Pensata: Dunga descarta Fenômeno

Por Wagner Patti

Em evento no Museu do Futebol, em São Paulo, o técnico Dunga deixou claro que não deve levar Ronaldo para a Copa de 2010. “Não tentem me induzir aos erros do passado”, disse.
Dunga não quer iludir o torcedor.

O treinador tem o grupo na mão, fechado com ele. A questão é saber o quanto de bola Ronaldo vai jogar no primeiro semestre do ano que vem, o tamanho do lobby pela presença do atacante, e se o ‘Presidente’, como o Fenômeno é conhecido no âmbito da seleção, ainda é unanimidade entre seus pares.

Um mal-estar entre os boleiros selecionáveis é tudo que Dunga deseja evitar. Foi colocá-lo no cargo justamente para botar ordem na casa, resgatar o nacionalismo canarinho, após a balbúrdia de 2006. Como ficou provado, de nada adianta ter um ‘Quadrado Mágico’, que viria a ser trágico, se não houver comprometimento. E envolvido com o treinador é o que esse grupo mais está.

A situação lembra a de Romário em 2002. A torcida queria o Baixinho na Copa. Felipão, não. Ele sabia que a presença do jogador representava a perda do elenco por entre os dedos, por isso enfrentou a situação de peito aberto.

4 comentários em “Pensata: Dunga descarta Fenômeno

  1. Gerson…é óbvio que o ronaldo merece só pelo futebol dele, mas em um ambiente onde a fogueira das vaidades precisa ser constantemente apagada, talvez dunga tenha razão. Por mais que a gente queira o fenômeno, o grupo tá fechado, pelo menos é a impressão que ele passa, e ronaldo iria atrair as atenções da mídia…tenho que admitir que a possível convocação de ronaldo me faria lembrar o que passamos na copa anterior, onde os recordes pessoais eram mais valiosos que o futebol eficiente, eu não aguentava o galvão falar de recorde de cafú, roberto carlos, etc…

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    1. Também dou razão ao capitão do mato, Leandro. Botar Ronaldo no grupo seria correr um risco desnecessário. Dunga está cabreiro em relação ao que houve em 2006 – que não foi culpa apenas do Fenômeno – e não quer a Seleção bagunçada como naquela Copa. Eu estive lá e vi muita coisa nos tais treinos abertos – nos quais, por sinal, ninguém treinava… Dunga faz bem em prestigiar os caras que estão com ele desde o começo. Sinto pelo Ronaldo, a quem vou admirar sempre pelo grande futebol mostrado até 2002, mas hoje ele não se comporta mais como um atleta.

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  2. O “Zangado” para substituir um jogador é burro, mas, na área do marketing, ele, não é. A ida do gorduchinho significa à sombra para o carente de bajulação. Se bem que esta característica não é só de Dunga, todos os técnicos, principalmente o de maior repercussão não aceitam que as estrelas do espetáculo (os jogadores) sejam mais visados pela mídia que eles. Um exemplo: o tal de esquema tático, para esconder o brilho do craque do time. Hoje, só não conseguem esconder os já consagrados mundialmente. Não estou dizendo que um bom esquema de jogo seja nocivo, o fato é que o tal esquema atualmente é uma ferramenta não mão de complexados para não deixar brilhar o talento, assim ele, o técnico será o cara da estratégia. O tal nó tático: empatando e ganhando de 1/2 a Zero e de mão.

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