Trancinhas de Vagner Love em debate

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Há muito tempo que fico embatucado com a tolerância que a Fifa dá a esses arranjos de cabelo que muitos jogadores usam, alguns pontiagudos e que parecem guinzos, capazes de ferir seriamente um colega de profissão na disputa de uma bola aérea, por exemplo. Nem a propósito, no clássico de domingo entre Palmeiras e São Paulo o atacante Vagner Love, principal expoente da onda das trancinhas multicoloridas, envolveu-se em diversos lances na área corintiana com as tranças todas espalhadas, parecendo uma medusa.

Além da presepada óbvia – os fãs desse tipo de adereço que me perdoem o azedume -, entendo que os árbitros que recomendam a retirada de brincos e cordões deveriam também vetar esses penduricalhos de potencial perigo. No blog do Juca Kfouri (link ao lado), a questão foi levantada por um leitor. Será que só será baixada uma proibição quando uma das esferas de plástico acertar o olho de alguém ou engatar na orelha de um zagueiro? Ao mesmo tempo, penso que o acessório capilar permite a beques mais rústicos dar um providencial puxão na hora de uma corrida em busca da bola.

3 comentários em “Trancinhas de Vagner Love em debate

  1. Gerson, também discordo desses adereços em campo, mas normalmente jogadores que se preocupam demais com os cabelos, não jogam nada.

    Não lembro de nenhum craque, que fosse realmente craque, que se importava tanto com os cabelos, até no futebol atual, não consigo lenbrar de nenhum jogador que se preocupe tanto em manter os cabelos arrumados jogar bem.

    Iniciei minha vida como torcedor nos anos 70 e não lembro de ter visto nos anos 70/80 esse tipo de presepada.

    Lembro bem que na copa de 86 no México no primeiro jogo do Brasil, o Dr. Sócrates entrou em campo com uma faixa na cabeça, mas esse podia fazer qualquer coisa no cabelo pois era realmente craque.

    O que não pode é ese bando de Cabeça de Bagre querer aparecer fazendo trança e outras coisa mais no cabelo querendo aparecer mais que os outros jogadores.

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  2. Nunca vi dizer que enfeitar os cabelos daria menos ou mais habilidade a qualquer jogador. Por mim, desde que não prejudique ninguém, os caras podem fazer o que bem entenderem nos cabelos. Francamente, não vejo nada demais nisso.

    Pra mim, mais estranho é ver jogador não comemorar gol porque foi feito em cima de um ex-clube, como fez o Fred ontem. Um gol salvador e o ele fazendo cara de que tinha cometido uma falta contra o Cruzeiro.

    De última!

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