O adeus de Astrogildo Corrêa, o “Amigo Público nº 01”

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Uma das lendas da Rádio Marajoara partiu nesta quinta-feira. Astrogildo Corrêa, conhecido popularmente como o “Amigo público número 1”, morreu vitimado por pneumonia, aos 78 anos. Trabalhou desde a juventude na Marajoara, com ligeira passagem pela TV RBA como participante do quadro “A Consciência do Braguinha” no programa Barra Pesada, ao lado de Oséas Silva. A atração foi criada no Barra, em 1996, como homenagem a um dos campeões de audiência da “Patrulha da Cidade”.

O corpo de Astrogildo foi velado na Igreja dos Capuchinhos e sepultado no final da tarde. De temperamento introvertido, simplório ao extremo, Astrogildo é uma das legendas da época áurea do rádio paraense. A vinheta que anunciava sua participação na programação da Marajoara ficou clássica: “O amigo público nº 01… Astrogildo Corrêaaaa”.

Rádio Memória Pará: Astrogildo Corrêa - o Amigo Público Número 1

Convivi de perto com Astrogildo no período em que abrilhantou o Barra Pesada com o quadro do mentiroso Braguinha, ao lado de Oséas Silva (que fazia a voz da Consciência). Profissional ao extremo, pontual sempre, ele impressionava pela timidez e simplicidade.

O passado é uma parada… – Blog do Gerson Nogueira

O quadro fez muito sucesso. A sugestão veio de Luiz Eduardo Anaice, que havia sido trazido da rádio Marajoara por minha iniciativa para tornar o Barra Pesada um programa de estilo mais descontraído, menos pesado. Assim como Anaice, Astrogildo e Oséas mostraram na TV a competência e o talento que o rádio havia revelado. Vai deixar saudades.

Para beneficiar Flamengo, Bolsonaro assina MP que dá direito de transmissão aos mandantes de jogos

O presidente do Flamengo, Rodolfo Landim, afirmou que o clube vai poder transmitir ou vender o direito de suas partidas no Campeonato Carioca. A informação foi divulgada durante entrevista do dirigente rubro-negro para a TV Band, nesta quinta-feira (16).

Segundo Landim, o clube vai poder realizar esse tipo de negociação porque o presidente Jair Bolsonaro assinou Medida Provisória (MP), que foi divulgada no Diário Oficial da União desta quinta, permitindo esse direito aos clubes que não possuírem acordos de transmissão. 

Foto: Divulgação

O presidente do Flamengo, Rodolfo Landim, esteve com Bolsonaro na quinta-feira durante cerimônia em que seria assinado uma MP de Flexibilização de regras para clubes durante a epidemia do coronavírus. Essa lei acabou sendo aprovada via Congresso. Mas o presidente da República assinou a MP que altera os direitos de televisão por meio de uma mudança na Lei Pelé. Antes, a legislação determinada que os dois times tinham os direitos da transmissão e agora isso é só do mandante.

Os dirigentes rubro-negros, no entanto, festejaram a assinatura da nova MP de Bolsonaro. Seu entendimento é de que o clube está livre para transmitir os jogos dos quais é mandante no Carioca. Ao mesmo tempo, entende que a Globo pode passar sua partida contra o Bangu em que o time alvirrubro é mandante.

Ainda não há uma decisão se o clube pretende vender os direitos do Carioca ou passar na FlaTV, capitalizando em seu canal os ganhos. A Globo, no entanto, ainda analisa a medida para entender se pode passar a partida desta quinta-feira, retorno do futebol pelo Carioca.

Prisão da esposa de Queiroz preocupa clã Bolsonaro

É destaque na coluna de Lauro Jardim, na manhã desta quinta (18), que além de Fabrício Queiroz, sua esposa, Márcia Aguiar, também teve ordem de prisão decretada pelo juiz Flávio Itabaiana. Para o clã Bolsonaro, a prisão de Márcia é um problema maior do que a prisão do próprio Queiroz.

