De cigarros e charutos

O repórter Ricardo Perrone comenta em seu blog sobre o incômodo gerado nos clubes pelo vício do fumo que Ronaldo e Roberto Carlos sempre cultivaram. Atletas de ponta e ídolos da torcida, ambos nunca conseguiram se livrar de cigarros e charutos. Imagens raras(http://bit.ly/dJtE3V) da dupla fumando que nem chaminé foram captadas pelo repórter fotográfico José Mariano, da Agência Estado, em festa realizada nesta semana. “A primeira vez que ouvi sobre a dupla fumar foi em 2006, na Alemanha, quando cobria a Copa do Mundo pela Folha de S.Paulo. Segundo o relato, alguns jogadores do time estavam incomodados com o hábito do lateral e do atacante. Consideravam que fumar em pleno Mundial demonstrava falta de profissionalismo ou de comprometimento com o time”, conta Perrone.

Além de cigarros também fumavam charutos. Mas só uma parte dos atletas se incomodava. O treinador Carlos Alberto Parreira não demonstrou preocupação. Pouco depois de Ronaldo chegar no Corinthians, Perrone perguntou ao preparador físico Walmir Cruz se alguém da comissão técnica tinha pedido para ele parar de fumar. Ou pelo menos reduzir o número de cigarros diários. Walmir respondeu que não. Explicou que não era função dele e que deveria apenas observar se o atacante seguia suas ordens nos treinamentos.

“Ronaldo e Roberto Carlos não são os únicos fumantes no futebol. A maioria, porém, se mantém discreta. O goleiro Marcos faz parte desse clube do cigarro. Ficou furioso quando leu notícias sobre seu vício. Ameaçou falar sobre as escapadas de jornalistas casados à noite e falou até em revelar as preferências sexuais de alguns, se insistissem no assunto. Coincidentemente o tema desapareceu do noticiário. Marcão, no entanto, não abandonou o cigarrinho. Hoje, fuma sem constrangimento em algumas áreas do CT palmeirense. Assim como devem fazer muitos outros atletas em diversos times, mas longe dos flashes”, finaliza Perrone.

A frase do dia

“Peço desculpas por não ter tido a chance de jogar lá (no Flamengo). Não foi feito um projeto [de contratação] que pudesse evoluir. Mas ao mesmo tempo serviu para eu conhecer o Corinthians e me apaixonar pelo clube”.

Ronaldo, em entrevista ao apresentador Luciano Huck na TV Globo.

Dica gastronômica do dia

Para quem é chegado numa adubada caldeirada de filhote, a dica do domingo é a do “Peixe Frito”, casa do Sandro Monteiro, ali pertinho do IT Center, na Senador Lemos. No twitter também tem @opeixefrito. A dica é do amigo Mizinho Rodrigues, que já esteve lá conferindo o cardápio.

Historinha de boleiro

Em dezembro a Fiorentina ofereceu 9 milhões de euros por Jucilei. O Corinthians pediu 11 milhões. Os italianos, então, decidiram se reunir com o jogador. Se ele tivesse interesse em defender o clube e aceitasse os salários, pagariam mais dois milhões. Na reunião, um dirigente do time europeu perguntou: “Você conhece a Fiorentina?”. Jucilei respondeu algo como: “Já ouvi falar”. A pergunta seguinte foi se ele conhecia algum jogador que atua pelo clube italiano. Respondeu que não.

Os italianos ficaram melindrados com as respostas do jogador brasileiro. Acharam que ele demonstrou falta de interesse pelo clube. Desistiram de contratá-lo. Preferiram ir atrás de quem demonstrasse mais vontade de jogar pela Fiorentina. Jucilei continuou no Parque São Jorge e agora está indo para um pequeno time russo, no qual pelo menos conhece um jogador: Roberto Carlos.

Para o Corinthians tanto faz, já que a venda é por volta dos mesmos 11 milhões de euros. Quase todo o dinheiro ficará com investidores. Para Jucilei, porém, seria muito melhor jogar num time com mais tradição como a Fiorentina. Ele pagou o preço de sua sinceridade. Foi franco diante dos italianos, e fez bem de agir assim. Mas o desfecho não foi o melhor para sua carreira, que agora deve seguir num ritmo mais lento do que a entrada de euros em sua conta bancária. (Do Blog do Perrone)

Ronaldo, como Pelé, conseguiu virar Edson

A imagem vale por mil palavras. Ronaldo deixa de ser Fenômeno para virar coadjuvante da cartolagem nacional. E ainda ri, satisfeito.

