Adriano é dispensado pela Roma

Em comunicado curto e grosso divulgado na tarde desta terça-feira, a Roma confirmou a rescisão do contrato com o atacante Adriano. O jogador tinha vínculo com o clube até 30 de junho de 2013. O ‘Imperador’ voltou à Terra da Bota depois de boa passagem pelo Flamengo no primeiro semestre de 2010, mas foi pouco aproveitado pelo técnico Claudio Ranieri. Além disso, conviveu com algumas lesões que prejudicaram sua condição física.

Tava demorando…

Arroz de festa à moda gaúcha

Ninguém sabe ainda quem será o campeão do Carnaval no Rio, mas um troféu já está assegurado. Ronaldinho Gaúcho foi o folião mais fominha da folia carioca. Aproveitou em grande estilo e está fazendo vestibular para celebridade de Caras. Depois de passar pela Sapucaí no sábado e no domingo, o meia atacante do Flamengo teve um dia repleto de festividades nesta segunda-feira, que terminou apenas na manhã desta terça, depois de mais uma madrugada longa na avenida do samba. Depois do treinamento da manhã, Ronaldinho comandou o seu bloco de rua na Barra da Tijuca. O bloco, chamado “Samba, Amor e Paixão”, cujo objetivo era homenagear o rubro-negro carioca e teve início às 17h30 (horário de Brasília). Depois, à noite, o atleta apareceu no Sambódromo carioca. Assim como na noite anterior, o jogador ficou a maior parte do tempo no camarote da prefeitura do Rio, ao lado do prefeito Eduardo Paes e da apresentadora Hebe Camargo. Um pouco mais tarde, o jogador fez sua terceira aparição na avenida. Desta vez, fez parte do desfile da escola de samba Grande Rio. Em seguida, voltou ao camarote, onde permaneceu até o final dos desfiles, mas antes ainda deu uma chegada com seus novos amigos de bateria da Beija-Flor. Haja fôlego.

Coluna: Briga de cachorro grande

A atual barafunda sobre direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro põe em campos opostos antigos aliados e aproxima velhos desafetos. Longe de uma solução, a refrega foi temporariamente adiada em face do feriado carnavalesco. As partes estão muito bem delineadas já, depois das escaramuças das últimas semanas.
De um lado do ringue, Globo-CBF (cada vez mais uma entidade só) e mais nove grandes clubes, incluindo os quatro do Rio, o Corinthians e mais quatro três fingindo indecisão (Cruzeiro, Grêmio, Inter e Palmeiras). Do outro, a Record, o apoio por ora quase solitário do São Paulo e a simpatia do que resta de Clube dos 13.
O presidente corintiano Andres Sanchez, dado a frases intempestivas e atitudes não menos caóticas, já avisou que está aberto à melhor oferta, leiloando a posição pública do clube mais popular do país. O Corinthians, por sinal, foi o único que se apressou em pedir desligamento formal do C-13, abrindo caminho para o esfarelamento da associação que já foi promessa de redenção econômica da elite do futebol brasileiro.
De uns tempos para cá, a única causa a motivar reuniões da entidade foi o bolo de dinheiro representado pelos direitos de transmissão dos jogos, em quantia considerada irrisória perto do volume monstruoso de dinheiro movimentado pelo primeiro mundo da bola – Inglaterra, Espanha e Itália. Por aqui, os clubes se contentam com algo em torno de R$ 500 milhões, valor que as redes de TV admitem alcançar.
Aos apressadinhos que costumam cerrar fileiras em torno deste ou daquele lado costumo aconselhar cautela e observação cuidadosa dos desdobramentos. O que move todos os 12 maiores clubes nacionais é a busca de remédio financeiro para suas imensas dívidas. A maioria já começa o ano comprometendo a verba do ano seguinte, pendurando-se em empréstimos junto à CBF, Globo e ao próprio C-13.
O único ponto que permitiria uma ruptura nas relações entre o capital e o lado produtivo do futebol não passou, até agora, de sonho de uma noite de verão. Foi a ideia, alimentada desde 2008, de criação de uma liga dos clubes da primeira divisão, nos moldes do que ocorre há décadas na Inglaterra e na Espanha. Como aqui não é a Europa e seus compromissos sólidos, chumbados no fio do bigode, o projeto foi apenas esboçado e usado como forma de pressionar o todo-poderoso presidente da CBF.
Ricardo Teixeira, célebre por retaliar sem piedade seus inimigos, tratou de lançar  candidato à presidência do C-13 para sufocar qualquer plano de sublevação. Para seu desprazer, Kléber Leite foi massacrado nas urnas e humilhado pelo apoio público da presidente do Flamengo, Patrícia Amorim, ao eterno líder da entidade, Fábio Koff. 
Meses depois, a CBF apelou para uma manobra infalível. Decidiu reconhecer o hexacampeonato do Flamengo e cooptou o clube para a frente pró-Globo, afastando de vez as intenções “subversivas” do C-13. De quebra, fulminou a licitação do pacote de transmissão, fato sacramentado pela retirada da Globo da mesa de negociações.
 
Como não cabem anjos nessa história repleta de diabinhos, só resta uma certeza: a de que não saberemos nunca a real natureza dos acordos engendrados no submundo dos negócios do futebol no Brasil. Só quem não conhece toda a dimensão da coisa apresenta-se para falar – e confundir. Os que conhecem agarram-se ao silêncio obsequioso e dele não se afastam nem sob tortura. 

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta terça-feira, 08)