Ex-capa da Playboy brilha como dirigente e dona de time de futebol

Anamaria Prodan, ex-capa da Playboy que virou dona de time na Romênia - Reprodução

Em 9º lugar no Campeonato Romeno, o Hermannstadt mudou de dono nesta semana. Agora, quem manda no clube é uma ex-modelo que já posou nua para a Playboy, apresentou um reality show na TV e se tornou a empresária de futebol mais bem sucedida do seu país. Aos 47 anos, Anamaria Prodan anunciou recentemente a compra do clube, que acumulava dívidas na casa de US$ 1,1 milhão (R$ 5,5 milhões) e estava desesperado em busca de um novo investidor.

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Formada em Direito, Prodan começou a se tornar conhecida na década de 1990, quando virou figurinha carimbada em revistas de celebridades e fotografou seus primeiros ensaios sensuais. Nos anos 2000, foi contratada para trabalhar na TV, participou de vários programas, virou apresentadora de reality show, casou-se com o ex-jogador e hoje técnico Laurentiu Reghecampf e mergulhou de vez no mundo do futebol.

A ex-modelo virou então uma renomada agente, que cuidou da carreira do ex-atacante Adrian Mutu, que defendeu Chelsea, Juventus e Fiorentina, e cravou a maior venda já feita por um clube romeno: a ida de Nicolae Stanciu, do Steaua Bucareste para o Anderlecht, em 2016, por 9,7 milhões de euros (R$ 54,3 milhões, na cotação atual).

Eleita por quatro anos consecutivos como a melhor empresária de futebol do seu país, ela partiu para a carreira de dirigente esportiva. Prodan foi cartola e também presidente de diferentes clubes das divisões menores. (Com informações do blog de Rafael Reis)

CBF abre linha de crédito para clubes das séries A e B

CBF anuncia novas medidas de apoio aos clubes

A CBF vai disponibilizar aos Clubes que disputam a Série A do Campeonato Brasileiro uma linha de crédito total de até R$ 100 milhões de reais, a juro zero. Os recursos serão concedidos tendo como garantia os valores a receber pelos clubes referentes ao contratos de direitos de transmissão das competições que disputam e prêmios por desempenho nesses campeonatos. Os valores sairão integralmente do caixa da CBF, de forma imediata.

O adiantamento é uma forma de compensar parte da perda de arrecadação que os clubes tiveram com a redução dos valores pagos por direitos de transmissão no trimestre que vai de abril a junho, além de outras fontes de receita, como bilheteria, programa de sócio de torcedor e patrocínios.

Os clubes da Série B receberão um adiantamento total de cerca de R$ 15 milhões, sobre os valores que tem a receber sobre o contrato de direitos de transmissão com o Grupo Globo. Devido ao adiamento do início da competição por conta da epidemia, a emissora fechou com os clubes e a CBF um acordo que redesenhou o calendário de pagamentos, com redução das parcelas previstas para os meses de abril, maio e junho. Com o adiantamento feito agora, a CBF repõe, com recursos do seu caixa, os valores previstos originalmente em contrato. Desta forma, ajuda os clubes a manterem seus compromissos. Assim como na Série A, este adiantamento será feito a juro zero.

A CBF já havia feito outro adiantamento de pagamento de direitos de transmissão aos clubes da Série B, no valor de R$ 11,4 milhões. Assim, os valores antecipados aos participantes da competição signatários do contrato já chegam a R$ 26,4 milhões de reais.

A CBF destinou em abril R$ 19 milhões de reais a título de doação para os clubes que disputam as Séries C e D do Campeonato Brasileiro Masculino e as Séries A1 e A2 do Campeonato Brasileiro Feminino. A ação beneficiou 140 clubes.

