O clone de Luxemburgo

Do blog do Paulinho

Mano Menezes é um Luxemburgo disfarçado.

Envolvido em transações de jogadores, o treinador é daqueles que calcula muito o que vai falar. E quase sempre se dá bem. Menos quando é flagrado em um momento de nervosismo, ou até de relaxamento. É nesta hora que a verdade surge, e a máscara cai.

Em um passado não tão distante, o treinador corinthiano ofendeu um companheiro de profissão, ao citar um momento trágico de sua vida, no intervalo de uma partida. Com o sorriso amarelo, no outro dia, Mano Menezes tentou amenizar sua declaração. A imprensa amiga, tratou de esquecer.

Mas ontem, novamente, ele faltou com respeito a um profissional. E recebeu uma resposta à altura de sua idiotice. “Você é interino, seu técnico é o Muricy. Deixa eu falar com o árbitro” – foram as palavras de Mano Menezes, na clara tentativa de desvalorizar o trabalho do oponente.

Milton Cruz não deixou por menos: “Você ganhou o que? Eu sou tri-campeão do mundo”. “Sou funcionário do clube há 15 anos e não tenho suspeita de p… nenhuma”.

Fez bem. É nos momentos de sucesso que o caráter verdadeiro do ser humano aflora. Mesmo daqueles que costumam esconder sua verdadeira personalidade. Este é o caso do treinador corinthiano.

4 comentários em “O clone de Luxemburgo

    1. É, Marcelo, de fato é precipitado julgar alguém por um ou outro fato isolado. Na verdade, o texto que postei serve para que se observe melhor o estilo Mano, bastante elogiado pela mídia paulistana, que normalmente desce a ripa no Luxemburgo. A idéia foi traçar um paralelo.

  1. Gerson,

    Mano Menezes é daquele tipo de treinador que se envaidece, pois surfa no oba-oba da imprensa, notadamente da imprensa paulista, que adora veicular tal clima de empolgação quando se trata do seu time querido (o Corinthians). Essa mesma imprensa que o classifica como “um dos melhores treinadores do mundo” será a mesma que se tornará a “porta-voz” da (Gaviões da) Fiel ao pedir sua cabeça mediante algum insucesso ou crise nos arraiais alvi-negros… principalmente se o treinador não conseguir, caso ainda esteja à frente do time, conquistar a Libertadores de 2010, o sonho de consumo da massa corinthiana e da diretoria do clube.

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