Tribuna do torcedor

Por João Lopes (englopesjr@gmail.com)

Missão difícil é missão possível também. Não há qualquer dificuldade a se considerar em se tratando de missões impossíveis, elas são impossíveis e não são um empreendimento factível mesmo, justamente por causa desta natureza: a da impossibilidade. Nem se constituem em
problemas de fato. Os problemas só existem quando os reconhecemos e tentamos resolve-los. Às vezes acertamos, às vezes erramos. Quem tenta resolver um problema é porque o identificou e errar faz parte de tentar encontrar uma resposta. E o problema remista ficou evidente na primeira partida diante do Cametá porque quando o time não tem a bola dominada é um deus nos acuda, ainda que se trate da defesa menos vazada do campeonato. Isto é, o time sabe se posicionar no ataque e eventualmente receber contra-ataques, mas quando o adversário tem a mesma proposta de jogo, a defesa fica confusa e, pior, vulnerável, mesmo com três volantes. Três. Entendo que volante demais atrapalha a própria marcação e a saída para o ataque, um grande prejuízo e um grande problema numérico. A matemática do futebol é implacável, quanto menos criadores de jogadas, menos jogadas, mas mais marcadores não significa mais marcação. A matemática pondera números, mas a inteligência pondera problemas nos quais a matemática é reduzida a mera ferramenta de auxílio, principalmente nos casos em que o maior perigo é matematicamente imprevísivel, como nas jogadas geniais de bons armadores de meio-campo. Pois, então vamos lá, o problema remista dentro de campo é antes de tudo estar viciado num jogo de pouca variação e apostando sempre nos jogadores de melhor fase técnica, Marlon e Elsinho principalmente, como válvula de escape, e por isso o intenso jogo pelos flancos. O problema é que ambos, mesmo sendo bons apoiadores, não são armadores, criativos, e assim até o futebol deles tende a desaparecer pela simples falta de visão de jogo apurada. Não que o Remo seja o único time a fazer isso, o Paysandu, por exemplo, descobriu um meio de jogar sem o Potiguar rapidamente, mas não ter mais nada a fazer em campo é inadmissível. Fran Costa observou bem este detalhe nos confrontos com o Remo até aqui e tirou proveito. Entre certamente cometer mais um erro, e a mera possibilidade de não acertar em lançar um time ofensivo ao gramado, sem dúvida, arriscaria o ataque. Menos um volante, mais um armador, e o problema remista começa a ser enfrentado como se deve e, quem sabe, resolvido.

43 comentários em “Tribuna do torcedor

    1. Valentim, a mim me pareceu que ele foi bem assertivo quanto ao problema do Remo, o qual, em síntese, seria: defesa vulnerável, não obstante o número expressivo de volantes; falta de armadores; opções de ataque excessivamente concentradas na dupla de alas, Elsinho e Marlom. No mais, aposta que a saída para o Remo hoje, seria a escalação de um time mais ofensivo, mediante troca de um dos volantes por mais um armador.

      Em parte estou de acordo com a postagem. Em parte, porque acho que a fragilidade do Remo está vinculada principalmente à limitação técnica da maioria de seus titulares. A dupla de zagueiros me parece claudicante, principalmente o Mourisco. A defesa é a menos vazada porque o técnico além dos três volantes sempre atribuiu muitas funções defensivas ao único meia mais ofensivo que quase sempre escala e também aos dois atacantes. Também não existe um armador de ofício no elenco. O que há são meias atacantes, os quais apesar da razoável qualificação técnica (principalmente o Fininho), não apresentam nada de mais destacado como o Tiago Potiguar, por exemplo. Quanto ao ataque não há dúvida que é a parte mais carente do time, tendo ficado muito pior com a saída forçada do Tiago Marabá.

      A propósito, concordo que hoje a melhor opção é a escalação de dois meias com funções mais ofensivas. Também sou pela escalação do grandalhão Wellinton (?) na dupla de ataque titular (na vaga do Ró), dupla esta que poderia ser completada com a escalação do Tiago Marabá se este já estiver bem (se não, vai-se de Pardal mesmo). Todavia, no que respeita a opção por dois meias mais ofensivos, lembro que dita alternativa só rendeu um único gol contra o Independente, que foi a primeira e única oportunidade em que foi utilizada. Ou seja, contra a meia cancha com dois atletas mais ofensivos militam além da técnica (só razoável) dos meias disponíveis no elenco, a falta de maior treinamento e a pouca utilização da mesma em rítimo de competição.

