Jogo em Tucuruí teve 2 mil pagantes

Segundo a assessoria de imprensa da Federação Paraense de Futebol, 2.086 torcedores pagaram ingressos no jogo desta quarta-feira no estádio Navegantão, proporcionando renda de R$ 25.498,00. Descontado o valor das despesas, de R$ 11.358,46, sobrou para o Independente a quantia líquida de R$ 14.139,54. (Foto: MÁRIO QUADROS/Bola)

Ganso arrebenta no treino e prepara volta

O torcedor do Santos já pode se animar com o retorno de Paulo Henrique Ganso. Nesta quarta-feira, em jogo-treino entre os atletas que não foram relacionados para o duelo contra a Portuguesa pelo Campeonato Paulista e o sub-20 santista, Ganso, longe dos gramados há sete meses, deu show. Quase recuperado de operação no joelho esquerdo, o camisa 10 marcou três gols e deu duas assistências, aumentando a expectativa em torno da sua volta à ativa. Teoricamente, Ganso faria seu retorno na outra quarta-feira, contra o Colo Colo, no Chile, pela Copa Libertadores. No entanto, o técnico Marcelo Martelotte pode utilizá-lo por alguns minutos no próximo sábado, diante do Botafogo-SP, pelo Estadual.
Ganso abriu o placar do jogo-treino ao acertar belo chute de direita no final do primeiro tempo. O segundo gol foi mais fácil. Quase debaixo da trave, o meia só precisou empurrar a bola para as redes. No segundo tempo, Ganso contribuiu com duas assistências para Dimba e Alan Patrick. Os dois marcaram mais um gol cada antes do apito final e o sub-20 acabou derrotado por 6 a 0. (Com informações da ESPN)

Paissandu e Independente empatam em 3 a 3

Independente Tucuruí e Paissandu empataram em 3 a 3 o primeiro jogo das semifinais do turno do Parazão, na tarde desta quarta-feira, no estádio Navegantão, em Tucuruí. Rafael Oliveira (2) e Sidny marcaram os gols do Paissandu, enquanto Marçal, Fábio e Kafu marcaram os gols do Independente. A partida foi extremamente equilibrada e disputada sob chuva na maior parte do tempo, o que tornou o campo pesado e enlameado. O Paissandu saiu na frente, com Rafael Oliveira finalizando em chute rasteiro. O Independente empatou com Marçal ainda no primeiro tempo, após excelente passe de Gian. A virada do Independente aconteceria minutos depois, depois que a arbitragem marcou pênalti de Vânderson sobre Joãozinho em lance duvidoso. Fábio cobrou à meia altura e desempatou o placar.

Depois do intervalo, logo de saída, o Paissandu empatou, através de Rafael Oliveira. O Independente não desanimou e foi para cima, buscando novo desempate, mas um chute forte de Sidny deu ao Paissandu a segunda virada da partida. Em desvantagem, o Independente se lançou ao ataque e passou a pressionar o Paissandu, com jogadas comandadas por Marçal no meio-campo. Depois de muito pressionar, chegou ao empate. A defesa alviceleste não conseguiu cortar um cruzamento, a bola desviou em Kafu e enganou o goleiro Alexandre Fávaro. Logo em seguida, o lateral-direito Brayan recebeu o segundo cartão amarelo e foi expulso de campo. O Independente pressionou até os minutos finais, mas não conseguiu marcar. (Fotos: MÁRIO QUADROS/Bola)

Quem com Amazonino fere…

“Queria tocar no Amazonas. Imagina, tocar no meio do mato, não sei nem como é o público de lá. Não sei nem se tem gente civilizada, civilização. Eu adoro lugar tranquilo! Ainda mais lá, que só deve ter natureza! Cachoeiras e tudo mais!”.

De Thomas, baterista da banda Restart, dando suas impressões sobre o vizinho Estado. 

Clique aqui para assistir.

Ficha técnica: Independente x Paissandu

INDEPENDENTE x PAISSANDU

Local – Estádio Navegantão, Tucuruí, às 16h.

Independente – Evandro; Neto, Adisson, Marraketi e Fábio; Da Silva, Adenísio, Tiago Floriano e Gian; Marçal e Joãozinho. Técnico: Sinomar Naves.

Paissandu – Alexandre Fávaro; Sidny (Marquinhos), Hebert, Ari e Brayan; Billy, Vanderson, Allison e Tiago Potiguar; Mendes e Rafael Oliveira. Técnico: Sérgio Cosme.

Arbitragem – Joelson Ferreira; assistentes: Márcio Gleidson Gomes e Isaac da Cunha Araújo.

