Fifa resolve discutir escândalo da manipulação

A Fifa convocou nesta segunda-feira uma reunião extraordinária do seu Comitê Executivo para discutir, entre outros assuntos, o maior esquema de manipulação de resultados do futebol europeu. O encontro será realizado no dia 2 de dezembro, na Cidade do Cabo, na África do Sul. Cerca de 200 jogos de nove ligas nacionais, da Liga Europa e da Copa dos Campeões da Europa, todos disputados neste ano, são suspeitos de terem tido placares forjados para favorecer redes de apostas.

A operação policial começou meses atrás e contou com a participação de 300 pessoas na Alemanha. A cooperação internacional, que começou pela Inglaterra, ajudou a desvendar o esquema, que visou jogos de primeira e segunda divisões em países como Turquia, Bósnia, Hungria, Croácia, Suíça, Áustria e Eslovênia. (Da Folhaonline)

Papão vai extinguir divisão sub-20

O presidente do Paissandu, Luiz Omar Pinheiro, anuncia que o clube vai extinguir sua divisão de futebol sub-20 em 2010, abrindo mão inclusive de participar do campeonato paraense da categoria. LOP entende que no sub-17 já é possível avaliar se um garoto vai ou não vingar como jogador profissional, daí, na visão dele, a inutilidade do sub-20.

Para goleiro, torcida do Flamengo atrapalha

Atrás de um título que não conquista desde 1992, o Flamengo teve o apoio de mais de 83 mil torcedores na partida contra o Goiás, neste domingo, no Maracanã. No entanto, o incentivo se virou contra o Rubro-Negro. Tanto que, para o goleiro Bruno, a torcida acabou pressionando demais o time carioca. “Pela carência de títulos do nível do Campeonato Brasileiro, o torcedor acaba nos cobrando muito. O torcedor é importante, é o nosso 12º jogador, mas, às vezes, acaba atrapalhando”, afirmou o goleiro ao Sportv. O Flamengo estaria na liderança do Brasileiro caso vencesse o clube goiano, uma vez que o São Paulo perdeu para o Botafogo momentos antes do clube da Gávea entrar em campo. (Da ESPN)

O cara endoidou, sumano…

Pensata: Adeus, FHC

 
Por Leandro Fortes
 
Fernando Henrique Cardoso foi um presidente da República limítrofe, transformado, quase sem luta, em uma marionete das elites mais violentas e atrasadas do país. Era uma vistosa autoridade entronizada no Palácio do Planalto, cheia de diplomas e títulos honoris causa, mas condenada a ser puxada nos arreios por Antonio Carlos Magalhães e aquela sua entourage sinistra, cruel e sorridente, colocada, bem colocada, nas engrenagens do Estado. Eleito nas asas do Plano Real – idealizado, elaborado e colocado em prática pelo presidente Itamar Franco –, FHC notabilizou-se, no fim das contas, por ter sido co-partícipe do desmonte aleatório e irrecuperável desse mesmo Estado brasileiro, ao qual tratou com desprezo intelectual, para não dizer vilania, a julgá-lo um empecilho aos planos da Nova Ordem, expedida pelos americanos, os patrões de sempre.

Em nome de uma política nebulosa emanada do chamado Consenso de Washington, mas genericamente classificada, simplesmente, de “privatização”, Fernando Henrique promoveu uma ocupação privada no Estado, a tirar do estômago do doente o alimento que ainda lhe restava, em nome de uma eficiência a ser distribuída em enormes lucros, aos quais, por motivos óbvios, o eleitor nunca tem acesso.

Das eleições de 1994 surgiu esse esboço de FHC que ainda vemos no noticiário, um antípoda do mítico “príncipe dos sociólogos” brotado de um ninho de oposição que prometia, para o futuro do Brasil, a voz de um homem formado na adversidade do AI-5 e de outras coturnadas de então. Sobrou-nos, porém, o homem que escolheu o PFL na hora de governar, sigla a quem recorreu, no velho estilo de república de bananas, para controlar a agenda do Congresso Nacional, ora com ACM, no Senado, ora com Luís Eduardo Magalhães, o filho do coronel, na Câmara dos Deputados. Dessa tristeza política resultou um processo de reeleição açodado e oportunista, gerido na bacia das almas dos votos comprados e sustentado numa fraude cambial que resultou na falência do País e no retorno humilhante ao patíbulo do FMI.

