A atualidade de “Tristes Trópicos”

Por Nara Alves

O livro “Tristes Trópicos”, de 1955, o antropólogo belga Claude Lévi-Strauss (1908-2009), que morreu no último domingo (1), descreve o seringueiro da Amazônia como um “cliente”. O nome foi dado porque o trabalhador era também consumidor do armazém da zona onde se instalava. O autor francês encontrou no seringal um “território impreciso, concedido por uma vaga autorização do governo, não a proprietários, mas a patrões”. A Amazônia que Lévi-Strauss conheceu há mais de meio século ainda existe, com seus “clientes” e “patrões”. Mas o controle territorial e as funções de cada personagem mudaram e a nova realidade convive com o passado registrado no livro.

Hoje, 45% da floresta têm um estatuto definido se somadas às terras indígenas, segundo a organização ambiental World Wide Fund For Nature, a WWF. Isso não significa que o Estado exerça o controle territorial de fato, por meio de fiscalização e proteção, mas é o começo de uma mudança que, aos poucos, deve se tornar cada vez mais significativa. Além do aumento das terras com estatuto, 74% das áreas protegidas em todo o mundo desde 2003 estão no Brasil, especialmente na Amazônia, de acordo com um estudo publicado na revista Biological Conservation. 

A pesquisa realizada por Clinton N. Jenkins e Lucas Joppa, da Universidade de Maryland, mostra que em 2003 havia 114 mil quilômetros quadrados de área protegida. Hoje são 704 mil km² no planeta, sendo que 524 km² estão em terras brasileiras. O maior controle sobre a Amazônia brasileira resulta na redução do índice de desmatamento. No último ano, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) registrou uma queda de 55% no ritmo de desmatamento da floresta, alcançando a taxa de 12,9 mil km² destruídos ao ano. Pode parecer pouco, mas a área equivale à metade do Estado de Alagoas.

6 comentários em “A atualidade de “Tristes Trópicos”

  1. É bom atentar para esses “arautos” da preservação da amazônia, a serviço dos dilapidadores do patrimônio internacional. Todo mundo mete o bedêlho na amazônia, criam modêlos de preservação, sempre, é claro, preservando o direito DÊLES, de continuar locupletando-se da expoliação das riquezas dos países em desenvolvimento.
    Mas, a tática mudou, muito brasileiro babaca não percebeu e continua servindo de pau mandado, defendendo o interêsse esbulhatório desses abutres, senão vejamos.
    Desde os primórdios da história de ocupação do planeta terra, pela raça humana, as conquistas de territórios e apropriação das riquezas dos invadidos, roubados, assaltados e vencidos, por fim, aconteceu através das guerras convencionais, aquelas de contato digamos assim, que evoluiu consideravelmente com o desenvolvimento das tecnologias, processo que encareceu sobremaneira tal empreendimento, e esses custos não são só financeiros, incluem-se aí os morais, as vidas perdidas, os apoios políticos e os desgastes advindos, enfim são muitos os ônus a arcar em se mantendo a metodologia tradicional, os EUA, que o digam; aí camaradas é que surge o nôvo agente dominador, chamado de IDEOLOGIA que são implementados nos países em desenvolvimento através das ONGs, onde cito a WWF, Greenpeace, protetores dos indios, de perereca de cachorro de rua, toda diversidade de interêsses espúrios concentran-se na amazônia, através de ONG’s cada uma com sua ideologia, dizem, para preservá-la, então eu pergunto, preservá-la de quem e prá quem? se o homem da amazônia está sendo expulso das florestas onde nasceu e viveu até então? se o nativo da amazônia só caça e pesca para comer e subsiste do extrativismo e pratica um comércio ainda na base do escambo, para adquirir aquilo que não produz que consite ainda no tradicional fósforo, querosene, sal, açúcar, café, jabá, confecções, é muito cômodo prá nós urbanos, que usufruímos os benefícios da eletricidade, água tratada, transporte, emprêgo, todo final de mês cai na conta corrente o dindin nossso de cada dia, é muitíssimo fácil ficarmos aqui falando de preservação de animais em extinção e espécimes de peixes e outras variedades mais, criando leis que impossibilitam quem mora no mato de continuar lá e, sobrevivendo da única forma que sabe.
    Na reserva mamirauá, no estado do amazonas, que muita gente canta em prosa e verso como modelo de preservação que deu certo, existe uma particularidade no mínimo interessante prá não dizer revoltante; é que o nativo solteiro, morador daquela reserva, previamente cadastrado quando da implantação daquela reserva, só poderá ali continuar vivendo, se ao contrair matrimonio escolher sua parceira dentre as existentes naquela comunidade, se o coitado não nutrir simpatias nem desejos por suas primas, pois geralmente esses aglomerados humanos no interior da selva são familiares, ele poderá buscar a sua cara metade onde bem entender, porém, se a eleita não for nativa daquela reserva (onde constam diversos aglomerados humanos) ele terá de procurar abrigo em outra freguesia, não poderá residir ali onde ele nasceu e viveu até então, pois a companheira dêle não está cadastrada como moradora original daquela reserva, dizem que é controle populacional, pois a reserva não pode aumentar o número de moradores, senão perde a sustentabilidade, compreensível não? digam-me uma coisa; daqui a cinquenta anos de quem será aquela terra? haja vista que a população originalmente cadastrada já haverá morrido e ou, se mudado para as perifeerias dos grandes centros urbanos da região? expulsos que foram pelo belo modêlo de preservação adotado? o caboclo da amazônia sofre privações de toda ordem, com as imposições externas contra a devastação e no entanto não foi ele quem inventou a motoserra e nunca ví o grenpeace tomar de assalto as fabricantes de motosserra STHIL, a HUSQVARNA, a CATERPILAR, fabricante dos terríveis tratores D8, que arrasam as florestas utilizando correntes, nunca ouvi o WWF condenar essa turma se alguém tem alguma notícia a respeito, por favor divulgue neste blog. portanto gente, é muito, mas muito interessante mesmo, ficar alerta contra as sutilezas e filigranas que esse intrusos utilizam, a tática mudou, eles se fazem passar de lindos cordeiros, no entanto, são perigosos e vorazes devoradores e dilapidadores do patrimônio alheio e ainda nos tacham a pecha de destruidores da amazônia.
    É por essas e outras atitudes de Nacionais, que me lembro de um fragmento de um samba da década de 70,
    ” do you like samba, i love you…….
    Eu conheço muita gente,
    que querendo ser prá frente,
    bota a cara prá quebrar;
    compra disco brasileiro,
    pensando que é estrangeiro,
    e vai prá casa se esnabar.
    Não sei por quê, esse fragmento de samba, lembra-me algums compatriotas meus, que associam-se e contribuem financeiramente, inclusive, com essas Organizações; já perceberam os brinquedinhos que eles tem? helicópteros, navios, lanchas e veículos anfíbios até, e tem a mídia mundial filmando e divulgando as peripécias dos riquinhos das europas e das américas do norte;e como tem gente que acredita em ideais, partindo DÊLES.
    Te dizer sumano.
    Por hoje é só, passou até a fome e olha que desde as duas e meia da manhã estou acordado. acordado

