Papão quase definido para pegar o Bahia

Sérgio Cosme não comandou o treino do Paissandu na tarde de segunda-feira, no campo do Kasa, mas o time está praticamente definido para o jogo desta quarta-feira (21h50) contra o Bahia, pela Copa do Brasil. Cosme sentiu dores na coluna ainda na sexta-feira e foi atendido em um hospital de Belém, mas já está em recuperação. Além do técnico, três jogadores também não foram ao campinho do Kasa: o zagueiro Ari, o lateral-direito Sidny e o atacante Rafael Oliveira. Todos, porém, devem enfrentar o tricolor baiano. A escalação deve ser a seguinte: Alexandre Fávaro; Sidny, Ari (Nei Baiano), Hebert e Brayan; Alexandre Carioca, Billy, Alisson e Alex Oliveira; Rafael Oliveira (foto) e Mendes. (Foto: MÁRIO QUADROS/Bola)

“Também tenho fígado”

Por Caetano Veloso

Não concebo por que o cara que aparece no YouTube ameaçando explodir o Ministério da Cultura com dinamite não é punido (assista aqui ao vídeo ao qual Caetano faz referência). O que há afinal? Será que consideram a corja que se “expressa” na internet uma tribo indígena? Inimputável? E cadê a Abin, a PF, o MP? O MinC não é protegido contra ameaças? Podem dizer que espero punição porque o idiota xinga minha irmã. Pode ser. Mas o que me move é da natureza do que me fez reagir à ridícula campanha contra Chico ter ganho o prêmio de Livro do Ano. Aliás, a “Veja” (não, Reinaldo, não danço com você nem morta!) aderiu ao linchamento de Bethânia com a mesma gana. E olha que o André Petry, quando tentou me convencer a dar uma entrevista às páginas amarelas da revista marrom, me assegurou que os então novos diretores da publicação tinham decidido que esta não faria mais “jornalismo com o fígado” (era essa a autoimagem de seus colegas lá dentro). Exigi responder por escrito e com direito a rever o texto final. Petry aceitou (e me disse que seus novos chefes tinham aceito). Terminei não dando entrevista nenhuma, pois a revista (achando um modo de me dizer um “não” que Petry não me dissera – e mostrando que queria continuar a “fazer jornalismo com o fígado”) logo publicou ofensa contra Zé Miguel, usando palavras minhas.

A histeria contra Chico me levou a ler o romance de Edney Silvestre (que teria sido injustiçado pela premiação de “Leite derramado”). Silvestre é simpático, mas, sinceramente, o livro não tem condições sequer de se comparar a qualquer dos romances de Chico: vi o quão suspeita era a gritaria, até nesse pormenor. Igualmente suspeito é o modo como “Folha”, “Veja” e uma horda de internautas fingem ver o caso do blog de Bethânia. O que me vem à mente, em ambas as situações, é a desaforada frase obra-prima de Nietzsche: “É preciso defender os fortes contra os fracos.” Bethânia e Chico não foram alvejados por sua inépcia, mas por sua capacidade criativa.

A “Folha” disparou, maliciosamente, o caso. E o tratou com mais malícia do que se esperaria de um jornal que – embora seu dono e editor tenha dito à revista “Imprensa”, faz décadas, que seu modelo era a “Veja” – se vende como isento e aberto ao debate em nome do esclarecimento geral. A “Veja” logo pôs que Bethânia tinha ganho R$ 1,3 milhão quando sabe-se que a equipe que a aconselhou a estender à internet o trabalho que vem fazendo apenas conseguiu aprovação do MinC para tentar captar, tendo esse valor como teto. Os editores da revista e do jornal sabem que estão enganando os leitores. E estimulando os internautas a darem vazão à mescla de rancor, ignorância e vontade de aparecer que domina grande parte dos que vivem grudados à rede. Rede, aliás, que Bethânia mal conhece, não tendo o hábito de navegar na web, nem sequer sentindo-se atraída por ela.

Os planos de Bethânia incluíam chegar a escolas públicas e dizer poemas em favelas e periferias das cidades brasileiras. Aceitou o convite feito por Hermano como uma ampliação desse trabalho. De repente vemos o Ricardo Noblat correr em auxílio de Mônica Bergamo, sua íntima parceira extracurricular de longa data. Também tenho fígado. Certos jornalistas precisam sentir na pele os danos que causam com suas leviandades. Toda a grita veio com o corinho que repete o epíteto “máfia do dendê”, expressão cunhada por um tal Tognolli, que escreveu o livro de Lobão, pois este é incapaz de redigir (não é todo cantor de rádio que escreve um “Verdade tropical”). Pensam o quê? Que eu vou ser discreto e sóbrio? Não. Comigo não, violão.

