Brasileiro terá jogos nos sábados à noite

CBF e Globo começam a inventar. A entidade divulgou nesta terça-feira a tabela detalhada, com horários e datas definidos, dos jogos do primeiro turno do Brasileiro-2011. Aí veio a novidade: a volta de partidas no horário das 21h aos sábados. Santos x Internacional, em 21 de maio, no sábado de abertura da edição 2011 do torneio, será o primeiro neste horário. A partir daí, até a 19.ª rodada, em 28 e 29 de agosto, fim do turno, sempre haverá pelo menos um confronto aos sábados às 21h.

Confira os jogos que serão às 21 horas de sábado no 1.º turno do Brasileiro:

21/5 – Santos x Internacional

28/5 – São Paulo x Figueirense

4/6 – Figueirense x Atlético-GO

11/6 – Vasco x Figueirense

18/6 – Coritiba x Internacional

25/6 – Cruzeiro x Coritiba

9/7 – Atlético-PR x Avaí

16/7 – Santos x Atlético-MG

23/7 – Flamengo x Ceará

23/7 – Avaí x Internacional

30/7 – Palmeiras x Atlético-MG

6/8 – Atlético-MG x Figueirense

13/8 – Botafogo x América-MG

20/8 – Corinthians x Figueirense

27/8 – Fluminense x Botafogo

O adeus de Joel

“Depois de 14 meses em uma casa como essa. Aprendi que às vezes é melhor dizer até breve do que nunca mais. Deixo amigos fiéis. A vida continua. O Botafogo é maior do que nós todos. Jamais fecho a porta, a deixo encostada. Saio com meu coração machucado, mas sabendo que o mundo do futebol é assim. Vou ter que seguir meu caminho. Às vezes vou passar aqui em frente, e o carro vai ter vontade de entrar. É difícil”.

De Joel Santana, ao se despedir do comando técnico do Botafogo.

Joel fez milagre com o time que o Botafogo tem, situação agravada pelos sérios desfalques por lesões (Maicosuel, Fábio Ferreira, Marcelo Matos). Lamento sua saída. Se estava ruim com ele, vai ficar bem pior agora. Agradeço tudo o que ele fez pelo meu amado clube.

Baixinho bom de bola

Atacante do tipo audacioso, Madson, do Atlético-PR, foi fotografado deixando a Arena da Baixada nesta segunda-feira, depois do treino, de mãos dadas com a namorada. Depois de defender Vasco e Santos, parece que Madson descobriu o paraíso no Paraná, onde altura não é documento – ele tem 1m58. Como despeito é um esporte nacional, mentes invejosas já inundam a internet com as costumeiras montagens (foto abaixo), sacaneando o perigoso avante rubro-negro.

Coluna: A profissão do momento

Faz algum tempo que a profissão de técnico de futebol é uma das mais requisitadas do Brasil. E, ao contrário do que ocorre em outras praias, o mercado está cada dia mais aquecido. Prova inequívoca disso é a situação constrangedora vivida pelo Fluminense, que ontem foi obrigado a ouvir um sonoro “não” de ninguém menos que Gilson Kleina, treinador de nível intermediário que já passou por vários clubes de médio porte – dirigiu (por poucos meses) o Paissandu no Brasileiro da Série A, em 2005. Que se saiba, foi um dos maiores micos dos últimos anos envolvendo um campeão brasileiro desesperado por treinador.
Kleina é desconhecido do grande público, tem poucos títulos no currículo, mas construiu carreira sólida no importante (e rico) interior paulista. Seu trabalho na Ponte Preta tem chamado atenção de vários clubes, cada vez mais forçados a buscarem técnicos iniciantes ou pouco badalados. Carrega um perfil de organização que cativa os novos gestores do futebol, aliado ao fato de que custa relativamente pouco. 
Os orientais costumam dizer que crise é sinônimo de oportunidade. Para os técnicos emergentes, a crise que ronda o topo da profissão significa a abertura de campo de trabalho para profissionais que militam nos clubes periféricos, que não têm acesso à Série A. Abre brecha também para toda uma geração de auxiliares técnicos e ex-jogadores. Pode não configurar ainda uma onda, mas estabelece uma tendência.
Noutros tempos, o rodízio de técnicos nos clubes de ponta ocorria praticamente sem traumas. Nada parecido com as sérias dificuldades de reposição existentes hoje. Até meados de 2000, quando um clube dispensava treinador já tinha várias opções de escolha, do mesmo nível, para preencher a função.
O Fluminense, que perdeu Muricy Ramalho na semana passada, junta-se ao Santos entre os clubes de ponta sem técnicos. O Peixe sobrevive há quase dois meses sob o comando de um interino. Os dois times estão cheios de craques, estão na moda e têm dinheiro para gastar. Mesmo assim, não encontram opções no mercado brasileiro.
Por isso, soa estranho quando alguém critica os dirigentes de Remo e Paissandu pelas escolhas de técnicos. Endividados até o pescoço, longe das principais divisões nacionais, a dupla Re-Pa pode-se considerar privilegiada por atrair profissionais como Paulo Comelli e Sérgio Cosme, que integram o chamado segundo escalão e ambos do mesmo nível de Kleina. 
 
 
Cosme, por sinal, calou seus críticos nas semifinais e na primeira partida da decisão do turno. Além de ter consertado as goteiras da defesa, ajustou um novo meio-de-campo, resistindo bem à ausência de Tiago Potiguar. Ao mesmo tempo, Mendes voltou a mostrar serviço. Falta apenas arranjar um jeito de fazer Alex Oliveira jogar. 

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta terça-feira, 22)