Fogão vai usar camisa contra o racismo e em agradecimento aos profissionais de saúde

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A camisa especial que o Botafogo vai usar na volta do Campeonato Carioca, no próximo domingo, no estádio Nilton Santos. Na frente, abaixo do escudo, a mensagem “Vidas negras importam”. Nas costas, um agradecimento (“Obrigado”) aos profissionais de saúde.

Botafogo marca posição e confirma reestreia domingo no Carioca

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O Supremo Tribunal de Justiça Desportiva determinou o retorno do Campeonato Carioca para o próximo dia 28 de junho, negando o pedido de Botafogo e Fluminense de voltar a campo apenas em julho. Em contato com o ‘Dia’, Carlos Augusto Montenegro, ex-presidente do Alvinegro, afirmou que o clube não irá recorrer da decisão.

“Estamos tristes e insatisfeitos , mas não vamos recorrer. O Parecer e diagnóstico do Médico da USP, dentro da ciência não valeu muito coisa. Estamos dentro de uma corrida maluca estúpida. Estamos doidos para sair fora dela”, disse Montenegro.

Após muita confusão na última semana, onde houve mudança de calendário por várias vezes, ficou definido, por intermédio do STJD, que Vasco, Fluminense e Botafogo jogarão a quarta rodada da Taça Rio no próximo domingo. O cruzmaltino encara o Macaé em São Januário, enquanto o Tricolor recebe o Volta Redonda no Maracanã. Botafogo joga às 11h, contra a Cabofriense, no estádio Nilton Santos.

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POSICIONAMENTO OFICIAL DO BOTAFOGO

O Botafogo de Futebol e Regatas vem a público manifestar o seu posicionamento após a decisão do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), na tarde desta terça-feira (23/6), que definiu as partidas do time profissional na Taça Rio do Campeonato Carioca para a partir dos dias 28 de junho e 1ª de julho, referente às 4ª e 5ª rodadas, respectivamente.

1. Desde o início da pandemia, o Botafogo se posicionou contra o retorno dos jogos com a pressa difundida pela maioria dos clubes do Rio de Janeiro. Além de desconexão com a realidade, uma vez que as estatísticas da COVID-19 seguem em níveis alarmantes, é questão de insensibilidade com as mortes e um mau exemplo para a sociedade — o futebol, como se sabe, pauta costumes, gestos e atitudes da população. Definitivamente, retornar competições dessa forma assoberbada não é a melhor mensagem para o momento por parte de tão importantes influenciadores. Por essa conjunção de fatores, o Clube adiou o seu retorno aos treinos e foi a última equipe carioca a retomar atividades presenciais.

2. Membros conceituados da sociedade médica foram categóricos ao afirmar que, após 90 dias de paralisação de treinos com bola, necessita-se de um período de cerca de três semanas para que se tenha condições adequadas de preparação física. Apesar da recomendação, o Botafogo aceitou reduzir, nos debates no Conselho Arbitral e nos tribunais, o seu tempo de treinos de modo que se alcançasse um consenso para realização de suas partidas apenas a partir de 1º de julho.

3. É constrangedor ser obrigado a competir no único país que planeja jogos de futebol convivendo com registros, em média, superiores a 1.000 mortes e 30.000 contaminações por dia. O único no mundo a iniciar partidas com essa marca de óbitos e casos. A pressa é sem explicação: não há outras competições, nacionais ou internacionais, agendadas. Não há calendário futuro. Jogar com essas marcas é falta de respeito aos mortos e seus familiares. É sob um recorde fúnebre. Para não enlamear mais o campeonato em que as pessoas perderam o bom senso, o Botafogo está fazendo sacrifícios para encerrar esse triste momento.

4. O Botafogo lamenta a inflexibilidade e postura de alguns componentes Conselho Arbitral da FERJ que durante todo o período de debates desrespeitaram posições contrárias, seja com reuniões paralelas ou movimentos claramente ensejados para minar quem apresentava discordância de opiniões. Muitos dos quais colocaram seus interesses acima da vida humana. Certamente, colaboraram para prejudicar a imagem do futebol carioca e o próprio produto que buscam ter sucesso.