O projeto que envolve o nome de Bethânia (que consistiria numa série de 365 filmes curtos com ela declamando muito do que há de bom na poesia de língua portuguesa, dirigidos por Andrucha Waddington), recebeu permissão para captar menos do que os futuros projetos de Marisa Monte, Zizi Possi, Erasmo Carlos ou Maria Rita. Isso para só falar de nomes conhecidos. Há muitos que desconheço e que podem captar altíssimo. O filho do Noblat, da banda Trampa, conseguiu R$ 954 mil. No audiovisual há muitos outros que foram liberados para captar mais. Aqui o link: http://www.cultura. gov. br/site/wp-content/up loads/2011/02/Resultado-CNIC-184%C2%AA.pdf . Por que escolher Bethânia para bode expiatório? Por que, dentre todos os nossos colegas (autorizados ou não a captar o que quer que seja), ninguém levanta a voz para defendê-la veementemente? Não há coragem? Não há capacidade de indignação? Será que no Brasil só há arremedo de indignação udenista? Maria Bethânia tem sido honrada em sua vida pública. Não há nada que justifique a apressada acusação de interesses escusos lançada contra ela. Só o misto de ressentimento, demagogia e racismo contra baianos (medo da Bahia?) explica a afoiteza. Houve o artigo claro de Hermano Vianna aqui neste espaço. Houve a reportagem equilibrada de Mauro Ventura. Todos sabem que Bethânia não levou R$ 1,3 milhão. Todos sabem que ela tampouco tem a função de propor reformas à Lei Rouanet. A discussão necessária sobre esse assunto deve seguir. Para isso, é preciso começar por não querer destruir, como o Brasil ainda está viciado em fazer, os criadores que mais contribuem para o seu crescimento. Se pensavam que eu ia calar sobre isso, se enganaram redondamente. Nunca pedi nada a ninguém. Como disse Dona Ivone Lara (em canção feita para Bethânia e seus irmãos baianos): “Foram me chamar, eu estou aqui, o que é que há?”.

Diretoria remista fecha a matraca

Com receio de interceptações pelo caminho, a diretoria do Remo decidiu que só vai anunciar  contratações depois que os atletas chegarem a Belém. Nada de entrevistas ou especulações. Só quando a coisa estiver na base do preto-no-branco é que a diretoria se manifestará. Aliás, informação repassada ao blog, na tarde desta segunda-feira, indica que o pacote de reforços inclui pelo menos quatro jogadores, dos quais dois para o ataque. Todos chegam em condições de jogar imediatamente, diz a fonte.

E, em Recife, jornais e rádios garantem que Landu deixou o Santa Cruz para retornar ao Evandro Almeida. O jogador não foi localizado para esclarecer a história.

Toda força à Eslováquia

Na maior fissura por conseguir uma vaga na Eurocopa 2012, a Eslováquia ganhou estímulo extra. Zuzana Petrikova, a moça da foto, é modelo requisitada no país e fã fervorosa de futebol, tanto que topou tirar uma fotografia só com a camisa da seleção recobrindo seu corpinho para a Playboy eslovaca. É a forma bacana que Zuzana encontrou de homenagear o time.

Fã de carteirinha do futebol eslovaco, o blogueiro aplaude o gesto destemido de Zuzana.

Remo traz Ratinho e descarta Finazzi

A diretoria do Remo confirmou, no começo da tarde desta segunda-feira, a contratação do meia-atacante Ratinho, que defendeu o clube há dois anos. Ao mesmo tempo, o atacante Finazzi foi descartado O jogador chegou a acertar bases salariais, mas revelou que está há 20 dias sem jogar, devido a uma lesão nas costelas. Precisaria de, pelo menos, mais 30 dias para se recuperar. Como o returno começa no próximo fim de semana, o técnico Paulo Comelli desaconselhou a contratação do veterano centroavante.

O atacante Luciano Paraíba (ex-Santa Cruz), atualmente desempregado, é um dos nomes agendados pelos azulinos para inscrição no Parazão.

A frase do dia

“O Brasil está atrasado em relação à África do Sul neste mesmo período. Faltam três anos para o Mundial e dois para a Copa das Confederações e, em 2007, os sul-africanos estavam mais adiantados do que os brasileiros estão agora. É necessário acelerar os preparativos, pois a Copa do Mundo será amanhã, e os brasileiros estão pensando que será depois de amanhã”.

De Joseph Blatter, presidente da Fifa.

Fifa se rende à estatística de Ceni

Apesar de a Fifa não considerar oficialmente dois gols marcados por Rogério Ceni ao longo de sua carreira, o site oficial da entidade exaltou o feito do goleiro são-paulino, neste domingo. A versão em português da página na internet destaca ao gol de número 100 marcado pelo goleiro do São Paulo, na vitória sobre o Corinthians, por 2 a 1. A versão em inglês do site não mencionou o acontecimento. Mesmo registrando 98 gols, o texto publicado pela Fifa neste domingo, com o título “o dia é dele”, fala no centésimo gol em diversos momentos. Em uma breve citação, a matéria faz uma ressalva sobre os 100 gols: “Pelas contas do clube, que inclui jogos amistosos”. Os gols, considerados oficialmente pelo São Paulo e não contados pela Fifa, aconteceram em um amistoso diante de um combinado entre Santos e Flamengo, em 1998, e contra o time russo Uralan Elista, no Torneio Constantino Cury, em 2000. (Com informações da ESPN)