Na Rádio Clube, Geo Araújo narra e Rui Guimarães comenta.

TV Cultura transmite a partida para todo o Estado.

Potiguar confirma negócio com futebol sul-coreano

Segundo o radialista potiguar João Cesário Junior, o meia-atacante Tiago Potiguar pode estar se despedindo do Paissandu no jogo desta tarde contra o Independente Tucuruí, no estádio Navegantão. O próprio jogador confirmou a informação de que um clube sul-coreano teria fechado negócio com o Paissandu. O empresário de Tiago já estaria em Belém, cuidando das providências para o desligamento do jogador até a próxima sexta-feira. Logo depois do jogo desta tarde em Tucuruí, o meia-atacante confirmou que o negócio está praticamente fechado. Disse que há 99% de chances de acerto com os asiáticos. Segundo pessoas próximas ao jogador, o acerto pode ocorrer até sexta-feira e é provável que ele não jogue domingo contra o Independente. Logo depois, o presidente Luiz Omar Pinheiro deu cores oficiais à transação, prevendo um desfecho para as próximas horas. Nos últimos tempos, Potiguar tem demonstrado insatisfação com sua situação no clube, reclamando das cobranças da torcida. No mês passado, chegou a ser cobiçado pelo Sport-PE, mas o negócio não foi adiante. Para o lugar de Potiguar, o Paissandu já trouxe o argentino Cortés e tenta contratar Júnior Xuxa, ex-Icasa e atualmente no São Bernardo (SP).  

Mais um furo do blog para anotar na coronha do Colt.

Uma estranha reunião de gênios

“Só voltei a Los Angeles em 1972, para a apresentação de ‘O Discreto Charme da Burguesia’ no festival. Reencontrei com prazer as calmas alamedas de Beverly Hills, a impressão de ordem e segurança, a amabilidade americana. Um dia, recebi o convite de George Cuckor para almoçar, convite inesperado, pois eu não o conhecia. (…) Também haveria, ele disse, ‘alguns amigos’. Foi na realidade um almoço extraordinário. Primeiros a chegar à magnífica mansão de Cuckor, que nos recebeu calorosamente, vimos entrar, semicarregado por uma espécie de escravo negro com músculos consideráveis, um velho espectro cambaleante, venda no olho, que reconheci como John Ford. Eu nunca estivera com ele. Para minha grande surpresa, pois julgava que ele ignorava a minha existência, veio sentar ao meu lado num sofá e se disse feliz por me saber de volta a Hollywood. Contou inclusive que estava preparando um filme – ‘a big western’. Mas ele morreu alguns meses depois.

Nesse momento da conversa, ouvimos uns passinhos se arrastando no assoalho. Virei e vi Hitchcock, que entrava na sala, todo róseo e roliço, e se dirigia para mim com os braços estendidos. Eu tampouco o conhecia, mas sabia que por diversas vezes havia me tecido elogios publicamente. Veio sentar ao meu lado, depois exigiu ficar à minha esquerda durante o almoço. Com uma das mãos em volta do meu pescoço, meio deitado no meu ombro, não cessava de falar de sua adega, de seu regime (comia muito pouco) e sobretudo da perna cortada de ‘Tristana’: “Ah, aquela perna…’.

Em seguida chegaram William Wyler, Billy Wilder, George Stevens, Ruben Mamoulian, Robert Wise e um diretor muito mais novo, Robert Mulligan. Passamos à mesa após alguns aperitivos, na penumbra de uma grande sala de jantar iluminada por candelabros. Em minha homenagem realizava-se uma estranha reunião de fantasmas que nunca haviam se reunido antes, todos falando dos ‘good old days’, os bons e velhos tempos. De ‘Ben Hur’ a ‘Amor, Sublime Amor’, de ‘Quanto Mais Quente Melhor’ a ‘Interlúdio’, de ‘No Tempo das Diligências’ a ‘Assim Caminha a Humanidade’, quantos filmes ao redor daquela mesa…

Depois da refeição, alguém teve a idéia de mandar chamar um fotógrafo da imprensa para tirar o retrato da família. A fotografia devia ser o ‘collector’s items’ do ano. Infelizmente, John Ford não figura nela. Seu escravo negro voltara para pegá-lo no meio do almoço. Ele nos disse até logo debilmente e, esbarrando nas mesas, partiu para não mais nos ver. (…) No dia seguinte, Fritz Lang me convidou para visitá-lo em sua casa. Muito cansado, ele não pudera comparecer ao almoço na casa de Cukor. Eu tinha 72 anos na época. Fritz Lang já passava dos oitenta. Nos encontrávamos pela primeira vez. Conversamos durante uma hora e tive tempo de lhe dizer o papel decisivo que todos os seus filmes haviam representado na escolha da minha vida. Depois, antes de me despedir – isso não está nos meus hábitos –, pedi que me dedicasse uma fotografia. Bastante surpreso, procurou uma e autografou para mim. (…) Uma dedicatória maravilhosa. Em seguida, me despedi e voltei para o hotel. Não sei direito o que fiz com essa fotografia”.