Além disso, a CBF destinou R$ 3,2 milhões para ajudar na manutenção das federações estaduais, também a fundo perdido. E adiantou o pagamento de duas taxas de arbitragem aos árbitros do quadro nacional, num valor total de R$ 1,8 milhões. E deu isenção por tempo indeterminado aos clubes de todas as divisões de taxas de registro e transferência de atletas, medida que deve permitir aos clubes uma economia de R$ 4 milhões nos primeiros três meses de aplicação.

Somadas as linhas de crédito, adiantamentos, doações e isenções, o apoio da CBF à comunidade do futebol brasileiro já chegou a quase R$ 155 milhões de reais.

Queda no pay-per-view expõe prejuízos da Globo com a pandemia

Vinheta de futebol da Globo - Reprodução

A pandemia segue fazendo estragos em todas as áreas de atividade. A Globo, por exemplo, tem sofrido prejuízos com o seu serviço de pay-per-view (Premiere) desde que o futebol foi paralisado no país. Mais de 400 mil assinantes debandaram e o prejuízo chega a R$ 32 milhões. A base oficial de assinantes ficou abaixo de 1,5 milhão pela primeira vez desde 2010.

Ranking dos brasileiros mais caros da história dos maiores clubes do mundo

Titular da seleção, goleiro Alisson é o reforço brasileiro mais caro da história do Liverpool - Sergio Perez/Reuters

A pandemia do novo coronavírus (Covid-19) não só infectou mais de 6,5 milhões de pessoas e provocou pelo menos 387 mil mortes em todo planeta, como também impactou profundamente o cenário econômico do futebol mundial. Com menos dinheiro nos cofres, os clubes provavelmente serão bem mais modestos na hora de reforçar seus elencos. Resultado: na próxima janela de transferências, os grandes negócios serão raros. E isso inclui aqueles envolvendo jogadores do único país pentacampeão mundial de futebol.

Por isso, será difícil encontrar algum time relevante no cenário europeu quebrando seu recorde de reforço de reforço brasileiro mais caro da história. Dos 19 clubes que tiveram seus históricos de transações analisados pelo “Blog do Rafael Reis”, somente um já derrubou essa barreira para a próxima janela de transferências: o Benfica, que irá pagar 20 milhões de euros (R$ 112,2 milhões) pelo meia-atacante Pedrinho, do Corinthians. Só que esse negócio foi fechado antes da pandemia da Covid-19 chegar à Europa e, muito possivelmente, será o único envolvendo um brasileiro que poderá ganhar o rótulo de recorde em 2020/2021.

Atualmente, as maioria dos clubes analisados tem como reforço brasileiro mais caro de todos os tempos jogadores que foram contratados em 2018. Barcelona (Philippe Coutinho), Liverpool (Alisson), Manchester United (Fred), Juventus (Douglas Costa) e Tottenham (Lucas Moura) fazem parte dessa lista. O Borussia Dortmund é aquele que possui a marca mais antiga. O máximo que ele pagou por um jogador com DNA verde e amarelo foi 25,5 milhões de euros (R$ 143,1 milhões, na cotação atual), lá em 2001, por Amoroso.

O recorde do Manchester City também é da década passada: Robinho, que custou 43 milhões de euros (R$ 241,2 milhões) em 2008.

Apenas dois times do primeiro escalão da Europa têm brasileiros como seus reforços mais caros de todos os tempos: o Paris Saint-Germain, que gastou 222 milhões de euros (R$ 1,2 bilhão) para contratar Neymar, e o Barcelona, cujo investimento em Philippe Coutinho chegou a 160 milhões de euros (R$ 898 milhões). Esses também são os dois únicos negócios envolvendo atletas do país da CBF que ultrapassaram a barreira dos 100 milhões de euros (R$ 561 milhões).

