Camisa do Leão é eleita a mais bonita do Brasil em votação no Esporte Interativo

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Em votação na internet, a camisa oficial número 1 do Clube do Remo foi eleita a mais bonita do Brasil. Na disputa final, o manto azulino venceu a camisa do Ceará. Os votos foram contabilizados por curtidas no Instagram, Twitter e Facebook.

A Central de Apuração do Esporte Interativo liberou os números finais da votação: Remo teve 450.547 votos; Ceará ficou com 399.975.

Durante a votação, que teve início no começo da semana, o Remo superou o Corinthians, Bahia e Fluminense para alcançar a final contra a equipe cearense. Anteriormente, o Re-Pa já havia vencido a votação na categoria de “maior clássico do Brasil”.

Montenegro explica ida do Botafogo ao STJD e garante que estádio não vai abrir na segunda

O Botafogo não está preocupado com a possibilidade de multa de R$ 100 mil, determinada pelo Tribunal de Justiça Desportiva do Rio de Janeiro (TJD-RJ), caso não abra o Estádio Nilton Santos para o jogo marcado já para segunda-feira, às 17h30, contra a Cabofriense. O ex-presidente do clube Carlos Augusto Montenegro não concorda com a data da partida e agradece a mobilização da torcida, que está ao lado do Botafogo e pensa até em pagar a multa.

– O estádio vai abrir porque vamos treinar de manhã. Depois vai fechar. Uma coisa que muito me emocionou, o negócio é tão contra o Botafogo, que além da decisão do presidente do TJD, que diz que Botafogo e Fluminense têm razão, mas vai ficar com a maioria, entra alguém e diz que tem que abrir o estádio, senão vai ter multa de R$ 100 mil. Várias correntes da torcida se colocaram à disposição para arrecadar R$ 100 mil e pagar a multa. Cheguei a pensar em abrir o estádio e deixar uma cruz com máscara no meio do campo – afirmou Montenegro ao Fox Sports.

O dirigente explicou por que o Botafogo decidiu ir ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) para tentar adiar a data da partida.

– Nossa preocupação agora é tentar apelar para pessoas de bom senso e tribunais independentes para deixar que o Botafogo termine campeonato de forma honrosa no campo, dispute no campo o direito de ir à semifinal, o direito que clubes tenham condições iguais de disputar vaga na Copa do Brasil e de definir quem será o rebaixado. Estamos sentindo ambiente muito hostil na Federação (Ferj), está impregnada de Flamengo, impressionante a lealdade do Rubinho (Rubens Lopes), que é flamenguista doente, com o presidente do Flamengo. Precisamos sair desse ambiente para ter julgamento – declarou.

Montenegro contou que quase houve um acordo em arbitral da Ferj. “Não tem briga, o Botafogo está cumprindo etapa por etapa. Foi à Federação, aceitou acordo de jogar dias 28 e 31, mas Federação e Flamengo não aceitaram. Agora não dá mais para falar nisso. Aceitamos conversar, tentamos de todas as formas, conversamos com autoridades, até agora não conseguimos. Consultamos a televisão, que perguntou a Federação, que sequer responde. A TV comprou produto com 12 clubes, agora pode ter com 10, perguntou e a Federação não respondeu. Vamos mostrar nossas razões no STJD”, completou.

Amigo da família Bolsonaro recebeu R$ 400 mil do chefe do ‘escritório do crime’, diz MP

Fabrício Queiroz, amigo da família Bolsonaro e ex-assessor de Flávio Bolsonaro recebeu mais de R$ 400 mil em transferências bancárias, durante anos, efetuadas por Adriano Magalhães da Nóbrega, o Capitão Adriano, apontado como chefe da milícia ‘escritório do crime’, revelou o Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ). As informações foram publicadas em reportagem desta sexta-feira, 19, pelo site Uol.  

Os registros das transferências integram documentos judiciais que embasaram o decreto de prisão preventiva de Queiroz, realizado nesta quinta-feira, 18 de junho em uma casa em Atibaia, interior de São Paulo.

Considerado chefe do violento grupo de milicianos do Rio de Janeiro, denominado de ‘escritório do crime, Adriano foi morto no dia 9 de fevereiro deste ano durante uma ação da polícia na Bahia. Adriano estava escondido na Bahia e foi localizado numa área rural do estado, na cidade de Esplanada. Queiroz é apontado pelo MP-RJ como gerente financeiro (laranja) de Flávio Bolsonaro.

Outra revelação é que em novembro do ano do ano passado (2019), Fabrício Queiroz pediu para que a mãe de Adriano, Raimunda Veras Magalhães, permanecesse escondida no interior de Minas Gerais. Raimunda também era funcionária do gabinete de Flávio Bolsonaro, que na época era deputado estadual, no Rio. A decisão de Queiroz ocorreu após o Supremo Tribunal Federal (STF) decidir pela legalidade do andamento das investigações sobre os esquemas de rachadinha envolvendo assessores de Flávio Bolsonaro.

