Manifestações antifascistas se espalham pelo país, mas são proibidas em Belém

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Diversas cidades no Brasil registram manifestações neste domingo contra o presidente Jair Bolsonaro e em defesa da democracia. As manifestações ocorrem em cidades como Brasília, São Paulo, Rio, Porto Alegre, Recife e Belo Horizonte.

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Na capital paulista, a Polícia impediu que grupos rivais se manifestassem na Avenida Paulista, que ficou livre para manifestantes bolsonaristas, que compareceram em número bastante reduzido.

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A manifestação contra o racismo e de protesto contra o governo Bolsonaro começou por volta de 14 horas, no Largo do Batata. As pessoas foram orientadas a respeitar normas de distanciamento e a usar máscaras.

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Brasília também registrou protestos (acima) contra o racismo, denunciando o genocídio causado pela covid-19 no país e pedindo “fora, Bolsonaro!”. Grupos de manifestantes de oposição superaram largamente a presença de bolsonaristas nas ruas.

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Em Belém, manifestantes antifascistas foram detidos pela Polícia Militar, enquanto grupos pró-Bolsonaro eram liberados sem problemas maiores. O aparato policial impediu que ocorressem manifestações no centro da cidade e os manifestantes foram impedidos de reunir, sob alegação de que descumpriam as normas de isolamento social.

Curiosamente, desde sábado, a capital paraense liberou o funcionamento de lojas e shoppings, com grandes aglomerações à entrada dos estabelecimentos, sem que a PM ou a Guarda Municipal tivessem comparecido para dispersar as pessoas.

Futebol ainda sem respostas

POR GERSON NOGUEIRA

A notificação extrajudicial encaminhada à FPF pela diretoria do Tapajós, propondo que o Campeonato Estadual seja complementado somente no final do ano e defendendo o não rebaixamento de clubes, dá bem a medida da situação aflitiva dos clubes do interior que participam da competição. Todos estão de pires na mão e persiste uma divisão quanto à retomada: alguns já desistiram do Parazão e outros contam com a volta dos jogos para compensar o déficit causado pela paralisação.

Paysandu vence Tapajós na Curuzu e mantém invencibilidade ...

Sem receita, dependendo exclusivamente da verba de patrocínio pela participação no Parazão, os clubes convivem com problemas para manter os elencos. Além do Tapajós, Paragominas (4º colocado no campeonato), Águia e Carajás tiveram que liberar jogadores para reduzir despesas.  

Ao mesmo tempo, há a preocupação com os custos de testes para o novo coronavírus, necessários para o reinício do campeonato, e o dinheiro necessário para a realização dos jogos com portões fechados. O teste custa cerca de R$ 200,00, o que acarreta gastos em torno de R$ 6 mil para testar elenco e comissão técnica.  

É provável que o Parazão seja retomado no final de julho, mas os treinamentos exigirão cuidados extremos pelo menos duas semanas antes da disputa de jogos. O Remo preparou um protocolo de providências, prevendo testes e obediência às normas de distanciamento entre os atletas. O PSC segue na mesma direção.

Enquanto não se define a quem caberá bancar as despesas, os atletas revelam preocupação, pois serão os mais expostos nas disputas de campo. O Sindicato dos Jogadores Profissionais, através do presidente Oberdan Bendelac, cobra a inclusão das famílias na programação de testagem.

Na Alemanha, referência para todos por ter sido o primeiro país a retomar atividades, o controle tem sido severo e abrange familiares dos jogadores quanto a testes e confinamento. As providências incluem também a hospedagem em hotéis para todas as equipes.

Como é impraticável seguir à risca o exemplo alemão, o futebol do Pará vai depender do achatamento do contágio e a consequente diminuição dos riscos para que as competições possam voltar sem maiores transtornos. O certo é que o pós-pandemia é fonte de preocupação geral, tanto para os grandes da capital como para os emergentes do interior.

Olimpíada 2020: exemplo oriental de contenção de gastos

O tema andava meio esquecido, mas na sexta-feira o conselho executivo dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 informou que vai monitorar a situação do coronavírus até o final do ano, antes de uma decisão sobre a realização ou não da Olimpíada. Foi a primeira vez que um executivo do comitê organizador refere-se a um prazo de decisão sobre os Jogos.

Em decisão inédita, o Comitê Olímpico Internacional (COI) adiou os Jogos em março. A maior competição esportiva do planeta estava prevista para julho. Um novo adiamento, para além de 2021, foi descartado.

