O adeus de um craque: Joel Schumacher morre aos 80 anos

Morre aos 80 anos o diretor de cinema Joel Schumacher

Joel Schumacher, diretor de filmes como “Os garotos perdidos” (1987) e “Batman & Robin” (1997), morreu nesta segunda-feira (22) aos 80 anos, em Nova York. Ele lutava contra o câncer há cerca de um ano. De acordo com o site da revista “The Hollywood Reporter”, o anúncio foi feito por um representante.

Nascido em Nova York, o cineasta começou sua carreira na moda, até começar a trabalhar como figurinista em “O dorminhoco” (1973), de Woody Allen. Seu primeiro roteiro foi para o musical “Sparkle” (1976). Schumacher assumiu a cadeira de diretor em “A incrível mulher que encolheu” (1981), com Lily Tomlin.

Além de “Os garotos perdidos” – filme sobre jovens vampiros, que assumiu após Richard Donner deixar o projeto –, o americano dirigiu também “O primeiro ano do resto de nossas vidas” (1985), “Linha mortal” (1990), “Um dia de fúria” (1993) e “O cliente” (1993).

Em 1995, se tornou o responsável pela série de filmes do Batman, iniciada por Tim Burton. Depois do sucesso de “Batman Eternamente”, que conseguiu a maior bilheteria no fim de semana de estreia até então, foi criticado por “Batman & Robin” (1997), pelo qual se desculpou diversas vezes ao longo do anos.

Schumacher ainda dirigiu filmes como “Tempo de matar” (1996), “8mm: Oito milímetros” (1999), “Ninguém é perfeito” (1999), “Tigerland – A Caminho da Guerra” (2000), “Por um fio” (2002) e “O fantasma da ópera” (2004).

Seu último trabalho como diretor foi em dois episódios da primeira temporada da série “House of Cards”, em 2013.

O diretor Joel Schumacher, em foto de 2011 - Getty Images

Em entrevista de 2019, Schumacher refletiu sobre o desprezo crítico a muitas de suas obras, lembrando-se uma exposição dos artistas James McNeill Whistler e John Singer Sargent que visitou na Inglaterra.

“Os dois foram desprezados pelos críticos de arte, mas fizeram algo brilhante. Bem ao lado das obras, na parede, estavam cópias emolduradas dos reviews horríveis que eles receberam. Quem se lembra desses reviews?”, questionou.

Abraji repudia agressões da PM a repórteres em Alegrete

Na noite de quinta-feira, 18.fev.2020, o repórter Alex Stanrlei e o diretor do jornal Em Questão, do interior do Rio Grande Sul, foram espancados por policiais militares em Alegrete, a cerca de 500 quilômetros de Porto Alegre. 

Por volta das 21:00, Paulo de Tarso Pereira, de 60 anos, e Alex Stanrlei, de 46 anos, foram alertados sobre denúncia envolvendo roubo de gado em uma fazenda do Exército, na cidade de Rosário do Sul, a 100 quilômetros de Alegrete.  Stanrlei foi a campo e fotografou um caminhão boiadeiro parado na frente da Delegacia de Plantão e Pronto Atendimento de Alegrete. Logo depois, foi abordado por uma oficial e um soldado da Brigada Militar de Rosário do Sul.

A discussão começou quando o repórter foi informado de que deveria apagar a imagem. O jornalista se desfez do registro, mas decidiu entrar ao vivo pelas redes sociais para falar sobre a denúncia, sem, contudo, mostrar o caminhão.

A polícia pediu que Stanrlei apresentasse um documento que o identificasse como jornalista. Como alegou ter esquecido os documentos em casa, pediu que fosse firmado com a PM um termo de boa-fé até que algum familiar aparecesse com os documentos, ou mesmo o diretor do jornal Em Questão ajudasse a identificá-lo. A negociação não foi aceita. A partir desse momento, ele disse ter sido insultado e espancado pela brigada militar.

Paulo de Tarso Pereira afirmou à Abraji que, ao chegar à delegacia e ver o repórter no chão, algemado, ainda sendo agredido, passou a gravar a abordagem. Ele relata que a partir desse momento atos mais graves começaram: um PM o agarrou pelo pescoço, depois o chutou e o derrubou. Stanrlei foi arrastado e teve a mão pisoteada. Ambos tiveram celulares confiscados.

Os dois jornalistas sofreram várias escoriações e registraram Boletim de Ocorrência. Na sexta-feira, 19.jun.2020, submeteram-se a exames de corpo de delito. E nesta segunda-feira, 22.jun.2020, o repórter Alex Stanrlei voltou a prestar depoimento.

