Coluna: Uma aposta no escuro

O Paissandu, com seus 15 reforços, completou neste fim de semana um roteiro de seis jogos pelo interior do Estado num espaço de dez dias. Venceu cinco deles, o último seria neste sábado (a coluna, por razões industriais, fechou antes). Os resultados não contam. Além de testar a resistência e o preparo do elenco, o saldo da pré-temporada é quase zero.
Dificilmente, por exemplo, o técnico Nazareno Silva irá além de observações superficiais sobre o desempenho do grupo de jogadores. As condições dos campos não ajudam. O nível técnico dos adversários, também não.
A verdade é que os amistosos valem muito mais pelo lado financeiro, ajudando a pagar a folha mensal de salários. No sentido futebolístico da coisa, seria uma insanidade avaliar a qualidade dos novos contratados pelo que mostraram nas apresentações interioranas.
Como responsável direto pelas indicações, Nazareno demonstra ter plena confiança nos reforços. Deixa claro que não está em fase de testar ninguém. Todos já estão previamente aprovados, faltando definir somente quem será titular.
Pela freqüência com que aparecem na escalação, jogadores como Naldo, Josemar, Carlos Eduardo, Tácio, Humberto, Bruno Lança, Jhulian, Eanes e Robert devem ser efetivos no time que começará a temporada 2010. Os experientes Tácio, Bruno Lança e Eanes têm se destacado mais, confirmando a expectativa inicial.
No fim das contas, as apostas do treinador seguem no terreno da incerteza, dependendo de testes mais consistentes. Resta saber, a partir de agora, se o nível de exigência do treinador bate com as aspirações do torcedor e se está à altura da realidade do campeonato estadual.
Sem maior vivência no futebol paraense, Nazareno está sujeito a correr os mesmos riscos que já vitimaram outros treinadores forasteiros – Heron Ferreira, Baré e Sérgio Belfort são os fracassos mais recentes e memoráveis. 
 
 
Dois clássicos podem tornar o Brasileiro ainda mais embolado: Fluminense x Palmeiras e Atlético-MG x Flamengo. Em caso de vitória do Galo e tropeço palmeirense, o torneio terá três times empatados na primeira colocação, a quatro rodadas do fim.
O S. Paulo, que empatou com o Grêmio na quarta-feira, seria a terceira ponta do triângulo. Sem dúvida, um desfecho empolgante para um campeonato tecnicamente rebe-rebe, que tem no veterano Petkovic seu principal destaque individual. 
 
 
Contas que não fecham, celulares mal distribuídos, cenas de perseguição e envolvimento até de detetives particulares. Nos bastidores, a situação de um tradicional clube paraense começa a lembrar velhos filmes. A dúvida é quanto ao gênero – policial, romance ou comédia pastelão.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO deste domingo, 8)

5 comentários em “Coluna: Uma aposta no escuro

  1. O último parágrafo de 4 (quatro) linhas, tenta fazer uma abordagem ( … rsrsrs … )MISTERIOSA, contudo dar a devida VISIBILIDADE quanto ao ( …rsrsrs … ) PROTAGONISTA (único) da COMÉDIA PASTELÃO.

    Trata-se do próprio ESCRIBA, do próprio AUTOR do texto que faz por merecer o título de mais uma de suas ( …rsrsrs … ) SÁTIRAS, dessa vez denominada ( …rsrsrs … ): “UMA APOSTA NO ESCURO”.

    … rsrsrs …

    Enfim: Tem tudo a ver & haver com o GERSON NOGUEIRA.

    KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK !!!!!!!!!!!
    KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK !!!!!!!!!!!

    “SEGUE O JOGO, O JUIZ NÃO VIU !!!”

    KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK !!!!!!!!!!!

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