O brasileiro mais caro na história de cada clube

PARIS SAINT-GERMAIN: Neymar (2017), 222 milhões de euros

BARCELONA: Philippe Coutinho (2018), 160 milhões de euros

REAL MADRID: Kaká (2009), 67 milhões de euros

LIVERPOOL: Alisson (2018), 62,5 milhões de euros

MANCHESTER UNITED: Fred (2018), 59 milhões de euros

MANCHESTER CITY: Robinho (2008), 43 milhões de euros

JUVENTUS: Douglas Costa (2018), 40 milhões de euros

CHELSEA: Willian (2013), 35,5 milhões de euros

(do blog de Rafael Reis)

Estados criam portal paralelo para divulgar dados da covid-19 no país

Alberto Beltrame e Jair Bolsonaro

O Conselho Nacional dos Secretários de Saúde, que reúne os gestores dos 26 estados e do Distrito Federal, inaugurou neste domingo (7) um portal “paralelo” para divulgar as estatísticas de coronavírus no Brasil, pois, no site disponibilizado pelo governo Jair Bolsonaro para atualizações acerca da Covid-19, passaram a ser divulgados apenas os dados de confirmações e mortes provocadas pela doença em 24 horas, e não mais o total de casos e o de óbitos desde o início da pandemia.  

De acordo com o conselho, os dados serão atualizados diariamente às 17h – horário em que os dados são enviados ao Ministério da Saúde para consolidação do boletim nacional. O governo federal passou a divulgar, na última quinta-feira (4), os dados apenas ao fim da noite, depois das 21h30.

Os dados ficarão disponíveis no site do Conass. Em nota, o presidente do conselho e secretário de Saúde do Pará, Alberto Beltrame, disse que as decisões de gestão em saúde devem ser pautadas por “ciência, verdade e informação precisa e oportuna”.

Até as 16h30 deste domingo (7) o site do Conass apontava 680.456 casos confirmados e 36.148 óbitos de pessoas com a Covid-19.

A cesta mais valiosa

POR GERSON NOGUEIRA

Michael Jordan doa US $ 7 milhões para a construção de clínicas no ...

O esporte pode fazer a diferença, muito além do discurso vazio e sem consequências práticas. Ao contrário de astros do futebol no Brasil, cujo silêncio é norma diante de situações extremas, o maior jogador de basquete da história abriu o cofre por uma causa das mais nobres. Michael Jordan manifestou dor e revolta pelo acontecido com George Floyd e anunciou uma doação de 100 milhões de dólares (R$ 498 milhões) a instituições dedicadas a enfrentar o racismo e a discriminação.

A decisão causou surpresa pelo conhecido distanciamento do astro em relação ao debate de questões raciais e a atos de engajamento político. No auge da triunfante carreira – conquistou seis títulos da NBA com o Chicago Bulls –, Jordan era frequentemente cobrado pelo alheamento em relação a problemas da comunidade negra americana.

Aposentado das quadras e presidente de um conglomerado de empresas, Jordan continua mais ídolo que nunca. Concedeu um auxílio que vai contribuir ao longo dos próximos 10 anos com iniciativas e estudos que garantam igualdade racial, justiça social e acesso à educação.

A nota, direta e firme, bem ao estilo do astro, revela sua determinação diante da chaga do racismo na sociedade americana:

“Vidas negras importam. Esta não é uma afirmação controversa. Até que o racismo arraigado que permite o fracasso das instituições de nosso país seja completamente erradicado, permaneceremos comprometidos em proteger e melhorar a vida dos negros”.

George Floyd morreu no dia 25 de maio após ser dominado e asfixiado por um policial branco em Minneapolis. A agressão foi filmada e causou comoção mundial. O ex-segurança era acusado de pagar conta em uma mercearia com nota falsa de 20 dólares.

Só para efeito comparativo, é como se Neymar, um dos mais bem pagos jogadores de futebol do mundo, doasse meio bilhão de reais para contribuir com os esforços contra o racismo no Brasil. Óbvio que a hipótese é quase inimaginável ante o comportamento habitual do craque do PSG, que só se manifestou sobre Floyd diante da cobrança de seguidores na internet.