Isso tudo já seria um legado e tanto, mas FHC ainda nos fez o favor de, antes de ir embora, designar Gilmar Mendes para o Supremo Tribunal Federal, o que, nas atuais circunstâncias, dispensa qualquer comentário.

Em 1994, rodei uns bons rincões do Brasil atrás do candidato Fernando Henrique, como repórter do Jornal do Brasil. Lembro de ver FHC inaugurando uma bica (isso mesmo, uma bica!) de água em Canudos, na Bahia, ao lado de ACM, por quem tinha os braços levantados para o alto, a saudar a miséria, literalmente, pelas mãos daquele que se sagrou como mestre em perpetuá-la. Numa tarde sufocante, durante uma visita ao sertão pernambucano, ouvi FHC contar a uma platéia de camponeses, que, por causa da ditadura militar, havia sido expulso da USP e, assim, perdido a cátedra. Falou isso para um grupo de agricultores pobres, ignorantes e estupefatos, empurrados pelas lideranças pefelistas locais a um galpão a servir de tribuna ao grande sociólogo do Plano Real. Uns riram, outros se entreolharam, eu gargalhei: “perder a cátedra”, naquele momento, diante daquela gente simples, soou como uma espécie de abuso sexual recorrente nas cadeias brasileiras. Mas FHC não falava para aquela gente, mas para quem se supunha dono dela.

Hoje, FHC virou uma espécie de ressentido profissional, a destilar o fel da inveja que tem do presidente Lula, já sem nenhum pudor, em entrevistas e artigos de jornal, justamente onde ainda encontra gente disposta a lhe dar espaço e ouvidos. Como em 1998, às vésperas da reeleição, quando foi flagrado em um grampo ilegal feito nos telefones do BNDES. Empavonado, comentava, em tom de galhofa, com o ex-ministro Luiz Carlos Mendonça de Barros, das Comunicações, da subserviência da mídia que o apoiava acriticamente, em meio a turbilhão de escândalos que se ensaiava durante as privatizações de então:

Mendonça de Barros – A imprensa está muito favorável com editoriais.

FHC – Está demais, né? Estão exagerando, até!

A mesma mídia, capitaneada por um colunismo de viúvas, continua favorável a FHC. Exagerando, até. A diferença é que essa mesma mídia – e, em certos casos, os mesmos colunistas – não tem mais relevância alguma.

Resta-nos este enredo de ópera-bufa no qual, no fim do último ato, o príncipe caído reconhece a existência do filho bastardo, 18 anos depois de tê-lo mandado ao desterro, no bucho da mãe, com a ajuda e a cumplicidade de uma emissora de tevê concessionária do Estado – de quem, portanto, passou dois mandatos presidenciais como refém e serviçal.

Agora, às portas do esquecimento, escondido no quarto dos fundos pelos tucanos, como um parente esclerosado de quem a família passou do orgulho à vergonha, FHC decidiu recorrer à maconha.

A meu ver, um pouco tarde demais.

Na pesquisa espontânea, Lula na cabeça

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece em primeiro lugar na pesquisa espontânea de votos para a Presidência da República em 2010, informa o levantamento divulgado nesta segunda-feira (23) pela CNT/Sensus. Lula, que não pode concorrer a um terceiro mandato, tem 18,1% das intenções. O governador de São Paulo, José Serra, aparece em segundo com quase dez pontos porcentuais de diferença, com 8,7%. A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, tem 5,8%; o governador de Minas Gerais, Aécio Neves, 5,8%; o deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE), 2,6%; e a ex-senadora e vereadora de Alagoas Heloísa Helena (PSOL), 1,4%.

TRANSFERÊNCIA DE VOTOS

Pesquisa CNT/Sensus mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pode transferir mais de 50% de votos para qualquer candidato apoiado por ele. Hoje, seria a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, pré-candidata do PT para a Presidência nas eleições de 2010. Do total de entrevistados, 31,6% disseram que podem votar num candidato apoiado por Lula e outros 20,1 % dos entrevistados disseram que só votariam num candidato do presidente. Do total de respostas, apenas 16% afirmaram que não votariam no candidato apoiado por Lula.