A Abraji repudia toda e qualquer agressão a profissionais da imprensa, principalmente por parte das forças de segurança do Estado, que deveriam protegê-los para que pudessem exercer sua função de informar a sociedade de assuntos de interesse público.

Intimidar jornalistas – sobretudo com o uso da força – constitui abuso de poder, fere a liberdade de imprensa e enfraquece a democracia. A Abraji exige uma investigação independente e isenta por parte da Brigada da Polícia Militar do Rio Grande do Sul e a punição exemplar dos agressores.  

Diretoria da Abraji, 22 de junho de 2020

Globo afirma que Flamengo não pode exibir Carioca e ameaça com ‘medidas legais’

Em nota publicada nesta segunda-feira, a TV Globo informou que o Flamengo não pode exibir os jogos do Campeonato Carioca, apesar da Medida Provisória nº 984, que alterou as regras sobre a cessão dos direitos de transmissão das partidas de futebol. A emissora afirmou estar ponta para tomar medidas legais contra a “violação de seus direitos adquiridos”, já que a empresa é detentora dos direitos do Estadual do Rio de Janeiro até 2024.

“O Campeonato Carioca foi cedido na vigência da lei que exigia a concordância de ambos os clubes participantes do jogo para a transmissão. A nova MP, ainda que seja aprovada pelo Congresso Nacional, não altera essa cessão já realizada, que é um negócio jurídico perfeito, garantido pela Constituição Federal. A Globo não detém os direitos sobre os jogos do Flamengo e por isso não irá transmiti-los. Da mesma forma, o Flamengo não poderá transmitir qualquer um de seus jogos (ainda que seja mandante) porque a Globo é detentora dos direitos de todos os demais clubes participantes do Campeonato Carioca”, escreveu a Globo.

“A Globo continuará a transmitir regularmente os jogos dos campeonatos que adquiriu, de acordo com os contratos celebrados, e está pronta para tomar medidas legais contra qualquer tentativa de violação de seus direitos adquiridos”, acrescentou.

Segundo publicou o jornal O Dia e confirmou a ESPN, o departamento jurídico do Flamengo já foi notificado pela Globo sobre a não possibilidade de transmissão dos próximos jogos do Carioca em que o clube rubro-negro for mandante.

Desta forma, está vetada a venda dos direitos de transmissão para o jogo contra o Boavista, ainda sem data, pela 5ª rodada da Taça Rio, e também sua exibição pela FlaTV, canal da equipe no YouTube. O Fla é mandante neste jogo.

Vale lembrar que a vitória por 3 a 0 sobre o Bangu, na última quinta-feira, também não foi transmitida, apesar do clube alvirrubro ser o mandante e, pela nova MP, teoricamente ter o direito de exibição da partida. (Da ESPN)

Protocolo prevê Parazão em agosto

Parazão 2020: Clássico do futebol Paraense Remo x Paysandu será ...

POR GERSON NOGUEIRA

O PSC anunciou que vai voltar aos treinos no próximo dia 25, quinta-feira. O Remo volta no dia 01de julho. Com base no protocolo elaborado pela Federação Paraense de Futebol, que prevê cinco semanas de treinamentos antes do reinício dos jogos, o Campeonato Paraense deverá ser retomado entre os dias 01 e 10 de agosto.

Foi o que ficou esboçado na discussão promovida pela Rádio Clube do Pará, ontem à tarde, no programa Futebol Debate, que reuniu representantes de clubes e da FPF. A coluna trabalha com a data de 26 de julho, mas a exigência de cumprimento do protocolo deve empurrar a reabertura para agosto, caso a CBF concorde com o calendário.  

Alguns dos principais embaraços para a volta do Parazão foram explicitados durante o programa, embora sem respostas imediatas para questões como a não obrigatoriedade de cumprimento do protocolo, como cobra a diretoria do PSC.

Os jogos voltarão provavelmente em agosto, mas sem público nos estádios e seguindo as recomendações constantes do protocolo da FPF, que já está em mãos das autoridades do governo do Estado.

Um ponto é pacífico: a CBF exige que os campeonatos estaduais sejam completados antes dos torneios nacionais. Portanto, o Parazão terá que recomeçar antes da Série C. Isso põe por terra a ideia de realizar jogos do Estadual simultaneamente com a competição nacional.

A preocupação em iniciar os jogos do Campeonato Brasileiro depois dos certames estaduais está diretamente vinculado à normalização da malha aérea. Como os jogos do Parazão devem ser centralizados em Belém, os clubes não enfrentarão problemas com deslocamentos por avião.

Na sexta-feira, 26, uma reunião com o governo do Estado deve sacramentar as datas de reinício dos treinos e recomeço da competição. Pelo que se observa entre os clubes, apesar de uma corrente que ainda faz força pelo fim do Parazão, o campeonato terá seu complemento em campo, como prevê o regulamento – e o contrato de patrocínio.

