Fifa comemora Copa sem doping

A Fifa anunciou nesta terça-feira que nenhum dos exames antidoping realizados durante a última Copa do Mundo teve resultado positivo para uso de substâncias proibidas. A entidade informou que 552 amostras de urina e sangue foram colhidas junto aos atletas participantes da competição. Em nota publicada em seu site oficial, a Fifa observa que fez visitas às concentrações das 32 seleções participantes do Mundial sul-africano para testes antidoping e que, em média, oito jogadores de cada país foram sorteados para serem submetidos aos exames, fato que totalizou 256 atletas examinados antes da competição.

Ao longo da Copa, os testes antidoping foram feitos após cada jogo, com dois jogadores sorteados de cada seleção. A entidade informa que todas as amostras colhidas foram analisadas no laboratório credenciado pela Agência Mundial Antidoping (Wada) de Bloemfontein, na África do Sul. Chefe do serviço médico da Fifa, Jiri Dvorak disse que, “em comparação com a Copa do Mundo de 2006, a Fifa dobrou o número de exames realizados antes da competição”. (Com informações do site Fifa.com)

Os números do longo jejum atleticano

Entra ano, sai ano, chegam novos técnicos e jogadores e a maldição permanece. Desde 2007, Galo e Cruzeiro disputaram 16 clássicos e só ocorreu uma vitória atleticana. A sequência, histórica (o Atlético jamais passou semelhante jejum desde sua fundação), é também carregada de significados sobre a decadência do clube mais popular de Minas. Nas 16 partidas do tabu, são 13 vitórias do Cruzeiro, dois empates e o único triunfo atleticano, pelo primeiro turno do Brasileiro 2009, tem ainda um argumento forte do lado cruzeirense: foi o clássico da expulsão de Zé Carlos, aos 7 segundos de jogo. E mais: disputado pelo time reserva celeste. Ao longo desses 16 jogos, o Cruzeiro marcou 34 gols, sofreu 12. Para piorar, nos últimos dez anos, o Atlético conquistou apenas duas vezes o título estadual. E, por dois anos seguidos, o Galo sofreu surras de 5 x 0 na decisão do campeonato estadual.

Brasil não pode ser coadjuvante, diz Mano

Estou começando a gostar do jeito como Mano Menezes encara sua missão à frente da Seleção Brasileira. Ontem, em entrevista no Sportv, voltou a falar de maneira lúcida sobre o atual momento do futebol pentacampeão. Mais importante: promete resgatar o futebol bonito que consagrou o Brasil. Para o treinador, houve um tempo em que a Seleção precisou investir no jogo de resultados. No entanto, chegou a hora de retomar o “jeito brasileiro” de jogar. “O Brasil tem uma marca própria de jogar, mas respeitei muito o Parreira quando ele disse que estávamos prestes a completar 24 anos sem vencer uma Copa e tínhamos de mudar para voltar a ganhar. Mudamos, ganhamos em 1994 e isso foi importante. Ganhamos de novo em 2002, mas agora estamos novamente sem conseguir ganhar”, comentou.
Citou o nome de outro treinador para explicar o que quer de seus jogadores daqui para frente. Ao contrário do que se viu na última Copa do Mundo, a “nova seleção brasileira” não deve adotar a tática de se defender e explorar o erro do adversário. Para Mano, o Brasil tem de voltar a ser protagonista.
“O mundo está jogando o futebol mais parecido com o jeito brasileiro do que nós mesmos. O Paulo Autori, técnico e meu amigo, disse que preocupava muito a ele abrir mão do protagonismo de jogar futebol. Não se deve aceitar ser coadjuvante e jogar somente no erro do adversário”, disse ele, que estreia no cargo no próximo dia 10, contra os Estados Unidos, em Nova Jersey.
O amistoso deve marcar o início da “revolução” prometida após o fracasso na África do Sul, missão delegada aos muitos jovens que foram chamados na primeira convocação de Mano, como Neymar, Ganso e André. Porém, o ex-corintiano não fecha as portas para os veteranos. “Não vou excluir ninguém da Seleção porque não tenho esse direito. Temos grandes jogadores que jogaram a Copa do Mundo. O Brasil não venceu porque o futebol é assim, às vezes você não vence. Esses atletas não estão descartados, mas o ponto inicial, o mais importante nesse momento, é que os jogadores chamados tenham condições de chegar lá (2014)”, declarou.
Mano aproveitou para explicar que o jogador que se disse despreparado para servir a Seleção não participou do Mundial. “Eu nunca disse que o jogador havia disputado a Copa e nem disse que eu gostaria de convocá-lo. Fiz uma consulta, liguei diretamente para os jogadores e um deles disse que estava voltando de lesão e ainda não estava preparado”, completou, negando a possibilidade de Kaká, Júlio César ou Maicon terem recusado o convite. (Com informações de ESPN e G1)