“Fabrício Queiroz sempre deixou claro para a família do presidente que poderia assumir toda a qualquer acusação que lhe fosse imputada por eventuais investigações do Ministério Público desde que sua mulher, Márcia, e sua filha Nathália (ex-funcionária do gabinete de Jair Bolsonaro na Câmara) não sofressem qualquer consequência nos processos das rachadinhas. Ou seja, se nada acontecesse com elas, ele nunca contaria nada que desabonasse a família Bolsonaro”, escreveu Jardim.

O humor do presidente Jair Bolsonaro, com a prisão do ex-assessor de seu filho Flavio Bolsonaro, Fabrício Queiroz, não deve estar dos melhores nesta quinta-feira. O presidente não parou nem para falar com os apoiadores, como costuma fazer na saída do Alvorada. Já está no Palácio do Planalto e deve se reunir com seus principais auxiliares para definir uma estratégia de resposta ou silêncio no caso.

“Esse assunto é pólvora”, admitiu uma fonte palaciana. Alguns interlocutores do presidente ouvidos pela coluna lembraram que qualquer tema que atinja a família do presidente o deixa “transtornado”. “O presidente tem um temperamento difícil e sempre quando mexem com os filhos fica mais difícil a conversa”, afirmou uma fonte próxima. “É um assunto super delicado para família”, comentou outro assessor.

Fim de um mistério: Polícia prende Queiroz, “laranja” da família Bolsonaro

Da Época:

A prisão de Fabrício Queiroz, ex-chefe de gabinete de Flávio Bolsonaro, joga por terra tudo que o filho mais velho do presidente Jair Bolsonaro vinha dizendo há um ano e meio sobre desconhecer o paradeiro daquele que foi seu braço-direito durante anos. Queiroz foi preso na casa de um advogado de Flávio Bolsonaro.

Disse o senador no ano passado a ÉPOCA, quando perguntado sobre o paradeiro de Queiroz:

“Não o vejo há muito tempo, não falo com ele há muitos anos. Qualquer contato meu com ele pode ser entendido pela Justiça como uma tentativa de obstruir alguma coisa. Então tenho de tomar cuidado triplicado para evitar que algum mal-entendido aconteça”.

Mídia de cabeçalho

O Ministério Público do Rio de Janeiro prendeu na manhã desta quinta-feira o ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro, Fabrício Queiroz. Além dele, o juiz Flávio Itabaiana Nicolau, da 27ª Vara Criminal do TJ do Rio,   expediu mandado de prisão contra a mulher de Queiroz, Márcia Oliveira de Aguiar. A informação é do jornal O Globo. 

O casal  e o senador são investigados pelo esquema da rachadinha na Assembleia Legislativa do Rio. Queiroz foi preso em Atibaia, no interior de São Paulo e deve vir para o Rio, onde é investigado. A operação denominada “Anjo” teve o apoio da Polícia Civil. O mandado de prisão contra Márcia está sendo cumprido com auxílio da Polícia Federal.

Márcia esteve no gabinete de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio entre 2007 e 2017. Ela foi um dos sete parentes que Queiroz emplacou na estrutura do mandato de Flávio. Também foram lotados outros sete parentes dele no gabinete de Flávio desde 2007. Entre os parentes de Queiroz investigados junto com o casal estão ainda a enteada e duas filhas, uma delas é a Nahtalia Queiroz, conhecida por ser personal trainer.

Da coluna de Mônica Bergamo na Folha:

Na época em que estourou o escândalo das rachadinhas, em 2018, Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro preso nesta quinta (18) por envolvimento no escândalo, repetia sempre: “Podem me prender, mas não podem prender minha mulher nem milha filha”.

