores. Insistia nos dribles, mas não criava situações perigosas. Quando conseguiu limpar um lance, já no segundo tempo, se precipitou e mandou a bola longe do gol de Fávaro.  Aos 4 minutos da segunda etapa, ocorreu o lance mais polêmico da partida, quando o Cametá chegou ao gol de empate, mas a arbitragem assinalou uma falta de ataque.

Minutos depois, um cruzamento de Robinho foi desviado de cabeça pelo zagueiro Rubran, mas a bola bateu no travessão e saiu. Balão ainda reclamou um penal aos 40 minutos, depois que foi tocado na área em lançamento preciso de Robinho. Nos acréscimos, Marquinhos foi expulso por falta violenta em Balão e Zé Augusto, que substituiu Mendes, cruzou bola para Billy sozinho perder o terceiro gol, desviando à direita de André Luís.

Carlinhos Brown musicará blog de Bethânia

Do blog The í-Piauí Herald 

AMARALINA – O músico, compositor e neologista Carlinhos Brown anunciou que enviará um projeto ao Ministério da Cultura para criar um afro-cyber-cripto-hype-neoblog de músicas para as poesias recitadas por Maria Bethânia. “É um blog, uma blague, um bug. É big, é bic, é bobó barroco na boca mole da maria mole do bororo borocoxô. É hora da Bahia. Rá, tim, bum!”, declarou Brown. No final da manhã, quando o dia germinava nos guetos do Candeal, Maria Bethânia saudou a iniciativa de Brown lavando com os cabelos as escadarias do Senhor do Bonfim. Pelo twitter, Nizan Guanaes convocou uma manifestação de enaltecimento a si mesmo e contra Lobão. Foi prontamente atendido pelos Filhos de Gandhi, Ilê Aye, Dona Canô, Paul Simon, o imperador Akihito, Spike Lee, Caetano Veloso, os colunistas do Segundo Caderno de O Globo e pelos espectros de Glauber Rocha, ACM e Jorge Amado. Salvador parou para festejar o espetáculo.

“Chega de tentar dissimular, disfarçar e esconder o que não dá mais para ocultar e adiar, não posso mais calar, quero mais é me abrir e que essa vida entre assim como se fosse o sol desvirginando a madrugada, não dá mais para segurar, viva Iansã e a Lei Rouanet e Mãe Menininha do Gantois”, explodiu Bethânia, acompanhada, em coro, pelo Olodum, pelos Meninos Cantores de Viena, por Caetano Veloso e pelos colunistas do Segundo Caderno de O Globo. “Roberto Marinho era baiano”, gritava, em transe, Arnaldo Jabor.

Coluna: Sem espaço para surpresas

O Paissandu entra em campo neste domingo em Cametá com um trunfo nada desprezível. Já conhece a maneira usada pelo adversário para se impor dentro de casa, tirando inclusive partido do maltratado gramado do Parque do Bacurau. Sérgio Cosme e seus comandados sabem que o Cametá explora contragolpes em velocidade, normalmente puxados por Robinho e finalizados por Leandro Cearense.
Os bicolores têm conhecimento também que os laterais Américo e Mocajuba ajudam muito na pressão ofensiva. Contra o Remo, a tática das saídas rápidas foi usada inúmeras vezes, com grande eficiência e sucesso.
De sobreaviso, o Paissandu dificilmente incorrerá na desatenção mostrada pelo velho rival na cobertura da zaga e que lhe custou tão caro. Ao mesmo tempo, é improvável que Leandro Cearense desfrute de tanta liberdade como nas semifinais.
Obviamente, Robinho e Leandrinho serão vigiados mais de perto, como Alexandre Carioca e Billy fizeram com Gian e Marçal, do Independente. Por tudo isso, os dois confrontos deverão ser extremamente equilibrados, envolvendo os conjuntos mais afinados do Campeonato Paraense.
Arrisco dizer que a abundância de gols (21) e de placares dilatados das semifinais (média superior a 5 gols/jogo) dificilmente se repetirá na decisão, mas o Cametá continua a ser um adversário extremamente perigoso para o ainda favorito Paissandu.
 
 
Depoimento surpreendente do diretor técnico da Federação Paraense de Futebol, Paulo Romano, à Rádio Clube do Pará na última sexta-feira desnuda a pequenez do Remo diante dos donos do futebol no Pará ao longo da desastrosa gestão de Amaro Klautau. Se alguém tinha dúvida sobre os desmandos financeiros do clube no período, o episódio relatado por Romano é contundente e exemplar.
O auxiliar do coronel Nunes conta que bancou, do próprio bolso, as passagens aéreas da delegação remista que foi à Copa SP de Juniores em 2010 e também financiou a vinda dos “reforços” trazidos pelo clube durante a temporada, sendo que o caridoso diretor da FPF teve que esperar um ano para ser ressarcido. E ainda há quem, de boa fé, acredite na bazófia de que AK empreendeu administração moderna no clube.
Quando um clube do porte e importância do Remo, com mais de um século de vida, se agacha ao ponto de depender das benesses de um funcionário da FPF significa que o fundo do poço é muito mais que uma simples miragem. E quando um gestor submete o clube que preside a esse nível de humilhação pública deveria ter como prenda o banimento sumário dos quadros da agremiação que não soube dignificar.
 
 
A imposição pela CBF do estádio Edgar Proença como palco de Paissandu x Bahia pela Copa do Brasil, no próximo dia 30, é o atestado indisfarçado de que o diretor Virgílio Elísio continua dando as cartas nas tabelas e destinos das competições nacionais, principalmente quando tem clube baiano na parada.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO deste domingo, 20)