Luis Buñuel em “Meu Último Suspiro” (Cosac Naify)

Sobre a célebre foto: Los Angeles, 1972 (from left to right standing) Robert Mulligan, William Wyler, George Cukor, Robert Wise, Jean-Claude Carrière, Serge Silberman; sentados: Billy Wilder, George Stevens, Buñuel, Alfred Hitchcock, Rouben Mamoulian. 

(Transcrito do blog Scream & Yell)

A frase do dia

“Engraçado? pq a gavioes nao foi campeao do carnaval de sao paulo ? era pra ser né, eles quer qui agente ganha tudo; muito engraçado”.

De Jucilei, ex-jogador do Corinthians, postando no Twitter direto da Rússia e tirando um sarro da escola Gaviões da Fiel, que perdeu o título do carnaval paulista.

Coluna: Um reforço de verdade

Alexandre Fávaro é a principal atração – e o maior reforço – do Paissandu para as semifinais do primeiro turno. Volta ao time contra o Independente, hoje à tarde, depois de longa ausência. Sua volta ao time, cobrada pela torcida, foi finalmente confirmada pelo técnico Sérgio Cosme, num rasgo de lucidez. Só a desinformação sobre a importância de Fávaro explica a insistência do treinador com o reserva Nei, que jamais convenceu e teve atuações bem irregulares durante a competição.
Desde a primeira passagem pelo Paissandu, Fávaro sempre esbanjou boa colocação e segurança nas saídas do gol. Não lembro de defesas espetaculares, mas é de uma regularidade a toda prova. É o tipo do goleiro que tranqüiliza a linha de zagueiros e, por tabela, o resto do time. Posso até queimar a língua, mas seu retorno deve ser o primeiro passo para arrumar a defesa mais criticada do Parazão.
Os dois meses parados, recuperando-se de cirurgia na mão, custaram mais caro ao Paissandu do que a Fávaro. Seu prestígio junto aos torcedores nunca sofreu abalos, nem mesmo depois de frustrações sérias como a eliminação para o Salgueiro na Série C. 
Além do goleiro, o Paissandu dependerá do bom entrosamento de seus homens de frente – entenda-se como tal o trio Potiguar-Mendes-Rafael Oliveira. O setor de risco, mais até do que a zaga, é a linha de volantes, principalmente com a saída (por contusão) de Alexandre Carioca. 
 
 
Na TV a cabo volta a ser exibido um documentário essencial, com enfoque absolutamente inesperado, do ponto de vista dos coadjuvantes do espetáculo: “Os Árbitros”. O filme, rodado na Eurocopa 2008, concentra suas atenções no britânico Howard Melton Webb, que chegou a ser ameaçado de morte por torcedores revoltados com um erro que prejudicou a seleção polonesa. Webb, da nova geração de apitadores ingleses e bem cotado na Europa, esteve na Copa da África do Sul e apitou (mal) a vitória do Brasil sobre o Chile, em Johanesburgo. Vi a partida das tribunas do Ellys Park e fiquei frustrado com a atuação do juiz, que inverteu marcações e quase não puniu a pancadaria chilena.
No documentário, além dos métodos rigorosos utilizados pela comissão de arbitragem da Uefa – que deveria servir de exemplo para sua similar brasileira –, é interessante ver Michel Platini confessar que jamais esqueceu o absurdo erro do alemão Roth, anulando o gol mais bonito de sua carreira na final do Mundial de Clubes de 1985 em Tóquio, entre Juve (campeã) e Argentinos Jrs. Lembrei até da bronca que o craque francês deu no soprador de apito nos minutos finais daquela partida. Sem dúvida, um filme obrigatório sobre os eternos vilões do futebol.
 
Lionel Messi cumpre direitinho o script para ganhar o troféu de melhor do mundo pela terceira vez. Ontem, no fim do primeiro tempo, abriu a dura muralha defensiva do Arsenal com um chapeuzinho desmoralizante no goleiro. Além de saber tudo do ofício, La Pulga tem a sede de conquistas que às vezes falta aos nossos. Vai longe. 

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta quarta-feira, 9)