O recado era passado por meio de advogados para o coordenador da campanha, Gustavo Bebianno, de acordo com relatos feitos à coluna. A tradução feita na época pelo núcleo da campanha era a de que o ex-assessor poderia suportar a prisão calado – mas o mesmo não aconteceria se sua família virasse alvo.A mulher dele, Marcia Oliveira de Aguiar, que trabalhou no gabinete de Flavio Bolsonaro, e a filha, Nathalia Melo de Queiroz, que trabalhou com Jair Bolsonaro, também eram investigadas. E o que o ex-assessor mais temia aconteceu: a Justiça do Rio de Janeiro autorizou, nesta quinta, a prisão de Marcia.

AÇÃO CONJUNTA – A prisão de Queiroz foi determinada após ação conjunta do Ministério Público de São Paulo e do Rio de Janeiro e da Polícia Civil paulista. Além dele, também são alvos da Operação Anjos outros quatro ex-funcionários de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, contra os quais foram cumpridos mandados de busca e apreensão. Entre eles, Alessandra Esteves Marins, que ainda trabalha para o senador.

Ela mora em um imóvel que consta da declaração de bens do presidente Jair Bolsonaro entregue à Justiça eleitoral em 2018. A casa está localizada no bairro de Bento Ribeiro, Zona Norte do Rio. O imóvel também foi vasculhado por agentes policiais. Segundo as investigações, ela repassou cerca de R$ 19 mil a Fabrício Queiroz.

A Copa que o Botafogo venceu

POR GERSON NOGUEIRA

SELEÇÃO BRASILEIRA: COPA DE 1962 - BI CAMPEÃ

O tempo é implacável, voraz e acaba deixando de lado façanhas realmente admiráveis protagonizadas pelo futebol brasileiro. Uma das mais importantes – e nem sempre reconhecidas – foi a conquista da Copa de 1962, que completou ontem exatamente 58 anos. Foi o mundial ganho por um time. O Botafogo tinha cinco titulares naquela Seleção, jogadores fundamentais para a caminhada triunfante.

Quando a Copa começou, o Brasil, que havia levantado o primeiro caneco mundial nos campos da Suécia, quatro anos antes, desembarcou no Chile como favorito. O problema é que um contratempo terrível, ocorrido logo na segunda rodada, passou a ameaçar esse prognóstico.

Pelé, já se consolidando como gênio dos gramados, sofreu lesão grave e ficou alijado do restante da competição. Diante do forte time da Tchecoslováquia, o fenômeno santista distendeu o músculo da virilha. Seguiu em campo, mancando, pois as regras da época não permitiam substituições durante os jogos. O jogo terminou em 0 a 0.

Copa do Mundo é marcador de tempo. Quantas copas veremos? - Sílvio ...

E quem estava lá para substituir o Rei? Amarildo, centroavante esguio e rápido, titular do Botafogo, foi o jogador escolhido pelo técnico Aimoré Moreira. E o centroavante abraçou com unhas e dentes a oportunidade.  

Além de Amarildo, o Botafogo contribuiu decisivamente para o êxito da Seleção com um punhado de craques. Nilton Santos, absoluto na lateral esquerda. Mestre Didi na meia-cancha. Zagallo, como falso ponta-esquerda. E o mais decisivo de todos: Mané Garrincha, o demônio da Copa.

Sem Pelé, Garrincha entendeu que tinha que assumir a responsabilidade ofensiva. E mostrou extrema competência para suprir a ausência do grande astro do escrete. Saiu-se tão bem na missão que adquiriu a fama de ter sido o homem que conduziu o time ao título.

Garrincha deu um show na semifinal contra o Chile, perante 80 mil torcedores. Marcou dois gols no primeiro tempo, contribuindo para a vitória por 4 a 2. Quase no fim do jogo, revidou uma entrada criminosa do lateral Rojas. Só Mané foi expulso.

Teve a escalação garantida após algumas manobras de bastidores, comuns naquele mundial marcado por extrema violência em campo (dois jogadores tiveram pernas quebradas) e arbitragens caóticas. Na finalíssima, diante dos tchecos, Mané atraiu toda a atenção da dura marcação e deixou Amarildo, Zito e Vavá com mais liberdade para marcar os gols que garantiram o bi.

