Helder se pronuncia sobre operação da PF no Pará

O governador Helder Barbalho declarou, na tarde desta quarta-feira, 10, a respeito da ação da Polícia Federal que cumpriu mandados de busca e apreensão na sede do governo e em sua residência, que o Estado foi enganado pela empresa chinesa que ofereceu um equipamento dentro dos padrões estabelecidos pela saúde brasileira, mas enviou outro, fora dos padrões e que não serviram para atendimento aos pacientes.

Alvo de operação da PF, Helder diz que Governo do Pará foi enganado por empresário que vendeu respiradores - Crédito: Reprodução/Instagram

Explicou que, ao pesquisar junto a empresas nacionais, o governo concluiu que seria mais em conta comprar os respiradores diretamente da China, pagando R$ 126 mil por cada respirador, enquanto nas empresas nacionais pagaria R$ 170 mil.

A empresa chinesa exigiu pagamento integral pelos dos respiradores. O Estado, no entanto, pagou apenas metade do valor, totalizando R$ 25,2 milhões. “Quando recebemos, imediatamente ao verificarmos que os produtos eram diferentes daquilo que havíamos comprado, proibi o uso e determinei que fizéssemos contato com a empresa na China”.

A Justiça do Pará chegou a bloquear bens dos empresários envolvidos na negociação e a reter os passaportes para que não deixassem o Brasil. A empresa ficou obrigada a devolver os R$ 25,2 milhões pagos pelos respiradores. Até o momento, foram pagos R$ 22.795.186,00, faltando R$ 2.400.000,00.

Helder também negou que já conhecesse os empresários, investigados por fraudes na venda de respiradores também no Rio. Segundo ele, o único contato feito com o grupo foi para cobrar os respiradores em atraso.

Presidente do Sindifisco questiona ‘espetáculo’ das operações da PF

Em nota, o presidente do Sindifisco, Charles Alcantara, comentou a operação executada pela PF na manhã desta quarta-feira para investigação de suposta fraude na compra de respiradores pulmonares.

“Em razão da operação deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta quarta-feira, 10, no bojo da apuração de fraude na aquisição de respiradores pulmonares pelo Governo do Estado do Pará, sinto-me no dever de compartilhar com vocês a seguinte opinião, que se mistura a sentimentos:

Em primeiro lugar, qualquer suspeita – por mínima que seja – de mau uso ou desvio do recurso público, seja por conduta ilícita, desidiosa ou coisa que o valha – deve ser apurada. É isso que a sociedade espera das Instituições numa democracia.

Não posso negar, todavia, a minha inquietação e angústia profundas diante dos fortes indícios e até mesmo das evidências de que está em curso uma disputa sobre os rumos da gloriosa Polícia Federal. De um lado, os que querem afirmar a PF como uma Instituição de Estado; do outro, os que a querem como aparelho político para proteger amigos e familiares e perseguir críticos e desafetos.

Inquieta-me o espetáculo sinistro em que se transformaram as operações policiais. Na hora de expor, levantar suspeitas, ‘mostrar serviço’, o espetáculo; nos casos, que não são raros, em que as suspeitas não se confirmam, o silêncio, uma notinha de rodapé, quando muito.

Que a verdade – de verdade – não se demore.

Charles Alcantara
Presidente do Sindifisco Pará”

Mangueirão deve ser interditado e a volta do Parazão fica ameaçada

Mangueirão

A reunião de ontem (09) entre dirigentes de clubes e a diretoria da Funtelpa expôs o mais novo problema no caminho da volta do Campeonato Estadual: a deterioração estrutural do estádio Jornalista Edgar Proença, principal praça de esportes do Estado. O presidente do PSC, Ricardo Gluck Paul, levantou o problema denunciando o estado geral do Mangueirão, com placas comprometidas e ferragens expostas, problema já registrado desde a temporada passada.

Na última reunião da comissão de segurança no combate à covid-19, na FPF, ficou definido que os jogos restantes do Parazão deveriam ser disputados em estádio único e o Mangueirão era o candidato natural a sediar as partidas. Novas alternativas serão discutidas a partir de agora, caso se confirme a interdição do estádio estadual para obras.

