A tradição uruguaia

Vejo na TV (ESPN) interessante entrevista com os uruguaios Hugo de León e Rodolfo Rodriguez. Ambos fizeram história no futebol brasileiro, principalmente com as camisas de Grêmio e Santos. De León ficou marcado pela foto em que aparece ensanguentada com a taça de campeão da Libertadores. A mais pura tradução da famosa garra uruguaia. Rodriguez é protagonista daquela que, a meu ver, é a maior defesa de um goleiro no Brasil em todos os tempos: o bombardeio de chutes que defendeu, à queima-roupa, num jogo entre Santos e América de Rio Preto na Vila Belmiro.

Tranqüilos, os dois senhores falaram num português perfeito, quase sem sotaque, sobre o passado glorioso no Brasil e lamentando a situação atual (já nem é tão atual assim) do futebol uruguaio, que já foi potência no continente e primeiro ganhador de Copa do Mundo. Há Furlan no ataque e mais um ou outro jogador conhecido, mas no geral o time é limitadíssimo e busca se classificar nas eliminatórias para escapar à sina de disputar a repescagem contra o representante da Concacaf – que, desta vez, será o México.   

Sempre houve rivalidade com os uruguaios, basicamente em função do ocorrido em 50, mas jogadores de lá sempre tiveram excelente aceitação entre nós. Talvez porque tragam uma contribuição valiosa ao nosso futebol mais técnico: a raça característica do estilo uruguaio, incomparável no mundo da bola.

Foi bom rever os dois ex-jogadores, exemplos de um tempo em que o Uruguai revelava grandes zagueiros e excelentes goleiros.

3 comentários em “A tradição uruguaia

  1. Meu caro Gerson ele, o RR tambem é lembrado, e sempre, pelo gol que o mesmo pegou do Ronaldo, o fenomeno, quando ele larga a bola comemorando a otima defesa que acabara de fazer e o ”fofao” na epoca, magro, só empurra a bola para a rede…rsrsrs…

  2. Gerson,

    Vale lembrar também que o clássico Peñarol x Nacional é uma das maiores rivalidades do futebol mundial, além do mais o contraste entre os uniformes é muito bonito.
    Acho que o futebol uruguaio se apequeneou também devido sofrer de uma mal que durante muito tempo assolou o Campeonato Paraense: os times estão localizados, quase todos, em um único centro, Montevidéu.
    Lembro quando o Parazão era disputado quase que totalmente em Belém devido a ausência de times no interior do estado. Embora Remo e Paysandu montassem times de respeito (o que não ocorre hoje), o nível das demais equipes era sofrível.

Deixe uma resposta para Daniel Malcher Cancelar resposta