Histórias (muito) mal explicadas

Da coluna Repórter Diário, no DIÁRIO (ed. de sexta-feira, 3)

Diferença
Causou estranheza no Remo recente declaração do presidente do clube, Amaro Klautau, à imprensa, garantindo que havia depositado R$ 350 mil na Justiça do Trabalho do Rio Grande do Sul para quitação de dívida com o jogador Jorge Mutt. À época da polêmica, o advogado remista assegurara que o depósito tinha sido de apenas R$ 50 mil. Agora – a ser de fé a manifestação do advogado – conselheiros estão querendo saber o paradeiro da diferença. Aliás, R$ 350 mil foi também o valor declarado ao Conselho Fiscal do Leão.
 
Suspeita
Opositores de Klautau não esquecem também que a Prefeitura de Belém doou a Remo e Paysandu R$ 140 mil para a reforma de seus ginásios poliesportivos. O Papão, relatam, reformou por completo o ginásio e já até o inaugurou. O Remo sequer iniciou as obras. A mando do presidente, dizem, o telhado foi destruído, o que provocou, com o inverno, ruína do piso de madeira corrida. Há suspeita de que a indiferença com o ginásio visava demonstrar necessidade de formação de caixa e desestimular o tombamento do Baenão.

5 comentários em “Histórias (muito) mal explicadas

  1. Essa história é escabrosa para o Clube do Remo, que não merece passar pelo que está passando. Em meados de agosto, fui pagar minha mensalidade de sócio torcedor na sede do Papão. Ao sair, fui até o fundo do salão e vi o Ginásio Moura Carvalho revitalizado.
    Para mim que joguei lá, como jogador de futsal juvenil da Tuna, foi uma grande satisfação ver aquela praça de esportes completamente remodelada. Modesta, mas muito bem cuidada e apta a revelar novos talentos nas diversas modalidades esportivas.
    O mesmo deveria valer para o Remo. Mesmo que a criminosa história do telhado não se comprove, só o fato da não realização da reforma já merecia uma investigação do Conselho deliberativo para que fossem esclarecidos os por quês.

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  2. Doação de recursos públicos – ainda mais para clube de futebol – é, em si, um problemão. Doação não pode ser sinônimo de farra. Se houvesse jornalismo investigativo (não confundir com o chulo jornalismo policlal) no Pará, teríamos aí um prato cheio. Essas doações devem ter sido repassadas por termo formalizado, onde se pressupõe a existência de cronogramas e metas físicas das execuções. O Sistema de Controle Interno Municipal deveria estar atuando nessa questão. Uma pergunta: como está a Prestação de Contas dessas doações?

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  3. Boa pergunta, Vicente. mas os repasses foram para espaços dos clubes onde se pratica modalidades amadoras. Independente disso, o TCM devia manifestar-se e esclarecer a opinião pública.

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    1. Fica mais que claro que o foco da dengue é uma casa de sogra. Zorra total. AK vigiado já é evasivo, deixado a vontade deita e rola, o que temos até aqui presenciado. Pobre leão.

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