No discurso, uma mudança profunda em comparação com o Capitão do Mato e o próprio Parreira. Agora, vamos ver na prática, mas estou bem impressionado com a postura do novo técnico. Desejo sucesso na empreitada.

Coluna: Para moralizar o futebol

Um passo em falso e muitos pontos positivos no conjunto de mudanças do Estatuto do Torcedor, que começaram a vigorar no último fim de semana. A medida mais importante, para brecar a onda de violência que varre os estádios brasileiros, é o rigor em relação às torcidas organizadas. A partir de agora, essas entidades devem manter cadastro completo, com foto, de seus associados. É um senhor avanço no sentido de desfazer as verdadeiras quadrilhas disfarçadas de agrupamento de torcedores.
Ainda em relação às torcidas, a lei barra a entrada de bebidas, objetos que possam se transformar em armas, faixas com mensagens ofensivas, xingamentos discriminatórios, arremesso de objetos, fogos de artifício, invasão do campo e incitação de violência. A pena imediata é a expulsão do estádio, mas o baderneiro fica sujeito a sanções mais duras, como afastamento dos estádios e até prisão.
O simples detalhamento das normas já é educativo e permite acreditar que a lei será realmente aplicada. Por exemplo, o velho hábito mania de invadir o gramado de jogo e as arruaças e arrastões num raio de até cinco quilômetros do estádio serão punidos com pena de um a dois anos de cadeia, mais multa a ser estipulada pela Justiça. Deve facilitar esse trabalho de identificação dos criminosos o sistema de monitoramento eletrônico nos estádios com capacidade mínima para 10 mil espectadores.
Outra providência crucial diz respeito às maracutaias envolvendo árbitros, jogadores e dirigentes. Está lá, bem claro, no novo Estatuto: pedir, oferecer ou aceitar dinheiro ou outra vantagem patrimonial para fraudar o resultado do jogo será passível de pena de até seis anos de prisão e multa a ser definida. Ninguém é ingênuo de pensar que a bandalheira vai acabar, mas certamente irão diminuir bastante.
Cambistas, que no Brasil sempre desfrutaram de ampla tolerância, serão presos e multados. A lei não diferencia o negociante do torcedor que desiste de assistir o jogo e resolve vender ingresso em frente ao estádio. Fornecer ingresso para cambistas renderá pena mais alta, de até quatro anos de prisão, o que deve deixar em alvoroço a cartolagem do nosso futebol. A pena será maior se o fornecedor for servidor público, dirigente da organização do evento ou da empresa que confecciona os ingressos.
A lei institui, ainda, ouvidoria para cada competição e obriga os promotores de jogos a publicarem, na internet, os nomes dos torcedores turbulentos impedidos de comparecer ao jogo. A relação ficará afixada à entrada dos estádios. E uma velha exigência dos torcedores parece que finalmente será atendida: a publicação da súmula até 72 horas depois de cada jogo.
 