      Enfim, minha aposta mesmo é na flama da torcida, capaz de infundir um estado de ânimo nos jogadores que os faça vencer suas limitações e fazer o placar suficiente à passagem para a finalíssima. E isso se os jogadores conseguirem o mais rápido possível assimilar e converter em gols a vibração da galera. Posto que, do contrário, o efeito pode ser inverso. Tomara que a torcida vá em massa; tomara que os jogadores azulinos assimilem rápida e positivamente a vibração da galera. Estarei lá fazendo a minha parte.

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  1. Perguntinha Gerson,Adriano não foi aceito no Baenão por ter fama de pé frio,eu pergunto;E se o Remo for desclassificado pelo cametá,quem será que vai ficar com essa pencha???

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  2. O comentário do torcedor sofredor é meramente motivacional. isto se, alguém do clube do remo o lê! Só isso!

    É a famosa, se eu acertar sou bom, e se eu errar, tentei!

    Queria era um comentário do tipo: “É certeza que eu vou ganhar!”

    mas isso, ninguém em sã conciencia fala! mas, provavelmente é assim que o time do cametá está pensando, e não vai abrir mão de se classificar!

    Em resumo: É CHORORÔ REMISTA!

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  3. Caro João Lopes, reitero minha observação apresentada ao Gerson: time “leve” não se cria em campenato paraense jogado torrencialmente. Mas, se os roedores de caroço de açaí: Marlon, Tiago Marabá e Fininho jogarem como se faz nas bandas de cá, vamos “à procura de um milagre”.

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    1. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
      kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
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  4. Éguaaaaaaaaaaaaaaaaaaa sete gols do mesmo time em dois jogos. Vai gostar de 7 assim lá no baelama. KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

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  5. “remo tu vai pra final com o PAPÃO?
    vou não quero não, posso não kametá não deixa não, não vou naõ!!!!!!! é PAPÃO TU É TRI MESMO!!!!!

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  6. esse buraca não tem fundo mesmo.

    A sorte do leão e que a CBF tá criando a Série E.

    ÈEEEEEEEggggggggggggguuuuuuuuAAAAAAAAAAAAAAAAA
    mas é muito sofrimento pra uma torcida só.

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  7. PUTZ,acabei de chegar de uma reunião que durou exatas doze horas.Minha namorada que veio comigo e tentava entrar em contato com alguém aí do Pará acaba de me contar que postou ,mas não publicaram no blog,será que é retaliação ainda?Bah ,mas o que importa é que consegui ligar pro meu sogro e ele triste,com voz DÉBIL ME DISSE “MEU GENRO NEM TIRE SARRO DE MIM ,SEI QUE VC GOSTA DO PAYSANDU PELA CAMISA AZUL E BRANCA ,MAS NÃO ME TIRE NÃO POR FAVOR,FOI VERGONHOSO DEMAIS”.E AÍ FIQUEI SENSIBILIZADO COM ELE E PERGUNTEI SE ESTAVA TD BEM E QUE SUA FILHA ESTAVA ADORANDO O PASSEIO PELAS RUAS DE MONTREAL,O HOTEL GAULT E AS LINDAS RUAS DA CIDaDE E ME CALEI. MAS NO BLOG ,NÃO VOU MAIS TECER COMENTARIOS SOBRE OUTRO ASSUNTO SÓ FUTEBOL E NO ASSUNTO FUTEBOL EU DIGO; A LEOA VELHA AZULETE SE FERROU ,EU NÃO DISSE QUE O CAMETÁ SEQUER PERDERIA O JOGO E AGORA ?E SE O PAPÃO FOSSE UM TIME DESONRADO PERDERIA O TURNO PRO TIME DE COMETÁ SÓ PRA TIRAR DE VEZ O TIMECO DE QUINTA SEM DIVISÃO .MAS PAPÃO É PAPÃO …SÓ TO TRISTE COM MEU RIVER QUE PERDEU EM CASA.MAS TD BEM.

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