Novas regras do futebol entram em vigor nesta segunda-feira

Começaram a valer nesta segunda-feira, dia 1º de junho, as novas regras do futebol. As mudanças foram feitas pela Ifab (International Football Association Board), entidade que regula o jogo, e anunciadas no início de abril, sendo implementadas agora.

Portanto, os novos regulamentos já devem ser adotados a partir desta segunda. Entre as modificações, a que mais chama a atenção é a do novo conceito de mão na bola.

A partir de 1º de junho, os juízes não devem mais considerar um toque no começo do braço (junção com a axila) como infração.

O texto também indica que, a partir de agora, o toque de mão involuntário no ataque só deve ser assinalado caso leve diretamente a um gol ou a uma “ocasião manifesta de gol”.

Isso muda diretamente a última recomendação, que pedia que os árbitros marcassem falta em qualquer toque da bola na mão na fase ofensiva das jogadas.

Outra mudança importante diz respeito às cobranças de pênaltis. A partir de 1º de junho, a Ifab orienta agora que uma infração do goleiro (como adiantar-se antes da cobrança) só deve ser punida caso a ação influencie diretamente o resultado final.

Explica-se: se o goleiro se adiantar, mas o atacante chutar a bola no travessão ou para fora, a cobrança não deve ser repetida, por exemplo. Caso o arqueiro seja punido, e a cobrança repetida, ele será advertido. O cartão amarelo só deve ser mostrado no caso de o goleiro cometer uma nova infração.

Os cartões amarelos mostrados durante os jogos não contarão mais em uma disputa direta de pênaltis. Portanto, se um atleta for punido durante o tempo normal e, depois, novamente na disputa de pênaltis, deverá ser relatado na súmula como dois cartões amarelos – e não como uma expulsão.

Além disso, caso cobrador e goleiro cometam infrações simultâneas, o cobrador é quem deve ser punido.

As mudanças também trazem uma orientação importante com relação ao VAR.

De agora em diante, a entidade aponta que agora “sempre que o incidente revisado seja suscetível a considerações subjetivas, o árbitro deve revisá-lo no monitor à beira do campo”.

Vale salientar que as competições que começam (ou começariam) antes de 1º de junho podem escolher se implementam as orientações neste ano ou apenas na edição seguinte.

Os torneios paralisados por conta da pandemia de COVID-19, por sua vez, têm duas opções: concluir a disputa com as regras da temporada 2019/20 ou adotar já as normas para 2020/21. (Com informações da ESPN)

Bolsonaro confirma tendência fascista ao usar frase de Mussolini

Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a causar polêmica nesta segunda-feira (1º) depois de publicar em sua página no Facebook uma frase popularizada pelo fascista Benito Mussolini. A gravação mostra um idoso italiano gritando sozinho na rua que “a liberdade vale mais que a morte”. Em determinado momento, o manifestante solitário diz: “É melhor um dia como leão do que 100 como ovelha”, frase imortalizada pelo ditador italiano em sua escalada autoritária.

Parlamentares não demoraram a reagir ao discurso do presidente. Vice-líder do PCdoB, deputado federal Márcio Jerry (MA) afirmou que a publicação é mais uma prova do projeto autoritário do presidente. “Não esconde quem são seus ídolos e se assume um fascista”, declarou.

Citando o filósofo estudioso do neofascismo, Jason Stanley, José Guimarães (PT-DF), atual líder da Minoria na Câmara, reforçou os conceitos descritos pelo pensador. “A política fascista inclui muitas estratégias diferentes: o passado mítico, propaganda, anti-intelectualismo, irrealidade, hierarquia, vitimização, lei e ordem, ansiedade sexual, apelos à noção de pátria e desarticulação da união e do bem-estar público”.

“Bolsonaro exalta Mussolini, um ditador fascista aliado de Hitler, responsável por mais de 440 mil mortes e que perseguiu quem discordava dele. O presidente brasileiro deixa bem claro que quer um regime autoritário por aqui. Não nos intimidaremos e não permitiremos! Somos 70 porcento”, disse o líder do PSB na Câmara, deputado federal Alessandro Molon (RJ), fazendo menção ao movimento de defesa democrático lançado no último sábado.

Líder do Psol, Fernando Melchionna (RS) preferiu listar as referências nazistas já feitas por Bolsonaro e seus indicados para apontar o avanço do projeto no país. “Já tivemos Guedes citando política nazista, ex-secretário de Cultura citando Goebbels e bandeiras fascistas em protestos. Agora, no dia de protestos antifascistas, Bolsonaro faz referência a Mussolini. Nunca o adjetivo ‘fascista’ para o governo foi tão exato”.

Reginaldo Lopes (PT-MG) também aproveitou a oportunidade para recordar a menção feita por Bolsonaro a outros nomes associados a regimes extremistas. Bolsonaro nunca escondeu sua admiração pelo ditador Pinochet e pelo torturador Ustra. Agora, na Presidência, perdeu a vergonha para citar frases do fascista Benito Mussolini, maior aliado de Hitler. Ser antifascista é lutar por um país de paz e de respeito”, definiu.

O esporte não pode se omitir

POR GERSON NOGUEIRA

Consciência política, informação e posicionamento são artigos completamente em desuso no meio futebolístico brasileiro. Refiro-me ao futebol por ser o esporte que movimenta milhões de reais e arrasta multidões em todo o país. Não pode, obviamente, ser ignorado como atividade popular e evento social.

Ainda assim, é nula a participação de jogadores em manifestações políticas engajadas. Não há notícia recente de qualquer posicionamento explícito de jogadores de futebol em meio ao barril de pólvora existente no Brasil, fato amplificado pela pandemia do novo coronavírus e suas duras consequências para a população.

