Movimento Vamos Subir, Papão

Recebo recado do amigo Glauco Lima, craque da propaganda e um indomável torcedor bicolor:

O Paissandu conclama toda a sua torcida para a campanha – Movimento Vamos Subir Papão.

Tô jogando junto!

Vai ter televisão, rádio, jornal, internet, brindes, sorteios, promoções, festas e eventos.

O clube está vivendo uma grande reestruturação e buscando profissionalizar todos os seus setores.

Entre as prioridades, a comunicação e o marketing, com gerências técnicas estimuladas através de premiação por resultados.

Com sorte, tudo ajuda

O gol mais esquisito do Brasileiro até agora. De Pedrão, do Barueri, contra o Sport.

Quando é para entrar até o vento ajuda.

Ontem, ao contrário, em Santo André, bola chutada pelo Victor Simões (Botafogo) bateu duas vezes na trave e não entrou.

Nilmar é o cara?

Vagner Mancini, técnico do Santos, diz na TV algo que já ouvi Ivo Wortmann comentar no ano passado.

Observa que o atacante transforma em lance perigoso quase todas as bolas que recebe, pois tem recursos para o jogo aéreo e os lances de chão.

Nilmar, do Inter, é hoje o atacante mais técnico e qualificado do futebol brasileiro.

Faz o papel do antigo ponta-de-lança, cujos principais expoentes na história do nosso futebol foram Tostão, Bebeto e Rivaldo.

Careca, Edmundo e Miller também atuavam, em certos momentos, dentro das mesmas características.

Gosto do jeito rápido e objetivo de Nilmar.

Aliás, nunca entendi sua ausência nas convocação para a Seleção, mas é justo dizer que é difícil entender quase tudo sobre o escrete.

Tenho dúvidas quanto à sua resistência física, mas este parece ser um problema superado.

No Inter bem reforçado de hoje Nilmar tem tudo para finalmente mostrar seu valor.

A derrota é sempre chata

Ninguém gosta de perder, obviamente, mas dois técnicos que dirigem grandes times de S. Paulo são extremamente parecidos nas reações pós-derrota.

Muricy Ramalho e Mano Menezes.

Quando perdem, o jogo normalmente é apontado como “chato”, fraco tecnicamente.

Muricy, do S. Paulo, saiu dizendo isso depois da derrota para o Flu, domingo, no Maracanã.

Mano Menezes, do Corinthians, falou mais ou menos a mesma coisa, após perder para o Inter, no Pacaembu.

Não seria mais simples admitir que perderam porque o adversário foi melhor, que futebol tem essa coisa tão simples, de ganhar e perder?

Um título em boas mãos

Foi a crônica de uma vitória anunciada. Há uma semana, todos sabiam que o título estadual já tinha um legítimo vencedor. O Paissandu, com a surpreendente goleada de 6 a 1 na primeira partida, liquidou a fatura por antecipação, sem dó nem piedade, como cabe a um time disposto a jogar sério e não dar chances ao imponderável. Com isso, restou para a final de sábado um gostinho de anti-clímax, pois era do conhecimento até do reino mineral que não havia chance real de reversão.

E aí aconteceu um troço interessante. Ciente de que a acomodação era perigosa, o Paissandu não brincou em serviço. Repetiu a mesma pegada forte do primeiro embate, procurando não dar espaço no meio-campo e pressionando a zaga do S. Raimundo desde os primeiros movimentos. Balão, Aldivan e Reinaldo eram os mais acionados e deram bastante trabalho nos primeiros 15 minutos.

Mais firme e cautelosa do que antes, a defesa santarena conseguiu sobreviver a alguns sustos e, aos poucos, o time todo foi ganhando confiança para desenvolver seu jogo. Michel, inicialmente preso à armação, começou a se soltar mais. Voltaram os passes rápidos, as esticadas para Hélcio na frente. Ali pelos 20 minutos, o equilíbrio já era predominante.

Até que, aos 31 minutos, depois de bons ataques, o veterano Luís Carlos Trindade abre o marcador para o S. Raimundo. Na condição de dono da festa, com 20 mil torcedores nas arquibancadas do Mangueirão, o Paissandu se lançou à frente em busca do empate, que veio dez minutos depois, pelos pés de Aldivan, após bonita tabelinha com Reinaldo.

No segundo tempo, com Vélber já em campo, o Paissandu desempatou aos 19 minutos, em cobrança de falta de Zeziel. Sem esmorecer, Garrinchinha voltou a empatar para o S. Raimundo, mas Zeziel voltou a balançar as redes, escorando escanteio batido por Vélber.

