Por Adauto Santos, engenheiro civil (adautosz@gmail.com)
Gostaria de manifestar meus comentários a sua pessoa, que considero uma das poucas pessoas lúcidas como comentarista esportivo de nosso Estado, a respeito de tudo o que tem se passado em nossa Belém desde a apresentação da proposta da “troca” do Baenão pela Arena do Leão. (…) Sinceramente, Gerson, precisamos de mais profissionalismo em nossa imprensa esportiva. Em todo os setores produtivos existe o que chamamos de “Renovação”, e isto já está mas do que atrasado no jornalismo esportivo de nossos meios de comunicaçãos. Vamos dar oportunidade para gente nova que está aparecendo por ai, cheio de ideias novas e conhecimentos atualizados.
Também colocar que a imprensa deve ter papel importante na divulgação de declarações de colaboradores do Remo e não publicar comentários de sentido pejorativo e de que nada agregam valores a análise da proposta, apenas com único intuito de tumultuar e não levar de forma séria um questão de tão importância ao futuro do clube. Como exemplo, a matéria de hoje no Bola das declarações de um ultrapassado conselheiro, Israel Vasconcelos.
É preciso que a diretoria do Remo, firme compromisso com a sociedade de que o assunto será tratado com a maior transparência e profissionalismo que o assunto merece. Lembro que este tipo de empreendimento já está sendo seguido por vários clubes deste pais e é a melhor opção de planejamento a longo prazo.
Comento também sobre sua coluna de hoje, 11/12, no Bola. Me permita discordar de alguns de seus comentários: o projeto da Arena do Leão não pode ser considerado para sanar todas as dívidas do Remo e sim ser colocado como uma das ações planejadas, como também a do sócio torcedor, que terão que ser implantadas no planejamento do Clube. Não podemos nos agarrar a uma unica saída e sim a um gama de projetos futuros e ambiciosos.
Quanto à aquisição do terreno, deixemos as partes envolvidas, Clube do Remo e construtora tratarem do assunto, assim evitaremos especulações desnecessárias que só fazem prejudicar ao andamento do projeto. Acredito que as partes, principalmente a construtora, deve ter bastante conhecimento do assunto, já que a aquisição do terreno faz parte da proposta no que se refere a valores financeiros.
A entrega do Baenão com 50% da capacidade de público na Arena, temos que ver que a construtora precisa também ter fôlego financeiro para cumprir sua parte. O prazo deve ser tratado com um cronograma físico x financero que o empreendimento merece. É preciso eliminarmos engenheiros de última hora.
No caso do patrocínio acredito que o valor apresentado é o que o clube já recebe de outros patrocinadores, veja que não é exclusividade. Permita-me mais uma vez discordar das palavras empregadas por você: temerária e obscura. O processo apenas começou, os detalhes deverão ser tratados a partir de agora, bem como as negociações sempre de forma coerente, planejada e serena como é a proposta feita por uma das mais sérias e competentes empresas do ramo de construção em nosso Estado.
Gostaria por último lhe pedir, ao formador de opinião que você representa a sociedade deste Estado, que sempre procure manter o assunto da Arena do Leão de forma mais profissional possível, como sempre o faz, e solicitar aos profissionais da imprensa de sua empresa o mesmo.
Adauto, Parabéns, concordo com 99% do que vc escreveu. Penso, que, se não posso ajudar, porque vou atrapalhar? Sinceramente, hoje, nem ía tocar mais nesse assunto, pois, continuo dizendo, é uma pena, que uma pessoa tão importante na mídia, como é o Gerson, não consiga enxergar que esse projeto é a solução para o engrandecimento do Remo e, digo mais, se o Paysandu não seguir a mesma linha, vai ter que alugar o Mangueirão ou a Arena do Leão para jogar, daqui a uns 5 anos, anotem.