Michael Jordan, que tem o nome na história do basquete, acaba de acertar uma cesta preciosa na luta por um mundo mais justo e menos desigual. Craques realmente grandes se notabilizam pela generosidade e empatia.

O certeiro e necessário posicionamento da musa Isabel

No Brasil, o espanto vem em outra embalagem, completamente oposta ao gesto de Jordan nos EUA. Duas estrelas do vôlei protagonizam episódio que reflete o grau de ignorância e falta de consciência diante do racismo. Isabel, musa da primeira grande seleção de vôlei, sentiu-se incomodada com declarações de cunho racista proferidas por Ana Paula, também destacada atleta olímpica, hoje casada com um norte-americano.

A carta aberta de Isabel é, desde já, um marco no posicionamento que atletas brasileiros de grande popularidade deveriam ter. Dirigindo-se a Ana Paula, ela escreveu: “Você posta constantemente frases e ideias que destilam muito preconceito. Mas o seu último post foi a gota d’água e me chocou e revoltou pela profunda ignorância e irresponsabilidade. Sua falta de conhecimento a respeito do racismo e do que ele significa são atrozes”.

Acrescenta que “felizmente, o racismo não só empobrece o ser humano, mas também produz cada vez mais força e resistência. E é isso que está acontecendo nesse momento nos EUA, quando milhões de pessoas de todos os grupos étnicos se unem para demonstrar o seu repúdio ao racismo que ainda atinge sobretudo os negros. Observe atentamente a sua volta e verá que, no momento atual, a sociedade americana parece estar no caminho de mais uma mudança e mais uma conquista no rumo da igualdade. Peço que considere a responsabilidade de ser uma pessoa com milhares de seguidores também no Brasil. Preste mais atenção ao que diz, antes de postar sobre um tema tão sério”.

Por fim, dá um conselho precioso: “Leia os historiadores, sociólogos, antropólogos, cientistas de várias áreas que discutem as formas e as consequências do racismo ou, pelo menos, demonstre um pouco de consciência diante do negacionismo e das barbaridades que estão acontecendo no Brasil. São tantas que se torna difícil destacar apenas uma. Se não consegue ter empatia diante da dor alheia, melhor ficar em silêncio. Usando as redes como tem usado, você presta um desserviço no processo de combate ao racismo. Vidas negras importam!”

Artilheiro veterano promete renascimento no Baenão

Depois de disputar o Campeonato Paulista da Série A2 pelo São Bernardo, o veterano centroavante Zé Carlos prepara-se para defender o Remo e tentar renascer na carreira, após três temporadas de pouquíssimos gols e muitas contusões. Aos 37 anos, ele falou pela primeira sobre o acordo com o Leão dando a entender que já tem um pré-compromisso firmado com o clube. Quando a quarentena terminar, ele desembarcará no Baenão para cumprir contrato que vai até o final da Série C.

O fato de conhecer o técnico Mazola Junior, com quem trabalhou no Criciúma (SC) e CRB (AL), facilitou o acerto. Sob desconfiança de boa parte da torcida, Zé Carlos garante que está disposto a fazer história no clube. Mais ou menos como falou Neto Baiano, que foi seu reserva no CRB e teve passagem discretíssima pelo Remo em 2019. A conferir.

Galera do Fogão protesta contra não exibição da final de 95

A reprise de jogos marcantes toma conta da grade dominical das emissoras de TV e acaba movimentando as torcidas em tempos de pandemia. No caso da galera botafoguense no Pará, a revolta deu o tom neste domingo, quando a emissora local deixou de transmitir o confronto Santos x Botafogo pela decisão do Campeonato Brasileiro de 1995.

A opção pelo jogo do Peixe sobre o Peñarol (Libertadores), mostrado para a praça de São Paulo, irritou quem torce pelo Fogão, visto que a emissora anunciou durante toda a semana a reprise da final de 1995. O protesto, manifestado na internet, será encaminhado à emissora-mãe.  

(Coluna publicada na edição do Bola desta segunda-feira, 08)