5. O Botafogo informa que não vai recorrer da decisão do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). O Clube respeita o que foi definido pela Justiça Desportiva, pois entende que esse é fórum adequado para a discussão do assunto. O Comitê Executivo de Futebol e a Comissão Técnica foram convocados para que seja definido o plano de trabalho da equipe profissional a partir da decisão comunicada pelo STJD. Quando o Botafogo voltar a disputar uma partida, certamente será sob protesto e luto por aqueles que nos deixaram nesse momento difícil.

6. O Botafogo segue convicto de suas posições ao longo dos últimos meses e orgulhoso por estar no lado certo da história.

Botafogo de Futebol e Regatas”.

Ana Moser: governo faz guerra de desinformação para a boiada passar

Ana Moser

Ana Moser é referência no voleibol brasileiro. Atuou nas quadras por 15 anos, de 1985 a 1999. Conquistou medalha olímpica (bronze em Atlanta, 1996) e 12 pódios em torneios mundiais, pela seleção e por clubes. Além da carreira vitoriosa, tornou-se referência em fazer do esporte ferramenta de inclusão social.

Foi um pouco dessa experiência que Ana Moser levou ao Café com MST. O bate-papo virtual, que contou também com o jornalista Juca Kfouri, foi realizado na noite desta segunda-feira (22). Conduzido pelo coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, João Paulo Rodrigues, teve a participação de Joba Alves, também integrante direção do MST. A nadadora Joanna Maranhão, convidada, não pode participar porque estava envolvida nos cuidados com seu bebê.

A ex-jogadora de vôlei lembrou dos 20 anos em que já atua na área social. Com a qualificação de professores, seu Instituto Esporte & Educação busca oferecer acesso ao esporte em periferias de cidades como São Paulo e Rio de Janeiro. “O impacto do esporte para além de ser atleta”, explica.

Ana Moser relata que nesse tempo todo foi possível acreditar numa utopia, de um país capaz de diminuir desigualdades e ampliar oportunidades.

“O instituto começou em 2001 e passamos a viajar o Brasil em 2004 e 2005. A gente pegou a ampliação da educação, as escolas melhorando. A gente viu o Luz para Todos, cisterna no sertão, Prouni, Fies, esses programas todos. A educação transformando”, destaca.

Acampados denunciam violência de seguranças de mineradora no Pará

Acampados denunciam violência de seguranças da mineradora Vale no Pará

Famílias de agricultores da Fetraf-PA foram brutalmente agredidos na noite deste domingo (21) por seguranças da empresa Vale. O acampamento em Nova Carajás, município de Parauapebas (PA), abriga 248 famílias há 5 anos. O Ministério Público já foi acionado.

Segundo o despacho da Procuradoria da República no Município de Marabá/PA, os atos foram supostamente iniciados a partir de uma tentativa de ligação de energia elétrica impedida pelos agentes da Vale, e do qual resultaram pessoas feridas, entre elas a Coordenadora Nacional da Fetraf, Viviane Oliveira. (Transcrito do Viomundo)

Obstáculos no caminho da retomada

POR GERSON NOGUEIRA

O povo já não aguenta tantas indecisões e dúvidas quanto ao retorno do futebol no Pará. Todo dia surge uma nova situação, tornando mais incerta a retomada do Campeonato Estadual. A bola da vez é a natureza do protocolo elaborado pela Federação Paraense de Futebol e encaminhado para a apreciação do governo do Estado.

É bem provável que, após a entrega do documento, as datas de treinos e de jogos sejam definidas pelo governo, aprovando os termos que se referem a segurança e procedimentos necessários para que os profissionais envolvidos tenham segurança para voltar a atuar.

O ponto em discussão diz respeito às críticas que o presidente do PSC, Ricardo Gluck Paul, fez sobre a obrigatoriedade ou não de respeito ao protocolo. Há o receio de que nem todos os 10 clubes que participam do campeonato adotem o rigor esperado no cumprimento das determinações.