Bolsonaro expulsa apoiadora ao ser questionado sobre mortes por covid-19

Após ser questionado sobre as 38 mil mortes causadas pelo novo coronavírus, o presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido-RJ) mandou uma mulher que estava entre seus apoiadores se retirar da porta do Palácio da Alvorada, na manhã desta quarta-feira (10). “Cobre do seu governador. Sai daqui”, disse.

A mulher afirmou: “Nós temos hoje 38 mil mortos por causa do covid. E, assim, não são 38 mil estatísticas, são 38 mil famílias que estão morrendo nesse momento, que estão chorando. O senhor, como chefe da Nação, eu votei no senhor, fiz campanha para o senhor, acho até que o senhor me conhece. E eu sinto que o senhor traiu a nossa população”.

Logo a seguir, ela disse que a população está morrendo, mas Bolsonaro silenciou e se afastou, dando a palavra para outras pessoas. Diante da insistência, o presidente disse para ela parar de falar ou, então, sair do local. “Se você quiser falar, sai daqui, já foi ouvido. Cobre do seu governador. Sai daqui”, declarou o presidente mais uma vez.

“Aquela figura falando abobrinha ali. Vem usar uma coisa séria, as mortes, para fazer demagogia aqui, todos nós respeitamos e temos compaixão pelo pessoal que perdeu um familiar, não importa a circunstância”, disse.

“Mortes estão havendo no mundo todo, não é apenas a covid. Agora, querer culpar a mim… Tem muita gente morrendo de fome, depressão, suicídio, uma política feita apenas de um lado”, disse Bolsonaro.

Zambelli anunciou operações da PF contra governadores não alinhados a Bolsonaro

O governador Helder Barbalho é alvo de busca e apreensão em operação da Polícia Federal na manhã desta quarta (10) no Pará. Eles apuram suposto superfaturamento na compra de respiradores durante a pandemia do coronavírus.

No dia 26 de maio, o site Folha do Caeté lembra que, em entrevista à CNN Brasil, a deputada bolsonarista Carla Zambelli negou que tenha informações privilegiadas sobre operações da Polícia Federal e que o Governador do Pará, Helder Barbalho, deve se preocupar com as investigações pelo superfaturamento na compra de respiradores. “Eu me preocuparia com o Barbalho, não só pelo superfaturamento, mas eu acho que corre no sangue a questão da corrupção. Acho que vem de pai para filho”, disse.

A deputada Zambelli falou isso no dia da operação da PF contra o governador do Rio, Wilson Witzel. Os governadores tomaram providências favoráveis ao isolamento social, diferente de Jair Bolsonaro.

PS: Zambelli também “previu” na véspera a operação Placebo contra o governador do RJ Wilson Witzel. “Eu não sou uma pessoa burra. Se eu tivesse informação privilegiada, eu falaria isso publicamente?”, comentou na ocasião.

PF faz operação no Pará que deputada bolsonarista antecipou há várias semanas

A Polícia Federal realiza hoje uma operação que apura a existência de fraude na compra de respiradores pulmonares pelo governo do Pará nesta quarta-feira (10). Segundo a PF, a compra dos respiradores custou ao Estado o valor de R$ 50.400.00,00. Desse total, metade do pagamento foi feito à empresa vendedora do equipamento de forma antecipada. Um dos alvos de busca é o governador Helder Barbalho (MDB).

A operação, batizada de Para Bellum, mobiliza 130 policiais federais com apoio da Controladoria-Geral da União (CGU) e da Receita Federal e os mandados, determinados pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), são cumpridos nos Estados do Pará, Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo, Santa Catarina, Espírito Santo e Distrito Federal.

O governo informou em nota que entrou na Justiça com pedido de indenização por danos morais coletivos contra os vendedores dos equipamentos e que está contribuindo com a investigação da Polícia Federal no cumprimento de seu papel em sua esfera de ação.

O governador do Pará, Helder Barbalho
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Nas redes sociais, o governador Helder Barbalho se manifestou esclarecendo a posição do Estado no caso e informando que os valores pagos pelos respiradores já foram ressarcidos aos cofres públicos.

