Brasil não pode ser coadjuvante, diz Mano

Estou começando a gostar do jeito como Mano Menezes encara sua missão à frente da Seleção Brasileira. Ontem, em entrevista no Sportv, voltou a falar de maneira lúcida sobre o atual momento do futebol pentacampeão. Mais importante: promete resgatar o futebol bonito que consagrou o Brasil. Para o treinador, houve um tempo em que a Seleção precisou investir no jogo de resultados. No entanto, chegou a hora de retomar o “jeito brasileiro” de jogar. “O Brasil tem uma marca própria de jogar, mas respeitei muito o Parreira quando ele disse que estávamos prestes a completar 24 anos sem vencer uma Copa e tínhamos de mudar para voltar a ganhar. Mudamos, ganhamos em 1994 e isso foi importante. Ganhamos de novo em 2002, mas agora estamos novamente sem conseguir ganhar”, comentou.
Citou o nome de outro treinador para explicar o que quer de seus jogadores daqui para frente. Ao contrário do que se viu na última Copa do Mundo, a “nova seleção brasileira” não deve adotar a tática de se defender e explorar o erro do adversário. Para Mano, o Brasil tem de voltar a ser protagonista.
“O mundo está jogando o futebol mais parecido com o jeito brasileiro do que nós mesmos. O Paulo Autori, técnico e meu amigo, disse que preocupava muito a ele abrir mão do protagonismo de jogar futebol. Não se deve aceitar ser coadjuvante e jogar somente no erro do adversário”, disse ele, que estreia no cargo no próximo dia 10, contra os Estados Unidos, em Nova Jersey.
O amistoso deve marcar o início da “revolução” prometida após o fracasso na África do Sul, missão delegada aos muitos jovens que foram chamados na primeira convocação de Mano, como Neymar, Ganso e André. Porém, o ex-corintiano não fecha as portas para os veteranos. “Não vou excluir ninguém da Seleção porque não tenho esse direito. Temos grandes jogadores que jogaram a Copa do Mundo. O Brasil não venceu porque o futebol é assim, às vezes você não vence. Esses atletas não estão descartados, mas o ponto inicial, o mais importante nesse momento, é que os jogadores chamados tenham condições de chegar lá (2014)”, declarou.
Mano aproveitou para explicar que o jogador que se disse despreparado para servir a Seleção não participou do Mundial. “Eu nunca disse que o jogador havia disputado a Copa e nem disse que eu gostaria de convocá-lo. Fiz uma consulta, liguei diretamente para os jogadores e um deles disse que estava voltando de lesão e ainda não estava preparado”, completou, negando a possibilidade de Kaká, Júlio César ou Maicon terem recusado o convite. (Com informações de ESPN e G1)

No discurso, uma mudança profunda em comparação com o Capitão do Mato e o próprio Parreira. Agora, vamos ver na prática, mas estou bem impressionado com a postura do novo técnico. Desejo sucesso na empreitada.

3 comentários em “Brasil não pode ser coadjuvante, diz Mano

  1. Quem assistiu a entrevista do Mano Menezes ontem no programa do JÔ, deve ter ficado mais tranquilo quanto ao destino da seleção. Suas explicações, inclusive sobre o questionado Jucelei, acho que esse o nome, foram convicentes, basadas em planejamento. Com Ramalho não seria diferente, mas mano é mais sociável e neste aspecto deu banho neste encontro. Jô vez por outra cutucou indireta Dunga e chegou a dizer a agardecer a Deus a Deus, se referido a escolha do novo técnico.

  2. Não sou chegado a ouvir longas entrevistas. Ontem , sem precisar da paciencia, acompanhei com interesse o depoimento de Mano Menezes no programa Bem Amigos. Gosteii do que ouví. Forma e contedudo, agradaram-me. Ouví idéias novas expostas com lucidez e sinceridade . Mesmo quando provocado a dar opiniões em assuntos que lhe fogem a competencia soube tangenciar. Esperanças à vista no horizonte do futebol brasileiro. Após o programa, entendi que a seleção saiu ganhando com a troca de ultima hora (treinador). No momento Mano é a melhor opção. Para treinador da seleção brasileira não basta os conhecimentos das quatro linhas.
    Mano reconheceu que política é fundamental e está presente em todas as relações.
    Deu a entender que conhece bem o terreno onde está pisando, mostrando sabedor dos limites da competencia de suas atribuições, contrariamente a outros que entendem ser os donos das verdades e dos clubes. Tomara que Mano alcamçe 2014.
    É muito cedo para as estereis discussões de sistemas e esquemas, coisas que muitos gotam e poucos entendem . Os dias virão, espero pelos melhores.

  3. COMPLEXO NÃO, INVEJA SIM.
    Matéria das melhores mostrando a grandeza esportiva, administrativa e tudo o mais, do Real Madri, deixou-me a certeza que os nossos clubes estão anos-luz atrás do grande clube espanhol. Reconhecido pela FIFA como o clube cujo futebol é detentor do maior número de conquistas espanholas (dentro e fóra ) fica a certeza que nada foi por acaso ou por golpe de sorte. Os feitos são consequencias naturais do planejamento, organização à serviços dos objetivos. Fundado como Real Madrid, perdeu a realeza com a chergada da República e reaquirida depois com a restauração da monarquia espanhoal que reeditou o título de REAL MADRI. Nossos clubes não precisam o titulo real, precisam sim da REALidade para vencermos as barreira do atraso fóra das quatro linhas.

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