Mais importante, porém, foi a afirmação da governadora de Tóquio, Yuriko Koike. Ela declarou que os organizadores buscam maneiras de simplificar os Jogos, o que significa que não haverá um evento grandioso e caro para divulgar a Olimpíada. Tudo em função da pandemia de covid-19.

Os organizadores trabalham para cortar custos relacionados ao adiamento e seguem atentos aos riscos e circunstâncias da pandemia. Não há chance de ocorrer um evento entusiasmado e vibrante enquanto a doença deixa milhares de vítimas pelo mundo – cerca de 390 mil mortos.

Responsabilidade e respeito pautam as ações extremamente cautelosas e ponderadas do comitê organizador dos Jogos. Um exemplo para tantos aloprados que insistem em ignorar os riscos da covid-19.

Jogos Memoráveis mexem com sentimentos da galera

Três partidas inesquecíveis para os torcedores integram a pauta do programa deste domingo, na Rádio Clube. Começa pela vitória do Remo sobre o Botafogo, por 3 a 2, no Mangueirão, valendo pela Série B. Em seguida, será reconstituída a vitória do São Raimundo sobre o Macaé (RJ), por 2 a 1, valendo a conquista da primeira edição da Série D, em 2009. Por fim, o categórico triunfo do Papão sobre o Sport, no Recife, por 4 a 1, Copa do Brasil 2012, com atuações destacadas de Héliton e Pikachu.

Bola na Torre

Lino Machado apresenta o programa, a partir das 21h15, na RBATV, com a presença de Mariana Malato e Saulo Zaire. Participações de Guilherme Guerreiro, Giuseppe Tommaso e deste escriba de Baião, em sistema de home office.

Direto do blog campeão

“A FPF arrecada 10% da renda bruta de todos os jogos do Campeonato Paraense, essa cobrança é feita direto nos borderôs das partidas, a título de ‘Taxa da Federação’, procedimento autorizado pela CBF, no seu RGC – Regulamento Geral das Competições, estabelecendo o piso de 5%, com teto de 10%. Por décadas, essa taxa vem sendo cobrada pelo teto, sem contrapartida. Não existe a obrigação de pagar um único jogador ou membro de equipe técnica, para contribuir com o espetáculo, apenas a formulação da tabela e a ‘organização’ da competição. Seria até uma obrigação, neste momento difícil, onde os clubes vêm fazendo malabarismos financeiros para manter seus compromissos em dia, que a FPF se responsabilizasse pelo custeio do protocolo de segurança e demais despesas necessárias para a realização dos jogos. Fica a sugestão”.

André Carim, um desportista atento aos humores do futebol paraense

(Coluna publicada na edição do Bola deste domingo, 07)

Isabel critica Ana Paula por postagens racistas

Isabel diz em carta que Ana Paula "presta desserviço" no combate ...

A ex-jogadora de vôlei Ana Paula Henkel, notória militante de direita, usou de uma estratégia nazista para criminalizar os negros, em meio aos protestos de ruas nos Estados Unidos pela morte de George Floyd. O lado bom da história é que Isabel, também ex-atleta de vôlei, publicou uma carta aberta (abaixo) enquadrando Ana Paula.

“Ana Paula, depois de ver algumas de suas postagens, tive vontade de te responder. Como nunca tive paciência para redes sociais, fui deixando passar. De mais a mais, não há como esquecermos o fato de que as redes estão aí para dar voz a todos: muitas pessoas fantásticas e muitos…. Esse é o preço da chamada democracia digital – que sempre deve ser debatida, é claro -, mas vamos ao que interessa no momento.

Antes, preciso admitir também que sempre me senti constrangida quando lia as suas postagens. É que o seu nome está ligado ao vôlei, esporte que pratiquei durante muitos anos e, infelizmente, muitas pessoas generalizam esse tipo de fala e me perguntam se as jogadoras de vôlei são, na sua maioria, de extrema direita. Nesses momentos, eu sempre tento explicar que você está longe de representar um perfil do vôlei feminino brasileiro. E que, na verdade, o vôlei, assim como a maioria dos campos profissionais e atividades, não pode ser enquadrado em algum perfil ideológico.

Explico, também, para essas pessoas, que talvez pelo fato de você ter se casado com um americano branco, você tenha sentido a necessidade de se alinhar a uma branquitude, que tem como uma de suas características principais a incapacidade de perceber o seu lugar de privilégio, uma branquitude que naturaliza o lugar de poder branco e torna a supremacia branca uma norma. Afinal, sabemos que ser imigrante por essas bandas daí não é muito fácil, ainda mais com um biotipo latino.