Aliás, é justo dizer que Zeziel, que já era um dos mais regulares jogadores do elenco, consolidou-se como o grande nome do Paissandu nas partidas finais. Cobrindo as ausências de Rossini (no primeiro jogo) e Vélber, ele se posicionou mais à frente e mostrou as qualidades que um meia-armador moderno deve ter: participação nas ações ofensivas, com assistências e arremates, sem abdicar das tarefas de proteção. Além disso, marcou quatro gols nos dois jogos, o que é média de artilheiro de respeito.

 

A vitória coroou a campanha impecável do Paissandu, que não permitiu chances aos adversários ao longo de toda a disputa. Quando isso ocorreu, no returno, a situação nunca escapou ao controle. O time aproveitou 21 dias de folga na tabela para corrigir erros e melhorar o condicionamento. Entrou tinindo, voando baixo, na decisão.

Méritos da diretoria, que tratou o Parazão como prioridade. E do técnico Edson Gaúcho, pelo trabalho sério de montagem do elenco e definição do time. Além disso, a sacada de usar Vélber como segundo atacante foi fundamental na campanha.

O título não podia estar em melhores mãos.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta segunda-feira, 11/05)

Botafogo empata em SP

O Botafogo, de uniforme novo (da Fila), conseguiu um empatezinho contra o Santo André, em S. Paulo.

Nunes fez o gol dos donos da casa, no primeiro tempo.

O Botafogo botou pressão, mandou bola na trave no segundo tempo, mas não conseguia exercer um domínio pleno.

Até que, aos 39 minutos, Victor Simões desviou de cabeça um cruzamento de Eduardo e empatou. Ufa.

Virada e festa alviceleste

Gol de Zeziel, virando o placar sobre o S. Raimundo, sábado à noite, no Mangueirão.

As imagens, tiradas do Youtube, são de autoria de Paulo André Nunes.

Veja o golaço de Nilmar

Foi ou não foi uma pintura? Candidato a gol mais bonito do ano. Será que Dunga estava de olho no jogo ou vai preferir, como sempre, chamar o Jô ou o Vagner Love para a Seleção?

Senta que lá vem choro

Depois de correr como nunca e chegar como sempre (em segundo), Barrichello já ensaia as tradicionais desculpas.

Logo depois da bandeirada, falou que se surpreendeu com a estratégia de corrida utilizada pelo inglês Jenson Button, seu companheiro de Brawn e vencedor da prova deste domingo.

Barrichello largou muito bem, chegou a liderar o GP e, conforme a estratégia combinada com a equipe, foi três vezes aos boxes.

Já Button parou só duas vezes e acabou ganhando a disputa pelo primeiro lugar.

“Foi uma prova em que não dá para falar que fiquei desapontado. A gente tinha combinado três paradas e fiquei surpreso quando eles me contaram que o Jenson estava para duas [paradas]”, choramingou o brasileiro.

“Tenho uma pressão grande do meu lado, mas estamos fazendo de tudo. Tive um ótimo dia hoje, dei tudo do meu carro, mas a estratégia não funcionou. Tenho de continuar lutando”, acrescentou Barrichello, ressuscitando o discurso de “perseguido”, que tanto utiliza desde que foi coadjuvante de Schumacher na Ferrari.

Morre árbitro do milésimo gol

O árbitro Manoel Amaro de Lima, que entrou para a história do futebol ao apitar a partida em que o ex-jogador de futebol Pelé fez seu milésimo gol, morreu na manhã de sábado, no Recife, aos 62 anos, vítima de câncer.

Em homenagem a Manoel, todas as partidas do Campeonato Brasileiro deste domingo terão um minuto de silêncio.

No dia 19 de novembro de 1969, o árbitro ganhou prestígio ao apitar a partida entre Santos e Vasco, no estádio do Maracanã, onde Pelé, cobrando pênalti, fez o milésimo gol de sua carreira.

Durante sua vida, Manoel Amaro de Lima gostava de lembrar que passou a ser conhecido como o árbitro que apitou o milésimo gol de Pelé. Manoel Amaro apitou muitos jogos, inclusive decisivos, no Campeonato Paraense.

Sempre foi respeitado pela qualidade técnica e pelo jeito linha-dura.

Cruzeiro e Inter largam na frente

Boas estréias e algumas decepções nesta primeira rodada do Brasileiro da Série A.

O Cruzeiro encaçapou o tricampeão carioca por 2 a 0, no Mineirão. Não serve como indicativo, é um resultado até normal, mas confirma que a Raposa vem com tudo.

O Inter não deu a mínima para os desfalques corintianos e fez 1 a 0 no Pacaembu. Que ninguém duvide: o time de Tite é candidatíssimo ao título.

No Maraca, o S. Paulo entrou cheio de reservas e levou de 1 a 0 do Fluminense de Parreira.

No bloco intermediário, a surpresa foi o triunfo do Vitória sobre o Atlético-PR, em Curitiba, por 2 a 0.

No sábado, o Palmeiras vacilou no começo, mas bateu o Coritiba de virada (2 a 1), em S. Paulo.