O encontro deve discutir a cobertura de despesas com testes de covid e custos de realização dos jogos sem torcida, embora seja improvável que nova subvenção estatal seja concedida.  

Outro ponto que veio à tona no programa foi a participação de representantes do Espírito Santo na Copa Verde, o que amplia sua abrangência geográfica, que inicialmente se limitava a clubes do Norte. Com a entrada de clubes do Sudeste, a Copa Verde passa a ter características de torneio nacional. Espera-se que a nova condição traga mais recursos e premiação digna para os participantes.

No Rio, a luta contra a falta de bom senso e humanidade

Uma decisão do prefeito do Rio, Marcelo Crivella, devolveu polêmica a um assunto já tremendamente sensível: a volta dos jogos do Campeonato Carioca. Com a medida, Botafogo e Fluminense terão seus jogos adiados, o que atende parcialmente suas reivindicações.

Flamengo, Vasco e os demais clubes pressionaram a Federação do Rio, que já era favorável ao retorno, permitindo que a competição fosse reiniciada na última quinta-feira, com o jogo entre Flamengo e Bangu.

Nem mesmo a vizinhança com o hospital de campanha instalado ao lado do estádio do Maracanã fez com que Flamengo e os demais clubes recuassem. A rodada foi aberta, mas o descumprimento do protocolo levou o prefeito a decidir pela suspensão do campeonato.

Inicialmente, Crivella anunciou que todos os jogos estavam suspensos. Depois, certamente acossado por Flamengo, Vasco e Ferj, voltou atrás e manteve o adiamento apenas para os jogos de Fluminense e Botafogo.

O Botafogo voltou aos treinos no sábado. O clube, ao lado do Flu, recorreu ao TJD, mas a proposta de impedir o reinício do campeonato foi rechaçada. Na argumentação dos clubes, um posicionamento incontestável: a preocupação com a segurança de atletas e demais profissionais.

Tanto Flu quanto Bota concordaram em jogar nos dias 28 e 31 de junho, mas a Ferj se manteve irredutível, bancada pelo apoio do Flamengo, cuja pressa em finalizar imediatamente o campeonato é algo que desafia a lógica e os cuidados que a pandemia impõe.

Todas as glórias aos imortais heróis do tri mundial

O timaço comandado por Pelé e regido por Gerson é eterno. Aquela seleção teve a honra de fazer com que o futebol do Brasil fosse visto e respeitado como o melhor do mundo. Quem tinha alguma dúvida teve que rever seus conceitos vendo em ação aquela que é a maior entre todas as seleções da história. Ninguém ficou indiferente à trajetória do time em campos mexicanos. Não apenas pelas vitórias, mas pela maneira como elas foram conquistadas, sempre com engenharia e arte.

Antecipei em uma semana (domingo passado, 14) o meu tributo à glória do Tri de 70. Mas não poderia deixar de registrar as comemorações de ontem, válidas e vívidas sobre a Copa mais bonita de todas.

Na Globo, ontem, uma justa homenagem a Fernando Solera, o único locutor ainda vivo do pool de emissoras de TV que transmitiu a Copa. Solera foi chefe e mentor de Galvão Bueno nos tempos de Bandeirantes.

Direto do Twitter

“Ainda teremos um tempo de trevas e insanidade. Mas passará. A pandemia também. Mais cedo do que imaginamos, gente ruim voltará para a sombra, para a mediocridade que lhes cabe. Tenhamos esperança. Otimismo? Pode ser. Acho que é a energia que vem do sol neste início de inverno”.

Antero Greco, jornalista

(Coluna publicada na edição do Bola desta segunda-feira, 22)

Weintraub fechou contratos de R$ 12,6 milhões com ex-esposa de Wassef no MEC

Abraham Weintraub, Frederick Wassef e Cristina Boner Leo

O ex-ministro da Educação, Abraham Weintraub, fechou dois contratos de R$ 8,7 milhões e R$ 3,9 milhões cada com uma empresa ligada à ex-mulher e sócia de Frederick Wassef, advogado que abrigou Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), em sua chácara em Atibaia (SP).

contrato mais recente, de R$ 8,7 milhões, foi assinado em fevereiro deste ano com a Globalweb Outsourcing, empresa fundada por Cristina Boner Leo e hoje administrada por Bruna Boner, filha de Cristina. De acordo com o documento, a empresa foi contratada para prestar serviços especializados de “gerenciamento técnico, operação e sustentação de infraestrutura de Tecnologia da Informação e Comunicação” ao MEC. Ao todo, foram 13 itens contratados pela pasta, o que totaliza R$ 8.716.155,16.

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