O racha no Clube dos 13

Por Juca Kfouri

Sim, é bem possível que já na semana que vem Andrés Sanchez anuncie que o Corinthians saiu do Clube dos 13.

E que o Flamengo venha junto porque a Traffic, que quer vender o patrocínio de Ronaldinho Gaúcho, não tem dúvida de que a exposição na Globo vale mais que em qualquer outra emissora neste momento em que a Record aparece como candidata ao Brasileirão. Mais: os dissidentes, provavelmente todos aqueles que votaram em Kléber Leite contra Fábio Koff (leia-se Botafogo, Corinthians, Coritiba, Cruzeiro, Goiás, Santos, Vasco e Vitória) acreditam que uma cisão no Clube dos 13 possa ser a semente da Liga dos Clubes, porque com o apoio de Ricardo Teixeira.

Estes, ao contrário de São Paulo e Atlético Mineiro, por exemplo, avaliam que a exposição feita pela Globo na quarta-feira passada foi realista e não desfez do produto futebol. Porque de fato a audiência do futebol cai depois da novela e do Faustão, às quartas-feiras e domingos. Alegam que se eventualmente a Record vencer e puser os jogos às 20h, não só  a exposição de seus patrocinadores perderá em relação à Globo como, por outro lado, perderá em audiência para a programação global, seja com o Jornal Nacional, seja com a novela. Como era inevitável, a disputa entre as TVs rachou os clubes e há até quem avalie que a Globo nem entre na licitação, cujas regras serão definidas nesta segunda-feira, em São Paulo.

Mas há também quem ria de tal hipótese, considerando-a puro blefe e esteja disposto a pagar para ver. Como há quem garanta que qualquer negociação direta entre uma TV e os clubes separadamente ferirá o que ficou acordado com o Cade.

Com a palavra, o Cade.

Coluna: Bons jogadores em ação

Não faltam bons jogadores ao campeonato paraense. Apesar dos pesares, das contratações sem critério e de última hora, os oito clubes disputantes da fase principal conseguiram montar equipes decentes e alguns têm solistas merecedores de elogios. São os chamados valores indiscutíveis, que se destacam como tema das conversas de bar, do papo de esquina.
Observação rápida nas atuações dos times após cinco rodadas permite chegar a uma escalação de boa qualidade: Adriano; Elsinho, Paulo Sérgio, Rafael Morisco e Marlon; Billy, San, Fabrício, Tiago Potiguar; Rafael Oliveira e Tiago Marabá. Como se vê, mais da metade desse time hipotético estará presente ao clássico Tuna x Remo. Mais ainda: o melhor goleiro e a defesa mais sólida da competição entram em campo, em lados opostos, no estádio Edgar Proença. Adriano, que fez carreira com a camisa do Remo, vai se defrontar pela primeira contra o antigo clube como defensor da Tuna. Se reeditar as atuações recentes, deverá ser um senhor obstáculo ao ataque remista.
A rigor, nenhuma novidade. Há praticamente uma década, Adriano é o melhor goleiro do futebol paraense, seguro e regular. Quase perfeito nas saídas de gol, tem o mérito de não enfeitar, nem fazer defesas espalhafatosas. Não por acaso, conquistou o apelido de “Paredão”.
Adorado pela torcida azulina, não ficou no Baenão nesta temporada porque foi injustamente avaliado como “azarado” e “desagregador”. A primeira definição é estapafúrdia, não pode ser levada a sério. Sempre que integrou bons times, Adriano foi campeão. Donde se conclui que, pelo menos nos últimos anos, o time deu azar a ele, e não o contrário.
Do outro lado, a defesa do Remo surge como um dos destaques do próprio campeonato. Os alas Elsinho e Marlon têm brilhado na competição, utilíssimos tanto nas ações ofensivas quanto na cobertura. Paulo Sérgio e Rafael Morisco, os zagueiros de área, respondem pela segurança defensiva do Remo, aparecendo como diretamente responsáveis pelo baixo índice de gols sofridos pelo time – apenas três em cinco jogos.
E a partida tem outras atrações. Felipe, artilheiro cruzmaltino, e Tiaguinho, organizador do meio-campo remista, são dois nomes a serem observados com atenção. Vale também ficar atento aos volantes Luís André e San, do Remo, e aos cruzmaltinos Maraú (lateral esquerdo) e Japonês (meia), da Lusa. Sem dúvida, bons motivos não faltam para ir ao Mangueirão. 
 