A reportagem ainda diz que o MP-RJ aponta que restaurantes administrados por milicianos depositaram pelo menos R$ 69,5 mil nas contas bancárias de Queiroz.  Vale lembrar que Michelle Bolsonaro, esposa do presidente, recebeu um cheque de R$ 24 mil de Queiroz, também revelado pelo MP-RJ.

A frase do dia

“Capitão Adriano, morto na Bahia, repassou R$ 400 mil para Queiroz. Queiroz repassou R$ 40 mil para Michelle Bolsonaro. Qual a origem desse dinheiro? Qual o papel do advogado Frederick Wassef na relação entre os três? Essas respostas podem abalar o poder no Brasil”.

Paulo Teixeira, advogado e deputado federal (PT-SP)

Mudanças emergenciais – e perigosas

POR GERSON NOGUEIRA

EBC | Remo derrota Paysandu por 2 a 1 pelo Campeonato Paraense

Um projeto de lei aprovado na quarta-feira (17) na Câmara dos Deputados vai significar um alívio e tanto para as combalidas finanças dos clubes durante a pandemia de covid-19. Fica suspenso o pagamento de parcelas do Programa de Modernização da Gestão e de responsabilidade Fiscal do Futebol Brasileiro (Profut). Os clubes não precisarão honrar as parcelas enquanto perdurar a pandemia, sem contraprestação.

Pelo projeto, relatado pelo deputado Marcelo Aro (PP-MG), fica estipulado prazo de sete meses para que clubes e entidades publiquem as demonstrações financeiras de 2019. O aspecto negativo surge no dispositivo que permite que dirigentes infratores das normas de transparência financeira sejam punidos somente depois que processos administrativos ou judiciais transitem em julgado. Brecha para futuros abusos.

A preocupação suscitada pela aprovação do projeto emergencial é que haja um relaxamento dos mecanismos de controle e fiscalização da gestão desportiva. As desconfianças acabam por vitimar, pela generalização, os raros bons exemplos de administração no futebol.

Clubes inadimplentes constituem, infelizmente, a média do negócio futebol no país. Ao flexibilizar regras, o projeto acaba funcionando como um fiador do incentivo à irresponsabilidade, omissão e descontrole de gastos.

Uma outra aba oferecida pelo projeto vai beneficiar clubes emergentes, que convivem com maior dificuldade financeira quanto a patrocínios: a autorização para contratos pelo período de até 30 dias (hoje, conforme reza a Lei Pelé, o prazo mínimo é de três meses).

Pequenas agremiações, como clubes interioranos do futebol paraense, poderão celebrar contratos de tiro curto com atletas, permitindo que atuem sem problemas até o final da competição estadual.

Pela nova lei, há também um afrouxamento do artigo 9º do Estatuto do Torcedor, que impõe como direito do torcedor a divulgação das tabelas de torneios oficiais (e o nome do ouvidor geral da competição) até 60 dias antes da abertura dos jogos.

Abre-se exceção para alterar o regulamento das competições diante da ocorrência de surtos, epidemias e pandemias que venham a comprometer a integridade física e o bem-estar dos jogadores profissionais.

A medida é cirúrgica, pois impede uma pandemia de processos judiciais assim que os campeonatos voltassem com as previsíveis mudanças na ordem de jogos e supressão de fases.

O que há por trás da oposição ao reinício do Parazão

O encaminhamento de providências para o recomeço do Campeonato Estadual vai deixando de lado alguns insistentes projetos de oposição à finalização da competição dentro da normalidade, com disputa em campo e respeito às regras acordadas antes de seu início. Várias tentativas de dificultar a retomada do Parazão se mostraram visíveis, despertando críticas e rejeição de atletas e técnicos.

“O que fico indignado é com alguns dirigentes colocando sempre um obstáculo na frente, mesmo tendo recebido dinheiro adiantado dos patrocínios”, diz à coluna um experiente técnico de uma das equipes interioranas, que pede para não ter seu nome divulgado.

“Nunca um governador do Estado fez tanto pelo futebol adiantando verbas para os clubes administrarem suas demandas. Agora, querem se esquivar fugindo do compromisso de arcar com o contrato firmado. Muitos clubes fizeram acordos com atletas, não pagaram como deveria, liberaram e agora não têm como retornar porque desviaram o dinheiro para outros fins”, acrescenta.

Segundo ele, houve dirigente que desde o primeiro dia de paralisação foi logo avisando que o dinheiro tinha acabado, dando entrevistas a rádios e jornais. Gastos desnecessários foram feitos e, sem recursos, passaram a se dedicar ao boicote puro e simples, articulando com outros dirigentes a ideia de inviabilizar o Parazão.