Caso alguém tenha porventura alguma dúvida quanto à imensa contribuição do Botafogo para as glórias do futebol nacional, é aconselhável que reveja os vídeos da Copa do Mundo disputada em território chileno. Está tudo ali.

No Rio, prevaleceu a pressão dos indiferentes

Com o apoio e a pressão de Flamengo e Vasco, a Federação do Rio de Janeiro impôs para hoje a volta do campeonato carioca. Com autorização do prefeito Marcelo Crivella, a Ferj criou um protocolo que pretende garantir plena segurança aos atletas, comissões técnicas e árbitros.

Contra a opinião de infectologistas e autoridades médicas, o campeonato será reiniciado tendo o Flamengo no jogo de reabertura, com a provável presença do presidente da República nas tribunas, na condição de principal opositor às normas de isolamento social como combate à pandemia.

Botafogo e Fluminense não aceitam a decisão e prometem ir à Justiça pelo direito de não voltar a campo agora, num período considerado crítico da pandemia no Estado do Rio, o mais afetado pela doença em todo o país.

Triste é saber que, bem ao lado do Maracanã, um hospital de campanha abriga pacientes que lutam pela vida, sofrendo com os horrores do novo coronavírus. É provável que, em determinado momento, dentro do estádio, gols sejam comemorados enquanto pessoas perdem a vida lá fora.

Pobre país, de gente tão indiferente à vida dos outros.

Um passeio pelo romantismo que o futebol perdeu

“Não encaro o futebol como mero espetáculo, brincadeira, jogo ou guerra; ele pode ser tudo isso e muito mais. Futebol é cultura, faz parte de um campo de elaboração de símbolos, projeções de vida, construção de laços de coesão social, afirmação identitária e tensão criadora.

O processo de falência do futebol e do botequim como cultura reduz o jogo e a ida ao bar aos patamares de meros eventos; para delírio das caravanas que parecem percorrer os bares com a curiosidade dos antigos imperialistas em incursões civilizadoras. (…)

O craque se transforma em ‘jogador diferenciado’, o reserva é a ‘peça de reposição’, o passe vira ‘assistência’, o campo é a ‘arena multiuso’ e o torcedor é o ‘espectador’. (…)

A irrelevância do futebol das várzeas, a comovente ruindade dos perebas, a epopeia silenciosa dos derrotados, dos fracassados, dos frangueiros, dos frequentadores das arquibancadas precárias de madeira e cimento, traçam certo painel afetuoso sobre um Brasil que me interessa.

A minha pátria é um gole de cerveja para comemorar um gol sem importância; coisa capaz de aconchegar um homem na sua aldeia quando tudo mais lhe parece vertigem de um mundo desencantado.

Do livro “Ode a Mauro Shampoo e outras histórias da várzea” (2017), do historiador e escritor Luiz Antonio Simas.

Os riscos que rondam os veteranos na volta do Parazão

O Campeonato Estadual foi paralisado na 8ª rodada da fase de classificação. Restam seis rodadas a serem disputadas – pelo encerramento da etapa inicial, pelas semifinais e finais. Para que a competição seja retomada, a FPF elaborou protocolo com orientações e normas especiais. O documento será analisado pelas autoridades do governo.

Uma dúvida permeia tudo isso. Como fica a situação dos profissionais mais experientes, integrantes do chamado grupo de risco da covid-19? Hélio dos Anjos, por exemplo, aos 62 anos, deve ser alvo de atenções maiores no retorno dos treinos e no reinício do Parazão. Mazola Junior, do Remo, tem 55 anos, mas se insere no mesmo âmbito dos cuidados especiais.  Espera-se que o protoloco, ainda sigiloso, não seja omisso quanto a isso.

(Coluna publicada na edição do Bola desta quinta-feira, 18)