 
Diante de tão alvissareiras notícias, quase esqueci o tal passo em falso, mencionado lá na primeira linha. Trata-se do gesto politiqueiro do ministro dos Esportes, Orlando Silva, que saiu em defesa das torcidas organizadas, questionando a “generalização” das penas. Só a ignorância justifica uma posição desse tipo, que incentiva a impunidade. Mais grave ainda por partir de uma autoridade. Certamente, o ministro nunca freqüentou estádios de futebol no Brasil na condição de cidadão comum.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta terça-feira, 3)

Papo de santistas no Twitter vira notícia

Um vídeo no Twitter após a vitória sobre o Grêmio Prudente, pelo Campeonato Brasileiro, era tudo que o Santos não precisava na semana decisiva da Copa do Brasil. Nele, o goleiro Felipe irritou-se com um torcedor que o chamou de “mãos de alface” e Zé Eduardo disse a Robinho, que alertava para o perigo do que os companheiros estavam fazendo, que ele não fará falta alguma quando for embora.
Quem comandava a ação em vídeo era Madson, que usava o Twitter do atacante Marcel para a transmissão e para explicar aos seus colegas de time o funcionamento da ferramenta. Em dado momento, um torcedor fez um comentário sobre o goleiro alvinegro, o chamando de “mãos de alface”. Felipe então apareceu usando óculos e respondeu: “Aí fera? aí? cadê? aí fera? o que eu gasto com o meu cachorro de ração é o teu salário por mês. Entao não f?”
Mais à frente, outro torcedor também provocou o goleiro Felipe: “O Felipe usa óculos… Está explicado porque não vê a bola.” Zezinho leu o comentário, e os outros jogadores riram. O goleiro questionou se o autor era o mesmo da crítica anterior, mas Zezinho disse que não.
De Santos, os jogadores titulares, que foram poupados da partida pelo Nacinal e sequer viajaram a Presidente Prudente, como Robinho, Paulo Henrique Ganso, entre outros, passaram a ficar preocupados com o rumo da transmissão do vídeo e começaram a fazer alertas.
Neymar mandou mensagens via Twitter. “Ae quem estiver falando com o madson e mais alguns! Fala pra eles que ta geral aqui na concentra manda eles falarem com a gnt aqui urgente!”, escreveu. “@madshow10 o robinho marcel wesley edu ph e eu estamos vendo vcs e marcel e robinho vao dar porrada em vcs kkkkkkk”, disse o atacante em outra mensagem. (Com informações da ESPN)

Há um evidente exagero na exploração dessas brincadeiras entre jogadores, via Twitter. A linguagem é descontraída (chula até) porque, no fim das contas, são boleiros conversando com outros boleiros. O tom é de farra. Nada que vá causar abalos na Bolsa de Tóquio.

A frase certeira (12)

“Podem esquecer Ashley Cole. Ele não será vendido por nenhum preço. Não há valor que possamos aceitar. Acreditamos que ele é o melhor lateral esquerdo do mundo e por causa disso ele vai ficar no clube.”

De Carlo Ancelotti, técnico do Chelsea, rechaçando o suposto interesse do Real Madri pelo lateral. Diante disso, só se pode concluir que há doido e incompetente para todos os gostos.

Ashley Cole é um enganador e talvez seja um dos piores do mundo na posição.

Paissandu faturou R$ 125 mil

O balanço dos números da bilheteria do jogo Paissandu x Águia, realizado na tarde deste domingo, na Curuzu. A renda bruta foi de R$ 201.068,00. Total de despesas: R$ 75.661,69. O Paissandu ficou com R$ 125.406,31 da arrecadação. Foram 9.993 pagantes e 624 credenciados. Público total no estádio: 10.617. Tinham sido postos à venda 13.140 ingressos. Informações repassadas pela assessora Iva Lima, da FPF. (Foto: MÁRIO QUADROS)

Domingo é dia de Bola na Torre

Bancada do programa Bola na Torre deste domingo, na TV RBA, com Guilherme Guerreiro na apresentação e participações de Giuseppe Tomazo, Lino Machado e este escriba baionense, lá na ponta-direita (epa, epa…). Curiosamente, nenhum belemense presente. Guerreirão é de Oriximiná, Lino de São Miguel do Guamá, Tomazão do Rio de Janeiro e eu vim, como se sabe, de Baião. Na direção, Toninho Costa, oriundo de Igarapé Miri. E o registro fotográfico é do craque Mário Quadros, nascido em Bragança.