DA COLUNA DE HOJE:(ENTRE OUTROS ABSURDOS, TIREI ESSE:
” A pendência fiscal deve ser transformada em bônus superior a R$ 3,5 milhões. E o débito com o IPTU simplesmente não existe porque o Remo mantém a prática de cinco esportes olímpicos, como reza a lei. Isso foi dito pelo Amaro, várias vezes e, lendo na coluna do Gerson, ficou parecendo que o Amaro omitiu isso, ou disse que ía pagar com o dinheiro da venda, um absurdo. O pior, pelos comentários dos amigos blogueiros, é que acreditaram no que leram, sem sequer checar. Brincadeira?
– Esse 1%, Adauto, é que, apesar de só ter 44 anos, mas penso que a capacidade de ser moderno, não está na idade, e sim, no interesse de cada um em querer se atualizar, sempre. Grande abraço.
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Caro Cláudio,
A consideração e o respeito que tenho por você e pelos demais blogueiros me obrigam a lhe alertar para um detalhe fundamental: não faço especulações, baseio-me em informações. Tudo o que está dito na coluna ocorreu, de fato, na esdrúxula apresentação que, ao invés de esclarecer sobre a proposta de compra, desmentiu as afirmações do presidente. Vamos aos fatos, resumidamente. Ponto 1: o AK dizia que, além do estádio pronto, a compradora iria dar R$ 15 milhões ao clube. Na verdade, o consórcio informa que só vai entregar metade do estádio, pega o terreno do Baenão e só depois conclui a Arena, SEM PRAZO DEFINIDO. Ponto 2: AK dizia que o terreno para o novo estádio seria comprado pela empresa compradora. A verdade: o Remo terá que desembolsar, do dinheiro a que terá direito (R$ 14 milhões, inicialmente), a quantia para comprar o terreno, cujo local é incerto – pode ser no Tapanã, na Alça Viária, em Icoaraci ou em Marituba. Ponto 3: AK dizia que o Baenão só seria entregue depois do novo estádio pronto, certo? Mentira. O consórcio ficará logo com a área do Carrossel e das quadras de areia, lá do lado da Antonio Baena. Ponto 4: o AK disse, ao assumir, que a dívida do Remo era de R$ 6 milhões; meses depois, subiu para R$ 11 milhões e nos últimos tempos diz que era R$ 27 milhões (!!!), mas que ele conseguiu reduzir para R$ 15 milhões. Advogados do próprio Remo garantem que a dívida, como está na coluna, não ultrapassa R$ 3 milhões. E o clube terá, sim, direito a um reembolso de R$ 3,5 milhões do INSS (que AK nunca propalou, Cláudio). Esses, como você vê, são os maiores absurdos da história da fantasiosa negociata do Baenão. Existem outros que informarei a partir de terça-feira – com documentação, se assim for preciso. Respeite as pessoas e, principalmente, profissionais sérios. Defendo ideias e não me envolvo em negócios ou participação em comissões – como também não sou candidato a deputado. Pense nisso.
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E mais, Adauto, a imprensão que passa é que essas pessoas, nunca comprariam um imóvel, na Planta, com medo que a Construtora não entregasse, uma vez que estão dizendo, que quando construírem 50% da obra, nunca mais acabarão. Brincadeira?
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A preocupação com a entrega da obra pronta, meu caro, é procedente. Afinal de contas, que cuíra é essa para vender um patrimônio se o comprador pretende pagar em prestações a perder de vista. Pelo que o AK fala, o Remo precisa desesperadamente desse dinheiro para pagar as dívidas (aquelas que só ele vê). Se há pressa por que vender em parcelas tão amigas? E a desconfiança é normal, afinal trata-se do principal patrimônio do clube. Alguém tem que zelar por ele – pelo que sei, o presidente deveria ser o primeiro a ter esse tipo de preocupação e seriedade.
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Gerson, sempre pretendi a discussão dos problemas maiores do esporte paraense, embora a maioria entenda desimportante. Apesar da idade, vou enfrentar a genialidade arriscando opinioes que talvez não encontrem acolhida.