Serra mantém a liderança entre os possíveis candidatos à Presidência em 2010, mas teve queda de mais de sete pontos porcentuais em relação à pesquisa anterior, informa o levantamento CNT/Sensus. Serra aparece com 31,8%, contra 39,5% em setembro. Ele é seguido da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, com 21,7%. Em setembro, ela teve 19% das intenções de voto.

FHC REJEITADO

Metade dos entrevistados da pesquisa CNT/Sensus, divulgada nesta segunda-feira (23), não votaria num candidato à Presidência apoiado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso em 2010. O pocentual exato é de 49,3%, aponta o levantamento. Apenas 3% disseram que votariam em candidato apoiado por FHC e 14,2% afirmaram que podem votar num candidato apoiado por ele.

A pesquisa CNT/Sensus foi realizada entre os dias 16 e 20 de novembro com 2.000 entrevistados em 136 municípios. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos. (Do R7)

Pantera desmancha time campeão da Série D

Do blog d’O Estado do Tapajós

Enquanto os dirigentes do São Raimundo faziam proselitismo político, surfando nas glórias do título de campeão brasileiro da série D, os cartolas de outros clubes paraenses ficaram de olho no elenco do Pantera e conseguiram desmontar a equipe que foi a sensação do futebol paraense em 2009.

Ontem, em Tucurui, o Independente apresentou sua zaga formada por Filho e Preto Marabá, na vitória de 3 x 1 sobre o Time Negra, em Tucurui. Outro contratado, Kolt Marrone, ficou no banco. Déo Curuçá, outra peça importante no esquema do técnico Lúcio Santarém, estreou ontem em Cametá, e fez o gol da vitória contra o Castanhal.

Nesta semana, há rumores que outros jogadores não retornarão mais a Santarém e assinarão com outros times do interior do Pará. O Ananindeua, do técnico Valter Lima, está de olho em um lateral e um meio-campo.

Um campeonato do arco da velha

A expressão da moda é “mala branca”, desde que os jogadores do Barueri admitiram publicamente ter recebido um “agrado” do Cruzeiro para atrapalhar a vida do Flamengo. Como se previa, a situação não ficou devidamente esclarecida e desembocou em outras facilidades permitidas pela direção do próprio Barueri, que suspendeu os dois boquirrotos (atacante Val Baiano e o goleiro Renê) do jogo com o São Paulo, vencido pelo Tricolor no Morumbi com extrema dificuldade.

Entre dificuldades, vendidas ou não, para facilidades, compradas ou não, vai chegando ao fim o mais equilibrado – e emocionante -Campeonato Brasileiro da era dos pontos corridos. Há quem confunda equilíbrio com qualidade, mas o fato é que o nível da disputa é tão raso que os times da zona do rebaixamento normalmente criam imensos transtornos para os do G-4. A exceção é o Sport, que aparentemente não entrou em campo contra o Fluminense e ao que tudo indica não entrará mais contra ninguém nas duas rodadas que restam.

Quanto ao verdadeiro nível da disputa, uma perguntinha impertinente: qual desses quatro times é o que joga futebol mais convincente? São Paulo, Flamengo, Internacional ou Palmeiras? A não ser que o sujeito seja um fanático torcedor de arquibancada, a hipótese “nenhuma das opções anteriores” brilha no ar como a mais atraente, disparadamente. Nada contra a legitimidade do futuro campeão. É apenas questão de mostrar ou não um bom futebol. E, a essa altura, periga dizer que o Fluminense, da turma lá de baixo, é o que tem o mais reluzente padrão de todos os 20 times disputantes.

Quanto à livre circulação de malas, como é praxe em torneios nacionais (e internacionais), a dúvida é saber ao certo a verdadeira cor da bagagem. Alguns resultados fazem crer, pela extrema moleza exibida, que a mala pode ser bem mais escura. A tendência, aliás, é que esse novo tom prevaleça nas duas rodadas que faltam, justamente as mais angustiantes e importantes de todas.

Coluna: Uma revelação paraense

Paraense de Conceição do Araguaia, o atacante Jóbson foi indiscutivelmente o grande nome da rodada anotando dois gols e participando decisivamente de todos os lances ofensivos do Botafogo no clássico com o São Paulo, ontem, no Engenhão. 