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Preso no Rio cúmplice do sargento acusado de matar Marielle

O bombeiro Maxwell Simões Corrêa, o Suel, em sua casa, antes de ser preso

Apontado como cúmplice do sargento da reserva da Polícia Militar Ronnie Lessa, acusado de matar a vereadora Marielle Franco (PSOL) e o motorista Anderson Gomes, o cabo do Corpo de Bombeiros Maxwell Simões Corrêa, o Suel, de 44 anos, foi preso, na manhã desta quarta-feira, durante a operação Submersos II.. Ele foi localizado num condomínio no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio. Suel já estava na mira da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) e do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Rio (MPRJ) desde a prisão de Lessa e do ex-policial militar Élcio Vieira de Queiroz, em março do ano passado.

De acordo com os investigadores, coube ao bombeiro ajudar, logo após a prisão do sargento, no descarte das armas escondidas por Lessa. O bombeiro é acusado de ter cedido um carro para a quadrilha de Lessa esconder as armas por uma noite, logo após a prisão do sargento, antes de um de seus comparsas, Josinaldo Freitas, o Djaca, recolhê-las e jogá-las no mar para evitar a apreensão.

Uma das armas, cogita a polícia, pode ter sido usada no ataque a Marielle. O veículo de Suel ficou estacionado no pátio do supermercado Freeway, na Barra da Tijuca. Suel tentou plantar falsas testemunhas para esconder a propriedade do carro, mas os investigadores conseguiram desmenti-las.

A vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes foram assassinados numa emboscada no Estácio em março de 2018

Ao EXTRA, Antônio Ricardo Lima Nunes, delegado titular do Departamento Geral de Homicídios e Proteção à Pessoa (DGHPP), afirmou que espera prender ainda em 2020 os mandantes do assassinato da vereadora e de seu motorista.

— Estamos trabalhando sem descanso para prender os mandantes desse crime. Ao longo dessa investigação já prendemos mais de 65 pessoas, apreendemos dezenas de armas e já existem diversas investigações que se desdobraram. Acreditamos que iremos solicitar esse caso ainda neste ano — destacou o policial.

Decisão de Damares anula anistia e pensão do Coronel Nunes

Coronel Nunes

O notório ex-presidente da CBF Coronel Antonio Carlos Nunes de Lima está entre os 295 militares que perderam a condição de anistiado político por decisão de Damares Alves, publicada ontem no Diário Oficial. Nunes, que comandou a entidade entre 2017 e 2019, recebia pensão de R$ 15 mil por mês.

Passou a ter direito ao benefícios depois que a Comissão de Anistia considerou perseguição política a portaria que o exonerou do cargo de cabo da FAB. Em outubro do ano passado, porém, o Supremo decidiu que a medida não foi persecutória.

O coronel, que presidiu a FPF por duas décadas, continua na função de vice-presidente da CBF. (Com informações da coluna de Lauro Jardim em O Globo)

Ansiedade domina artistas da bola

POR GERSON NOGUEIRA

Não é só o torcedor que se mostra agoniado com o longo e forçado jejum de bola. Os atletas, artistas do espetáculo, revelam a cada nova entrevista a ansiedade pela retomada das atividades, revelando o quão difícil é suportar tanto tempo longe dos treinos e partidas oficiais.

Ontem, em vídeo disponibilizado pela assessoria do Remo, o goleiro Vinícius admitiu que sofre muito com a espera. Afirmou, ainda, que receia a volta aos jogos sem a presença do torcedor azulino nos estádios.

Reafirmou os cuidados com o cumprimento do protocolo interno definido pelo clube, que inclui treinamentos monitorados por videoconferência. Para um atleta disciplinado como o goleiro azulino, a missão de manter a forma é item primordial a essa altura da quarentena.

Ocorre que, ao mesmo tempo em que se preparam, os jogadores vivenciam mais de perto as responsabilidades familiares, o que torna ainda mais desafiador o inédito processo de confinamento.

David Lima

Há também jogador envolvido com a luta diária pela sobrevivência e a necessidade de complementação de renda. É o caso do meia-atacante azulino David Lima (foto), promissor jogador revelado nas bases do clube, que tem se dividido entre a atenção aos treinos e o trabalho como entregador de pizza e serviços de refrigeração.

Pai de duas crianças e residente no conjunto Júlia Seffer, em Ananindeua, o habilidoso jogador tinha vaga garantida no time do Leão que iria disputar o Parazão sub-20, com possibilidade de ganhar chance na equipe profissional, mas as medidas de isolamento alteraram seus planos.