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Na prática, todos os envolvidos devem se submeter ao protocolo referente ao Parazão, mesmo com a possibilidade de novas modificações após a avaliação das autoridades do governo do Estado.

Para o mandatário do PSC, o protocolo não pode ter caráter de cumprimento opcional, mas obrigatório, sujeito a sanções por desobediência. Caso isso não fique bem claro, o clube reafirma a disposição de se ausentar do restante do Parazão.

Como os atletas terão que fazer exames de covid até dois dias antes de cada jogo, com isolamento em regime de concentração até a hora de ir a campo, há o justificado receio de que riscos sejam impostos a quem cumprir à risca o protocolo pela possibilidade de um ou mais atletas “furarem” o isolamento.

Ricardo argumenta que, para evitar a possibilidade de burla ao protocolo, punições devem ser previstas contra atos de negligência ou omissão por parte dos clubes. Um simples adendo ao regulamento do campeonato ou ao próprio protocolo pode resolver o problema.

A questão é que o PSC organizou um protocolo próprio para cumprir todas as etapas previstas pelos médicos para que o elenco se preserve de riscos de contágio. Por isso, o presidente entende que todas as demais equipes devem assumir as mesmas responsabilidades, sob pena de sanções impostas pelo protocolo da competição.

A FPF, por ora, não se manifestou, mas os argumentos dos bicolores estão tecnicamente corretos, perfeitamente aplicáveis. O desdobramento legal é que pode gerar outra confusão: para que as exigências sejam formalizadas será preciso alterar o regulamento do Parazão, o que só é permitido a partir de votação unânime.

Não esquecer que unanimidade é um calo no sapato do PSC, que propôs o encerramento do campeonato (com o título sendo entregue ao Papão), mas teve a ideia barrada por votos contrários no conselho arbitral.  

A FPF, através do coordenador da comissão de protocolo, Paulo Romano, já deixou claro que o regulamento da competição difere do protocolo de segurança e qualquer mudança terá que ter a aprovação de todos os clubes. Pondera, ainda, que é importante entender que deve haver preocupação prioritária com a vida e a saúde.

Pelas posições expostas, claros sinais de novos embates pela frente.

Palavra do leitor-torcedor

“Não sei se o atual Governo do Estado vai fazer um ‘golaço’ em ter patrocinado as equipes paraenses nas competições nacionais. O tempo pode dizer! Não é de hoje que certas diretorias desses clubes estão mal acostumadas em contar com o patrocínio público, digamos de forma limitada no estadual (Parazão). Seja qual for as gestões que passem por esses clubes, eles(as) parecem já estar cientes e certos de que sempre haverá esse patrocínio, parece que fazem pregar o quadril na cadeira, ao invés de ir além. O marketing é super explorado no futebol europeu , principalmente em produtos. Aqui, só agora com a pandemia que as diretorias estão se movendo pra arrecadar recursos, esforço esse que não era visto antes. É melhor mesmo os clubes darem uma excelente contrapartida. No campo da política alguns protestam em dizer que esse patrocínio deveria ser investidos em áreas ‘essenciais’ de grande impacto em prol da população paraense. Que Paysandu e Remo estejam presentes na Série B, ano que vem. E Independente e Bragantino na C.
Parabéns, Gerson Nogueira, gosto muito do seu trabalho”. Yan Oliveira Fonseca

Uma invertida justa e categórica do Special One

Técnico do Tottenham, José Mourinho não engoliu as críticas feitas pelo ex-jogador Paul Merson, questionando o desempenho do artilheiro Harry Kane sob a gestão do português. O jogador passou por um período de inatividade, recuperando-se de lesão. Merson ecoou a insatisfação crescente da torcida do Hotspur, que não vê a hora de voltar a festejar gols de Kane.

