
A pandemia do novo coronavírus (Covid-19) não só infectou mais de 6,5 milhões de pessoas e provocou pelo menos 387 mil mortes em todo planeta, como também impactou profundamente o cenário econômico do futebol mundial. Com menos dinheiro nos cofres, os clubes provavelmente serão bem mais modestos na hora de reforçar seus elencos. Resultado: na próxima janela de transferências, os grandes negócios serão raros. E isso inclui aqueles envolvendo jogadores do único país pentacampeão mundial de futebol.
Por isso, será difícil encontrar algum time relevante no cenário europeu quebrando seu recorde de reforço de reforço brasileiro mais caro da história. Dos 19 clubes que tiveram seus históricos de transações analisados pelo “Blog do Rafael Reis”, somente um já derrubou essa barreira para a próxima janela de transferências: o Benfica, que irá pagar 20 milhões de euros (R$ 112,2 milhões) pelo meia-atacante Pedrinho, do Corinthians. Só que esse negócio foi fechado antes da pandemia da Covid-19 chegar à Europa e, muito possivelmente, será o único envolvendo um brasileiro que poderá ganhar o rótulo de recorde em 2020/2021.
Atualmente, as maioria dos clubes analisados tem como reforço brasileiro mais caro de todos os tempos jogadores que foram contratados em 2018. Barcelona (Philippe Coutinho), Liverpool (Alisson), Manchester United (Fred), Juventus (Douglas Costa) e Tottenham (Lucas Moura) fazem parte dessa lista. O Borussia Dortmund é aquele que possui a marca mais antiga. O máximo que ele pagou por um jogador com DNA verde e amarelo foi 25,5 milhões de euros (R$ 143,1 milhões, na cotação atual), lá em 2001, por Amoroso.
O recorde do Manchester City também é da década passada: Robinho, que custou 43 milhões de euros (R$ 241,2 milhões) em 2008.
Apenas dois times do primeiro escalão da Europa têm brasileiros como seus reforços mais caros de todos os tempos: o Paris Saint-Germain, que gastou 222 milhões de euros (R$ 1,2 bilhão) para contratar Neymar, e o Barcelona, cujo investimento em Philippe Coutinho chegou a 160 milhões de euros (R$ 898 milhões). Esses também são os dois únicos negócios envolvendo atletas do país da CBF que ultrapassaram a barreira dos 100 milhões de euros (R$ 561 milhões).
O brasileiro mais caro na história de cada clube
PARIS SAINT-GERMAIN: Neymar (2017), 222 milhões de euros
BARCELONA: Philippe Coutinho (2018), 160 milhões de euros
REAL MADRID: Kaká (2009), 67 milhões de euros
LIVERPOOL: Alisson (2018), 62,5 milhões de euros
MANCHESTER UNITED: Fred (2018), 59 milhões de euros
MANCHESTER CITY: Robinho (2008), 43 milhões de euros
JUVENTUS: Douglas Costa (2018), 40 milhões de euros
CHELSEA: Willian (2013), 35,5 milhões de euros
(do blog de Rafael Reis)