Com um cálculo absurdamente mirabolante, continua o treinador, alguns clubes apresentam hoje um déficit absurdo de R$ 250 mil e projetam despesa superior a R$ 600 mil, caso voltem a campo. “É óbvio que, a esse custo, a conta não fecharia, daí o esforço em tentar emparedar o governo com novas exigências”, conclui.

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Afinal, qual a camisa mais bonita do futebol brasileiro?

O canal Esporte Interativo vem se destacando por votações e enquetes que privilegiam a rivalidade entre clubes de massa de todo o Brasil e movimentam legiões de torcedores na internet. Recentemente, escolheu até o clássico mais vibrante em disputa no país, com vitória do nosso Re-Pa.

Desta vez, o EI lançou durante as últimas semanas uma votação para escolher o manto mais bonito entre os times brasileiros. O Remo foi galgando posições com sua clássica camisa em azul marinho.

O Leão superou Corinthians, Bahia e Fluminense para chegar à grande final diante do Ceará Sporting. A sorte está lançada.    

Uma ação individual que une oportunidade e filantropia

Para ajudar famílias necessitadas neste momento de pandemia, o goleiro Paulo Henrique, do Castanhal, lança nesta sexta-feira, 19, o projeto “Paredão Solidário”. A iniciativa vai possibilitar que goleiros amadores treinem por quatro dias com a equipe profissional do Castanhal.

Tudo isso em troca de 1 quilo de alimento não perecível. Segundo Paulo Henrique, não só os goleiros serão beneficiados com o projeto: “Vai ser específico para goleiro, mas vamos ter um preparador físico para quem quiser ir lá treinar com a gente”. Generosa e oportuna iniciativa.

(Coluna publicada na edição do Bola desta sexta-feira, 19)

“Desrespeito jogar no Maracanã com hospital ao lado”, diz presidente do Flu

Maracanã vazio em Fluminense x Vasco - Caio Blois/UOL

Mário Bittencourt, presidente do Fluminense, acredita que jogar no Maracanã neste momento é um desrespeito, devido à presença de um hospital de campanha ao lado do estádio, para atender pacientes com covid-19. “Acho que não deveria ser marcado jogo no Maracanã. É um desrespeito ter jogo no Maracanã, que tem um hospital de campanha do lado. Se retornarmos em julho, sob protesto, nós vamos pedir à Federação para jogar no Nilton Santos ou em São Januário. Lá na frente, quando voltar o Brasileiro, talvez a gente tenha que jogar para cumprir um contrato”, declarou, em entrevista ao Troca de Passes, do SporTV, hoje.

Bittencourt afirmou que o time não entrará em campo nas datas previstas pela Federação de Futebol do Rio de Janeiro (Ferj), nos dias 22 e 25 de junho. O mandatário ressaltou que o clube apelará ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) para que o Fluminense retorne — sob protesto — apenas no dia 1º de julho.

“Eu perguntei para o presidente da Federação qual era o motivo da pressa, sendo que a gente tem o mês de julho livre. Talvez o Brasileiro volte em agosto. Por que a pressa? A resposta da Federação foi que eles decidiram que vai acabar em junho. (…) Se não houver decisão favorável para jogarmos em julho ou com, no mínimo, dez dias para treinarmos, o Fluminense não entra em campo nos dias 22 e 25. Não existe essa hipótese”, continuou.

Bittencourt se disse espantado com a maneira como a decisão pela volta do Campeonato Carioca foi tomada pela Ferj, com apoio da maioria dos clubes.

“Antes da paralisação, antes do jogo contra o Vasco, nossos jogadores e os do Vasco já estavam com medo de entrar em campo por conta da notícia da chegada do coronavírus. Pedi aos atletas para que cumpríssemos aquela rodada.(…) O Fluminense, em nenhum momento, pediu o retorno do futebol. Uma coisa que nos incomoda muito é que a liberação do futebol não veio de maneira espontânea no RJ. Alguns clubes e autoridades pediram a volta enquanto a pandemia avançava de maneira brutal. E não é crível que o futebol retorne às atividades ignorando protocolos mundiais. Em nenhum lugar do mundo, o futebol voltou antes de 40 dias após o pico da pandemia. O Fluminense se mantém contra o retorno do futebol por entender que não há segurança das decisões no estado do RJ”, continuou.

O presidente do clube carioca disse ainda que esperava bom senso da Ferj na decisão sobre o retorno do futebol, olhando para os exemplos mundiais, mas que não foi o que viu.

“Sinceramente, a gente não achou que os jogos iam ser marcados. Porque a gente olha todas as outras federações do Brasil e se fala em retorno em julho ou agosto. Em nenhum lugar do Brasil se fala em voltar a jogar futebol. Por mais que as autoridades tenham liberado o retorno do futebol, não entendemos que há segurança para o retorno. (…) A gente imaginou que haveria bom senso diante da situação mundial – as ações na Europa, o adiamento das Olimpíadas”, complementou.