Mourinho aproveitou a entrevista protocolar das segundas-feiras para responder. Recordou, de emendada, cinco grandes atacantes com quem trabalhou. “Alguns atacantes jogaram para mim e não eram ruins. Um deles chama-se Didier Drogba e jogou comigo durante quatro temporadas. Anotou 186 gols”, disse de cara.

Em seguida, citou CR7. “Tive outro que também não era ruim, agora joga na Juve. Ele jogou comigo por três temporadas e marcou 168 vezes”. Não satisfeito, o Special One citou mais três goleadores: Karim Benzema, Diego Milito e Zlatan Ibrahimovic.

“Tive outro que também não era mau, chamado Karim Benzema. Jogou comigo por três temporadas. Tive outro, que se chama Diego Milito. Jogou um ano e anotou 30 gols. E ainda tive outro que jogou comigo durante uma temporada e meia. Um tipo alto, chamado Zlatan Ibrahimovic”.

Feita essa visita ao passado, acrescentou que Kane não deverá ter problemas em fazer gols jogando sob sua direção, desde que esteja em forma e envolvido na rotina do elenco.

(Coluna publicada na edição do Bola desta terça-feira, 23)

Sinal aberto?

Por Heraldo Campos

Semáforos inteligentes e sua importância para o trânsito - Cidade ...

Recentemente fui fazer o meu controle periódico de saúde no SUS (Sistema Único de Saúde), no Posto de Saúde, perto da minha casa.Como sempre, fui muito bem atendido e muito bem tratado pelo meu médico de família e pelos atendentes do Posto. Mas, no meio da consulta, reclamei para meu médico de família que durante a quarentena radical em que estava enfiado, por causa da pandemia do coronavírus, sentia mesmo era a falta da minha caminhada diária de 7 km na praia e que havia parado há 4 meses, porque estava seguindo, a risca, a orientação dos médicos e da OMS (Organização Mundial da Saúde).

Reforcei, nesse dia, que sempre gostei de caminhar, desde muito pequeno, e que não fazia esse tipo de atividade por alguma recomendação médica dada no passado, mas que era por puro prazer mesmo.Ele me ouviu atentamente e recomendou para que eu voltasse a caminhar, com os devidos cuidados para esse novo normal, ou seja, usar máscara facial, levar álcool gel para higienização das mãos e evitar as aglomerações com pessoas.

Além dessas recomendações, a consulta terminou com o médico fazendo alguns ajustes nos remédios que eu estava tomando e, assim, acabei fazendo no dia seguinte o que ele me recomendou: fui caminhar. Botei uma máscara feita em casa, não sei porque acabei me lembrando do seriado do Zorro dos anos 60, e, como não tenho mais idade para brincar de mocinho e bandido, peguei um frasquinho plástico de álcool para desinfetar e me mandei para a luta.

Ao terminar a atividade física recomendada, depois da caminhada, faltou mesmo foi encontrar o Tonto, parar num boteco para tomar uma gelada como recompensa e jogar uma conversa fora sobre o meu querido Corinthians, no meio do barulhento saloon. Não foi nada disso o que aconteceu e, diga-se de passagem, a caminhada não foi a mesma de antes de começar a pandemia, porque considerei ela meio burocrática, pouco prazerosa, e sempre com a atenção voltada para quem vinha pela frente, principalmente, para aqueles que não estavam usando máscara.

Porém, antes de sair para essa atividade física recomendada pelo meu médico de família perguntei, pelo bom e quase em desuso e-mail, para alguns amigos, o que eles andavam fazendo, agora depois desses 4 meses de quarentena. Como sabia que estava perguntando para um grupo de risco do qual também faço parte, todos eles com mais de sessentinha e morando em vários lugares diferentes, recebi respostas de certa forma bem parecidas, mas com algumas interessantes variações.

Um deles me disse que somente saia de casa para ir fazer exames de sangue no hospital e para alguma necessidade extrema e, nesses casos, sempre paramentado de máscara e usando álcool em todas as partes e a toda hora. Outro amigo me disse que como, felizmente, morava em casa, com jardim, saia umas duas vezes por semana e que os filhos não o deixavam sair sozinho; quando isso acontecia, a rotina era espartana, com o uso de álcool gel, o uso de máscara e após a caminhada tirava toda a roupa usada e ia, em seguida, para o banho.