Durante o período colonial, o psiquiatra Frantz Fanon explicou bem o surgimento e a formação desse desejo de identificação com o opressor entre muitos colonizados. Trata-se de uma neurose que o leva a um comportamento adoecido e alienado, por não conseguir lidar com a realidade que o cerca. A história nos ensina que o colonialismo acabou, mas ela também nos mostra que ele permanece com roupas neocoloniais. O vídeo que postou da jovem negra é exemplar de como permanece essa alienação. Temos aqui no Brasil um exemplo caricatural desse comportamento desequilibrado: o diretor da fundação Palmares.

Por isso, te sugiro prestar atenção ao que está acontecendo a sua volta. Existem muitas pessoas que permanecem nesse estágio, tentando apenas apagar suas origens não brancas.

Você posta constantemente frases e ideias que destilam muito preconceito. Mas o seu último post foi a gota d’água e me chocou e revoltou pela profunda ignorância e irresponsabilidade. Sua falta de conhecimento a respeito do racismo e do que ele significa são atrozes.

Infelizmente, o racismo existe no Brasil, nos EUA e no mundo, e muitas pessoas ainda são incapazes de enxergar uma realidade que grita com todos os pulmões. Se você quer usar dados estatísticos como argumentos, procure fontes sérias e não tendenciosas. Aí você vai entender que o racismo é um dado estrutural, que atua na política, na economia e na subjetividade, como explica tão bem o filósofo Sílvio Almeida.

Sua apologia ao governo Trump reflete muito mais o seu mal estar e quiçá o desejo de pertencimento a uma sociedade que você imagina respaldar apenas valores WASP, uma sociedade que precisou mostrar ao mundo as mais assustadoras formas de violência racial, até surgirem as primeiras grandes mudanças com Martin Luther King.

Felizmente, o racismo não só empobrece o ser humano, mas também produz cada vez mais força e resistência. E é isso que está acontecendo nesse momento nos EUA, quando milhões de pessoas de todos os grupos étnicos se unem para demonstrar o seu repúdio ao racismo que ainda atinge sobretudo os negros.

Observe atentamente a sua volta e verá que, no momento atual, a sociedade americana parece estar no caminho de mais uma mudança e mais uma conquista no rumo da igualdade.

Peço que considere a responsabilidade de ser uma pessoa com milhares de seguidores também no Brasil. Preste mais atenção ao que diz, antes de postar sobre um tema tão sério. Leia os historiadores, sociólogos, antropólogos, cientistas de várias áreas que discutem as formas e as consequências do racismo ou, pelo menos, demonstre um pouco de consciência diante do negacionismo e das barbaridades que estão acontecendo no Brasil. São tantas que se torna difícil destacar apenas uma. Se não consegue ter empatia diante da dor alheia, melhor ficar em silêncio.

Usando as redes como tem usado, você presta um desserviço no processo de combate ao racismo.

Vidas negras importam!”

Torcida botafoguense protesta pela não exibição da final de 1995

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Nota de protesto da torcida botafoguense pela não exibição da final do Brasileiro de 1995 entre Botafogo e Santos:

“Torcedor Botafoguense do Estado do PARÁ, esse texto é especialmente pra você! É um chamado para aqueles que sabem como é difícil e ao mesmo tempo apaixonante torcer para o Botafogo aqui no norte do país. Quase sempre esquecidos, lutamos sempre contra tudo e contra todos e, neste momento difícil de pandemia, quando o nosso grande título brasileiro de 1995, o último de expressão nacional, ia ser reprisado na Rede Globo e TV Bandeirantes, simplesmente soubemos hoje que não será mais exibido nem em uma, nem em outra. Na Band foi cancelado e aqui no Pará, a TV Liberal, afiliada da Globo, vai transmitir um jogo do Santos contra o Peñarol. É revoltante porque temos uma torcida enorme do Glorioso aqui no Pará e estamos nos sentindo desrespeitados e desprestigiados pela grande mídia nacional, detentora dos direitos de transmissão dos jogos do nosso querido time do coração. Desta forma, queremos dividir com vocês essa pressão e brigar ombro a ombro, virtualmente falando, pelo nosso amado clube. Queremos a exibição do jogo que nos sagrou campeões em 95! Queremos poder vibrar, novamente, com a nossa torcida esse importante título!
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