Meia azulino é submetido a cirurgia de apendicite

Carlos Alberto está regularizado no BID | Remo 100%

O meia Carlos Alberto, de 25 anos, foi submetido a uma cirurgia na noite de terça-feira (16/06) em um hospital particular em Belém. Ele tinha um quadro de dores abdominais e vômito, sendo atendido inicialmente pelo chefe do DM azulino, o médico Jean Klay.

Foi diagnosticada necessidade de uma intervenção cirúrgica de apendicite. Jean Klay tranquilizou torcedores e familiares do atleta. O exame confirmou apendicite e ele foi operado pelo dr. Antônio Carlos Horta, cirurgião geral do Hospital Porto Dias.

A cirurgia ocorreu por laparoscopia e o jogador está bem. Ficará em observação no hospital até sábado (20) e a previsão é de que volte aos treinos no máximo em três semanas, coincidindo com o retorno do elenco às atividades no estádio Evandro Almeida.

Carlos Alberto passou por um problema sério de saúde em 2019, quando foi diagnosticado com insuficiência medular aguda. Ele ficou em tratamento por sete meses e começava a voltar aos treinos quando as atividades futebolísticas foram suspensas, em março.

Olha já! Caminhos do Audiovisual na Amazônia

Ricardo Stuckert é um dos palestrantes confirmados para o “Olha já” que irá ocorrer nos dias 20 e 27 de junho. Inscrições pelo site
http://territoriodasartes.org/olhaja/

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Um dos nomes mais conhecidos da fotografia no Brasil. Foi diretor de fotografia do premiado longa-metragem “Democracia em Vertigem”, indicado ao Oscar de Melhor Documentário em 2019. É fotógrafo oficial do ex-presidente Lula há vários anos. Em 2018, Stuckert lançou a exposição fotográfica “Índios Brasileiros”.

Morre Paulinho Payakan, vitimado pela covid-19

Ex-líder indígena Paulinho Paiakan morre vítima da covid-19 em Belém - Crédito: Reprodução/ Twitter

Morreu na noite de terça-feira (16) o líder indígena Paulinho Payakan, de 67 anos. O indígena estava internado no Hospital Regional Público do Araguaia, no sudeste do Pará, desde o dia 9 de junho, onde recebeu os cuidados necessários para o tratamento da Covid-19. A Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sespa) lamentou a morte do líder indígena e informou que Payakan apresentava o quadro de insuficiência respiratória e resultado positivo para o novo coronavírus.

Segundo o coordenador do Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) na região Kaiapó, Lázaro Marinho, o órgão está prestando toda a assistência necessária à família de Payakan. “O Dsei está dando apoio à família. Nos termos da Covid, ele deveria ser enterrado imediatamente, mas entendendo que ele é uma liderança Kayapó, nós articulamos com a família que ele fosse enterrado na aldeia Ulkré, que é a aldeia de origem dele”, disse.

Em 1998, o cacique foi condenado a seis de prisão, acusado de um crime de estupro 1992. A vítima era a estudante Sílvia Letícia Ferreira. Irekrã, esposa de Paiakan, acusada de ter agredido Letícia para facilitar a ação do marido, também foi condenada a quatro anos de detenção em regime semiaberto.

Acuado, Bolsonaro teme delação premiada de investigados

Do coluna de Reinaldo Azevedo no UOL:

É claro que a carta de Jair Bolsonaro está mandando um recado. Desta feita, não é dirigida aos adversários, mas aos amigos que caíram nas malhas do Ministério Público Federal e da Polícia Federal.

Embora o presidente não cite as investigações que colhem seus amigos, é sobre isso que está a falar, como todos sabem. O trecho mais importante é este:”Luto para fazer a minha parte, mas não posso assistir calado enquanto direitos são violados e ideias são perseguidas. Por isso, tomarei todas as medidas legais possíveis para proteger a Constituição e a liberdade do dos brasileiros.”

O que o presidente está dizendo aos investigados é isto: “Ninguém solta a mão de ninguém”. O temor, obviamente, é que uma delação premiada venha a provocar um “strike” no governo e na cúpula bolsonarista.

Ensaios finais para a retomada

POR GERSON NOGUEIRA

Vídeo: Melhores momentos de Paysandu 1×1 Remo | Remo 100%

O cenário ainda é confuso e indefinido. As torcidas aguardam ansiosas por uma resolução e os clubes que disputam o Campeonato Estadual seguem esperando as definições de data (e condições) para a retomada do futebol no Pará. Há uma corrente favorável a adiar o reinício do Campeonato Estadual, deixando a conclusão do torneio para depois do Brasileiro, em dezembro ou até janeiro de 2021.

Há, porém, um contrato a ser respeitado pelos clubes. O acordo assinado por todos os 10 participantes do Parazão diz respeito ao patrocínio do Banpará e da Funtelpa, representantes do governo do Estado.

O protocoloco elaborado pela Federação Paraense de Futebol, com orientações sobre cuidados a serem adotados pelos clubes, será encaminhado hoje ao governo do Estado. Os ajustes finais foram feitos ontem, por videoconferência, pela comissão de elaboração do protocolo de segurança. A partir daí, restará definir a data da retomada.