Com a maturidade adquirida na luta por oportunidade no futebol, David revela que a melhoria de renda é uma atitude de comprometimento com a família. Mesmo com salário pago pelo Remo, ele viu a necessidade de contribuir para tornar a situação em casa mais tranquila.

Muitos companheiros de ofício enfrentam sérias dificuldades, alguns com atrasos salariais e problemas até para prover a família. David, mesmo na expectativa pelo retorno aos gramados, não perde de vista as lições que a vida impõe. Não deixa de ser uma forma de amadurecimento pessoal.

Aos 19 anos, Davidestá nas categorias de base do Leão desde 2013, oriundo do futsal. Reconhecido como uma joia do clube, conquistou títulos e disputou torneios nacionais. Desde 2018, está no elenco profissional.

Flamengo mantém a defesa da volta imediata dos jogos

Espécie de tiete de Jair Bolsonaro, com quem partilha as mesmas ideias contra o isolamento durante a pandemia, o presidente do Flamengo, Rodolfo Landim, teve uma discussão acalorada durante programa do canal Sportv e deixou claro que a depender de sua vontade a bola já estaria rolando, independentemente do número de vítimas diárias da covid-19 no Rio de Janeiro. Com o conhecido tom arrogante, Landim avalia que está liderando um processo de “modernização” do futebol no país.

O governo autorizou a liberação de diversas atividades, entre as quais o futebol, em decisão vista como um gesto do governador Wilson Witzel, rubro-negro de carteirinha, em benefício das pretensões do clube. A medida foi inicialmente barrada na Justiça e novamente confirmada ontem.

Landim defende o protocolo da Federação Carioca que prevê a volta aos treinos e garante que o Flamengo “protegendo jogadores e as famílias”, como se fosse o suficiente dentro de um esporte que envolve muito mais pessoas e famílias. Alega que nenhum jogador ou membro da comissão técnica foi contaminado, até o momento.

Botafogo e Fluminense mantêm posição contrária ao Flamengo e à Ferj, postulando que o futebol seja reiniciado apenas depois de confirmado o declínio da pandemia no Estado.

Goleador do Parazão ganha oportunidade no Cariocão

Artilheiro e principal destaque individual do atual Campeonato Estadual, o atacante Pecel aproveita o breve espaço de tempo entre o futebol do Rio de Janeiro e o do Pará para mostrar suas qualidades a um público muito maior. Ninguém desconhece o potencial da vitrine que é a competição carioca, prevista para reiniciar no final deste mês.

Pecel, 28 anos e autor de oito gols (em oito jogos) no Parazão, vai defender o Boavista na reta final do Carioca. A equipe é dirigida por Paulo Bonamigo, amigo do presidente Helinho, que trabalhou como jogador sob o comando do técnico. O Boavista é a grande surpresa do torneio carioca.

O Castanhal renovou o contrato de Pecel até o fim do ano e o liberou sem ônus para jogar as etapas finais do certame do Rio. Em 3º lugar na classificação e candidato ao título, o Japim disputará o restante do Parazão, nem que seja em dezembro, segundo Helinho. O goleador deve voltar a tempo de disputar semifinais e, eventualmente, a final do campeonato.  

Atletas rejeitam quebra de acordo sobre intervalo entre jogos

A Federação Nacional dos Atletas de Futebol está manifestando um importante posicionamento, com força suficiente para atrapalhar vários dos planos da CBF para o reinício das atividades no pós-pandemia. A entidade, após consultar jogadores em todo o país, rejeita a alternativa proposta pela CBF de diminuir o intervalo entre as partidas de 66 horas para 48 horas, a fim de completar o calendário de 2020.

“Nós fizemos a consulta. Todos disseram não. Não pode haver jogo com intervalo inferior a 66 horas. A Fenapaf não está autorizada a quebrar o acordo, pois a categoria não aceita”, disse Felipe Augusto, presidente da federação. Ele se refere ao acordo firmado com a CBF há três anos, em Campinas (SP), estabelecendo intervalo mínimo de 66 horas.

Pelo acertado, se um clube quiser jogar no intervalo diferente, pode fazer isso desde que os atletas não sejam os mesmos.

(Coluna publicada na edição do Bola desta quarta-feira, 10)