A Polícia Civil do Pará, em cumprimento a uma decisão judicial, efetivou, na manhã desta terça-feira (16), três mandados de busca e apreensão em duas residências e em uma empresa vinculadas a uma associação criminosa que intensifica a prática de fake news no Estado. Somente na casa de um dos investigados foi encontrado o valor de R$ 15 mil, além de 13 mil euros, que equivalem a aproximadamente R$ 90 mil. Também foram identificados celulares e equipamentos utilizados para produção e propagação de fake news.
A ação faz parte da segunda fase da operação que combate uma rede de criminosos especializada em desinformação, criação e propagação de fake news. Nesta etapa, foram cumpridos mandados em alvos vinculados ao financiamento da produção de notícias falsas.
Os policiais cumpriram ordem emitida pelo juiz Heider Tavares. Os mandados de busca e apreensão foram realizados na residência e empresa do publicitário Orly Bezerra e dos radialistas Nonato Pereira e Silvinho Santos.
A Polícia Civil revelou que no apartamento de Orly foi apreendida a quantia de R$ 15 mil, além de notas de peso argentino, dólar e euro e dólar, juntamente com celulares, computador e pen-drive. Na casa de Nonato Pereira, que não estava presente, os agentes recolheram celular e computador. O mesmo ocorreu na residência de Silvinho Santos. (Com informações da Ascom/Polícia Civil)
O incrível desse episódio é o nível de desinformação imposto ao povo paraense pelos meios de comunicação locais. Em confinamento, tenho tempo de acompanhar o noticiário da TV, jornais e rádios. Só descobri o nome dos “artistas” pesquisando na internet, em um blog que desconhecia até então. Em uma das reportagens da TV, que citava a empresa envolvida sem revelar o nome, pude ver o nome de uma empresa de propaganda. Pesquisando pelo nome dela, no glorioso Google, achei uma reportagem no dito blog, que dava nome aos bois. A empresa e seu dono, envolvidos na diligência policial, são velhos parceiros de governos, de empresários e da mídia tradicional locais. Dois radialistas, também investigados, são velhos conhecidos da polícia. Será essa a razão, o envolvimento de gente graúda da mídia local, de a imprensa daqui declinar de dar nome aos bois?
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Miguel, de minha parte, a postagem se baseou na informação fornecida pela Assessoria de Comunicação da Polícia Civil, que entendo como confiável. Não tinha outros meios de descobrir os nomes, só acrescentados posteriormente quando um dos delegados deu entrevista e identificou os alvos da operação.
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