Um terceiro amigo ainda me relatou que fazia umas caminhadas na madrugada, às 6 horas da manhã e que, em dias alternados, subia as escadas do prédio, o que no total dava uns 4000 degraus. Como podemos observar o que dizem esses amigos experientes, para os quais agradeço o retorno dado, eles não vão para rua de qualquer jeito e como se o sinal estivesse aberto, mesmo porque “cochilou o cachimbo cai”, como diz o bom e velho caipira da roça.

Sinal aberto? Sinal aberto para sairmos para rua de peito aberto, de qualquer jeito, no meio de picos da pandemia, porque se dependermos das desorientações do acéfalo Ministério da Saúde estamos bem lascados quando, parece mais do que evidente, é que nós somos os reservatórios potenciais do coronavírus e que a nossa movimentação é a principal responsável pela contaminação, como acontece em vários locais do país e do mundo. 

E essa movimentação pode acontecer de outra forma e transportar reservatórios potenciais do coronavírus como aqueles, por exemplo, que se utilizam de bicicleta para os deslocamentos diários ou esporádicos.Falo isso, porque em seguida dessa caminhada burocrática que relatei, no dia seguinte percorri, de bicicleta, os quase mesmo 7 km, mas por uma ciclovia beirando a praia.

Como se fosse um novo normal, mas não é, porque são aproveitadores mesmo, durante esse trajeto, vi várias pessoas sacando da areia o quase extinto corrupto (crustáceo cavador Callichirus major) para serem usados como isca para pescaria, cães com seus donos andando livremente na faixa de areia e para completar a xaropice, como estava pedalando na ciclovia da beira-mar, cruzei com um monte de gente sem máscara.

Aqui faço uma observação. Depois desses dois seguidos dias, de caminhada e de pedalada, fui perguntado, em casa, se essa rotina passasse a ser o meu novo normal, a minha família iria ter que usar máscara dentro de casa, porque estaria todo o dia nessa atividade física solitária e muito mais exposto ao contágio e eles não.Isso faz muito sentido e me levou a pensar além dessa pandemia como, por exemplo, no grave momento político que estamos atravessando.

Apesar de estarmos vivendo numa frágil democracia, o atual governo, somente para ficar no tema da saúde aqui abordado, na prática age como os governos militares de 64, dos chamados anos de chumbo, quando o grande Paulinho da Viola que, entre outras maravilhas, escreveu: “Olá, como vai? / Eu vou indo, e você, tudo bem? / Tudo bem, eu vou indo correndo / Pegar meu lugar no futuro, e você? / Tudo bem, eu vou indo em busca / De um sono tranquilo, quem sabe?”.

Esse trecho da letra de “Sinal Fechado” de 1970, desse magnífico compositor, reflete bem, com suas indagações, o que vivíamos naquele período e o que vira e mexe esse governo de plantão fala agora que quer reeditar. Assim, para finalizar, deixo uma pergunta: um saradão sem máscara, transpirando de montão, pedalando uma bicicleta de 64 marchas, liderando um bando de mais de dez pessoas sem máscaras, na ciclovia da beira-mar, deve ter votado em quem para presidente nas últimas eleições?

*Heraldo Campos é Graduado em geologia (1976) pelo Instituto de Geociências e Ciências Exatas da Universidade Estadual Paulista – UNESP, Mestre em Geologia Geral e de Aplicação (1987) e Doutor em Ciências (1993) pelo Instituto de Geociências da Universidade de São Paulo – USP. Pós-doutor (2000) pelo Departamento de Ingeniería del Terreno y Cartográfica, Universidad Politécnica de Cataluña – UPC e pós-doutorado (2010) pelo Departamento de Hidráulica e Saneamento, Escola de Engenharia de São Carlos, Universidade de São Paulo – USP.