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  2. Acordado, inutilmente, pois para escrever esse monte de bobagens provincianas e arcaicas que refletem o tal mito da “internacionalização da Amazônia”, seria melhor estar dormindo. O discurso do nacionalismo militar da ditadura era bem melhor do que esse. Gastou tempo e teclado!

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    1. Internacionalização da Amazônia é um mito? Como assim Cássio? Vale lembrar que o “Nacionalismo” dos militares abriu as pernas da Amazônia ao capital estrangeiro. E como o governo militar realmente aconteceu (os livros e as testemunhas oculares estão aí para contar a história) logo esse processo de exploração e “abertura” da região ao “investimento” estrangeiro ocorreu também… não é mesmo?
      PS: aliás, este processo ainda está em curso…

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    2. Não perdi tempo nem teclado caro Cássio, aliás, tempo não se perde, uma vez que ele é constante, quanto ao tal mito de internacionalização da amazônia , a cujo assim te referes, gostaria de saber qual a tua certeza que tal fato não está ocorrendo; as notícias veiculadas na globo? no fantástico? se são esses os canais de informação tão acreditados por ti, camarada, lamento muito por teus netos e bisnetos(generoso tá???) pois serão eles a sofrer os efeitos, do teu pouco caso, mediante tão grave situação; mas, fica tranquilo, talvez tu já não mais estejas neste planeta, quando isso se consumar, esquentar a cabeça por que então né????

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  3. A extravagância das Ongs se dá pelo fato de que os orgãos regulatórios das esferas: federal, estadual, municpal e distrital. Não cumprirem o seu papel.
    Outro fator que favorece essas distorções entre a preservação da floresta e o ribeirinho, é que, quando das discursões do Protocolo de Kyoto os amazônidas (aqueles que conhecem a realidade da região) não foram ouvidos, por consequência, temos presenciados desarranjos na forma de tratar os nativos.
    O que eu puder fazer para ajudar nesta questão, talves não me traga os benefícios, mas, para meus filhos, netos e…etc, disso estou certo. Parece até egoísmo, pensar neste momento só neles, no entanto esse é apenas um dos motivos que me faz acreditar que vale apena.

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    1. Valeu Falconi, continua lutando camarada, nós passaremos e o planeta continuará, cosequentemente nossas descendentes gerações; então teremos de deixar-lhes uma Amazônia rica, farta, agradável e soberana, como a que agora temos e usufruimos.
      Boa tarde.

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