Primeiro. O que pretendemos para Remo e Paissandu ? – clubes apenas futeboliticos. A grandeza regional dos clubes não foram formadas apenas no Baenão e na Curuzú. Alguns tornaram-se torcedores por admirarem outros esportes praticados nesses clubes e que nada tinham a ver com o futebol.
Aliás, o futebol e só o futebol é responsavel por todas essas aflições. Se acabar com o futebol naõ resolve o problema, também o problema não será resolvido com a venda dos
ativos dos clubes. A discussão é antiga e provo.
Na decada de 70, Paulo Castro, Pte. do Paissandu, recebeu proposta séria e tentadora para vender a Curuzú, os conselheiros rechaçaram.
A Curuzú continua bicolor e servindo ao clube.
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A questão, amigo Tavernard, é que as propostas (verdadeiras ou não) estão sempre abaixo da linha digna que um patrimônio como o do Clube do Remo merece. É assombroso que um presidente, eleito para resguardar os interesses do clube, pareça empolgado com proposta tão frágil e obviamente danosa à agremiação. Mais que isso: um presidente que, ao se candidatar, na longa lista de projetos que apresentou, omitiu a intenção de vender (que ele prefere chamar, tucanamente, de “permutar”) o estádio. Por isso, sua menção ao episódio envolvendo Paulo Castro é das mais oportunas. Aliás, reafirmo aqui o respeito pela cúpula dirigente (e deliberativa) do Paissandu: que eu lembre, em 32 anos de exercício da profissão, jamais apareceu algum aloprado no clube propondo o disparate de vender estádio ou sede – e olha que propostas pelo prédio da avenida Nazaré não faltaram ao longo dos últimos anos, partindo de grande grupo de comunicação da terra, interessado em expandir propriedade naquele perímetro. É justo ressaltar que o clube manteve-se firme no propósito de resguardar seu bem imóvel. Isto é responsabilidade, grandeza e comprometimento. Por isso, associar esse respeito ao próprio patrimônio a um suposto retrocesso trai pensamento açodado e sem amparo na sensatez.
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Sr. Adauta, parabenizo vc pelos seus comentários. Sempre acreditei que o futebol paraense precisava de um pouco de planejamento e profissionalismo e encaro da mesma forma que vc e outros blogueiros que acreditam neste projeto de mudança com grande perspectiva de alcançar novos ares, no terreno do futebol, no futuro, lembrando que este tipo de planejamento é a longo, mais, muito longo prazo.
Não moro em belém, já tem uns três anos, sou torcedor do leão e sempre acompanho este blog. Outro dia tive a ideia de mostrar um post deste blog sobre a venda do baenão para três amigos do trabalho, um de recife um de minas e outro paulista (sendo estes engenheiros e geólogos, rodados mais muito rodados por este brasil) e foi incrivel a reação deles, avaliaram de forma positiva a venda do baenão. Somente um deles conhece belém, então tivemos que apresentar para os outros a nossa belém através de imagens de satelite e fotos, de maneira que podessem opinar sobre os possiveis locais para a implantação do empreendimento, levamos é claro em consideração varios pontos (crescimento da RMB com projeção para 10 e 20 anos, viabilidade do projeto para o remo e sua torcida, inchaço da RMB, em fim varios itens..) para que podessemos opinar finalmente sobre o bater do martelo… vender ou nao vender e a resposta foi VENDER. E mais, perguntaram quantos anos têm o leão… falei que já é centenário e então observamos que o meu leão tá perdendo é tempo.