 
Quando Pelé, novo amigo de Ricardo Teixeira, desce do trono para reclamar dos rumos da organização da Copa de 2014 cabe prestar atenção. Poderia significar apenas um daqueles alertas que o Rei costuma disparar de vez em quando, sem maiores conseqüências, mas adquire importância quando o próprio Teixeira é o comandante em chefe da operação. De resto, seria oportuno que as autoridades se apressassem em fazer cumprir os prazos das obras, até para que as previsões de Pelé não se revelem funestas, mais uma vez. 

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO deste domingo, 20)

Sobre rádio e generosidade

Por Emanuel Villaça

Caro Gerson,
Vez por outra, quando saio da Faculdade, onde estou concluindo uma edição áudio-visual, ligo o rádio na FM para relaxar a mente, o corpo e  as idéias. Ontem (quarta-feira, 16) era noite de AM, afinal era dia de futebol. Clube AM, ouço a tua voz, ate aí nada de errado, o Gerson sempre está em campo. O carro desliza pela rodovia dos trabalhadores, eu atento nas faixas de pedestres e ouvindo teus comentários. Poderia ser um comentário normal, fulano jogou bem, sicrano não estava legal, o Paissandu venceu, mas perdeu para o Remo! e tudo ficava no 3×4 natural em uma noite fria de chuva fina , mas não foi  isso que eu ouvi, era muito mais. Um maestro com a batuta dos comentários criticando suavemente, e elogiando no mesmo tom. Muitas vezes este maestro chamado Gerson Nogueira admitia suas vontades em ter colocado jogador tal e questionava o técnico, elegantemente, sobre a decisão dele. Ouvi o comentarista se despir de qualquer vantagem de ter um microfone para deitar e rolar em cima do adversário, um cadáver que é natimorto, pois vai errar sempre como todos nós, mas não o fizeste.
Conseguistes quebrar todos os formatos em deixar o torcedor ou mais contente ou mais pê da vida com o time. Elogiastes, batestes com elegância sem usar o black-tie, preferindo as sandálias havaianas do conforto em buscar a informação. Ouvi um técnico derrotado rindo da própria sorte em levar de 5, admitindo os suas falhas de não ter conseguido, que o time conseguisse tirar o espaço da peça chave do time adversário, apesar de ter confessado te gritado à beira do campo.
O vitoriosos técnico já estava enfezado em ter de dar entrevista e sabendo que não faltaria a pergunta do que ele achou em ser chamado de “burro” pela torcida, mesmo ganhando a partida. Com uma batuta certeira, levastes a clareza de que ele dirigia um time de peso, era normal um grande treinador em um grande time. No subconsciente dele, ví que lembrou que só os grandes são criticados e aos poucos quebrastes o gelo e, nas duas oportunidades, arrancastes informações preciosas. Jornalismo é isso, esse teu comentário e a forma de mediação deve servir  de modelo, ou aula, para exibir em qualquer palestra sobre estratégias de abordagem. Como diz a letra da música: “…bater sem sentir dor”.
Parabéns mesmo! Cheguei muito bem em casa, sem assaltos, sem acidentes e muito bem informado.

Costumo dizer que os prêmios mais significativos são os pequenos gestos de generosidade dos amigos e companheiros de ofício. Esses são os elogios que realmente contam, e que nos confortam a alma.

Som do sábado – Pearl Jam, Can’t Help Falling In Love With You

Versão sensacional e roqueira do PJ para este clássico romântico de Elvis Presley. Atenção para a beleza da letra.

Veríssimo desmente autoria de texto sobre BBB

Do Comunique-se

Quase um ano depois de Luis Fernando Veríssimo desmentir a autoria de “A Vergonha”, um texto com críticas ao “Big Brother Brasil”, vários blogs e colunistas de jornais e portais continuam caindo na armadilha. No último sábado (12/2), em entrevista ao programa “Altas Horas” (TV Globo), o escritor voltou a desmentir que tenha escrito tal texto. Veríssimo também lembrou que lhe atribuem muitos textos que não são de sua autoria. No final do último mês, a notícia foi publicada em uma coluna do jornal O Progresso, de Dourados (MS), no blog de Edson Lima, do jornal O Diário, de Maringá, e no portal O Chapadense (MS), além de inúmeros blogs. No último mês, Zeca Camargo, apresentador do “Fantástico”, da TV Globo, chegou a citar o texto em seu blog, mas enfatizou que desconfiava da autoria. “A décima (está indo longe) edição do ‘BBB’ é uma síntese do que há de pior na TV brasileira”, diz o texto. A primeira vez que Veríssimo negou a autoria foi em abril de 2010, em entrevista ao blog de Ricardo Noblat.