Nenhum atleta de grande clube ousou se posicionar sobre a situação que levou a um total de mais de 29 mil perdas humanas (até ontem) por covid, 514 mil registros de contaminação (até ontem) e a dor das famílias pelos entes queridos sacrificados.

A alienação como postura diante da vida é marca histórica dos desportistas brasileiros, a ponto de a única exceção ao mutismo generalizado ter sido imediatamente rechaçada por outro ex-atleta e hoje comentarista. Caio Ribeiro teve a pachorra de patrulhar as críticas de Raí aos atos do governo federal em meio à crise da covid. Cabe ressaltar que Caio, como atleta, não chegava ao nível da trava das chuteiras de Raí.

O ex-craque e atual diretor do S. Paulo, como se sabe, é irmão de Sócrates, o mais politizado dos boleiros brasileiros em todos os tempos. Articulado, como havia sido o botafoguense Afonsinho, outro pioneiro, Doutor levou a cabo suas ideias e liderou um movimento ímpar, denominado Democracia Corintiana, ao lado de corajosos companheiros, como Casagrande e Wladimir, mas sem qualquer solidariedade de jogadores de outros clubes.

A Democracia Corintiana foi repudiada pelos outros clubes e até por jornalistas esportivos, incomodados com aquela rebeldia toda. Imagine só jogador dando pitacos sobre democracia… A arrogância elitista dos que não são originariamente “da elite”, mas aspiram vir a ser, é um dos traços inalienáveis da sociedade brasileira. O futebol não fica imune a isso.

Nos últimos tempos, além de Raí, apenas Juninho Pernambucano ousou desafiar o coro dos contentes. Viu, em consequência disso, seu espaço diminuir na área do jornalismo esportivo. Saiu do país para voltar a trabalhar no Lyon (França), onde brilhou como jogador.

Ontem, torcidas organizadas promoveram atos antifascistas e contra o racismo. Em S. Paulo, a Gaviões da Fiel ganhou aliados entre torcedores palmeirenses, santistas e são-paulinos. No Rio, a Democracia Rubro-Negra foi à rua contra racismo e intolerância. Uniram-se aos protestos que eclodiram nos EUA pelo assassinato do negro George Floyd, morto por um policial em Minneapolis.

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Na Europa, goleadores da Bundesliga, como Achraf (Borussia Dortmund, na foto) e Thuram (Borussia Mönchengladbach), se posicionaram em memória de Floyd. Neymar, negro como Floyd, não deu um pio até agora. Por sorte, o atacante Vinícius Junior, jovem revelado nas bases do Flamengo e jogador do Real Madrid, rompeu o silêncio.

Ele usou as redes sociais para apoiar as manifestações antirracistas. “Vidas negras importam”, escreveu Vinícius em seu perfil no Twitter. A postagem trouxe uma imagem que divide Floyd e João Pedro, o adolescente de 14 anos baleado em casa, no Rio.

É importante que as torcidas ganhem o apoio dos jogadores, artistas do espetáculo, até para que seus brados não sejam repelidos com a brutalidade vista ontem, em contraste com os afagos das forças policiais paulistas a manifestantes pró-governo.

Na esteira do engajamento de torcidas do Rio e S. Paulo, começam a surgir grupos antifascistas nas torcidas de Remo e PSC, para lutar contra o preconceito, a discriminação e o ódio. Atuavam separadamente, mas a inspiração e os objetivos levaram a uma aproximação natural. É um caminho. O futebol, mesmo que através de suas torcidas, tem o direito de se manifestar em momento tão grave da vida brasileira.

Com 16 contaminados, Vasco insiste em voltar a jogar

A pressa vascaína em retomar o Campeonato Carioca conflita com a realidade. O jornal O Globo informou ontem que 16 jogadores atestaram positivo para covid-19 no elenco do Vasco. Ao lado da diretoria do Flamengo, a presidência cruzmaltina é a mais engajada do país na campanha para que os campeonatos sejam reiniciados de imediato.

O Ministério Público do Rio de Janeiro desaconselha a retomada do campeonato estadual, opondo-se à federação de futebol e a vários clubes, encabeçados por Vasco e Flamengo. Há a preocupação com a possibilidade de contágio entre os jogadores, levando em conta o estágio da doença no Rio, o segundo Estado mais impactado pelo novo coronavírus.

Conselheiros rubro-negros já se manifestam contra a volta aos gramados. Denominado “Flamengo da Gente”, o grupo estimulou dezenas de sócios a enviarem aos órgãos competentes do clube pedido de esclarecimentos sobre o esforço pela retomada do futebol liderado pelo Flamengo.

Flu contrata Fred sonhando com as glórias do passado

Para alegria do veterano atacante, o Fluminense anuncia ter firmado acordo com Fred, antigo ídolo do clube, para voltar ao time. O contrato é válido por dois anos e os valores negociados não foram divulgados. No Cruzeiro, seu último clube, o centroavante ganhava em torno de R$ 1 milhão para jogar raras vezes e marcar pouquíssimos gols.

É improvável que chegue às Laranjeiras ganhando o mesmo salário, embora seja quase certo também que fará ainda menos gols do que no Cruzeiro. Fred tem 36 anos e carrega histórico de lesões que torna incerta a sua utilidade para o Flu ao longo de duas temporadas. A conferir.  

(Coluna publicada na edição do Bola desta segunda-feira, 01)

Rock na madrugada – Beatles, Fixing A Hole

O icônico álbum “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band” foi lançado há 53 anos pelos Beatles. Foi o oitavo disco de estúdio, produzido pelo maestro George Martin e com concepção de Paul McCartney. É um dos discos mais influentes da história do rock e da música pop. O modelo conceitual até hoje é uma referência. Sargent Pepper’s também ficou célebre pela excepcional qualidade de som, revolucionário para a época.

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