Com base nesse documento, preparado para subsidiar o Governo do Estado quanto à flexibilização do futebol, que é atividade não essencial, deve ser dada uma solução quanto ao Campeonato Paraense, que precisa de 18 dias para ser finalizado – 2 datas para as rodadas finais da fase de classificação, 2 datas para as semifinais e 2 datas para a decisão.

O acordo de patrocínio prevê a finalização do Parazão com a quantidade de jogos prevista inicialmente, respeitando a situação excepcional criada pela quarentena, mas sem considerar a hipótese do encerramento sumário da competição, como chegaram a defender alguns dirigentes.

A prioridade que os clubes procuram dar ao Brasileiro da Série C e da Série D é inteiramente compreensível, afinal é o caminho de acesso a competições mais rentáveis e importantes no cenário nacional, mas não pode jamais diminuir a importância do certame estadual.

Dificuldades têm sido apontadas pelos clubes como entraves à continuidade do Parazão antes do início do Brasileiro. São problemas sérios e que exigem atenção por parte da FPF e da própria CBF. O primeiro item refere-se às despesas com a testagem de covid-19.

Os clubes têm buscado saídas. A dupla Re-Pa fechou convênio com o Hospital Porto Dias, mas os oito outros participantes do campeonato continuam sem perspectiva. Caberia à FPF buscar a mesma parceria em benefício das equipes interioranas.

Do governo do Estado não há mais nada a ser reivindicado, visto que responde pelo patrocínio do Parazão e liberou até verba extra aos clubes que representam o Pará no Brasileiro. A missão de ajudar os clubes está agora nas mãos de FPF e CBF, ou, se for possível, da iniciativa privada.

Por ora, mesmo diante de tantas indagações, persiste uma única certeza: o Campeonato Paraense de 2020 será concluído em campo, conforme mandam as boas regras do desporto, respeitando as torcidas e honrando os compromissos firmados com o patrocinador.  

Dinheiro passando de mão em mão e clubes em crise

Clubes são entidades de direito privado, mas têm caráter público, pois representam muito para a vida das pessoas. Não são baiucas de negócios, nem deveriam ser. O mais novo perrengue administrativo envolve o Santos, cujo presidente, José Carlos Peres, está ameaçado de impeachment ao ter as contas (de 2018) reprovadas pelo conselho fiscal peixeiro.  

Um dos rolos mais graves envolve o pagamento de comissões a agentes de atletas. Caso essa moda pegue, logo haverá um turbilhão de impedimentos de presidentes por todo o Brasil, pois quase todos os grandes clubes gratificam empresários numa relação que quase nunca é transparente.

O interessante é que o presente processo no Santos acaba desnudando a relação promíscua entre clubes e empresários. Peres se defende com um argumento maneiroso: enquanto o Santos gastou “apenas” R$ 6,7 milhões, os rivais pagaram comissões ainda mais robustas.

O Corinthians teria pago R$ 34,5 milhões em 2019. O Palmeiras desembolsou R$ 32 milhões. O São Paulo foi o mais modesto, pagando R$ 25 milhões. O fato é que há muito dinheiro graúdo circulando entre pessoas que jamais chutaram uma bola. O sábio Paulinho da Viola já avisava, há uns 40 anos, que dinheiro na mão é vendaval.

Direto do Twitter

“Vasco e Flamengo são mais que uma paixão carioca; representam um amor nacional, ligação desde o início com o povo, com o negro que teve ali a porta aberta para o esporte. Essa é a essência desses gigantes, hoje achincalhada por dirigentes que fingem não ver a morte desse mesmo povo”. Roby Porto, jornalista e locutor esportivo

“Cancelaram as Olimpíadas, mas com certeza o mundo precisa de Flamengo x Bangu pelo Carioca na quinta-feira”. João Victor Medeiros, jornalista

“Retrato de um Brasil desumano, em que pessoas não passam de números irrelevantes: Prefeitura, Ferj e times preveem jogos no Maracanã, ao lado de um hospital de campanha. Ou seja, em campo jogadores lutando por uma bola, enquanto gente luta por ar e tenta viver”. Antero Greco, jornalista 

Anote este nome: Ansu Fati. Ainda vamos falar muito nele

O Manchester United ofereceu a fábula de 150 milhões de euros (cerca de R$ 875 milhões) por Ansu Fati. O Barcelona recusou. A informação é do jornal The Times. O United aumentou a oferta pelo jogador de 17 anos após tentativa inicial de 100 milhões de euros (R$ 580 milhões) também ter sido rejeitada. O Barça reafirmou que Fati é inegociável e só sai por 170 milhões de euros (R$ 990 milhões), valor da multa rescisória.

Além do United, Juventus e Borussia Dortmund também mostram interesse no atacante nascido na Guiné-Bissau, autor de cinco gols em 24 jogos na temporada. Chama atenção o valor estonteante das ofertas. Vi Fati em ação ontem contra o Leganés. Fez gol, mostrou habilidade e boa noção de posicionamento. Leva jeito. 

(Coluna publicada na edição do Bola desta quarta-feira, 17)