Ao passar a vista no currículo do jogador de 21 anos, disponível no site do Brasiliense, onde foi revelado, dá para perceber que é um daqueles muitos jogadores do sul do Pará que chegam a outros centros sem fazer escala no futebol de Belém.

Do mesmo jeito que o arisco Jóbson vários outros valores da região já percorreram o mesmo trajeto, quebrando a tradição de batismo obrigatório na dupla Re-Pa. Foi assim com o volante Marabá, que defendeu o Goiás e só no final da carreira estreou no futebol papachibé, e do meia Jeda (Jedaías Capucho Neves), santareno que é titular absoluto do Cagliari no Campeonato Italiano há três temporadas.

Jóbson, que alterou a maneira de jogar do ataque botafoguense e se destaca pela facilidade para o drible, é signatário de um acordo de risco com o Botafogo. Recomendado pelo técnico Estevam Soares, retornou do Jeju United (Coréia do Sul) e firmou contrato até dezembro deste ano, com uma cláusula curiosa: qualquer deslize extra-campo significará a rescisão automática do acerto.

Tudo isso porque, quando defendeu o Brasiliense, esteve envolvido em algumas “barcas” pouco recomendáveis, talvez pela inexperiência própria da idade. Tecnicamente, como tem demonstrado, é um atacante diferenciado e que se sobressai no insosso futebol ofensivo praticado hoje no país.

Como o futebol é pródigo em ressuscitar carreiras, Jóbson tem boas chances de apagar o passado polêmico e recomeçar pelo ponto certo. É jovem e tem estilo que une velocidade e ousadia, qualidades cada vez mais valorizadas no futebol atual. Só precisa ter a cabeça no lugar – e este talvez seja seu maior desafio.  

 

 

Pelas atuações na rodada inaugural da primeira fase do Parazão, quatro times confirmaram o favoritismo para conquistar o acesso à etapa principal do campeonato. Tuna, Cametá, Independente e Ananindeua são os times que mais se reforçaram para a disputa e os resultados referendam o esforço feito. Do grupo, somente o Ananindeua teve algum embaraço, vencendo o Bragantino por 2 a 1, em jogo que chegou a estar empatado, no Baenão.

Cametá e Independente ganharam seus jogos em campo inimigo, contra Castanhal e Time Negra, respectivamente. A Tuna disparou uma goleada sobre o Sport Belém, aproveitando a fragilidade da defesa adversária, mas apresentando boa presença de ataque, com a dupla Cássio e Ari.

O Santa Rosa também venceu na estréia (3 a 1 sobre o Vila Rica) e também se habilita a brigar por uma das quatro vagas em disputa.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta segunda-feira, 23)

Parazão abre fase com muitos gols

Muitos gols na primeira rodada da fase inicial do Campeonato Paraense. A Tuna goleou o Sport Belém, por 4 a 1; o Santa Rosa bateu o Vila Rica por 3 a 1 e o Time Negra perdeu por 3 a 1 para o Independente. Outro resultado de destaque foi a vitória do Cametá por 1 a 0 em cima do Castanhal na partida de abertura, realizada na noite de sábado no estádio Maximino Porpino, em Castanhal. Nos demais resultados, prevaleceu a boa performance dos atacantes que tiveram um bom aproveitamento em seus jogos, tendo como destaque o jogador Eric, do Santa Rosa, que marcou 2 dos 3 gols da sua equipe sobre o Vila Rica. 
         
Confira a primeira rodada do Parazão 2010:
Sábado

Castanhal 0 x 1 Cametá, em Cametá

Domingo

No Souza, Sport Belém 1 x 4 Tuna 
Na Curuzu, Vila Rica 1 x 3 Santa Rosa 
No Baenão, Ananindeua 2 x 1 Bragantino 
Em Marabá, Time Negra 1 x 3 Independente 
         
Classificação: 
         
1º Tuna – 3 pts saldo: 3 
2º Santa Rosa – 3 saldo: 2 
3º Independente – 3 saldo: 2 
4º Ananindeua – 3 saldo: 1 
5º Cametá – 3 saldo: 1 
6º Bragantino – 0 
7º Castanhal – 0 
8º Time Negra – 0 
9º Vila Rica – 0 
10º Sport Belém – 0

(Com informações da Rádio Clube do Pará)