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E digo mais, caro Tavernard, por quem tenho um grande respeito, assim como pelo Gerson, vou colaborar com o seu pensamento e, acrescentar: ‘ A Curuzu, continua Bicolor e, o que é melhor, linda maravilhosa, cheirosa, sempre acompanhando a modernidade que a fifa exige, nos dias de hoje. Foi apenas um sonho meu, o Baenão e a Curuzu, nunca foram inviáveis, com campos modernos, cabine de Imprensa, então. Não, Não, foi tudo um Sonho. Ou seria pesadelo, de minha parte? Aliás, se Remo e Paysandu passarem para a 2ª fase da Copa do Brasil, jogarão em seus belíssimos Campos(Como pensa nosso intelectual Jornalista Tavernard). Penso, que acompanhar a modernidade, é coisa do passado e, o Passado, é coisa do Presente. Poxa, como estava Errado. Amaro, nada de vender o Baenão hein e, Papão, fique com a Curuzu, está tudo bem, como estava errado, meu Deus.
Vou te contar.
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Temos que nos modernizar, e o Clube do Remo busca isso, o que vai adiantar ficar com seu patrimônio mergulhado em dívidas cada vez maiores. Não temos que perder a oportunidade, ela bateu na porta do Remo e o AK está fazendo o melhor pelo clube, é esse pensamento que muitos conservadores deveriam ter ao invés de ficar no atraso…
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Prezado Cláudio. Jornalista sou, intelectual não. Sei que és paciente e generoso, pois contrário, passarias por cima das minhas blogueadas.
É bom aprofundarmos a discussão sôbre o patrimonio dos nossos clubes. Essa discussão quanto mais pública melhor. Não pode limitar-se aos Conselhos nem sempre Deliberativos. É uma questão que por sua natureza abriga o contraditório e é bom esse exercício de inteligência. Na década de 60 a febre dos grandes estádios impediu-nos de sugerir a valorização do Souza, Baenao e Curuzú com os recursos que construiram o Manguerião.
Belém se diferenciava de outras cidades cujos principais clubes não possuiam os próprios.
Mas isso é coisa do passado e o “bonde não tem linha Circular”. No passado tinha.
Dizem que o desafio do homem moderno é não ter ilusoes e não se tornar iludido (nao lembro agora o autor do pensamento.
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Grande Tavernard, jóia excelsa e rara da tribuna bretã. Sua experiência e lucidez são os argumentos que faltam aos arautos da modernidade, que buscam a inpiração à insídia pelo dilapidar da morada. A taverna, pois não, que é onde estão os bons vinhos… Quando os sonhos se tornarem feijões, estaremos longe e ainda amantes da bandeira tremuleja, da mesma forma como um vento faunístico a beija, sempre a sonhar… À Taverna et caverna…
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Em primeiro lugar, parabens pelo blog. Sou paraense, remista, mas moro em outro estado há mais de dez anos. Penso que mesmo que o Remo não tivesse nenhuma dívida, ainda assim teria que construir um novo estádio mais moderno com capacidade para 45 a 50 mil espectadores, pois a torcida do Remo é maior que a de muitos times da Série A, alguns até campeões brasileiros e merece uma casa digna do seu valor. Mas, penso também que de nada adiantará um estádio moderno se os atuais formatos das Séries B e C continuarem excluindo os times do eixo Norte-Nordeste. E aqui vai um alerta: se o atual formato continuar, é provável que em cinco anos não teremos mais que dois ou três representantes destas regiões na Série B. Alguém já percebeu que desde que a atual fórmula começou nenhum time grande rebaixado teve a menor dificuldades para retornar à elite? Na minha opinião as Séries B e C deveriam ser como a da segundona de 2001, ou seja, 28 times divididos em duas chaves de 14 equipes. Lembro também de ter lido naquele ano, reportagens da revista Placar elogiando a presença de público em nossos estádios (Remo e Paysandu dão show de público e futebol). Para finalizar, quero lembrar que não estamos na Inglaterra, somos um país continental, não temos trens e o transporte aéreo tem sérios problemas. Portanto, é preciso respeitar as diferenças regionais pois elas só favorecem os times do Sul e Sudeste.
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